quinta-feira, junho 07, 2007

Metáforas


Faz duas semanas.

Desde esse momento, sinto-me ser aquele cavalheiro que sai do ovo, tendo uma senhora do lado de fora, à espera.

Deixar o Trabalho para quem o Sabe Fazer

Dispersão

Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto
E hoje, quando me sinto.
É com saudades de mim.

Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar.
Na ânsia de ultrapassar,
Nem dei pela minha vida...

Para mim é sempre ontem,
Não tenho amanhã nem hoje:
O tempo que aos outros foge
Cai sobre mim feito ontem.

(O Domingo de Paris
Lembra-me o desaparecido
Que sentia comovido
Os Domingos de Paris:

Porque um domingo é família,
É bem-estar, é singeleza,
E os que olham a beleza
Não têm bem-estar nem família).

O pobre moço das ânsias...
Tu, sim, tu eras alguém!
E foi por isso também
Que me abismaste nas ânsias.

A grande ave doirada
Bateu asas para os céus,
Mas fechou-as saciada
Ao ver que ganhava os céus.

Como se chora um amante,
Assim me choro a mim mesmo:
Eu fui amante inconstante
Que se traiu a si mesmo.

Não sinto o espaço que encerro
Nem as linhas que protejo:
Se me olho a um espelho, erro -
Não me acho no que projeto.

Regresso dentro de mim
Mas nada me fala, nada!
Tenho a alma amortalhada,
Sequinha, dentro de mim.

Não perdi a minha alma,
Fiquei com ela, perdida.
Assim eu choro, da vida,
A morte da minha alma.

Saudosamente recordo
Uma gentil companheira
Que na minha vida inteira
Eu nunca vi... Mas recordo

A sua boca doirada
E o seu corpo esmaecido,
Em um hálito perdido
Que vem na tarde doirada.

(As minhas grandes saudades
São do que nunca enlacei.
Ai, como eu tenho saudades
Dos sonhos que sonhei!... )

E sinto que a minha morte -
Minha dispersão total -
Existe lá longe, ao norte,
Numa grande capital.

Vejo o meu último dia
Pintado em rolos de fumo,
E todo azul-de-agonia
Em sombra e além me sumo.

Ternura feita saudade,
Eu beijo as minhas mãos brancas...
Sou amor e piedade
Em face dessas mãos brancas...

Tristes mãos longas e lindas
Que eram feitas pra se dar...
Ninguém mas quis apertar...
Tristes mãos longas e lindas...

Eu tenho pena de mim,
Pobre menino ideal...
Que me faltou afinal?
Um elo? Um rastro?... Ai de mim!...

Desceu-me n'alma o crepúsculo;
Eu fui alguém que passou.
Serei, mas já não me sou;
Não vivo, durmo o crepúsculo.

Álcool dum sono outonal
Me penetrou vagamente
A difundir-me dormente
Em uma bruma outonal.

Perdi a morte e a vida,
E, louco, não enlouqueço...
A hora foge vivida
Eu sigo-a, mas permaneço...




Castelos desmantelados,
Leões alados sem juba...



Paris - maio de 1913.



Mário de Sá-Carneiro

Pessoal mas Público

Segue, abaixo, a minha lista de defeitos. Não há hierarquias, seguem-se pela ordem de lembrança mental. Isto vai ser actualizado, à medida que se descubram mais.

Ciumento
Paranóico
Obtuso
Impaciente
Burro
Pouco Esperto
Apressado
Poucos recursos
Odeia Direito Civil
Inconveniente
Concede Facilmente o Perdão
Complicado (aditado)
Pouco Persistente(aditado)
Já aguentou noitadas bem melhor (aditado)
Extremamente chato (aditado)
Transigente a dar com o pau (aditado)
Realista (aditado)

quarta-feira, junho 06, 2007

A Posse

Desde que estudo Direitos Reais que descobri algo interessante: Nenhuma matéria é superior à Posse.
Há as formas de aquisição, as vicissitudes, a transmissão, a diferença entre detenção, o Carvalho Fernandes, o Varela, Rui Pinto Duarte, Ascensão e o Menezes Cordeiro.
A Posse é gira porque se confunde com a propriedade. Qualquer "civil" não distingue. O Próprio Pedro Múrias diz que a Posse é a propriedade, só que sem as tretas.
No fundo, a matéria da posse só não é como a Super Bock Pêssego por um motivo simples: só se aplica a coisas, realidades figurativamente delimitadas a que o direito dispense um estatuto historicamente determinado para os seres inanimados. Não se aplica a pessoas.
Se se aplicasse a pessoas, era imediatamente suprimida a usocapião. Se se aplicasse a pessoas, estava no livro VI do C.C: Leute.

O Livro não existe.

segunda-feira, junho 04, 2007

Voltando aos Videos

A agitação quotidiana podia dar-me para escrever...
Não dá.
Fico-me pela banda que começa a dar alegrias a esta noite.

Lógica Aristotélica

Se quem Canta Reza Duas Vezes,
Se Quem Reza Está de Joelhos,

Logo...

Quem canta está duas vezes de joelhos...duas vezes.

(Piada Familiar)

domingo, junho 03, 2007

Noticia de Hoje

Vi o Miguel Esteves Cardoso.
Estava na Fnac do Almada Forum.

Afinal, também os intelectuais se dirigem ao deserto.

sábado, junho 02, 2007

Na senda do prometido para o dia de hoje...

...cá está mais um video.
Foi razão de:
- Banda sonora
- Uma conversa com um alter ego
- Me lembrar que há pedidos de casamento que são impróprios: este!

Hoje...

...vai ser dia de videos.
Videos até que me canse.
Videos até que me apeteça escrever.

Voltando à vaca fria...

Porventura, uma das cenas de que nunca me vou esquecer.
Não que concorde muito com a última parte da dissertação da cameron. O engraçado é mesmo o inicio daquela conversa.
Há alturas em que dá que pensar.
E eu tou sem grande vontade de me mexer.

Travessia

É sexta-feira e faço contas.
2 dias.
48 Horas.
2880 minutos.
172800 segundos.

terça-feira, maio 29, 2007

Pessoal: Há Greve!

Mais amigo que fui das greves, não posso deixar de ficar contente cada vez que se invoca a CRP, numa causa destas.
Os atropelos, sendo mais que muitos, à lex fundamentalis ficam um pouco esquecidos cada vez que a luta operária sai à rua e se manifesta, em todo o seu esplendor.
A mim vai chatear bastante.
Aos utentes dos transportes idem.
Mas a solidariedade tem que vir ao de cima, nestas alturas. Sendo certo que as revoluções se fazem nas urnas, as greves são mais uma batalha na mobilização.
Até acho que o Governo tomou atitudes sensatas.
Deve ser o meu lado marxista a falar...

domingo, maio 27, 2007

Este cavalheiro...


...já ganhou qualquer coisa.
Para o ano, é para ganhar o mesmo e mais ainda.

O meu Sporting bem merece. Tem equipa, adeptos e qualidade.

Resta que responda à chamada.

Por hoje, este ano, a taça é nossa!

sábado, maio 26, 2007

Notifique-se

Amo-te.
Nas mais profundas entranhas do meu ser, venero-te...
Deusa.
Reencarna em ti minha paixão, oh musa.
E entre todas, estás tu...
Inquilina de minha mente e meu pensar,
A mim resta por ti esperar.

DNOC

quarta-feira, maio 23, 2007

Dias antes...

Há diálogos que não se esquecem.
Olhar para aquilo jamais me fará esquecer o que foram duas frases na vida deste rapaz.

Do melhor de Sempre

Adoro o campo, as árvores e as flores...
De facto, um grande som, num video pequeno.
Faz lembrar o local onde exerço, a título gratuito, a minha actividade.

segunda-feira, maio 21, 2007

Á Porta da Brasileira

Faz uns dias desde que fui abordado por uma senhora que me queria vender uma espécie de panfleto, por um euro.
Esperava eu por dois colegas meus, visto que era ali o ponto de encontro, de onde saíriamos para assistir a audiências, julgamentos.
Por altura da conversa, um deles já tinha chegado.
Era uma senhora danada para conversa.
Para além de nos "coagir" a comprar tudo, cravou cigarros ao meu colega, conversou sobre tudo, perguntou porque é que não estávamos nas aulas...
No fim de tudo, carinhosamente, pergunta: O senhor (ninguém me trata assim, vejam o respeito) vai a que missa?

Mas que é isto?

Bem me dizia o meu colega que isto andava num pé de vento.
Afinal de contas, o que vem a ser isto?

domingo, maio 20, 2007

Trigésima Jornada

Honra aos Vencedores, Glória aos Vencidos.

À espera de um...



Este filme vê o seu título traduzido para Português. "À espera de um milagre".

Hoje, também eu aguardo por um...

Enquanto Penso em Rimas Para a Estiga...

Vejo que a candidatura do António Costa está a fazer levantar a opinião pública.
Não se tem falado de muito mais,
Muito se especula,
Pouco se acerta...
O ex-aluno do Prof.Marcelo já apresentou a sua P.I: No pedido, uma maioria absoluta, na causa petendi, os factos constitutivos dos jogos partidários, de que quer ficar livre.
Desde que me conheço, sou admirador do trabalho do candidato. É, precisamente, o tipo de pessoa que me faz ter pena de não votar em Lisboa. Por outro lado, é aquela alma que há de parecer impia ao alface comum, que verá no PSD a continuidade de uma "obra", de uma "limpeza necessária dos erros do executivo socialista".
Deverá ser por isso que sou da margem sul.
Ainda assim, vou acreditar que o futuro edil da câmara mais importante do país será aquele em quem aposto.

sábado, maio 19, 2007

Anda Pacheco

Amanhecer

Podia estar a chover,
O céu podia não brilhar,
Podia até todo me roer,
Tudo não passa de pormenor, porque a tenho no meu pensar.

Havia a possibilidade da cama não sair,
Melhor lá dentro que cá fora...
Mas com uma vida a viver,
Acções a empreender,
Seres-Humanos para conhecer...
Há de primeiro o céu cair
Antes de perante dela entrar em mora.

São seus sorrisos,
Seu falar, seu feitio e seu corpo
que me erguem,
qual cavalo de troia
perante as portas da sua essencia.

Bom Dia!

DNOC

sexta-feira, maio 18, 2007

Arctic Monkeys - Brianstorm

Ela não se importa, por isso aqui segue um som como há poucos.

Expliquem-me

A personagem da Cameron Diaz, no Vanilla Sky, fica chocada quando a personagem do Tom Cruise diz que prefere outra a ela.
Ela replica: "Ontem à noite, aconteceu por 4 vezes!", dizia, indignada, sem saber muito bem o porquê daquela situação.

Hi5: Dia da Cota

Este que vos escreve, nesta tarde, chegou a casa.
A vida já pouco lhe reserva: casa-trabalho, trabalho-casa. A rotina é tudo: Dormir, levantar e, ao final da tarde, ler os mails.
Hoje, tinha apenas um, do hi5. "X quer adicioná-lo." Aceito. Vamos lá ver, então, quem é.
Não posso dar menos de 40 anos. Se a senhora ler isto, manda-me um virus, processa-me ou dá-me com a sombrinha, mas estou a relatar uma tarde.
30 segundos depois daquela aceitação, chega outro mail. Outro do hi5. Outra senhora.
O pormenor desta era outro: na sua foto, para além de si, seguiam-se os rebentos. Rebentossssss.
Rejeitei.

Tirem lá a moral da história.

Foi o dia delas.

quinta-feira, maio 17, 2007

Chico

Para Hoje, ficamos por aqui.

Isto enquanto se percebia que o artº68 Violava a Capacidade Contributiva

Ela e Dela

Já não me lembro da vida antes Dela.
Já nem Ela me faz esquecer Dela.

Como minha vida era bela
muito antes de vir Ela...
Agora, tudo é uma querela
porque já não me sei separar Dela.

Maior é a dor na ausência Dela,
menor será o desejo sem Ela.
Mas na prevalência da alma sobre a matéria
É Dela que me recordo
Naquelas horas de miséria
Naquele pesadelo donde não acordo.

Já não sei o que é estar longe Dela.

Já que o Pacheco Não Diz Nada

...vamos ao lugar comum

LIBERDADE
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada.
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por Dom Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca....

Bom Dia!

DNOC
Fernando Pessoa, Obra Poética

quarta-feira, maio 16, 2007

Lição Para os Meses Vincendos

I saw her today at the reception
A glass of wine in her hand
I knew she would meet her connection
At her feet was a footloose man
No, you can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometime you find
You get what you need
I saw her today at the reception
A glass of wine in her hand
I knew she was gonna meet her connection
At her feet was a footloose man
You can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometimes well you might find
You get what you need
And I went down to the demonstration
To get my fair share of abuse
Singing, "We're gonna vent our frustration
If we don't we're gonna blow a 50-amp fuse"
You can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometimes well you just might find
You get what you need
I went down to the Chelsea drugstore
To get your prescription filled
I was standing in line with Mr. Jimmy
And man, did he look pretty ill
We decided that we would have a soda
My favorite flavor, cherry red
I sung my song to Mr. Jimmy
Yeah, and he said one word to me, and that was "dead"
I said to him
You can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometimes you just might find
You get what you need
You get what you need--yeah, oh baby
I saw her today at the reception
In her glass was a bleeding man
She was practiced at the art of deception
Well I could tell by her blood-stained hands
You can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometimes you just might find
You just might find
You get what you need
You can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometimes you just might find
You just might find
You get what you need

Dei por isto Agora

Naquele eterno diálogo, duas fotos aparecem.
Olhando uma para um lado, olha a outra para ela.
Dá-se um cruzar.
Numa, o olhar de quem mira o paraíso,
Noutro, o de quem quer saber mais.

terça-feira, maio 15, 2007

Á secretária

Ao pé das minhas habituais coisas móveis que habitam a minha area de trabalho, deixaram isto:


O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...

E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,

E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo.
Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele

(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

Soubera eu ser assim...

segunda-feira, maio 14, 2007

Olha que...

"#$%&%$#%&/ de dia!
Amanhã assam-me!

No Regresso

Tenho de admitir uma coisa.
Vivi um fim-de-semana muito agradável. Pena ter sido imaginado.
Pode comparar-se o sabor de uma mentira agradável a qualquer coisa?

É quase viciante.

Viva o Platão.

Aqui Dentro...

...Está qualquer coisa que desconheço.
Se calhar conheço, mas nunca me foi apresentada.

domingo, maio 13, 2007

Sei que Já ando a Postar Videos a Mais...

Mas a minha vida resume-se a lugares comuns. Como a música tá cheia deles, escolho a que melhor os explica.
Esta é "brutal". Resume, não só este fim-de-semana mediocre, como toda uma vida.

Experiências Pessoais: Actualização

Já ouvi fado no Bairro Alto...e foi bom!

sábado, maio 12, 2007

Sempre à Frente

Aqui, novidades e mais novidades.

O Futuro passa por cá.

sexta-feira, maio 11, 2007

Agora, Para o Final da Noite

Até era para não postar isto. Mas, como sou fã da música, e há um endereço de blog que, a meu ver, consagra das melhores cacafonias de sempre, está aqui, Every Beat of My Heart, Sir Rod Stewart.

Temas Polémicos

Falta falar de alguma coisa?

Numa optica de economia blogistica...

...aproveito e falo da pena suspensa do Sargento Luis Gomes.
Como qualquer Zé Povinho desta terra, estava a torcer pela libertação do militar. Mais ainda: não tive oportunidade de assinar nada que mostrasse o meu apoio, mas assinava.
Embora estude direito e saiba que não me posso comover com a primeira história de coragem, dedicação e amor que me aparece à frente, fui levado a pensar como a Maria Barroso.
Agora que o senhor está cá fora, na gíria sprechen, espero que leve uma vida e eduque a criança pela qual lutou, "todos os dias da sua vida"

Não sei se Já me Pronunciei...

...a respeito do rapto da menina Inglesa.
Vou fazê-lo.
Primeira observação: Terá, mesmo, sido rapto? Aparentemente sim. Ainda assim, devo reformular o início da exposição.
Segunda Observação: Como seria se a menina fosse da cova da moura, filha de pai e mãe angolano, um nadinha mais feia que a filha dos senhores?
Terceira Observação: Ainda que o país esteja insento de culpas, trabalhar bem tem de ser palavra- chave.
Quarta Observação: Prevenir.
Quinta Observação: Dependemos do Turismo. É uma vantagem comparativa que não podemos desperdiçar. Acontecimentos destes têm de ser muiiiiiittooooo esporádicos.

Tá feito.
Assine-se e publique-se

Trata-se da melhor imagem do Cinema.


Talvez a Nicole não seja a mulher mais bonita do ramo. Talvez o que eu esteja a dizer não seja consensual.
Não estou muito importado.
É que o conjugar da imagem, com o filme, e, sobretudo, a última fala do mesmo, que lhe cabe, compõem, justamente, o litígio.

quinta-feira, maio 10, 2007

Episódios

Ora bem...regulamentos? Normas? Boa fé? Coisas parecidas?

Este video passa a ser paradigmático do abuso. Jamais se diga que a vida de estudante é a melhor. Jamais se diga que estes são os melhores anos da nossa vida.
Que se esqueça que, um dia, se tentou ser alguém, via ensino superior.
Pense-se em algo muito simples: perder o prestígio para quem não sabe ter é pior que morrer duas vezes.
Ser desconsiderado, qual património, pode ser mais humilhante que a falha na hora da verdade.
No fundo, este video tem que retratar um ano de muito trabalho, mas sem salário.
Incumpriu-se o meu contrato...ter-se-ão alterado as circunstâncias?

Se calhar quis comprar kunami e deram-me marakaté.

Há que tempos que não ouvia isto!

Isto é:Tears For Fears - Advice For The Young At Heart.
Não quero ser o Julio Heitor da RFM, mas lembrar o que é bom faz sentido.

quarta-feira, maio 09, 2007

Elitismo

Se há coisa que podemos constatar, sobre quem quer que falemos, é que o poder atrai. Não uma espécie específica de poder, antes uma ideia lata de poder, muito abrangente.
Trata-se de um recurso escasso e como todos os recursos escassos, há quem o tenha e quem não o tenha.
Porventura, a agitação mundial, passada e presente, deve-se muito a este fenómeno: quem não o tem depende de quem o tem. Quem o tem colide com quem o tem. No final, quem somar mais ganhará.
Se a observação vale olhando para grandes dimensões de relações, nos pequenos aspectos o que transmito pode ser gritante.
Nas relações de subalternidade, por exemplo, o chefe dispõe do subalterno com uma intensidade palpável. Noutro tipo de relações, uma análise ad-hoc pode suprir alguma falta de entendimento que esteja a suscitar.
A acumulação de capitais leva, inevitavelmente, a uma acumulação de poder, dentro da esfera do proprietário. Com o decurso de tempo necessário, o empreendedor, que será o capitalista que citei em cima, o dito proprietário, tenderá a ver que, à sua volta, quererão, alguns, subir ao seu nível, a chamada mobilidade social, subida de classe.
Que faz ele?
Se capital é poder, usará o que tem para impedir, a todo o custo, que este fenómeno se dê. Mas atenção: ele é empreendedor, ele dá emprego, está informado e ajuda os que para si trabalham a ficar também nesse estado. Não estará ele, advertidamente, a contribuir para a sua própria ultrapassagem?
Evidentemente que sim.
Só acaba com o perigo quando deixar de pagar aos que de si dependem. Isso, claro, aniquilá-los-à.
Mas, enquanto pagar, sustenta o perigo. Solução: pagar pouco, exigir demasiado.
No fundo, quem tem poder, quem é a elite, quer manter-se como está, com quem está. Quem tem o poder usa-o. Quem o perde...

Esta dissertação é uma analogia ao que se passou hoje, num estabelecimento de ensino superior público.

segunda-feira, maio 07, 2007

Sinais do Tempo


No "Prós e Contras" desta noite, discute-se Esquerda e Direita.
Para além do tema me interessar sobremaneira, há algo que tem de ser realçado: a idade dos protagonistas. Estamos a falar do Prof.Adriano Moreira e do Dr.Mário Soares. Não deixa de merecer algum espanto não haver ninguém com tanto para dizer, da forma como dizem estes dois.
Tudo bem, a idade trás este estatuto.
Mas quando se olha para o "hoje" da política e dos cultores da ciência política, não se pode deixar de reparar que não se destaca ninguém capaz de inovar e falar aos espectadores como são estes dois icones.
Paulo Rangel e Portas são capazes, não está em causa.
Todavia, quando queremos sentir algum deleite intelectual, o caminho passa por convidar alguém assim.

Conversa de Café

Um colega meu dizia-me hoje que devia estar muito triste: as eleições internacionais e regionais tinham sido pouco favoráveis aos meus ideiais.
Apesar de ter razão da parte do pouco favorável, não fiquei triste. Não é que Alberto João e Sarkozy sejam o meu ideal de governante. Nada disso. O que me deixa feliz, ou menos triste, é o facto de, em França, a taxa de abstenção ter sido mínima, como não há memória. Assim, com uma votação expressiva, os Franceses podem ser responsabilizados pelos erros do seu governo, porque o elegeram inequivocamente. Claro que, estando bem, também colherão méritos e vitórias.
Quanto à Madeira, não posso deixar de lamentar a vitória, também muito expressiva, do estudante de Direito que mais motivação dá áqueles que estão à porta de exames. O Povo Madeirense saberá o que faz, disso não tenho dúvida. No continente, estão convencidos do contrário. No fundo, vê-se Alberto João Jardim como uma espécie de Pinto da Costa do Governo Regional: Não importa como faz, não importa o que diz, o trabalho aparece feito. Como bons tugas, não interessa quem vergue, desde que o jogo dê lucro e se abram mais umas infraestruturas.
No fundo, no fundo, foi mais um domingo. Trágico seria o Le Pen ter, sequer, passado à segunda volta e ganho, e o Dr.Jardim ter ganho as Presidenciais.
Assim...

domingo, maio 06, 2007

A Frase da Noite:

Pertence ao Engenheiro do Tenta



"Benfica teve domínio, mas faltou o controle do jogo"

Porque quem domina não controla

sábado, maio 05, 2007

Dois Anos de Governo Sócrates

2 Anos de Governo Sócrates

A 20 de Fevereiro de 2005, o Partido Socialista conquistava a sua primeira maioria absoluta parlamentar da história.
Quando José Sócrates sobe à chefia do executivo, já com equipa definida, recebe uma herança pesada, porventura existente já desde o tempo de António Guterres. Um défice que era superior a 6%. Uma taxa de desemprego com números impressionantes. Reformas “na prateleira” a pedirem execução. Não se quer, com isto, dizer que o país estava parado, amorfo ou abatido. Pode é dizer-se que a esperança caminhava nas ruas da amargura.
Perante este cenário inicial e já com meio mandato decorrido, terá o Governo conseguido alterar as vírgulas a este conto que é Portugal?
Vamos, então, por partes.
Um Governo não se faz de uma individualidade, por mais forte que seja. O Governo é, e será sempre, acima de tudo, uma equipa de várias pessoas, de diversos carácteres mas de pessoas que põem a sua acção ao serviço de um bem comum e de uma causa colectiva.
Quem pretenda fazer um balanço sério destes dois anos de governação tem que proceder a uma análise por ministérios e ministros. Tem de realçar os pontos fortes e fracos de cada gabinete.
Comece-se pela Educação. A ministra Maria de Lurdes Rodrigues mostra uma vontade veemente de mudar. Luta para que se modernize o ensino e haja um papel central da escola na vida social. Entre aulas de substituição e estatutos da carreira docente, milhares de professores vieram à rua gritar por respeito. Os sindicatos viram a actividade subir em flecha. Os próprios alunos, com estatuto renovado, também não se acomodaram e fizeram-se sentir, nomeadamente, nas ruas da capital. O cidadão comum, o “bonus pater familias” tem de olhar para tudo com muito cuidado. Muitas medidas não são boas medidas. O benefício da dúvida deve ser concedido. O julgamento será feito daqui por dois anos, onde os resultados contam e bem. Os Portugueses devem querer uma escola com rigor, na senda da excelência. Estando certos que a Ministra o persegue também, veremos se o consegue.
Negócios Estrangeiros. Falar deste ministério é falar do seu antigo ministro, o Professor Freitas do Amaral. Na modesta opinião do redactor, o lugar foi ocupado com grande dignidade. Defendeu, sempre, os interesses da nação. Todavia, deixou o cargo, por motivos de saúde. Foi uma passagem de grande nível. O Partido Socialista deve-lhe gratidão. Hoje, Luís Amado, em rota de colisão com Ana Gomes, personalidade de muita fibra, tenta e faz o que pode para assegurar as funções com a exigência conhecida. Não será o ministério mais tenebroso.
Economia. O singelo nome do serviço fará rir. Ainda assim, nem tanto como o titular da pasta. Se no mundo académico, e até mesmo financeiro, o nome de Manuel Pinho é sinónimo de rigor, para todo o país é sinónimo de “temos salários baixos, somos competitivos”. Inteligente como é, Pinho já aprendeu que a sinceridade paga-se caro. Apesar de trabalhar, lutar pelo investimento estrangeiro, a imagem é 90% da vida de um ministro.
Agricultura. Jaime Silva não mudou nada neste sector. Sabemos da sua existência porque o PRACE terá “transportado” alguns funcionários para o quadro de excedentários. Quais as políticas? Há soluções? Sem querer fazer qualquer interpelação admonitória, o relógio faz tiquetaque.
Administração Interna. O Grande Nível de António Costa faz brilhar o MAI. Sempre activo, sempre interventivo, Costa defendeu a Lei das Finanças Locais e Regionais, dotou de mais meios as forças de segurança e declarou guerra aos fogos. O Primeiro-Ministro, como qualquer Português, podem estar orgulhosos.
Obras Públicas, Transportes e Comunicações. Duas palavras: OTA, TGV. Uns dizem megalomania, outros dirão investimento. Mário Lino disse que era “um projecto pessoal”. Um país não se compadece com estas birras. Está por provar a viabilidade dos projectos mencionados. Mas uma coisa tem de ser certa: se o prejuízo for notório e o gasto excessivo, abandone-se o possível atoleiro. Mas se o contrário acontecer, deve ser reconhecido por todos.
Ciência e Ensino Superior. Este Ministério conta com o melhor ministro do executivo, não conta é com as melhores políticas. As faculdades adaptaram mal Bolonha, o orçamento com que conta é reduzido, o polémico fecho da Uni e respectiva tomada de posição face à polémica da licenciatura do Primeiro-Ministro são factores problemáticos que evidenciam, pela negativa, a acção de Mariano Gago. É sobejamente conhecida a capacidade do líder. A questão é que é sempre a mesma: o caminho é este?
Finanças. Teixeira dos Santos é o nome que consta da ordem do dia. Substituiu Campos e Cunha. Em boa hora. Elaborou orçamentos de grande qualidade, tomou as rédeas do PRACE, quer reformar, quer baixar a despesa pública, diminuir a dívida. O trabalho árduo dá resultados. Dentro em pouco, o défice baixará. Brevemente, os impostos poderão não subir. O salário mínimo é maior. Tem contestação? Tem. Mas nem Jesus agradou a todos.
Mais ministros há. Severiano Teixeira, Silva Pereira, Santos Silva ou mesmo Alberto Costa, na importante e fundamental área que é a justiça. O recente pacto com o PSD poderá abrir uma janela de futuro risonho. Não menos importantes são a Cultura, com Isabel Pires de Lima a falhar redondamente, e a Saúde, onde Campos e Cunha é sinónimo de ofensa, em qualquer praça pública.
O que mais marca o poder executivo instituído é o seu cariz rigoroso respeitando as contas públicas. Na sua ideia, uma contabilidade limpa de erros e desperdícios.
Mas o povo votou no Partido Socialista. Socialista. Pressupunham-se investimentos públicos, geradores de empregos, apostas na educação, com mais e melhores infraestruturas e menos impostos.
Utopias.
Hoje, interessa garantir o futuro. Importa a todos trabalhar, gerar riqueza, envelhecer e depois cuidar do netos. O Socialismo não é aquela ponte para o comunismo que se ensinava no ensino básico. Não é a existência de uma ditadura do proletariado nem, muito menos, de uma elite governativa. Enfim, não tem nada a ver com o Marxismo.
É melhor pensar num Bernstein.
Contar com a tributação, pensar numa Segurança Social sustentada, criar condições de solidariedade, construir pontes para que alguma economia privada se encaixe num país fechado. Receber o investimento estrangeiro. Apostar nos Portugueses.
A meio, será precipitado fazer julgamentos. Mas se for esta a evolução e houver consequências para os actos e medidas tomadas, a taxa de natalidade sobe.

The upside of things

Há em tudo um lado bom.
O hi5, por exemplo, para a idiotice que chega a ser, tem aspectos muito positivos.
Numa tour que acabo de fazer, percebi que podemos lembrar-nos dos nossos amigos, com as suas fotografias, estando sós ou acompanhados.
Vê-los é dar uma volta no tempo.

Claro que, volta e meia, também há gajas boas.

A Paz

Bem, passa o dia, passa a romaria.
Não percamos a fé :D

sexta-feira, maio 04, 2007

Bem, acontece tudo

Já no passado terei assistido a algo semelhante.
Uma expressão que me ensinaram a usar é mutatis mutandis. Ora, qual sermão do Pe.António Vieira, isto vai servir como o vos estis sal terrae para o que aí vem.
Num infância feliz que tive, o advento do Mirc trazia a boa esperança de se conseguir arranjar uma bela namorada pela internet. Tinha tudo de bom, até seria algo como a surpresa de um ovo Kinder: nunca se sabia se o que calhava era bom ou era mau. Tinha o seu encanto, devo confessar. Mesmo não servindo propósitos românticos, tenho de dizer que, a altas horas da noite, no período de férias, tive conversas muito profundas que me ensinaram imenso, com pessoas de vários quadrantes sociais e vários gostos.
Belos tempos.
Agora, mais crescido horizontalmente, já não ponho a Internet a prosseguir esses fins, até porque já me deixei de ir ao Mirc, tudo passa.
O que observei no link acima foi o seguinte: este meio que nos põe a sonhar pode destrui tantas e tantas coisas...
Mutatis mutandis, a blogosfera, cheia de gente talentosa para a redacção, pode trazer os mesmissimos efeitos. Ainda que os elogios se processem de forma mutua, a cara-a-cara é diametralmente oposta: disso tive a prova hoje mesmo.
É como pedir uma acariação numa fase proibida. Só que comigo é sempre proibido, não há outra fase.
Não é crime dar as boas tardes.

quarta-feira, maio 02, 2007

Asneirada

Este post é para se ir actualizando. São disparates proferido numa cadeira da faculdade, pela minha pessoa.

-"Swaps, alguém sabe o que é?"
-"É aquela coisa que os saltimbancos fazem na rua, de trocas os copos, não é?"

-"Como é que se chama aquela coisa, aquele imposto da igreja?"
-"Munus espiritual?"
-"Não, não"
-"Acho que começa com D"
-"Estipêndio"?

- "Sim, é um bem de luxo"
- "Não não, não é molusco"
- "Eu não disse molusco, disso que era bem de luxo"
- "Ah"

terça-feira, maio 01, 2007

A Super-Cola

O caso Carmona não pode deixar de lembrar um velho episódio do Herman Enciclopédia, mítica série dos anos 90.
O tema penso mesmo que seria política. A cena, salvo erro, protagonizada por José Pedro Gomes, mostrava o detentor do cargo a untar as mãos de cola especial para políticos e, depois, arremessava-as contra a sua secretária, donde não mais sairia.
Metáforas à parte, o Senhor Professor provou e gostou. Agora, já não quer outra coisa. A vida de autarca deve ser mesmo boa, senão vejamos: escândalos atrás de escândalos, jornalistas à perna, gestão danosa, problemas com a justiça, Inauguração Cómica do túnel do Marquês...Só pode ser muuuuuuuuiiiiiitttttttttttaaaa booooommmmmmmmm.

Mas, como os terramotos, há réplicas que só nos podem dar mais gargalhada. Falava-se na substituição do Engenheiro por uma senhora, cujo nome não me recordo, Marina penso eu. Reacção do PSD: não senhor, não queremos militantes de terceira linha...
Mas alguma vez Carmona Rodrigues era militante de 4ª linha, sequer?
Para ganhar as eleições serviu-se do PSD.
Agora diz que é independente.

Aos que não souberem: Só o tribunal lhe pode tirar o mandato!
Marques Mendes pode tirar-lhe a confiança política;
Os Lisboetas podem deixar de acreditar nele;
Só sai de lá se o tribunal o disser!

Passado

Acabei de ver, e cumprimentar, aquela que foi, talvez, o meu maior amor, dos 0 aos 6 anos.
Está inexcedível.
Longos e cuidados cabelos loiros, esbelta figura, encantador sorriso.
Não admira que nunca queira ter tido nada comigo :P

Leviandade

Certo académico, que já outrora me fez oral de melhoria, disse, esta noite, que, na Madeira, se gastava demais. O problema do Sr.jardim, dizia ele, é que para despesa pública respondia-se com mais despesa pública.
Solução (usando o dixit): "Tem que se cortar, há gente que tem de perder o emprego, mas paciência, tem de ser".
Sem querer contrariar, sem querer desprezar, não se arranja outra forma?
"paciência", quando se perde o sustento?

O FMI até dizia que se morressem uns quanto não fazia mal.

Onde é que acaba a dívida e começa o dom da existência?

segunda-feira, abril 30, 2007

Inda Hoje Lá estive

Na sequência de mais um ataque feito por um cão de raça perigosa, o Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, tomou medidas: Quem não se livrar do seu cão perigoso, depois de devido processo de citação e notificação, pode vir a ser despejado.
Sem querer ferir qualquer susceptibilidade, esta medida é quase fascista.
Repare-se: Não se vai impedir que o cão volte a matar. Em circunstâncias normais, o despejado pode continuar a ter o seu "melhor amigo" e usá-lo no que bem entender!
Para além de não resolver o problema, este acto viola o coração de vários princípios e direitos fundamentais do estado de direito democrático.
Acima de tudo, há um manifesto desrespeito pelo principio do proporcionalidade, consagrado na CRP. O simples não abatimento de um cão não pode redundar numa perda forçada de domicílio. Não há equilíbrio possível. É como mandarem cortar um braço a quem possuir drogas ilegais.
Depois, ataca-se um direito, igualmente consagrado na lei fundamental. que é o Direito à Habitação, afectado em consequência da desproporcionalidade da medida.
Não se quer com isto dizer que tudo o que é direito, liberdade ou garantia não pode ser mexido. Não. A minha professora de Direitos Fundamentais I (isto numa terminologia "carinhosa"), Isabel Moreira (uma grande senhora) terá ensinado aos seus pupilos, numa das primeiras aulas, que tudo sofre restrições.
A questão, aqui, é que não se está a restringir coisa alguma: está a atacar-se a constituição e, pior que tudo, estão a atacar-se pessoas.
Não se pode, de maneira alguma, compactuar-se com isto.

Na volta do Fim-de-Semana e à entrada do Feriado:

- Sou Padrinho de um ser-humano que se apresenta totalmente bom. Para além da calma invulgar, dado que poucos bebés se portarão como aquele, mostra um olhar de amizade que, com certeza, farão dele uma pessoa nobre (Ahh, conversa de padrinho...Ainda assim, espero que seja verdade, estou convicto que é)
- Confirma-se o que esperava: A realidade não confia em mim :P (Esta está em código)
- A Comunidade Europeia e o Sistema Fiscal interno, bem como o Financeiro são esperanças...espero eu que não sejam das vãs...

Sem dúvida...um ano irregular.

sexta-feira, abril 27, 2007

Diálogos Comigo

Acima de tudo, importa saber o porquê. A partir daí, há a causa e o efeito, sendo que este último explica-se na decorrência do primeiro.
De facto, ao assimilar as informações que me correm à frente dos olhos, não consigo deixar de concordar com isso. Mesmo assim, não se sabe o porquê.
Não sabendo, das duas uma: ou se especula ou se esquece.
Não parece ser caso para esquecer: coisas como esta surpreendem.
Podem ser respondidas questões já antigas, de vários anos!
De facto, de facto...

Sei que hoje fui infeliz quando percebi uma coisa incontornável: não tenho um certo passado. Quando olho para trás, não tenho aquela memória...Não tenho aquela somma...Bola ou meia bola. Não tenho ninguém que se lembre de mim, nem tenho ninguém de quem me lembrar.
O que tem de bom, tem de mau. Vida vivida sem certas preocupações, certos problemas de indole sentimental poderá ter atribuido anos de vida. Claro que não soubeste o que são as garantias do contribuinte. Não se pode ter tudo. Ninguém pode. Porquê tu?
Não se havia de mudar isto?
Claro!
E depois?
Pois...Causa e efeito...causa e efeito.
Precisava ser outro, com outro cérebro, outra dicção e feitio.
Já velho, não aprendes linguas. Gordo aos 18, gordo para sempre. Mutatis Mutandis, incapaz desde sempre, incapaz para sempre...
Sentido Jurídico?
Não, não. Incapacidade moral, mental, física e psicológica.
Ahn?
Não atinjo metas, este ano. A nada.
Ahn?
Sabes/Sei/Intelego.
Morrituri te salutant?
Non, sed idea bonna est. Caesar dixit.
Quid est Caesar? Iturus es ad fortunam?
Aut Caesar, aut Deus...nihil. Hic,
Só saber os paradigmas e frases feitas não vale.
Ainda assim...exercitar a mente ajuda.
O Fernando Pessoa teria a razão do lado dele: sem ser nada e não almejando a nada, tem todos os sonhos dentro dele. Mas talvez só meia razão: não basta o homem sonhar para ter obra...nem basta deus querer.

Por falar em Deus. Uma vez ao dia pode ser inaceitável. Duas é motivo de homicídio.
É verdade...Terá havido conversas?
Ingénuo.
Claro...Claro que sim. O Hobbie de um é ver-te pelas costas ou do outro é fingir que nem existes.
Não sei. Paranoia pode ser perigosa. Tirar uns dias e descansar, talvez seja o melhor. Mas uma pessoa com várias características poder atentar nas de outra pessoa assim e gostar espanta-me.
Desde o meu sétimo ano que descobri a filosofia...causa-me assim tanto espanto?

Não pode deixar de causar. Declinei.

Ainda não há explicação para isto. Aparentemente, não pode haver.
Eliminadas as hipóteses...só causa interrogação? de facto...

É uma questão de espanto.
Mas, bem vistas as coisas, faz muito sentido. Tudo se conjuga.

Repeat

E depois há coisas que me deixam irritado!

Indignado

Passa-se uma coisa que não compreendo e estou bastante apreensivo por isso!

quinta-feira, abril 26, 2007

Por Motivos de Justiça

Uma amiga, após minha intervenção defendendo o Salário do Dr.Paulo Macedo, fica espantada com o fundamento que uso: Quem trabalha bem deve ter remuneração adequada.
De facto, outro amigo levantou a questão da moralidade, que se põe quando há funcionários públicos a ganhar mais que o P.R.
A meu ver, a moralidade tem de ser subjugada por um interesse maior: Justiça.
É da mais elementar justiça que ganhe quem para isso trabalhar.
Lembro-me de uma docente universitária, que lecciona no estabelecimento de ensino que frequento, a perguntar numa oral: "Porque é que o Figo ganha mais que eu?" Resposta certa: Produz muito. Vende Revistas, dá dinheiro a ganhar aos seus patrões, muito mais do que lhes custa o seu salário.
O Caso de Paulo Macedo não é diferente. Uma pessoa competente tem de ser premiada. Não pode ceder porque está no sector público.
Mas atenção: Não se confundam com políticos. Não que trabalhem menos, nada disso. São funções distintas, com fins distintos.

A Reunião

Caso Prático: Direito Canónico

A. convida B. para ser padrinho do seu filho, C.. Os organizadores do ritual perguntam ao pároco se B., sem ter completado a instrução religiosa, ou seja, sem ter o crisma, pode ser padrinho de C.

Quid Juris se o Padre lhe pedisse opinião?

quarta-feira, abril 25, 2007

Razões

Com uma travessia no deserto que já dura há uns tempos valentes, começo a pensar nas razões. Ocorreu-me quando caminhava perto da Igreja Paroquial da minha terra, quando ia ao seu cartório.
Quando penso em mim, vejo-me destrutivo.
Sou mesmo incapaz de constituir o que quer que seja com quem quer que seja. Isto tem multiplas explicações:

- A minha aparência física é má demais. Penso que se fosse mulher não me dava um segundo olhar;
- A minha expressão facial é de constante zanga para com o mundo;
- Tenho sentimentos de ciúme e possessão inimagináveis;
- Nunca me senti capaz de amar;
- Adoro mulheres mais velhas;
- Perdi oportunidades de ouro.

São aspectos a mais. A estes todos, pode juntar-se outro: não há ninguém que os desminta.

Ideário Abrilesco

A Constituição falava nele...
Mário Soares falava nele...
Álvaro Cunhal estava à esquerda dele.

A verdade é que, hoje, o país sabe vários factos que ajudam a perceber o que se passou naquela madrugada, depois de Salgueiro Maia ter dito que o terceiro Estado era o "estado a que isto chegou".

Devemos aos militares a nossa liberdade. Não que se tratem como uma classe privilegiada. Como inseridos que estão na sociedade, cumprem as mesmas obrigações.

O grande desencanto, porventura, que se viva, e se vive mesmo, será não ter o país enveredado por um extremo. De uma ditadura fascista (discuto o carácter fascista com quem quiser) quis-se enveredar para um Estado, primeiro Socialista, e depois Comunista, com o PCP, única força política credível organizada, a assumir-se como o sol máximo do futuro da nação.
De protegidos pelos EUA, passariamos a ser uma colónia das URSS.
Do culto ao chefe passávamos para o culto ao Estado.
Portugal quis isto. Quis ler O "Capital" e o "Manifesto do Partido Comunista". Quis exterminar o fascismo e implementar uma variante, só que de esquerda.
O desencanto vem daí.
Não houve pão para o povo, os empregos são menos, as qualificações interessam pouco e a 4ª classe já não ensina nada.

Por isso Sócrates tem o capital que tem. Empreendeu reformas que sangram bolsos e bolsas por esse país fora.
Mas ninguém respinga: quis isto desde 1974.

Pela minha parte, muito feliz me deixa o facto de estar com a TVCabo ligada, a escrever num blog, com a informação que desejo, quando a desejo.
Não imagino um país sem liberdades que, para mim, para nós, parecem básicas e garantidas.

Outros blog têm uma excelente banda sonora.

Pela minha parte, fico-me por um verso: "Messias, Deus, Chefes supremos, Nada esperemos de Nenhum".

segunda-feira, abril 23, 2007

Boris

Morreu Boris Yeltsin.
Os jornais televisivos atribuiram-lhe o feito de ter desmantelado a URSS. Não podia estar em maior desacordo. Esse papel coube a Gorbatchov, o senhor da Mancha na Cabeça.
A Yelstin podiam ter oferecido outros epitetos: Dançarino; Americano; Maestro ou Vodka.
Até teve uma casa branca em Moscovo...

Consta que era engenheiro.

sábado, abril 21, 2007

Numa onda actual...

Para segunda-feira, da parte da tarde!

O papel do Juiz

Quando a família é grande, ou, pelo menos, é constituída por um agregado familiar de número igual, ou superior, a 4 pessoas, os pais vêem a sua tarefa semelhante à de um juiz.
Como qualquer bom magistrado desse calibre, importa-lhes assegurar o contraditório, zelar pelo bom funcionamento da instância e jamais decidir sobre aquilo que não lhe é pedido. Para além do cumprimento escrupuloso destas concretizações de princípios processuais, não nos vamos esquecer que também estão vinculados à CRP, quanto mais não seja, via artº18.
Assim sendo, o que se conclui é que o principio da Igualdade é para levar em consideração!
O "bonito" nesta analogia, é que também se torna necessário ler esse princípio à luz do espírito processual. Que igualdade se assegura? Uma igualdade formal? Porventura, uma igualdade substancial?
Se a opção tomada tivesse por fonte a primeira hipótese, a formal, o que qualquer irmão fizesse, todos poderiam fazer. Sem restrições. Igualdade é igualdade. Claro está que este não é o caminho a seguir:
- Em matéria legal, como é tirar a carta, se um irmão tem 18 anos e o outro 16, está claro que não se segue esta formula capaz;
-No seguimento da primeira, Se o irmão mais velho sai à noite, o outro não tem o direito de exigir sair também, primeiro porque cada vida é separada, segundo porque não tem de ter acesso às coisas ao mesmo tempo que o seu irmão mais velho tem. Isso seria penalizante para o primeiro, na medida em que teve de esperar algum tempo para aceder a certos espaços e até atitudes.
O ideal mesmo será seguir aquela igualdade substancial. Ficam todos a ganhar. Consistirá em ceder ao mais novo as oportunidades que o mais velho teve, na idade em que tudo aconteceu. Permitir que se faça o que se bem entender, conceder que haja regalias, decidir justamente, sempre percebendo que há uma decalage etária entre pessoas.

Congratulações

Parabéns ao Eduardo por ter sido citado em tão nobre jornal!

quinta-feira, abril 19, 2007

Coreano

Tive oportunidade de assistir a alguns minutos daquele discurso de despedida e de justificação do autor do "Massacre no Virginia".
Obviamente insano.
Aquele discurso dá-me pena que ele tenha morrido.
É que se estivesse vivo e aquele video fosse visionado...digamos que se lhe curava a maluqueira.

Nobreza de Carácter

Não me sentiria bem se não dissesse que, ontem, soube o que distinguia alguém com e sem carácter.
Trata-se de apoiar quem precisa, sentir o que se defende, falar na hora certa.
Quem apoie o que lhe convém, falar levianamente, sempre com sentido de inconveniência...Bem...
Neste momento, há duas pessoas que se enquadram em cada descrição.
Com muita pena minha, porque odeio quem não consiga, sequer, esforçar-se.

sexta-feira, abril 13, 2007

Der Santain

Pedro Santana Lopes.
Foi entrevistado, disse que houve mal-entendidos na campanha para as legislativas, disse que quer ser da facção liberal e...

Deu duas prendas a Mário Crespo, um livro de Geo-Política e o Seu, devidamente autografado e dedicado.

Ao fim deste tempo todo...Quem é que acredita?

Quem é que acredita que este senhor volte a ser quem era? Mudasti...
Quem é que dá crédito a este docente universitário?
Quem é que se esquecerá que este individuo já foi P.M deste país?
Quem és tu?

Ninguém...

Racismo

Haverá poucas coisas que causem tamanha sensação de desconforto, insegurança e indignidade, como ser vítima de racismo.
Para além destes sintomas, não nos podemos esquecer de quem os provoca. Estão na base destes sentimentos preconceituosos situações de infância mal ou muito mal resolvidas, um leite materno azedo e companhias pouco recomendáveis.
Haverá alguma outra vicissitude que cause os mesmo arrepios?
Há pouco lembrava-me de uma aula de história, do 12º ano, onde a Professora dissertava sobre os colarinhos brancos. Para quem não sabe, foi esta a designação que se "arranjou" para os trabalhadores administrativos do Estado. Eram pessoas que tinham a seu cargo trabalhos de secretaria. O seu aparecimento terá sido importante, isto por volta do século XIX, inícios, porque passava a garantir aos trabalhores outras condições de vida, melhores, claro está. Criavam-se mais condições de poupança, o que permitiria salvaguardar o futuro sempre incerto. Por outro lado, davam-se os primeiros passos para uma segurança social.
Mas o que é que isto tem a ver com situações reflexas do racismo?
O facto é que estes administrativos provinham do mais baixo estrato social: o proletariado. De uma certa forma, estava a nascer uma burguesia paralela, não comerciante como era a outra, mas mais modesta, a dita classe média. Relembrando as palavras da doutora, "quem subia de classe passava, automaticamente, a sentir desprezo pela inferior". Confesso que me terei rido. Não fazia sentido nenhum. A propria docente me terá dito que não tinha razão, que era como eal dizia. Retorqui: " Como pode alguém sentir desprezo por aquilo que já foi e está na iminência de voltar, a qualquer instante?".
Bastaram umas horas para ver isso.
Diariamente, os programas televisivos, os telejornais, a imprensa escrita e radiofónica o mostram. Eu estava mesmo errado.
Veja-se o Jet7, com todo o "faz-de-conta", onde desgraçados vestem armani e comem a sua única refeição em festas.
Tome-se o exemplo dos pais que são operários, alguns sem instrução, que, ao assistirem à entrada de um filho na Universidade se sentem orgulhosos como se o mundo fosse a sua quinta privada e atiram esse facto, qual tijolo, aos vizinhos que não viram o mesmo filme.
Relembre-se o cruzamento de classes, onde alguém rico se apaixona por alguém mais pobre. A que estigma está sujeito aquele que vem de baixo. Surgem os rótulos, surge a conversa do Golpe do Baú.
Para não variar, o Capitalismo trouxe esta novidade para o mundo moderno. Se o racismo deve alguma coisa à escravatura, o preconceito social deve tudo à acumulação de capitais. Atente-se ao seguinte: é um comportamento básico do ser-humano, este que é comparar o que se tem. Só que, aqui, está muito mais em jogo: não é o modo como se vê a sociedade ou cada individuo em particular, nada disso. O relevante aqui é como olham para nós e quaõ positivo pode ser o juizo.
O Desprezo pelo inferior é milenar, é talvez um fenómeno de sempre. Já o desprezo pelo pobre só pode existir despois de ter sido inventado a mais valia.

quinta-feira, abril 12, 2007

Depois da Entrevista

Pode dizer-se que o P.M esteve seguro, esteve bem. Respondeu, com clareza, a tudo o que lhe foi perguntado. Esclareceu, seguro, que está inocente de qualquer acusação.
A Direita deste país, pelo contrário, está mal e não se recomenda. Ribeiro e Castro, quiçá a prazo no CDS, não ficou elucidado. Lança suspeitas, lança achas para uma fogueira que não existe. Lobo Xavier, na Quadratura do Circulo enveredou pelo mesmo caminho. Marques Mendes com aquela convicção que emprega em tudo o que diz, veio, naquele discurso Marquesiano falar da única coisinha que pode falar. Pobre, mesmo muito pobre.
Já os outros partidos com assento parlamentar, de esquerda, tiveram reacções dignas de registo. O B.E, pela voz de Francisco Louçã, disse que o P.M deve responder a nivel político pelas políticas por que opta. Não há interesse em explorar a vida académica de Sócrates. Mas mais curisosa , ainda, foi a resposta do PCP. Não conheço o senhor que proferiu as palavras, mas disse que esta foi uma situação que desviou as atenções do país para qiestões acessórias. Não podia estar mais de acordo.

quarta-feira, abril 11, 2007

A Terra do Meu Pai

1


É Vale de Prados. Aqui, numa foto que podia ser bem mais feliz, temos a "porta de entrada". Trata-se da Igreja Matriz: imponente, agora restaurada, na parte interior, continua a ser o passatempo de alguns habitantes da aldeia. A Fé tem, aqui, poderes congregadores. Não é que sejam todos totalmente católicos, nada disso. Têm a crença neles e a crença deles.

2

Aqui, o Pelorinho. Monumento histórico e desculpa razoável para o IPPAR limitar a capacidade construtiva e criativa na area abrangente. Apesar da pouca simpatia burocrática que tenho para com as instituições que o "sustentam", é um orgulho ter uma pedaço de história ali tão perto de casa. Deixo uma ideia: que tal instalarem um rooter para "oferecer" Internet Wireless" à população?

3

Aqui, a tradição. Na província, ela tende a estar mais presente. Na foto, pode notar-se a falta de um Padre. Veio um Seminarista. O Pároco estava sobrecarregado.
Em minha casa, pela primeiríssima vez, deu-se a Visita Pascal. Receber Jesus, ouvir a oração e deixar seguir a viagem. Não sou crente, todavia saber a origem deste ritual teria o seu interesse.
Em Baixo está o altar, que se exige nestas alturas:

4

Felizmente, nem só de religião vive o homem.

5

Há paz.

6

Há descanso.

7

Há algum paraíso.



Quando me apetecer, volto a por mais qualquer coisa.
Aquela aldeia é optima para descansar.
Ali ao lado, Macedo tem uma noite bem capaz de proporcionar belos momentos.

A visitar!

Ainda antes da reportagem...

I

c) 570º + 562º

= 0

Isto não tá nada bom para o meu lado...B rulla

Regresso

Voltei.
Reportagem para mais logo!

terça-feira, abril 03, 2007

P.R.A.C.E

Os Economistas gritam por uma reforma.
A oposição berra pelo "emagrecimento" do peso do Estado.
Discutem-se números, tomam-se medidas, ponderam-se acções e mandam-se uns bitaites.
Tudo o que não é funcionário público se insurge contra a "máquina do estado".

Hoje, é assim.

Por trás de um quadro de excedentários, estão centenas de pessoas que vão deixar de ter o bife ao fim do dia, pessoas que vão cortar no seu modo de vida, pessoas que vão ficar mais pobres.
O precognizado emagrecimento do Estado pode custar centenas de empregos, centenas de almas a consumir ainda menos.

Que é feito do Estado Social?

As empresas abandonam o país.
Não há poupança, porque a carga tributária satura.

Não há governo possível.

O que é, afinal, estimular a economia?

(to be continued)

sexta-feira, março 30, 2007

Cavaco

Bem, pelo que tenho lido, meio mundo acha que o Presidente da República devia ter enviado o "Lei do Aborto" para o Tribunal Constitucional".
Para não variar, estou de acordo com Cavaco Silva.
Em primeiro lugar, o T.C teve oportunidade, como manda a CRP, de se pronunciar sobre a pergunta do referendo. A dita procedeu. Porque razão seria agora inconstitucional?
Em segundo, manda a Lei Fundamental que, se declarada inconstitucional, a lei volte ao orgão que a aprovou, para que se expurgue a norma "problemática" ou se confirme por maioria de 2/3, isto num sentido pouco técnico. Tenho a certeza absoluta de que a Lei passaria, apoios não faltam.
Em terceiro, sei que o conselheiro do P.R para a area jurídica é Blanco de Morais. Ele sabe, talvez melhor de que ninguém, que a remissão da lei para apreciação é só uma perdada de tempo...logo ele que "adora" fiscalizações preventivas.
Só ainda contei dois erros de Cavaco, desde que iniciou o seu mandato. Registo que considero altamente positivo.

quarta-feira, março 28, 2007

Reinou o Bom Senso

Acabou bem.

terça-feira, março 27, 2007

Réplicas

O Prof. Medeiros escreve bem, hoje, no DN.

Faltou-lhe falar da vergonha em Letras. Para além de uma lista fascista, diz-se que essa lista tem membros do B.E.
Manipulações levadas ao extremo. O Fascismo que eu conheço, de facto, não tem limites de qualquer espécie. Não o combatemos tolerando-o, combatemo-lo eliminando-o.
Não sei os resultados, mas o facto de existir uma candidatura desta indole não me faz esperar nada decente.

segunda-feira, março 26, 2007

Tolerâncias

Depois da vergonha de ontem, eis que me deparo com isto.
A Democracia tem graça, aparentemente, para quem não acredita nela.
Para mim, que acredito na liberdade individual, isto começa a perder a piada toda.

Bem...

Este post não é grande.

Para quem diz que é um voto de protesto: não consigo conceber as entranhas de uma mente a convencer-se que vota Salazar porque "isto é tudo uma cambada de chulos", muito menos a pensar "é para eles aprenderem!"
Para quem diz que se trata de um concurso: ainda que tenham razão, ainda que seja só um sinal, é um sinal vermelho. É sinal de retrocesso. Nem a brincar se fazia uma coisa destas.
Para quem está rejubilante: É graças à democracia que o está.

Este país está na miséria. Antigamente, podiamo-nos queixar de uma pobreza pecuniária, patrimonial. Hoje, estamos bem pior. Pobres de espírito.

Não gosto de atenuar o que não é "atenuável": Para mim, quem votou no Salazar, aprecia técnicas pidescas de tortura, totalitarismos, abomina a democracia, a pluralidade, o prestar de contas ao povo mas, sobretudo, tem uma sede insaciável de ser mandado, oprimido, julgado injustamente, ser pobre, diminuido e cuspido e bel-prazer dos governantes.

A Lucidez e Respeito pelo Próximo são bençãos.

domingo, março 25, 2007

Daqui a Pouco...

Descobre-se quem é o "Maior Português".
Eu fico à espera.
Já votei. O que me preocupa é a última vaga notíciosa que dava Salazar como destacada vencedor. Concursos são o que são e valem o que valem. Mas se o Ditador ganhar este país não merece mais do que o que tem.

sábado, março 24, 2007

Duas Coisas

A primeira é sobre o Curso Universitário do P.M. A conveniência com que este assunto veio à baila é gritante. Uma oposição de palmo e meio, sem mais nada de interessante para dizer ou atirar ao Governo, descobre que pode haver um diploma de licenciatura "irregular". Tratam desta matéria o Público e o PSD. Acho bem que se investigue. Mas deixo uma pergunta no ar: se houver alguma ilegalidade, algum problema...pede-se a demissão do Ministro?

A segunda diz respeito à história. Hoje é dia Mundial do Estudante. O Prof.Medeiros Ferreira fala dele, no seu blog.Incluindo-me nessa categoria, não pode deixar de ser um dia a assinalar.

quinta-feira, março 22, 2007

O Dia em que me senti um Verdadeiro Estudante

Na ciência jurídica, muito são pressupostos. Há que saber quando é que existem, se existem e, existindo, aplicá-los, bem, para a resolução dos problemas concretos.
Assim se é um belo jurista.
Mas o que se passou hoje não tem muito a ver. Trata-se só de uma constatação.
Até hoje, o resumo da minha vida académica fazia-se bem numas poucas palavras: Casa, comboio, sala de estudo, almoço cartas e aulas, e volta a casa.
Hoje, juntam-se mais dois elementos que marcam, de forma séria, a minha passagem por aquela estrutura: Notas Fracas e a Tuna a Tocar (muito bem, diga-se) ao nosso lado.
Veja-se bem este cenário: Quatro Pessoas a estudar os efeitos da sueca na dinâmica social jurídica, sabendo que num próximo dia viriam más notícias...sabendo que jogar às cartas não é compatível com as causas de exclusão de ilicitude. Ouvindo as guitarras com um ritmo (utilize-se o jargão pueril) baril, fez-se tempo para processar a ideia de ter processo.

Hoje, senti-me um estudante: farto de faculdade, farto daquele regime, farto do insucesso de que sou alvo mas incorporado numa entidade que é meta-física.

terça-feira, março 20, 2007

KARMA POLICE-RADIOHEAD

Neste momento, tudo a ver

Eis a Razão

"Podem virar".
Assim faço.
Leio, faço um esquema, relembro as noções que ficaram do estudo, um mais calcado pelo tempo, outro mais recente, até mesmo de umas horas antes, e sigo para a resolução do problema.
Entretanto, lembro-me: não procures as respostas. Pensa nelas e acha-as naquele emaranhado, assiná-la-as e segue a tua vida.
Teoria...tão diferente da prática. Serve para umas duas ou três questões. Depois, vem o "ahn?" mental. Não consigo enquadrar o que aprendi e assimilei ali. Tudo está mais dificil, com uma tendência para a complicação. Aquele amontoado de letras, alineas, frases, hipóteses, respostas...como é que é possível pensar??????????????
Depois, como o Dias Ferreira não percebe de Penal, eu abomino tudo o que seja Ius Commune. Com dificuldades, lido com o que já aprendi. Impossívelmente lido com aquele que nunca tive oportunidade de consolidar na minha cabeça. Ainda não tive Direito da Família. Ainda não li linha alguma da doutrina do Ascensão nem do Duarte Pinheiro. Já fiz teste de processo civil.
Ao fim e ao cabo, o que é que foi aquilo?


"Meus alunos, este é das cadeiras mais dificeis do curso."
"Os testes são Americanos, com várias hipóteses e a descontar no que estiver errado"
"Aquilo é como fossem vocês a escrever, mas já está escrito"


Espero resolver com uma conversa de 15 a 60 minutos.

domingo, março 18, 2007

Foi Hoje



Já jogámos melhor e perdemos. Mesmo assim, hoje, a vitória do FCP não corresponderia ao desfecho mais justo.
Quanto ao Golo...Gabriel Alves, soube eu há pouco, disse uma vez: "Um Golo substantivo que não pode ser adjectivado".

Como é possível estar mais de acordo?

sexta-feira, março 16, 2007

Á entrada no comboio Quinquenal

POESIA DA MAIS BARATA

É às 4 que me sento, É às 4 que aqui estou
Sem pretensões ou falsas modestias
Ao Mundo devo a minha insónia
Que comigo acabou .
Em mim, de esperanças vêem-se restias
Em mim se concentra o fim do incandescente dia!


Porém, se é de Tristeza que falo,
O bem não mencionei
É que no fundo do lago
Está a chave da lei

Palavras vãs, Palavras finitas
Correm na alma como pombas alvas
Não corre, porém, a intenção
De um dia chegar a bonitas
Que combinada com a Pietas
Leve da Terra á má intenção

De confrontos viveu a Humanidade
Mas de vitórias se fizeram as conquistas
Resta que o homem reúna a sua capacidade
E viva com Paixão o dom de executar alegrias.

Considerações



A Lógica é uma destas.




Ainda que sendo membro de uma Jota, por acaso não-pertencente ao partido da dita, acredito que a donzela pode ser lider, no futuro, do PSD


No quotidiano da minha existência, não, de facto, muito a dizer.

Por enquanto, lembro-me do último livro que li. O que me apoquenta é que sei qual é o que vou ler a seguir: Estudos sobre o Novo Processo Civil. Estas imposições dão cabo daquilo que já foi um espírito livre, aqui há anos.
Olhando para tudo o que é sítio, vejo imposições.
Sentindo tudo, sei que já não é novo.
Porém, há toda uma vida a trilhar.
E que bela é ela.

segunda-feira, março 12, 2007

Balanço

Os Blogues, a doutrina especializada e o vulgar leitor d'A Bola já começaram a fazer as contas ao primeiro aniversário da salvadora Presidência de Anibal Cavaco Silva e ao segundo ano da dedicada e obstinada gestão Sócrates/Sócrates. Não é Sócrates/PS porque ninguém no PS é assim.
Eu, vítima da ignorância política, não consigo dizer seja o que for. Há números, há factos e até há frases marcantes. Há quem se queixe. Há quem louve o senhor todos os dias que passa no convicio com os vivos.
Podendo, mando, por ora, o meu bitaite. O Bruno Nogueira bem diz que anda tudo a falar de bola, mas os estádios estão vazios. Diz, ainda, que fala tudo do referendo e chegando à hora da verdade niente. Lev Davidovich subscreve e acrescenta: eu espero até ao fim e depois voto.

Alguém viu aquilo Ontem?

Aí está um belo teste à resistência do engenheiro.
Os reis do humor nacional decidiram, ontem, dedicar crónicas, a meu ver brilhantes, ao Senhor P.M.
Este, o alvo das ditas cujas, já se tem servido dos chavões criados pelos Gato Fedorento.
Veremos o que faz com: "Ah, que coincidência, comecei, mesmo agora, a ler este livro que é grossíssimo" ou "veja bem a coicidência, marquei manicure mesmo para agora, mas espere, está a falar dos aspectos positivos da retoma, certo? Então nesse caso..."

quarta-feira, março 07, 2007

Amizade é...

"#$%& tás mais magro!"
Oh !"#$%, a #$%&&%$# disse que eu tava mais magro.
Meu caro, eu nunca te disse que eras gordo...

E o dia levou Mocambo!

terça-feira, março 06, 2007

Para Hoje




Bem, é o "Almoço do Trolha".

Hi5

Cabe aos informáticos explicar que raio de tecnologia é esta, do hi5. Não a percebo, não a compreendo.
Ultimamente, com a maré de sorte que me inundou o chão, adicionaram-me, como seu amigo, duas Cadelas. Eu friso: duas cadelas. Não estou a ofender ninguém, não estou a usar uma metáfora. Dois animais, cães do sexo feminino, cadelas (!) adicionaram-me ao hi5.
Para isto, duas teses, uma pelo Prof. Doutor Santana Lopes, outra pelo Eng. Xabrégas
Santana diria: Estão com o cio.
Xabrégas diria: Bateste no fundo, vai para os copos.

Uma terceira via vem defendendo que é tudo como irmãos. Zé Maria e a Miss Hot Legs do PT Fashion, Maya, defendem, com 20 000 cts e o Dependurado a sua teoria.

segunda-feira, março 05, 2007

Incentivos

Disse-nos uma vez Xarepe Silveiro, numa sessão de esclarecimento sobre métodos de avaliação, exames e orais, que os economistas estudavam muito os incentivos.
A dada altura, sobretudo com o advento dos Globos de Ouro, a proliferação de prémios europeus de cinema, milhares de festivais, verdade é que os Óscares foram perdendo a influência que tiveram outrora. Até se trata de um dado estatístico: as audiências baixam, de ano para ano.
Em Portugal, em muitas coisas, funciona-se ao contrário. Aqui há dias, percebeu-se que a concorrência, neste rectângulo, tem regras diferentes: muitos agentes, tanto do lado da oferta com da procura, não chegam para baixar preços. Exemplo acabado: os advogados. Até se leva a mal que algum cobre menos de 100€ à hora.
Mas, retomando, o grande vencedor, não pelo número de estatuetas arrecadadas, mas pela qualidade apresentada, foi Martin Scorcese e o seu "Departed".
Coincidência, ou não, verdade é que o filme em questão, já saido de cartaz, há uns tempos atrás, voltou, qual norma repristinada!
Cá está um belo "case study" para os economistas. É que para além do notável regresso, posso afirmar que as salas onde o filme está em exibição estão bem recheadinhas. Exemplificando, tive a oportunidade de assistir a uma pérola chamada "Letters form Iwo Jima" e a um thriller de alta qualidade chamado "Departed" sendo que este último, mais antigo, regressado, conseguiu ter mais público, na plateia, arriscava mesmo a dizer o dobro, isto claro, comparando o dia em que vi um e outro.
Aparentemente, os Óscares, por cá, ainda incentivam as massas. Até eu, "anti-Di Caprios e Matt Damons", tenho que dar a mão à dita cuja e reconhecer uma bela película. O "amarelo" deu chance de o ver em grande ecrã.

domingo, março 04, 2007

Ofertas

Mudassem todas as revistas de forma, maior seria a minha colecção de DVD's.
O desta semana é muito bom.
Termina com uma situação de Hemingway, comentada por quem a profere, que é realmente a cereja no topo do bolo.
Desde o ambiente, ao enredo, até mesmo aos actores, nada falhou, nem foi deixado ao acaso.
É idiota da minha parte comentar uma película que já tem anos de vida, que já foi vista por milhares de pessoas. Bem o sei. Só achei pertinente escrever um post porque denotei que o filme tem o objectivo de passar uma mensagem social que é o descontentamento geral com a situação da humanidade.
Sinto-me a personagem do Morgan Freeman.

sexta-feira, março 02, 2007

Diferenças

...nisto, lembro-me de uma personagem: Lili Caneças.
Para além de eu pertencer ao sexo masculino e ela ao feminino, tem que haver qualquer coisa que me distinga dela. É que se fartam de dizer mal da senhora dona e eu dou por mim, por vezes, a pensar o que é que me pode separar e demarcar, completamente, do estrato jet7.
Pensei nalgumas coisas:
-Não tenho sotaque "Tá a ver"
-Nunca vou ao Estoril
-Vivo na Margem Sul
-Os meus rendimentos são incógnitos
-Gostava de estar na AG da PT, como advogado de alguém, especialmente com dinheiro
-A tia gostava de estar numa festa ao pé do Ruy de Carvalho (aplaudam o senhor)

São 6 intems...uffff

A Lógica

Costumo pensar que pensar com propriedade é dizer o que se pensa justificando o que se pensa com aquilo que se pensa.
Bem, a lógica tem a sua piada, se a constatarmos com o resto da existência.
Por exemplo: Ana ama Bento. Assim, Ama intenta uma acção de reivindicação da propriedade, que é Bento, a Carla, mulher, casada mesmo, com Bento.
Isto tem muita graça.
Mas porque é que Ana ama Bento?
Bento não é coisa, pelo que não é propriedade de ninguém.
Eis que fica feita a justa composição do litígio.