Sim.
Pela minha parte, mui honestamiente, odeio sempre tê-la.
E mais: digo-o.
Por várias vezes, tive-a. Porém, nunca confrontei ninguém e lho disse expressamente.
Esta é a primeira lição de mandarim. Para a próxima, vamos aprender a pedir crepes.
sexta-feira, maio 27, 2011
segunda-feira, maio 09, 2011
FB T
Eu: Eu devo ter lido meio dúzia de linhas do Kant. O que disse é inteiramente pessoal. Eu não gostava de ser ajudado para depois me lançarem isso à cara. Como também nunca ajudaria para depois me valer disso. Acho mesquinho e redutor. Neste caso, muito especial, não nos cabe a nós, na posição de potenciais ajudados, estarmos com tretas. Cabe-nos dialogar, mostrar que pagamos, demonstrar por A + B que chegamos ao destino. Importa a elevação muito mais do que a altura
Zé das Couves: Li acima que o Eu se gaba de ter lido Kant 1/2 duzia de vezes. "Eu devo ter lido meio dúzia de linhas do Kant". Segundo as minhas fontes, Kant só entendeiu o que escreveu depois de ler a tradução em Inglês.
Qual foi a versão que leste .... ó Eu?
Zé das Couves: Acho que o Manel Alberto leu mais linhas e mais vezes.
Tenho muitos defeitos.
Muitos.
Mais do que consigo enumerar.
Mas não me gabo. Pura e simplesmente, não me gabo. Porque não tenho razões. Porque, tão cedo, não as irei ter.
O que faz este cavalheiro pensar que eu me gabo? Acaso isso emana do que escrevi?
Verdade seja dita, adoro que me lancem à cara aquilo que sou e fiz. É certinho que não volto a repetir a merda.
Outra coisa, que me deixa positivamente fornecido, é imputarem-me coisas que não disse e dizer que sou aquilo que nunca fui.
Moral disto tudo: é segunda, isto já não estava grande coisa e agora tenho instintos homicidas
Zé das Couves: Li acima que o Eu se gaba de ter lido Kant 1/2 duzia de vezes. "Eu devo ter lido meio dúzia de linhas do Kant". Segundo as minhas fontes, Kant só entendeiu o que escreveu depois de ler a tradução em Inglês.
Qual foi a versão que leste .... ó Eu?
Zé das Couves: Acho que o Manel Alberto leu mais linhas e mais vezes.
Tenho muitos defeitos.
Muitos.
Mais do que consigo enumerar.
Mas não me gabo. Pura e simplesmente, não me gabo. Porque não tenho razões. Porque, tão cedo, não as irei ter.
O que faz este cavalheiro pensar que eu me gabo? Acaso isso emana do que escrevi?
Verdade seja dita, adoro que me lancem à cara aquilo que sou e fiz. É certinho que não volto a repetir a merda.
Outra coisa, que me deixa positivamente fornecido, é imputarem-me coisas que não disse e dizer que sou aquilo que nunca fui.
Moral disto tudo: é segunda, isto já não estava grande coisa e agora tenho instintos homicidas
sexta-feira, maio 06, 2011
Histórias da certeza ou como se chega a 4
Era dia 31.
A gadelha estava enorme. Felizmente o peso era outro. Adiante.
Procurava um barbeiro que mo pudesse desbastar para que ficasse com um ar capaz. Pelo menos, de forma a que me assemelhasse aquilo a que se chama "raça humana".
Enquanto procurava, aproveitei para ir comprar uma camisola de gola alta, just in case.
Tinha programa marcado.
Chegou a noite. Tinham-me avisado. "Leva o carro". Levava coisa nenhuma, que queria ir calminho da silva, beber uns copos e voltar sem ter o problema policial numa vinda destas.
Fui de comboio. Gadelhudo, com um gel que só me fez ficar pior, mal vestido.
Era esperado. Desço a estação do Areeiro e lá está. Aquela visão de vestido escuro, a fazer lembrar lã.
Pedi-lhe para dar uma "voltinha". Abracei-a, beijei-a. Partimos.
Começou uma noite memorável.
O plano era jantar, calma e tranquilamente. Depois, na mesma passada, seguir para o Pavilhão Multiusos onde os Gato Fedorento ficariam com o encargo de me fazer passar de ano sem estudar. O final de noite/princípio de dia seria com uns belos copos.
Planos. Ui, ca bons.
Estava tudo fechado. Os restaurantes que habitualmente abrem uma convidativa esplanada, naquela espécie de avenida ao pé do Mar da Palha, apenas se ocupavam a montar barracas onde serviriam cerveja all night long. Do outro lado do lugar, já se limpavam copos: "Esta noite, só por marcação".
"Espera, há o Vasco da Gama". Fechava, fechou.
Mas e agora? Para sempre ficarão na minha memórias os seres que se dignaram a proporcionar-me um jantar naquela noite. Joshua's Shoarma.
Comemos mesmo ali, sentados praticamente no chão. "Não tens frio?"
O Gato Fedorento foi logo a seguir.
Acabou.
Perto da uma da manhã, quando saímos, o PdN estava ocupado por todo o tipo de gente. Quando se dá uma ocupação destas, predomina aquilo a que na gíria se chama gandim. Nada a dizer.
"Para onde ir?" Estava tudo cheio. Cheio.
Conseguimos enganar um porteiro (não, tu conseguiste, não, ela conseguiu) e lá ficámos com abrigo até volta das 3...mas o metro só abria às 6h.
Durante 3 horas, mais que perfeita, mais que única, descobertas as pernas, aguentou a noite gélida, comigo, sem nunca me dar menos que um sorriso. Aguentou a dizer que estava a ser perfeito. Quando só queria era atirar-me de uma ponte ao saber que não podia dar mais aquela que amava do que uma noite fria e um cabelo "ninho-de-ratos", nunca me deixou mal.
Até hoje é assim.
Até sempre será.
(Bem sei. Lamechas, expõe-me, diz demais. Na verdade, sofro de um mal. Se há pessoas que dizem o que pensam, eu escrevo. Pelo menos, tenho uma vantagem: posso apagar)
A gadelha estava enorme. Felizmente o peso era outro. Adiante.
Procurava um barbeiro que mo pudesse desbastar para que ficasse com um ar capaz. Pelo menos, de forma a que me assemelhasse aquilo a que se chama "raça humana".
Enquanto procurava, aproveitei para ir comprar uma camisola de gola alta, just in case.
Tinha programa marcado.
Chegou a noite. Tinham-me avisado. "Leva o carro". Levava coisa nenhuma, que queria ir calminho da silva, beber uns copos e voltar sem ter o problema policial numa vinda destas.
Fui de comboio. Gadelhudo, com um gel que só me fez ficar pior, mal vestido.
Era esperado. Desço a estação do Areeiro e lá está. Aquela visão de vestido escuro, a fazer lembrar lã.
Pedi-lhe para dar uma "voltinha". Abracei-a, beijei-a. Partimos.
Começou uma noite memorável.
O plano era jantar, calma e tranquilamente. Depois, na mesma passada, seguir para o Pavilhão Multiusos onde os Gato Fedorento ficariam com o encargo de me fazer passar de ano sem estudar. O final de noite/princípio de dia seria com uns belos copos.
Planos. Ui, ca bons.
Estava tudo fechado. Os restaurantes que habitualmente abrem uma convidativa esplanada, naquela espécie de avenida ao pé do Mar da Palha, apenas se ocupavam a montar barracas onde serviriam cerveja all night long. Do outro lado do lugar, já se limpavam copos: "Esta noite, só por marcação".
"Espera, há o Vasco da Gama". Fechava, fechou.
Mas e agora? Para sempre ficarão na minha memórias os seres que se dignaram a proporcionar-me um jantar naquela noite. Joshua's Shoarma.
Comemos mesmo ali, sentados praticamente no chão. "Não tens frio?"
O Gato Fedorento foi logo a seguir.
Acabou.
Perto da uma da manhã, quando saímos, o PdN estava ocupado por todo o tipo de gente. Quando se dá uma ocupação destas, predomina aquilo a que na gíria se chama gandim. Nada a dizer.
"Para onde ir?" Estava tudo cheio. Cheio.
Conseguimos enganar um porteiro (não, tu conseguiste, não, ela conseguiu) e lá ficámos com abrigo até volta das 3...mas o metro só abria às 6h.
Durante 3 horas, mais que perfeita, mais que única, descobertas as pernas, aguentou a noite gélida, comigo, sem nunca me dar menos que um sorriso. Aguentou a dizer que estava a ser perfeito. Quando só queria era atirar-me de uma ponte ao saber que não podia dar mais aquela que amava do que uma noite fria e um cabelo "ninho-de-ratos", nunca me deixou mal.
Até hoje é assim.
Até sempre será.
(Bem sei. Lamechas, expõe-me, diz demais. Na verdade, sofro de um mal. Se há pessoas que dizem o que pensam, eu escrevo. Pelo menos, tenho uma vantagem: posso apagar)
quarta-feira, maio 04, 2011
Pacta sunt servanda ou como há contratos e Contratos
26 anos.
Não há contrato nenhum que possa durar tanto.
Talvez um contrato de trabalho, vá.
Se fosse jurista, começaria por dizer que o Casamento não é contrato nenhum. Era o que faltava!
Mas não sou.
O casamento é um contrato. O mais livre de todos. O mais importante das posturas jurídicas. Marca uma vida. Altera o património. Protege pessoas.
Hoje celebra-se (pelo menos) um aniversário de casamento. É sobre ele que me vou debruçar.
Sem querer ser "Padreca", o casamento como o conhecemos hoje deve-se sobretudo à Igreja. Não que algum dia pretenda celebrar casamento católico, mas facto é que há uma ideia solidificada daquilo que é um casamento. As pessoas sabem que, ao casar, devem respeitar o companheiro e com ele partilham uma vida, com tudo o que isso acarreta. Isso veio com a história e com a dignidade que foi sendo cultivada ao longo dos tempos.
Mas onde quero chegar é ao seguinte. Só há uma coisa que torna este contrato especial e diferente de todos os outros: o amor. (Já sei leitor. Pieguice, lamechique e paneleirice)
Salvo raros casos, casa-se quem ama. Decide assinar o papel quem ama aquele com quem se casa. Decide avançar com esse grande espectro.
Ao contrário de uma compra, de uma prestação de serviços ou de um leasing, casou-se quem caminhou no bairro do amor.
Uolo ou como o que ontem era depressivo hoje liberta
No final da primeira década do novo milénio, chorava naquelas mesas que estavam lá fora.
Chorava porque ele não a queria. Porque já a tinha tido. Agora não queria mais.
Medo, incerteza, imaturidade. Certo é que ela não encarou aquilo bem. Foi depressivo.
Caminhava pelo bairro, já alegre, gritava pelo nome dele. Dizia que o queria.
Colocava músicas destas nos locais próprios. Dizia que o queria.
Mais tarde teve-o. Partiu dele a vontade. Decidiu aproximar-se dela e reatar o que antes houvera existido. Ela continuava a querer. Agora tinha-o.
Até que a década virou.
O problema surgiu quando em vez de o querer só a ele quis mais.
Mais.
Quando quis mais, não havia lugar para aquele que quis antes.
É o problema da vontade.
Depois de ser "a tal", hoje prefere que perguntem "qual?".
(Lembrei-me disto há pouco quando ouvia a música supra colocada)
quinta-feira, abril 21, 2011
Posts Excelentes, bons, satisfatórios, maus, muito maus e este
Pior do que acordar e perceber que andamos a trabalhar para o boneco é, adormecer a saber que perdemos.
Perdi.
Perdi quando resolvi ser simpático e perdi quando não disse "não", como devia.
Agora é aguentar o embate, seguir em frente porque, seguramente, há de haver mais disto.
terça-feira, abril 12, 2011
Avulsos
Todos os meus amigos me merecem respeito.
Mas há um que saliento, hoje.
Para ele, a melhor defesa é o ataque. Antes que alguém o magoe, já ele se vingou, fumou o cigarro e ainda está a mudar de vida, sempre para melhor.
Para ele, tudo é relativo e poucas são as coisas sacrossantas. Mas as que são, são.
O Nunca esconde o que foi, o que é, nem faz questão de enganar sobre o que será.
Um dia disse-me que me invejava.
Quem o inveja sou eu.
Mas há um que saliento, hoje.
Para ele, a melhor defesa é o ataque. Antes que alguém o magoe, já ele se vingou, fumou o cigarro e ainda está a mudar de vida, sempre para melhor.
Para ele, tudo é relativo e poucas são as coisas sacrossantas. Mas as que são, são.
O Nunca esconde o que foi, o que é, nem faz questão de enganar sobre o que será.
Um dia disse-me que me invejava.
Quem o inveja sou eu.
sexta-feira, abril 08, 2011
Dúvidas e uma certeza que roça o absoluto
Até onde se vai privatizar a educação e a saúde?
Quanto:
Aos transportes, o privado tomará conta.
À Justiça, a "fórmula de sucesso" dos Agentes de Execução deverá mimetizada noutras áreas.
À cultura...bem...vale a pena falar?
Já a Administração Interna (Polícia) e Defesa serão, como sempre, essencialmente sustentadas pelo contribuinte. (Sem que com isto critique a opção)
Nem me vou pronunciar sobre as agriculturas, ambientes e afins, que isso será tudo transformado em secretarias de estado na pasta da Economia, querendo com isto dizer que não se vai fazer nada.
O que vai acontecer à Saúde e Escola Pública, básica como superior?
Quanto à certeza, odeio o Período.
Quanto:
Aos transportes, o privado tomará conta.
À Justiça, a "fórmula de sucesso" dos Agentes de Execução deverá mimetizada noutras áreas.
À cultura...bem...vale a pena falar?
Já a Administração Interna (Polícia) e Defesa serão, como sempre, essencialmente sustentadas pelo contribuinte. (Sem que com isto critique a opção)
Nem me vou pronunciar sobre as agriculturas, ambientes e afins, que isso será tudo transformado em secretarias de estado na pasta da Economia, querendo com isto dizer que não se vai fazer nada.
O que vai acontecer à Saúde e Escola Pública, básica como superior?
Quanto à certeza, odeio o Período.
quinta-feira, abril 07, 2011
Ainda na mesma linha de raciocínio
Feitas as contas, seriamos 8. 10, mas só em dias 31 de Fevereiro.
Depois, passamos a 6.
Depois, a 4.
4.
Bastou acabar o calvário pedagógico para se iniciar um de outro tipo.
Cada vez mais tenho de me lembrar que, no que aos sentimentos diz respeito, a qualidade terá mesmo de prevalecer.
Depois, passamos a 6.
Depois, a 4.
4.
Bastou acabar o calvário pedagógico para se iniciar um de outro tipo.
Cada vez mais tenho de me lembrar que, no que aos sentimentos diz respeito, a qualidade terá mesmo de prevalecer.
Algo fora do pedido de ajuda externa
Resolveu-se, a certa altura, criar uma obrigatoriedade. Não forçada, antes voluntária. Still, uma obrigatoriedade.
Isto é preocupante e acho que só entendi isso agora.
Quando essa necessidade é criada, algo está mal.
A fuga à naturalidade é errada.
Em última análise, somos todos fases nas vidas uns dos outros. Era o pior que nos podia acontecer.
(Espero que o FEEF/FMI também seja uma fase da nossa. Que seja mais rápido que uma violação e não deixe as mesma marcas.)
Isto é preocupante e acho que só entendi isso agora.
Quando essa necessidade é criada, algo está mal.
A fuga à naturalidade é errada.
Em última análise, somos todos fases nas vidas uns dos outros. Era o pior que nos podia acontecer.
(Espero que o FEEF/FMI também seja uma fase da nossa. Que seja mais rápido que uma violação e não deixe as mesma marcas.)
quarta-feira, abril 06, 2011
quinta-feira, março 24, 2011
Momento Carlos Castro
Rejubila-se com a queda deste governo.
Ui, o socialismo e o estado social, que coisa feia, que coisa maldita.
Na maior parte das vezes, são pessoas que estudaram na escola pública. Desde a primária, até ao Secundário.
Dizem-me, agora, que essas pessoas também têm uma licenciatura...tirada onde?
São pessoas que tiveram acidentes e não foram, seguramente, para a clínica CUF serem tratadas.
São pessoas que beneficiam de isenções e benefícios fiscais.
Incrivelmente, não pagam, sequer, o real custo dos transportes que utilizam.
Nada. Zero.
Soube-lhes bem. Mas este governo era uma merda. Mas que vem a ser isto? Eu a trabalhar um dia inteiro e aqueles cabrões ainda me fazem pagar impostos? Esse velhaco do Sócrates...
Agora aprendam a viver.
Seguramente, com o que aprenderam na faculdade, hão de ter meios para pagar uma educação que os pais nunca poderiam dar...hão de poder pagar cuidados de saúde. Melhor, hão de suportar a nova lei das rendas.
A todos,
Viva o PSD, viva Portugal
Ui, o socialismo e o estado social, que coisa feia, que coisa maldita.
Na maior parte das vezes, são pessoas que estudaram na escola pública. Desde a primária, até ao Secundário.
Dizem-me, agora, que essas pessoas também têm uma licenciatura...tirada onde?
São pessoas que tiveram acidentes e não foram, seguramente, para a clínica CUF serem tratadas.
São pessoas que beneficiam de isenções e benefícios fiscais.
Incrivelmente, não pagam, sequer, o real custo dos transportes que utilizam.
Nada. Zero.
Soube-lhes bem. Mas este governo era uma merda. Mas que vem a ser isto? Eu a trabalhar um dia inteiro e aqueles cabrões ainda me fazem pagar impostos? Esse velhaco do Sócrates...
Agora aprendam a viver.
Seguramente, com o que aprenderam na faculdade, hão de ter meios para pagar uma educação que os pais nunca poderiam dar...hão de poder pagar cuidados de saúde. Melhor, hão de suportar a nova lei das rendas.
A todos,
Viva o PSD, viva Portugal
quarta-feira, março 23, 2011
Contributos para o aumento da demografia*
Frases Nicola
"Hoje devia ser o dia"
Devia ser o dia em que rompia com tudo. Com tudo. Tudo é tudo. Não é uma grande parte. É tudo.
Hoje devia ser o dia.
Devia ser o dia em que mandava as pessoas certas para os sítios errados e isso faria de mim o mais feliz dos mamíferos.
Hoje devia ser o dia em que mostrava que apesar de ser um gordo com doenças de pele a roçar o burro mereço respeito. De todos. Todos são todos. Não é muita gente. De todos.
Hoje devia ser o dia.
Devia ser o dia em que rejubilava por eleições, acto favorito em democracia. Suma demonstração da vontade popular.
Hoje devia ser o dia.
Devia ser o dia em que voltava a mim, depois de uma vida perdida.
Mas hoje não é o dia.
Devia ser o dia em que rompia com tudo. Com tudo. Tudo é tudo. Não é uma grande parte. É tudo.
Hoje devia ser o dia.
Devia ser o dia em que mandava as pessoas certas para os sítios errados e isso faria de mim o mais feliz dos mamíferos.
Hoje devia ser o dia em que mostrava que apesar de ser um gordo com doenças de pele a roçar o burro mereço respeito. De todos. Todos são todos. Não é muita gente. De todos.
Hoje devia ser o dia.
Devia ser o dia em que rejubilava por eleições, acto favorito em democracia. Suma demonstração da vontade popular.
Hoje devia ser o dia.
Devia ser o dia em que voltava a mim, depois de uma vida perdida.
Mas hoje não é o dia.
segunda-feira, março 21, 2011
Vida Humana
Nunca fui apologista daquelas teses que dizem que toda a vida humana é igual e que uma não vale mais que outra, nem que o sacrifício de uma vida humana não pode servir para salvar todas.
Isto é pacífico.
Mas ter de aceitar isto traz óbvios problemas e questões complexas, como sejam os critérios para aferir pela superioridade de uma face à outra e a sempre subjectividade desses critérios.
Pode ser verdadeiramente penoso pensar e elaborar critérios e pensar no que seria disto tudo se os aplicássemos a nós.
É que há dias em que a vida humana não vale mesmo nada.
Critério 1: Falta. Vale mais a vida humana que mais falta fizer, isto é, quantas mais pessoas sentirem a tua falta, maior o valor.
Critério 2: Influência. Vale mais a vida humana que mais positivamente influência a vida de terceiros, isto é, quantas mais pessoas forem por ti tocadas e a sua vida melhorada for, maior o valor.
Critério 3: Capacidades. Vale mais a vida humana daquele que for mais capaz, isto, quanto melhores as notas, percurso académico, desempenho desportivo e/ou produção artística, maior o valor.
Chego a estes e já estou deprimido.
Isto é pacífico.
Mas ter de aceitar isto traz óbvios problemas e questões complexas, como sejam os critérios para aferir pela superioridade de uma face à outra e a sempre subjectividade desses critérios.
Pode ser verdadeiramente penoso pensar e elaborar critérios e pensar no que seria disto tudo se os aplicássemos a nós.
É que há dias em que a vida humana não vale mesmo nada.
Critério 1: Falta. Vale mais a vida humana que mais falta fizer, isto é, quantas mais pessoas sentirem a tua falta, maior o valor.
Critério 2: Influência. Vale mais a vida humana que mais positivamente influência a vida de terceiros, isto é, quantas mais pessoas forem por ti tocadas e a sua vida melhorada for, maior o valor.
Critério 3: Capacidades. Vale mais a vida humana daquele que for mais capaz, isto, quanto melhores as notas, percurso académico, desempenho desportivo e/ou produção artística, maior o valor.
Chego a estes e já estou deprimido.
sexta-feira, março 18, 2011
Politicamente Correcto
Há quem o odeie.
Percebo, desde há 5 minutos, porquê.
Não ser politicamente correcto é uma desculpa. Para se dizer o que se quer. Sobretudo, uma desculpa para afirmarmos uma qualquer barbaridade que vá ferir alguma susceptibilidade. Que vai magoar alguém. Que vai demonstrar uma faceta mui merdosa da pessoa.
"Odeio pretos" (não odeio nada, é só um exemplo). Não estou a ser racista, simplesmente não estou a ser politicamente correcto porque, lá no fundo, ninguém gosta deles"
Estou com esta conversa porquê?
Porque, não levando o texto para lá do básico, apetece-me dizer aquilo que não sou, mas sinto.
Apetece-me ser provinciano, bimbo, arrogante e tudo o mais que "prestigie" um ser humano integrado em sociedade.
Mas não digo.
Pronto.
Percebo, desde há 5 minutos, porquê.
Não ser politicamente correcto é uma desculpa. Para se dizer o que se quer. Sobretudo, uma desculpa para afirmarmos uma qualquer barbaridade que vá ferir alguma susceptibilidade. Que vai magoar alguém. Que vai demonstrar uma faceta mui merdosa da pessoa.
"Odeio pretos" (não odeio nada, é só um exemplo). Não estou a ser racista, simplesmente não estou a ser politicamente correcto porque, lá no fundo, ninguém gosta deles"
Estou com esta conversa porquê?
Porque, não levando o texto para lá do básico, apetece-me dizer aquilo que não sou, mas sinto.
Apetece-me ser provinciano, bimbo, arrogante e tudo o mais que "prestigie" um ser humano integrado em sociedade.
Mas não digo.
Pronto.
segunda-feira, março 14, 2011
O dia em gráfico
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