O que é que isto quer dizer?
Nada.
Só que estava a precisar de ouvir boa música.
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Da passagem de ano, já neste milénio, ela levantou-se, como quem se levanta para arrumar a mesa depois de uma refeição.
Deixou o telemóvel para trás, ao pé do seu prato.
Fui ajudar. Comecei, precisamente, pelo prato dela.
Tinham-lhe enviado uma mensagem. Alguém com quem eu tinha sonhado.
Ela leu. Não mudou a expressão da cara.
Deixou o telemóvel para trás, ao pé do seu prato.
Fui ajudar. Comecei, precisamente, pelo prato dela.
Tinham-lhe enviado uma mensagem. Alguém com quem eu tinha sonhado.
Ela leu. Não mudou a expressão da cara.
Há uns anos. Pelo menos 3.
Estava no Continente do Rio Sul. Tinha ido com a minha irmã e pais comprar sabe-se lá o quê.
Perguntei-lhe, à dita cuja R., quando é que lhe devia dizer aquilo.
Respondeu-me. Disse para ter calma. Era o mais importante. Coisas daquelas não se podem dizer do pé para a mão.
Sempre sábia.
Estava no Continente do Rio Sul. Tinha ido com a minha irmã e pais comprar sabe-se lá o quê.
Perguntei-lhe, à dita cuja R., quando é que lhe devia dizer aquilo.
Respondeu-me. Disse para ter calma. Era o mais importante. Coisas daquelas não se podem dizer do pé para a mão.
Sempre sábia.
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
Para mim
As mulheres não são todas iguais.
Na verdade, ninguém é igual a ninguém. Nem um género igual a outro género.
Porque se fosse, acabava de vez a monogamia.
Tanto podia (e, sabe deus, queria) dizer.
Mas não digo.
Na verdade, ninguém é igual a ninguém. Nem um género igual a outro género.
Porque se fosse, acabava de vez a monogamia.
Tanto podia (e, sabe deus, queria) dizer.
Mas não digo.
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
terça-feira, fevereiro 01, 2011
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Paradoxos
O problema da confiança (no fundo, de toda a amizade) é este: a facilidade com que nos tornamos alvos.
Porque somos próximos, podemos ouvir o que não queremos, saber o que não perguntámos e, ainda, sermos presenteados com injustiças.
Nunca sucede o mesmo com um estranho. Conta o meu pai, em jeito de brincadeira, que determinado taberneiro da terra dele era incrível na seguinte situação: um copo partia-se, isto no calor do vinho. Se fosse um conterrâneo, o discurso seria (pardon my french): "Seu cabrão! Ando eu a comprar copos para os partires?". Já se fosse um cliente ocasional: "Deixe lá amigo, essas coisas acontecem"
Porque nada pode vir na sua forma mais perfeita, confiança e amizade terão sempre este encargo. Os amigos e confidentes com quem partilharmos uma opinião, quando dela não gostem, hão de ver em nós o maldito fiador que renunciou ao benefício da excussão prévia: respondemos pela merda toda que há no mundo como se fossemos os culpados.
Porque somos próximos, podemos ouvir o que não queremos, saber o que não perguntámos e, ainda, sermos presenteados com injustiças.
Nunca sucede o mesmo com um estranho. Conta o meu pai, em jeito de brincadeira, que determinado taberneiro da terra dele era incrível na seguinte situação: um copo partia-se, isto no calor do vinho. Se fosse um conterrâneo, o discurso seria (pardon my french): "Seu cabrão! Ando eu a comprar copos para os partires?". Já se fosse um cliente ocasional: "Deixe lá amigo, essas coisas acontecem"
Porque nada pode vir na sua forma mais perfeita, confiança e amizade terão sempre este encargo. Os amigos e confidentes com quem partilharmos uma opinião, quando dela não gostem, hão de ver em nós o maldito fiador que renunciou ao benefício da excussão prévia: respondemos pela merda toda que há no mundo como se fossemos os culpados.
terça-feira, janeiro 04, 2011
25
Não, desta vez a contagem vem a ser outra.
Levantei-me.
Ao contrário dos outros dias em que se trata do mesmo tema, hoje senti-os.
Senti-os muito bem.
Em cada perna, nas costas, na cabeça. Levantei-me mais antigo.
Não vale a pena pôr-me aqui a chorar. Espero viver uma vida longa, sobretudo, que ate agora não tenha atingido somente um terço da minha existência.
Mas hoje senti-os.
Foi, em tudo, diferente.
Já não me levantei para ir à escola.
Também não tive uma hora de almoço passada numa qualquer cantina.
Durante cerca de uma hora e meia, a verdade é que, enquanto me deleitava com o sabor do camarão e da lagosta, via, naquela mesa, grande parte dos meus amigos. Não estavam lá todos. Outros há que passaram o ano comigo. Também existem aqueles que estiveram em serviço familiar. Naquelas três pessoas estão três fundações do meu carácter. Três influências. Até mesmo três preocupações.
Caramba, sempre o três.
Hoje, que não ganho o mesmo que o Ronaldo, não tenho a sapiência do Sobrinho Simões nem o talento de um Nuno Lopes, senti-me um Português feliz.
Pode parecer que não (alias, quem me vir nega logo), mas hoje, graças às almas que me acompanham, que se lembraram e que comigo hão de estar, posso dizer que já estive pior.
Ainda sou um gajo novo.
(Eis o texto mais batido de sempre)
Levantei-me.
Ao contrário dos outros dias em que se trata do mesmo tema, hoje senti-os.
Senti-os muito bem.
Em cada perna, nas costas, na cabeça. Levantei-me mais antigo.
Não vale a pena pôr-me aqui a chorar. Espero viver uma vida longa, sobretudo, que ate agora não tenha atingido somente um terço da minha existência.
Mas hoje senti-os.
Foi, em tudo, diferente.
Já não me levantei para ir à escola.
Também não tive uma hora de almoço passada numa qualquer cantina.
Durante cerca de uma hora e meia, a verdade é que, enquanto me deleitava com o sabor do camarão e da lagosta, via, naquela mesa, grande parte dos meus amigos. Não estavam lá todos. Outros há que passaram o ano comigo. Também existem aqueles que estiveram em serviço familiar. Naquelas três pessoas estão três fundações do meu carácter. Três influências. Até mesmo três preocupações.
Caramba, sempre o três.
Hoje, que não ganho o mesmo que o Ronaldo, não tenho a sapiência do Sobrinho Simões nem o talento de um Nuno Lopes, senti-me um Português feliz.
Pode parecer que não (alias, quem me vir nega logo), mas hoje, graças às almas que me acompanham, que se lembraram e que comigo hão de estar, posso dizer que já estive pior.
Ainda sou um gajo novo.
(Eis o texto mais batido de sempre)
quarta-feira, dezembro 22, 2010
Tolerância de Ponto
sexta-feira, dezembro 17, 2010
Trato Sucessivo
Quando era uma criança, rechonchuda, roliça, divertida, mas sobretudo inconsciente, fartei-me de ir a festas de anos. Bastantes. Também organizei muitas.
Dei por mim a constatar que esses eventos já não existem na minha caminhada pelo mundo. Hoje penso nisso, penso na razão que terá levado a isso.
De alguns nem me lembro, simplesmente, sei que aconteceu um evento, estive, vi, gostei, mas nem me lembro da cara.
Outros foram viver para longe.
Outros incompatibilizaram-se com esta alma.
Ainda há, também, aqueles desapareceram. Sem mais. Sem menos.
O que me põe a pulga atrás da orelha são os casos em que continuei a ser amigo da pessoa, continuei a ser estimado e, no entanto...
Houve ali qualquer coisa que se perdeu. Como um imóvel, registado numa qualquer conservatória do registo predial, sabe-se que o Zé Manel é o proprietário do prédio hoje, mas há 20 anos não era, constava outro do registo. Sem se saber como, nem porquê, agora o dono do "pedaço" é ele.
Caramba. Que tipo de contrato macaco terei eu celebrado para se perder o trato.
Dei por mim a constatar que esses eventos já não existem na minha caminhada pelo mundo. Hoje penso nisso, penso na razão que terá levado a isso.
De alguns nem me lembro, simplesmente, sei que aconteceu um evento, estive, vi, gostei, mas nem me lembro da cara.
Outros foram viver para longe.
Outros incompatibilizaram-se com esta alma.
Ainda há, também, aqueles desapareceram. Sem mais. Sem menos.
O que me põe a pulga atrás da orelha são os casos em que continuei a ser amigo da pessoa, continuei a ser estimado e, no entanto...
Houve ali qualquer coisa que se perdeu. Como um imóvel, registado numa qualquer conservatória do registo predial, sabe-se que o Zé Manel é o proprietário do prédio hoje, mas há 20 anos não era, constava outro do registo. Sem se saber como, nem porquê, agora o dono do "pedaço" é ele.
Caramba. Que tipo de contrato macaco terei eu celebrado para se perder o trato.
quinta-feira, dezembro 16, 2010
Da profundidade
- No final das acções, costumava pedir a condenação em custas e condigna procuradoria.
- Isso acabou, havia no C.C.J, agora é uma outra coisa...
- Quê?
- Código das Custas Judiciais.
- Isso acabou, havia no C.C.J, agora é uma outra coisa...
- Quê?
- Código das Custas Judiciais.
quinta-feira, dezembro 09, 2010
(Como todos) Um texto particular
Um pouco antes das 9 horas. Começava volta dessa hora.
Se não era na mesa no fundo, dali a uns tempos ela não escapava e seria o nosso albergue durante belas tardes de café, algum estudo e muito desenvolvimento.
Durante 5 anos aquelas cadeiras sustentaram sonhos, ouviram desabafos. Aquelas mesas sabem a minha vida melhor que eu.
Mas o que são as coisas materias?
Nada. Foram eles. Foram vocês. Foi graças à inesgotável paciência, à incrivel persistência que fizeram nevar sobre um inferno académico. Por tantas horas de bairro, de piadas, até de cartas, fomos resistindo. Se há quem pense que a faculdade é o chamado "passeio no parque", eu nunca partilhei dessa opinião.
Mais do que Januários, Menezes, Blancos e afins, a faculdade foram vocês.
Agora que se aproxima o segundo natal em que as 9 horas se passam num outro banco, numa outra paróquia, deixem que seja lamechas e diga que vos adoro.
Que me fazem falta.
Caramba, são meus amigos.
O que é que falta dizer? Que é que falta fazer?
Digam-me, que digo, que faço.
Porra, é hora de estarmos felizes.
Se não era na mesa no fundo, dali a uns tempos ela não escapava e seria o nosso albergue durante belas tardes de café, algum estudo e muito desenvolvimento.
Durante 5 anos aquelas cadeiras sustentaram sonhos, ouviram desabafos. Aquelas mesas sabem a minha vida melhor que eu.
Mas o que são as coisas materias?
Nada. Foram eles. Foram vocês. Foi graças à inesgotável paciência, à incrivel persistência que fizeram nevar sobre um inferno académico. Por tantas horas de bairro, de piadas, até de cartas, fomos resistindo. Se há quem pense que a faculdade é o chamado "passeio no parque", eu nunca partilhei dessa opinião.
Mais do que Januários, Menezes, Blancos e afins, a faculdade foram vocês.
Agora que se aproxima o segundo natal em que as 9 horas se passam num outro banco, numa outra paróquia, deixem que seja lamechas e diga que vos adoro.
Que me fazem falta.
Caramba, são meus amigos.
O que é que falta dizer? Que é que falta fazer?
Digam-me, que digo, que faço.
Porra, é hora de estarmos felizes.
terça-feira, dezembro 07, 2010
Jurisprudência
Não conheço os detalhes da decisão, mas parece-me que é manifestamente errada.
O problema de toda a gente que concorre a programas do género é sempre o mesmo. "É o meu sonho". "Sou um ídolo". "Quero fazer disto a minha vida". É o que se ouve.
Reiterando que não conheço os detalhes, na pureza do princípio em que esta decisão se deve inspirar, há que começar a processar o Estado por não permitir que os licenciados pelas faculdades que ministram os chamados cursos de "ciências humanas" tenham emprego.
Qualquer coisa como: "licenciei-me em latim, não consigo dar aulas. Tou deprimido. Vou processar alguém."
Entenda-se: compreendo a dor da miúda, sei o que custa que a vida não corra como queremos e planeamos. Mas tem de ser a Sic responsável por isto?
Ela inscreveu-se, de livre vontade, no concurso (sim, porque aquilo não mais é que um concurso)
Lançou um CD em que é ela a voz e interprete.
Não deu certo.
O que é que a Sic fez?
O problema de toda a gente que concorre a programas do género é sempre o mesmo. "É o meu sonho". "Sou um ídolo". "Quero fazer disto a minha vida". É o que se ouve.
Reiterando que não conheço os detalhes, na pureza do princípio em que esta decisão se deve inspirar, há que começar a processar o Estado por não permitir que os licenciados pelas faculdades que ministram os chamados cursos de "ciências humanas" tenham emprego.
Qualquer coisa como: "licenciei-me em latim, não consigo dar aulas. Tou deprimido. Vou processar alguém."
Entenda-se: compreendo a dor da miúda, sei o que custa que a vida não corra como queremos e planeamos. Mas tem de ser a Sic responsável por isto?
Ela inscreveu-se, de livre vontade, no concurso (sim, porque aquilo não mais é que um concurso)
Lançou um CD em que é ela a voz e interprete.
Não deu certo.
O que é que a Sic fez?
domingo, dezembro 05, 2010
Arrematada
There's a storm outside, and the gap between crack and thunder
Crack and thunder, is closing in, is closing in
The rain floods gutters, and makes a great sound on the concrete
On a flat roof, there's a boy leaning against the wall of rain
Aerial held high, calling "come on thunder, come on thunder"
Sometimes, when I look deep in your eyes, I swear I can see your soul
Sometimes, when I look deep in your eyes, I swear I can see your soul
It's a monsoon, and the rain lifts lids off cars
Spinning buses like toys, stripping them to chrome
Across the bay, the waves are turning into something else
Picking up fishing boats and spewing them on the shore
The boy is hit, lit up against the sky, like a sign, like a neon sign
And he crumples, drops into the gutter, legs twitching
The flood swells his clothes and delivers him on, delivers him on
Sometimes, when I look deep in your eyes, I swear I can see your soul
Sometimes, when I look deep in your eyes, I swear I can see your soul
There's four new colors in the rainbow
An old man's taking polaroids
But all he captures is endless rain, endless rain
He says listen, takes my head and puts my ear to his
And I swear I can hear the sea
Somtimes, when I look in your eyes I can see your soul
(I can reach your soul)
(I can touch your soul)
Sometimes
Crack and thunder, is closing in, is closing in
The rain floods gutters, and makes a great sound on the concrete
On a flat roof, there's a boy leaning against the wall of rain
Aerial held high, calling "come on thunder, come on thunder"
Sometimes, when I look deep in your eyes, I swear I can see your soul
Sometimes, when I look deep in your eyes, I swear I can see your soul
It's a monsoon, and the rain lifts lids off cars
Spinning buses like toys, stripping them to chrome
Across the bay, the waves are turning into something else
Picking up fishing boats and spewing them on the shore
The boy is hit, lit up against the sky, like a sign, like a neon sign
And he crumples, drops into the gutter, legs twitching
The flood swells his clothes and delivers him on, delivers him on
Sometimes, when I look deep in your eyes, I swear I can see your soul
Sometimes, when I look deep in your eyes, I swear I can see your soul
There's four new colors in the rainbow
An old man's taking polaroids
But all he captures is endless rain, endless rain
He says listen, takes my head and puts my ear to his
And I swear I can hear the sea
Somtimes, when I look in your eyes I can see your soul
(I can reach your soul)
(I can touch your soul)
Sometimes
Top Series: 1.º Lugar

Em 1.º Lugar está a série House M.D.
Acho que mais ninguém colocaria esta série neste lugar. Eu coloco, pronto.
Esta série prendeu-me. Religiosamente, sento-me em frente à TV quando ela é transmitida.
Porquê? Pois. Gosto dos termos técnicos, dos raciocínios em cadeia, dos diálogos, dos dramas pessoais das personagens e do elenco. Nada falhou. Nesta 7ª temporada que está a ser emitida pela Fox, em Portugal, está normalizada uma situação que durou vários episódios. O problema da droga, da falta de amor, dos conflitos, do brilhantismo em situações de pressão...tudo voou. Resta saber o que vai acontecer. E isto é um ponto a favor. Muito a favor. Cá para mim, o médico vai quinar. Mas já fui muitas vezes supreendido.
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