terça-feira, outubro 27, 2015

Miguel Martins

Tenho saudades de um programa que era emitido na Sic Radical: Vai tudo Abaixo. Há rubricas memoráveis: Ruce e Reco, Black Skin e uma imitação de Brasileiro nacionalista cujo nome não me recordo.

Há bocado, lembrei-me de outro: Miguel Martins, o tal que tinha ideias para o país.

Vindo de um almoço bastante feliz numa conhecida adega lisboeta, a que junto o facto de estar constantemente a ser bombardeado com concursos televisivos, sejam em formato "760" ou "Alta Pressão", tive um delírio lúcido.

Seria espectador de um concurso de brindes.

As regras seriam simples:

a) 6 concorrentes. 5 fases.

b) A cada fase, ao concorrente seria dado um tema ao qual ele teria de brindar. Por exemplo: aniversário do Bóbi num jantar de família para 8 pessoas.

c) O brinde não poderia exceder os 5 minutos e seria "julgado" por um painel constituído por Jorge Palma, Jorge Sampaio e Marinho Pinto.

d) O pior brinde significaria a desqualificação do proponente.

e) O concurso seguiria até existirem só dois contendores e, nessa fase, o brinde poderia chegar aos 7 minutos.

Um aspecto que não poderia ser descurado era a categoria da bebida com a qual se brindava. A primeira ronda deveria ser protagonizada por um vinho maduro alentejano tinto. A segunda seria com cerveja importada. A terceira e quarta com o melhor espumante Português ou um Moet e a última com um champagne estilo Bolinger.


A apresentação deveria estar a cargo daquele fulano que indica aos ministros onde é que eles devem assinar nos actos de tomada de posse.

Só seriam admitidos a concurso licenciados nas áreas das humanidades que tivessem concluído o curso com participação em, pelo menos, 10 jantares de turma e 5 aparições em festas de tunas.

O prémio seria a abertura de uma conta bancária a prazo, com um depósito de € 5.000,00 no Novo Banco.

Subitamente, acordei.

Mal me recordando do sonho.