terça-feira, dezembro 18, 2018

Ciclos

Ouvir o September e, logo depois, o After the love has gone.

História, caros.

História.

(A de alguém).

quinta-feira, dezembro 13, 2018

Irmã: Página de pensamento avulso

Aproximando-se dezembro, inevitável se torna a deslocação às lojas, a fim de acautelar a realização da troca de prendas.

A irmã tinha ido, para tal efeito, ali perto e convidou-o para almoçar. Aceitou.

Ela deu-lhe boleia, ele escolheu o sítio. Tripla vantagem: boleia, escolha e almocinho no bucho.

O tal almoço foi como todos os outros: brincadeira, conversa, estado da vida.

Chegado a casa, à noite, como é costume, fez o filme do dia. À entrada para o restaurante, tinha-lhe dito: "nem sei bem porquê, mas este ano sinto pouco espírito natalício".

Ela também. Foi o que lhe respondeu.

O "porquê" seguia-se.

Uma mesa que chegou a ter 12 pessoas passou e menos de metade. A vida encarregou-se de fazer o que faz.

No topo, sentava-se um fenómeno. Um fenómeno que só sabia brincar, mandar a piada certa no momento certo. Ao lado dele, podia dizer-se que a fome se aliava à vontade de comer. Se um dizia "mata", o outro dizia "esfola". Estava ali a festa toda.

Noutras pontas, verdadeiras forças da natureza. Terminado o jantar, punham-se a lavar tachos e toda a loiça, isto depois de um dia de trabalho.

Fluía a conversa, em vez de doenças, falava-se da vida. Em vez dos mortos, celebrava-se a existência.

Nunca se havia lembrado de ter sido tão cliché, mas os clichés são clichés por alguma razão. Como os fenómenos de massas, aqueles que fazem o Despacito ser tantas vezes ouvido.

Agarra-se aos que restam. Merecem que não se chore, somente, pelos que partiram e esqueça os que cá estão.

É que percebeu as caras fechadas nesta quadra. Quem dela não gosta. Quem dela se quer esquecer.

Não que se queira trilhar esse caminho. Mas é que a consciencialização tem destas coisas.

Lidar.

É lidar.

segunda-feira, novembro 12, 2018

Parentalidade. Daquelas a sério

quinta-feira, novembro 08, 2018

Ontem, pelas 23 horas

Já tinha visto aquela cena para cima de 4 vezes.

Sempre a vi como algo genial, bem filmado, bem interpretado, bem tudo.

Só ali via cinema.

Ontem, pelas 23 horas, não foi assim.

Doeu. Como a merda.

Não há nada mais comovente que a tristeza partilhável.

segunda-feira, outubro 29, 2018

Ontem, Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil

segunda-feira, setembro 17, 2018

Ainda há bocado

Renton a explodir. Um personagem carismático, malogrado passado.
A cena abaixo é de um filme que passava, há pouco, na minha televisão.
Vi-a e senti afinidade, ainda que não total.

Nesta altura, mais do que nunca, sinto um destino que não tive. Estar numa taberna, a viver de biscates, bebendo bem, bem mais que bebendo. Jogando às cartas. Descurando a higiene pessoal. Ter amigos de ocasião. Ser "aquele", em vez de ter nome. Ser um desgraçado assumido, em vez de um potencial. Sobreviver.

Escolhe viver, diz o dito.

Que remédio.





terça-feira, julho 17, 2018

Ocasionalmente




I would like to leave this city
This old town don't smell too pretty and
I can feel the warning signs running around my mind
And when I leave this island I'll book myself into a soul asylum
'Cause I can feel the warning signs running around my mind
So here I go, I'm still scratching around in the same old hole
My body feels young but my mind is very old
So what do you say?
You can't give me the dreams that are mine anyway
Half the world away, half the world away
Half the world away
I've been lost, I've been found but I don't feel down