segunda-feira, março 31, 2008

Música para a Semana



Som do momento.
Sempre gostei muito de acordeão, com mix então...
Enjoy

domingo, março 16, 2008

Música para a Semana



Sem ideias, sem vontade, só resta a imagem de certo vermelho inesquecível.
O resto é mesmo o título da musica.

Música para a Semana



Sem ideias, sem vontade, só resta a imagem de certo vermelho inesquecível.
O resto é mesmo o título da musica.

domingo, março 09, 2008

Música para a Semana



Esta consta, sobretudo, porque lhe desejo (desde que a ouvi, ou seja, anos e anos atrás) responder: Eu.
Tenho motivos para isso.
Motivos com nome.
Planos para o motivo.
Projectos.

sexta-feira, março 07, 2008

A Perda de Qualidades

O meu anterior blog teve mais visitas hoje que este.

É o chamado Princípio do Vinho do Porto invertido.

A Perda de Qualidades

O meu anterior blog teve mais visitas hoje que este.


É o chamado Princípio do Vinho do Porto invertido.

Conclusões Importantes

Muito mais que uma mulher,

Um conceito.

quarta-feira, março 05, 2008

O Dia Especial

Hoje não é só um dia.
Passam 22 anos desde que o mundo pôde assistir à única prova que permite acreditar na divindade. Nasceu a alma gémea de um zé que demabulava no mundo, já há 2 meses, que iria precisar mais tarde, mais do que tudo, daquela força que só ela podia conferir.
Adjectivos não bastam para a qualificar. Palavras são vãs, levam, no vento, um sentido mutável e susceptível de incontextualização.
Cinjo-me, portanto, à humilde forma de celebrar o dia:

PARABÉNS.

domingo, março 02, 2008

Música para a Semana



É capaz de ser das melhores de sempre. Das melhores que terei postado.
Vêm cá. Não vou lá.
Coisas da vida.

Música para a Semana



É capaz de ser das melhores de sempre. Das melhores que terei postado.
Vêm cá. Não vou lá.
Coisas da vida.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Escrito

Porque me faz falta;
Porque não é o mesmo sem ela;
Porque é tudo.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Frescas

"Estou a dar Sociedades Comerciais"
"Arranja-me aí uma"

Se o Jorge Palma;
Se o Armando Gama;
O que é que a Rosa Lobato Faria?

Frescas

"Estou a dar Sociedades Comerciais"

"Arranja-me aí uma"


Se o Jorge Palma;

Se o Armando Gama;

O que é que a Rosa Lobato Faria?

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Países Vizinhos da Espanha

Acabo de ouvir a intervenção do "Professor do Ano", no Prós e Contras.
Sem tomar partido, sem contribuir para qualquer um dos lados, sem se mostrar capaz de dar uma solução, satisfez toda uma plateia que rejubiliava ao ouvir uma espécie de "Avôzinho" a dizer palavras como "esperança" e "trabalho".
O que é que quis dizer? Havia mensagem?
Por um lado, tem que se dar perspectivas aos docentes, por outro somos todos responsáveis. Em que é que ficamos?

A típica palhaçada foi rematada pela apresentadora, que decerto terá o o reino dos céus.

domingo, fevereiro 24, 2008

9

Finda, nesta hora, o tempo suficiente para gerar uma vida humana e trazê-la ao mundo, para que o nascimento se dê e a caminhada pela experiência tenha lugar.
Quantas vezes, em tom de brincadeira, me disse que o "puto ia nascer". Um puto que, mesmo antes de adquirir personalidade jurídica, já ficava no cacifo, já tinha nome de ciclista.
Não se gerou (e agora afastam-se as brincadeiras) vida nenhuma mas mudou-se uma vida que já existia. Mudou-se para melhor. Aprendeu-se, melhorou-se, acima de tudo, aperfeiçoou-se um processo de socialização (terminologia economica à parte) e de integração num meio que só conferia rotina e hábito.
Veio, numa festa, surgir a felicidade constituida pelas mais sedutoras formas humanas, invadir-me daquilo que esperei sempre, daquilo que nunca tive, para nunca mais me deixar voltar a um calvário fornecido pelo 38 que passava ali, onde tudo começou.
Hoje, sei que a festa ainda não acabou, que a música toca, o néctar chega-nos pelas mãos de quem sorri por ver que algo mágico nasce, que a multidão rodeia e observa, atentamente, para ver no que vai dar, para saber qual o desfecho.
Mais ainda: não acabou, porque o primeiro olhar dela, que me afectou tão apaixonadamente, que me tocou tão nuclearmente está lá...
Não acabou. Continuará.

Música para a Semana



Sem explicação.
Ainda não tinha postado nada do cavalheiro.
Pela minha parte, prefiro que não morra ninguém do gang, até porque todos se apaixonaram. (Clara referência ao primeiro verso)

Boa semana

domingo, fevereiro 17, 2008

Música para a Semana




Ando nesta onda, nada a fazer.
Preciso da batida, preciso do clip.
Porque amanhã a Família bate à porta. Apetece-me fingir que não estou em casa.

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Percursos

Crescer, esse desafio contingente, tem multiplas etapas. Em cada ano, aprender com determinada experiência é crescer. Ou seja, essas fases são inominadas e, portanto, expontâneas, são o que são.
Para se ser adulto, tem que se seguir certo Iter, Iter esse que é próprio de cada um. Tudo redundará numa vida de "crescido".
Como em tudo na vida, nada se faz sozinho. Ficará algo sempre inacabado, sempre por fazer, se não houver a partilha de momentos, de sensações, sobretudo, de memórias do que aconteceu.
Logicamente, a partilha só existe com duas pessoas.
Ter amigos é indispensável. Ninguém sobrevive sem eles. Dão sal e açucar à vida.
Mas não é menos importante ter a pessoa certa ao nosso lado, aquela que completa e fecha o circulo da aprendizagem que tem lugar durante tanto tempo.
Tê-la é o culminar desse crescimento.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Verdades Sobre S.Valentim

Com a pessoa certa, todos os dias são Dia dos Namorados.

Verdades Sobre S.Valentim

Com a pessoa certa, todos os dias são dias dos Namorados.


Comigo têm sido.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Desalentos momentâneos

3 ideias-base:

- Poucas coisas são tão más como envelhecer;

- Pior que isso é viver com a velhice intra-muros;

- Há que aspirar a melhor.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Música para a Semana



Quando chega o inevitável, há que mexer o dito cujo.
Vem aí todo o trabalho do mundo, trabalho que só verá fim, definitivo, em Agosto. Ora, se estamos em Fevereiro, meio do dito, falta Março, Abril, Maio, Junho e Julho. Páscoa é uma semana para respirar fundo, sendo que o resto é para expirar.
Let's.

domingo, fevereiro 10, 2008

Interrogações

Como perceber?

Passar dias.

Passar tardes.

Sempre no mesmo cumprimento de onda.

Sempre na mesma frequência.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Primeiro na década de 70, depois numa cover

"(...)I miss the earth so much, I miss my wife(...)"

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Verdades Fundamentais

O Homem pode ser mau a diversas coisas, em diversas areas.
Menos numa.

Música para a Semana



Faz parte do Requiem.
É que vão começar as aulas...

domingo, fevereiro 03, 2008

Perspectivas

Acabando de "passar" fotos de câmara fotográfica alheia para o meu computador, sou invadido por duas sensações fortíssimas.
A primeira sensação é nostalgia. Terei passado o melhor fim de semana da minha vida naquela que, para mim, é a capital da europa. Uma cidade recheada de conteúdo, sentimento e história, história própria que, desde então, se entrelaçou com a minha. Ainda que de alguns dias se tratasse, a intensidade jamais poderia ser maior. Cada segundo foi aproveitado como se não houvesse outro e cada olhar recordado como se a eternidade fosse uma pausa para café.
Completa-se uma semana desde a noite em que não se dormiu e a passagem directa, acordado(s), para o aeroporto se fez sem espinhas, pagando menos pelo taxi, do que aquilo que era esperado e quase chorando por chegar uma hora que se queria para mais tarde.
A segunda sensação é de satisfacção. Lamechas ou não, há que dizer que fui para lá com aquela que mais desejava e desejo, hoje mais, hoje tanto. Fui espantado com a articulação e disponibilidade que me mostrou. Uma autêntica felina, que misturava a calma da confiança e a acção da crença, sempre percebendo que a solução viria.
Não é possível ocultar O Facto: a viagem foi ela. Vi monumentos, falei a lingua local com os nativos, coisas que me enchem sempre o ego, mas foi nela que vi o que mais importava.
Será demasiado pessoal para expôr aquilo de que falo.
Ela sabe-o.
Pode ser que um dia deixe de me querer. Pode ser que a vida dê as cambalhotas sempre cinzentas e os desencontros se produzam. Se há certezas, esta é A Certeza: ao mais puro espírito existêncialista, afirmo que perdurará na minha memória enquanto for dono dela. Fará parte do meu imaginário. Ocupará a minha mente quotidianamente, quiçá, ainda mais que hoje.
É no olhar dela que me perco.
É nela que me acho.

Passou uma semana.

sábado, fevereiro 02, 2008

Sensações

Vejo, no meu MSN, o nick de um amigo meu. É o título de um livro de Lobo Antunes, "Eu ei de amar uma pedra.
Quando penso nisso, não posso deixar de sentir alguma dor, ainda que psicologica.
É que, quando passar das palavras aos actos, vai doer...

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Ligações

Multiplas são as ligações que ligam os seres-humanos.
Uns são tios de outros. Pais de outros, amigos, irmãos...
Mas, sem qualquer sombra de dúvida, o pior que alguém pode ser a outrém... é fase.
Tantas vezes somos fases de alguém, essencialmente, fases na vida de alguém.

Lições

Para o que quer que se faça ou que se viva, conta-se sempre o que se tem, por trás.
Meaning:
Para qualquer experiência, qualquer vivência, haverá um sentimento maior, motor, na rectaguarda, que servirá de elemento enquadrador ad-hoc, para aquela situação concreta.
Basta pensar-se em sentimentos/situações e depois torna-se mais fácil entender o que se escreve.

Numa óptica dialéctica, explicamos sentimentos, chegamos mesmo a defini-los, se os relacionarmos, perfeitamente, com os acontecimentos.

Uma noite mais fria ou outra mal dormida não são nada se soubermos o que está atrás.

Ensinaram-me isso hoje.
Ainda que mo tenham dito tantas vezes, e mo digam, frequentemente, ouvir nunca é o mesmo que perceber.

Conclusões Importantes

O que era não é.
O que foi é bom que volte a ser.
Essencialmente, o que se sabia, pura e simplesmente, não existia.

Quanto mais se avança, facto é que menos se sabe a respeito de pontos cirurgicos.
Tudo muda. De um dia para outro, favas com chouriço e vinho tinto sabem por toda uma vida de prazer. O Woody Allen passa a ser um génio. O Saramago e Lobo Antunes passam a ter razão no que escrevem, quando, há algum tempo, nem se sabia se estávamos a ler textos ou letras avulsas desprovidas de conexão.

Acordo todos os dias (depois de pensar nela) esmagado pelo que estou disposto a levar a cabo naquelas 24 horas. O programa é sempre diverso daquele que existiria num passado recente.
O Sporting não tem lugar na minha vida, a menos que seja para dar uma chatice.
90% do dia é ela que o tem cativo. Ainda bem.

Mas o incrível nem é isso.

Quando me julgava o teólogo, o mestre, uma espécie de Marx do tema, acordo esmagado: não percebo nada dos trilhos em que me encontro.
Sem mapa, com o meu sentido de orientação mundialmente famoso por nunca ter sido concebido juntamente com o resto, não sei que fazer, pensar.

Este blog não tem mais gente por ter irremediáveis parecenças com um diário tornado público.
No fundo, é o que ele é.

Espero que a idade me traga aquilo que já devia ter vivido.
Não libertinagem.
Nem sequer a borga.
Simplesmente, perceber. Ter respostas. Saber. Fazer.

Passa uma hora e dois minutos do dia 30 de Janeiro de 2008 e chego a um culminar, a um apogeu de pensamento: não percebo nada de nada. Não sei fazer nada. Não sei responder a pergunta nenhuma.

Incompetências

terça-feira, janeiro 29, 2008

Faltas

Era bom, mas está suspenso.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Ás vezes, inspirado

Este.

domingo, janeiro 27, 2008

Horas

Há 66 horas levantava-me, desperto como nunca.
Há 23 horas olhava para ela com o pensar que, se o mundo acabasse ali, eu morreria feliz.

Referências?

O melhor Fim de Semana de sempre.

Por tudo.
Especialmente, por ela.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

8

Até hoje, nunca melhor.
Estamos no auge.

Celebremos em Alemão.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Quase, quase...


Já faltou tudo.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Observações de rerum natura

Estou na melhor fase da minha vida.
Devo-o às pessoas que a compõem. Sobretudo à tal.

Corre-me bem.

domingo, janeiro 20, 2008

Música para a Semana




A quem ache que caio numa espécie de marasmo anglo-pimba, desengane-se.
Esta música surge no contexto certo. Domine-se a inversão e ter-se-à um desejo e a geografia para se o executar.
Canções da minha meninice, enquanto possibilidade mais que forte.
Há cada ironia.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

A soma dos anos

Já somo alguns milhares de dias à minha idade.
Isso tem aspectos bons mas também, sobretudo, aspectos maus.
Nunca ninguém disse, em público, sequer em privado, salvas umas raríssimas excepções, uma virtude académica que tivesse.
Ultimamente, até nas orais são capazes de me citar defeitos.
De resto, isto é só mais um ramo da excepção à regral geral que sou: naquela faculdade, começam-se a tirar notas boas depois do 3º ano.
Comigo é o inverso.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Música para a Semana



Não é para prestar atenção à música toda. Alias, só interessa o nome.
Começou a chover. Parece que vai continuar.
Diz que terça também chove. Só que é uma chuva de picaretas. Capacetes. Trolhas. Edificios. Discricionariedade.
Isso tudo, portanto.

domingo, janeiro 13, 2008

Efeitos

Um individuo está de férias.
Encontra-se de bem com a humanidade.
Escrever é um escape, é certo, mas torna-se vilipendiável se utilizado sem propósito.
Nessa linha de raciocínio, está este autor, que percebe que não pode escrever sobre nada, se tudo de bom lhe acontece. A estranha dicotomia entre bem e mal tem aplicação analógica por estas bandas: se é o mal o motor, por excelência das linhas que tiveram a infelicidade de consultar, posso dizer que o meu estado é de bondade extrema.

Devo-o a alguém.
Trato de solver a "dívida" sempre que posso.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Seguir os Exemplos Certos






Eu respondo, sempre, na mesma moeda.

Ehehe.

domingo, janeiro 06, 2008

Sinais da Decadência I

ESCRITA

Intensa. Com "s".

Eu sei...mas escrevi mal. Declínio.

Música para a Semana



Regressa a única rubrica deste blogue. Depois da interrupção originada pelas festas religiosas e pagãs, há que voltar à carga.
A música reservada para a semana que bate à porte é das minhas preferidas. O Video não é dos mais nítidos, mas o som está ameno o suficiente para ser disfrutado.
A guitarrada, a letra, a interpretação...não há bandas como estas. Fez-se grande musica. Hoje ficamo-nos pelas música boas.

Música para a Semana




Regressa a única rubrica deste blogue. Depois da interrupção originada pelas festas religiosas e pagãs, há que voltar à carga.

A música reservada para a semana que bate à porte é das minhas preferidas. O Video não é dos mais nítidos, mas o som está ameno o suficiente para ser disfrutado.

A guitarrada, a letra, a interpretação...não há bandas como estas. Fez-se grande musica. Hoje ficamo-nos pelas música boas.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

22

Muito há a dizer.
O frustrante é que o pouco vence.

Não valerá de muito fazer balanços, deixo-os para o recato mental aconchegante que, até hoje, tem servido.

Tenho uma excelente família.
Venero uma mulher.

Dificilmente se tem melhor.

Um terço da vida já lá vai.

terça-feira, janeiro 01, 2008

Ora, cá volto

Não foi às 16 horas, foi um pouquito mais tarde, mas com a afluência que este blog anda a ter duvido que haja processos cíveis contra o blogger.
Seja como for, eis-me.

O post não terá aquele conteúdo e extensão habituais, por dois motivos: primeiro, não há tamanhos habituais aqui; segundo, ter dois motivos é melhor que ter só um.

Hoje é o primeiro dia do ano. É um dia de que não gosto especialmente. Prefiro sempre o último dia do ano.
Não houve excepções desta vez.

É interessante constatar que o Reveillon só é um sucesso garantido se tivermos 500 euros e o Estoril for ali perto, ou a Madeira até não parecer muito mal, ou, ainda, a Serra da Estrela ter neve.
O ponto que merece análise é o seguinte: uma coisa é haver sucesso no Reveillon, que só se atinge com os requisitos supra citados, outra coisa, ligada, mas diferente, é a passagem de ano ser memorável, marcante e, sobretudo tocante.
Se é certo que em qualquer lugar de eleição teria programa, horas definidas, artistas de renome, não é menos certo que o que pude experienciar, ontem à noite, bate tudo aos pontos.
É que, apesar de passar por diversas contrariedades, a lição que se tira não podia ser portadora de pureza maior: é a companhia que faz os momentos, que lhes confere a especialidade e carisma que para sempre ficarão guardados no album mental.

Faltava alguém assim, alguém que conferisse a chancela de profundidade a um momento tão singelo como o pernoitar numa estação de metro.
Já não falta.

Com isto acho que acabo de escrever um mensagem de ano novo.
O desejo próprio é que este alguém se mantenha.
O desejo para o resto do mundo é que encontrem alguém assim.

É ser feliz.

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Euntes

Hoje é um dia de muitos fins.
Terminou o semestre académico.
Terminou o estudo arduo para frequências.
Terminou a escrita neste blog até início do novo ano.

Assim, cumpre tecer algumas considerações.
Primeiro que tudo, numa palavra, se pode descrever o que tem sido o ano: cansativo. Muito trabalho e poucos frutos.
Sei o que é direito penal. Percebi sobre o que versa o direito comercial. Obrigações foram sujeitas a termo.
Mas a palavra essencial tem que ir para ela. Sempre ao meu redor, envolvendo o meu mundo no seu universo, expurgando qualquer réstia de infelicidade ou mágoa. Devo-lhe muito. Dever-lhe-ei, provavelmente, qualquer lastro de sucesso ali provado.

Dito isto, até dia 1, volta das 16 horas, altura em que me estarei a levantar, não volto a postar por cá, nem em outro lado.

Votos de um Feliz Natal e Fulgurante Ano Novo.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Verdades de Sempre

É muito mais aquilo que não se sabe do que aquilo que se sabe.

Vermelho

Tecido inebriante,
quero sentir-te.
Curvas delirantes,
não me fiquem distantes.

Caminhas nesse corredor e já de mim não sou senhor.
Teus olhos chamam e como resistir?
És o sumo bem, alívio da minha dor,
Razão da minha existência, profusão do meu sentir.

Será do vermelho convidativo,
Do negro que com ele combina
ou, simplesmente, a indumentária que me faz captivo?

Nada disso me ilumina.

São os espelhos d'alma,
profundos como o mundo,
quentes como a chama.

domingo, dezembro 16, 2007

Música para a Semana



O Cenário: Última semana do Semestre
O Futuro: Sexta-Feira chovem valores
A Certeza: Não dará grande soma
A Consolação: Esta Música.

Há nela, sobretudo, um verso que me toca: "No wants you when you lose"
Toca-me, primeiro, porque não é totalmente absoluto e, segundo, quando contrariado, o sentimento de gratidão converte-se na extrema alegria de perceber que há seres que merecem este mundo e o outro.

sábado, dezembro 15, 2007

Dias em Anos

Precisei e ainda preciso;


Passou um dia?
Ainda não. Está a passar um ano.

Dela.
Só dela.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Coisas da Primária

Uma vez fui expulso da sala de aula por não respeitar as regras desta coisa. Agora vingo-me.

Ninguém.
Ao nascer do dia, ninguém.
Ocaso taciturno sou eu, ninguém.

Trevas habitantes voam com pavor,
Enquanto olho para ti e me torno alguém

Meu amor,
Está em ti meu início,
Repousa em ti meu fim de suplício.
Em mim se encontra o infante amordaçado
Chorando pelo rápido fim...
Ontem

Resumir

Há chavões que primam por primarem.
Vou tentar ser o mais específico possível, porque, desta vez, quero mesmo dizer qualquer coisa.

Sendo novo, cada experiência por que passo e cada conhecimento que travo são-me chocantes: a reacção é um tudo nada semelhante à de ver um E.T ou ter uma experiência extra-sensorial.
A experiência de hoje chama-se bondade.
Há um princípio ao qual a humanidade não pode fugir: as pessoas são ruins, nefastas, más. Disto não haja qualquer duvida. O melhor que há a fazer é aceitar e tentar não sair por baixo. Eu aconselho.
Quando se trata de ver que há alguém superior, the clash couldn't be bigger.

Quis ser bondosa comigo.
Quis fazer o seu papel.
Quis ser quem eu precisava que fosse.

E foi.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Quando o Herman ainda era Herman



(Via 31 da Armada)

Princípio da Contra-Corrente

Começar mal, continuar bem e, subitamente, voltar ao mau é coisa de gente inexperiente.
Bem dizia que era jovem, um puto.

Princípios

Vou representar, graficamente, o meu aproveitamento:


Descobri que não consigo.

domingo, dezembro 09, 2007

Música para a Semana



Acompanhem o meu raciocínio:

- Faltam duas semanas para o final das aulas e as frequências batem à porta como o cobrador do fraque: Haja Jesus!

- Faltam 14 dias para o Natal: Haja Jesus!

Assim uma espécie de Jesus privado.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Arrepios

Passa uma criança que devia, à vontade, ter uns "míseros" 13 anos e diz assim:
- "Dá-lhe, antes, o "Sétimo Selo".

Mas quem é que, aos 13 anos, sabe o que é o "Sétimo Selo???"

Até que me surgiu a luz.

Nem tudo na vida é surpreendente. Vezes há em que a desilusão vence. Eis ao que me referia e imaginei que estivesse no melhor intelecto do prodígio wanabe:

E, agora, a substância na diferença. Aquilo que me faria escrever um post de elogio em vez de um epitáfio:


É uma pena.

Ordenamento

-"Quando se manda cremar alguém, fica-se sem os corpos"
-"Então sobra o animus"

Acreditem, isto tem mesmo muita graça.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Verdades de Sempre

Saio da estação, todos os dias, exceptuando os santos fins-de-semana, entre as 18.57h e as 19.07h.
Subo aquela rampa de terra batida que se ergue do lado esquerdo de quem para ela de frente olha.
Bate uma luz sobre as minhas costas: é a minha sombra que me esconde o caminho e dificilmente me deixa trilhá-lo.

domingo, dezembro 02, 2007

Música para a Semana



Digo-o sem medo das consequências: provavelmente, a melhor cover que tenho o prazer de ter ouvido.
Não sou admirador incondicional do rapaz, mas que têm surgido grandes músicas, sucesso, concertos cheios e qualidade, isso têm.

Há duas coisas que têm de ser comentadas: a letra e o conceito de cover.
Por partes.
Quanto à letra, agora que a ouvi decentemente (nunca tinha percebido o que é que o Elton queria dizer quando se punha a cantá-la), acho-a extremamente analógica, ou susceptível de analogia, com certos aspectos da existência deste blogger. Mas acho que esse é o critério geral para se apreciar uma melodia.
No tocante ao conceito de cover, é muito curioso: dá-se nova roupa, cama e quarto a algo que é de outra pessoa. A outra pessoa até pode gostar disso. Pode até acontecer que essa coisa fique melhor com a outra alma. A única coisa que não se discute é que aquilo já teve outro dono.
E se o mesmo se passasse com a vida de cada um?
Pense-se nisto: eu, agora, começava a viver a vida de um amigo meu e ele a minha. Só durante uns tempos. Ele era eu e eu era ele. Mudaria tudo radicalmente?
Com a musica do Fonseca mudou para melhor.
A música tem pouco de pratica existêncial.

sexta-feira, novembro 30, 2007

Caminhando para o Chill



Sem nunca esquecer o mais importante.

Polissemias

Em buscas recentes, percebi algo: não sei o que é um problema.
Sei que há problemas matemáticos, problemas financeiros e, depois, há todos os outros e esses não sei quais são.
Pior: vejo-os em todo o lado. Vejo coisas que não sei o que são. Penso nelas e nem as conheço.
Isto sim, é bizarro.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Urbi et Orbi

Anselmo vai à mercearia comprar 6 litros de leite. Paga, ao merceeiro, 6 euros por todos os pacotes.
Saindo da mercearia, dirige-se, a pé, para casa, quando o merceeiro lhe pergunta, do seu estaminé, se não quer comprar, também, ovos, farinha, açúcar e chocolate para fazer um bolo. Vendia-lhe tudo" barato". Anselmo aceita.
Quando chega a casa, Anselmo quer resolver o contrato.

- Qual contrato?

terça-feira, novembro 27, 2007

Milagres

Estão 4 Seres-Humanos sentados a mesa. O espaço envolvente proíbe o fumo.
Todas as almas sentadas são respeitadores juristas, cumpridores da lei, regulamentos, normas corporativas e despachos normativos.
Tomam café.
Há uma empregada, diligente, uma autêntica empregada média, que arruma as mesas. Cabia-lhe, entre tantas funções, impedir o fumo naquela área.
A mesa onde os insignes conversavam estava coberta pela chávenas do já consumido café, praxe de um almoço completo. Cabia, então, à empregada, arrumar as peças.
Caminhando para a mesa, fumo sube, ad coelum, e a senhora nota. A proveniência era a parte de baixo do sacro tampo.
Servil à sua tarefa, pergunta à mais distinta donzela, uma imponente mulher, dotada de uma aparência carismática, se esta não estaria a fumar.
Espantada, pergunta: "Eu?". Com isto, levanta a mão direita, e entre o dedo indicador e média tinha, aceso, um Camel, causa de todo o fumo.
"Meu Deus!" exclamou a incandescente diva.
Tinhamos presenciado um Milagre.

Foi o Milagre da FDL

(Texto ortografica e gramaticalmente corrigido)

segunda-feira, novembro 26, 2007

Círculos

É frequente lembrar-me do efeito que a água estagnada produz assim que lhe toco com um dedo: aqueles círculos que se alastram, crescem e desaparecem.
É assim com tudo, mas tudo mesmo.

Tiradas filosóficas à parte, lembro-me dos círculos por um episódio ocorrido numa carruagem do metro, que parava, volta das 8.45h, na Cidade Universitária. Um diálogo:

- "Há bocado a senhora passou e bateu-me no pé e nem pediu desculpa. Eu não sou parede."
Dito isto, seguiu, não sem antes soltar um "anormal".

A destinatária ficou com ar de espanto e um sorriso sarcástico.

Á saída, uns estudantes, que partilhavam a carruagem, começam a comentar:

- "Dizia a Profª. Paula Costa e Silva que o processo existe porque, desde que existam dois Homens, pode haver conflito"
- "O que eu mais gostei foi da justificação"
- "Ehehehe"

Nasce a contenta, gera-se a discussão, acaba tudo ali.

Como os círculos na água.

domingo, novembro 25, 2007

Música para a Semana



Pedia-se, desde algumas semanas, um nome de verdadeira qualidade para esta rubrica semanal.
Ei-lo: Norah Jones.
Mais que uma música, é uma mensagem.
Porque, ao fim e ao cabo, todos os dias da semana vindoura, sem excepção, terão, ao final da sua tarde, esta expressão.

Ideias

Ao começar este blog, tinha duas ideias que eram como que dados adquiridos, na minha cabeça:

- Sou um velho mental;

- Tinha atingido o auge da minha existência, ou, numa linguagem mais óbvia, já tinha conhecido os limites superiores da uma existência feliz.

A isso declaro fim.

Não sou velho mental nenhum: falta-me viver tudo. Sei-o porque há situações para as quais só conseguirei dar resultado positivo e respectivo seguimento se as viver, intensa, árdua e totalmente.

Quanto à felicidade...
Se tratados há quanto à dita, o que sinto não é positivável: nunca será sequer palpável.
Hoje, o sentimento a que me refiro não é apreensível por acções solitárias, atitudes errantes ou episódios de one-man-show. Se em sociedade vivemos é por ela que recebemos o que falta faz. Desse grupo, terá de vir alguém, específico, que transmita uma mensagem tal que, por exemplo, se escrevam textos destes em blogs.
A felicidade concede-se.

Concederam-ma.

sábado, novembro 24, 2007

Coisas com (ou sem) piada

- Boa noite, queria participar um rapto, por favor.
- Com certeza! Quem é que foi raptado?
- As sabinas.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Tudo

"Ocorre uma síntese, em sentido próprio: os princípios acolhidos para o núcleo do sistema não se obtêm de modo arbitrário, antes derivando da história e da cultura; os elementos existentes na periferia não têm mera origem empírica, antes se ordenando e completando em função dos princípios gerais presentes no centro. Todo o sistema se movimenta em vias de sentido duplo centro-periferia, numa junção entre cultura e racionalidade ou sistema interno e sistema externo que possibilitará, depois, sucessivos saltos qualitativos no campo jurídico-científico."

CORDEIRO, MENEZES TRATADO DE DIREITO CIVIL PORTUGUÊS I PARTE GERAL TOMO I, 3ª EDIÇÃO 2005

"Assentes as premissas de que a sociabilidade é uma característica natural do homem, de que a natureza é eminentemente normativa, que a lei natural constitui a participação humana, através da razão, na lei eterna, e é, portanto, imutável, embora susceptível de desenvolvimentos, o Anjo das Escolas conclui que o poder civil transcende o tempo e o espaço, a diversidade de crenças e raças"

ALBUQUERQUE, RUY E ALBUQUERQUE, MARTIM HISTÓRIA DO DIREITO PORTUGUÊS
1º VOLUME, 11ª EDIÇÃO

terça-feira, novembro 20, 2007

Fim da Sequência

Acabou a série de posts a postar pelo motivo previamente referido.

Grato pela compreensão.

Fim da Sequência

Acabou a série de posts a postar pelo motivo previamente referido.

Grato pela compreensão.

Consciências

Quando tinha 14 anos sempre me vi como um velho com cara de puto.
Hoje, descubro que sou um gajo novo. Um Puto

(Adendado/Emendado)

Decreto: Hino

She may be the face I can't forget
The trace of pleasure or regret
May be my treasure or the price I have to pay
She may be the song the summer sings
May be the chill the autumn brings
May be a hundred different things
Within the measure of a day

She may be the beauty or the beast
May be the famine or the feast
May turn each day into a heaven or a hell
She may be the mirror of my dreams
The smile reflected in a stream
She may not be what she may seem inside her shell

She who always seems so happy in a crowd
Whose eyes can be so crowded and so proud
No one's allowed to see them when they cry
She may be the love that cannot hope to last
May come to me from shadows of the past
But I'll remember till the day I die

She may be the reason I survive
The why and wherefore I'm alive
The one I'll care for through the rough in many years
Me, I'll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is she
She
She

Diálogos

- Queres uma tarte?
- Não.
- Tu não te queres matar, não é?

Dou uma pista: é uma piada.

Sonoplatia



Ele há músicas ridículas.
Quis pôr a versão dos Santa Esmeralda, que é mais mexida.
Fica esta.

Sequência

Vão seguir-se uma série de posts, uns com videos, outros com ditos.
Não tenho nada melhor para fazer.

Calmamente...

Penso numa lareira a crepitar, vejo uma cadeira de baloiço, uma sala rústica, eventualmente de madeira, e toda uma mobília usada pelo tempo.
Há, na divisão, dois sofás e um está ocupado.
Vê TV como se toda a eternidade se tivesse apossado dele. Fuma cachimbo, provavelmente por, na juventude, nunca ter feito semelhante proeza.
Com ele, ela.
Não largou o mesmo olhar que a caracterizava quando mais nova. Não perde o riso e sorriso que faziam perder a cabeça do distraído transeunte.
Está formosa como teria sido sempre seu apanágio.
No seu diálogo, a reforma de todo um sistema legislativo civil. Alegremente, trocam-se piadas a esse respeito.

(mais um momento sala de estudo)

segunda-feira, novembro 19, 2007

Momentos

Da cabeça idiota, saiem pensamentos idiotas.

Mas, do ecrã colorido, sai uma resposta à altura.

É seu deixar-me assim.

Extasiado.

Post que Aparece sempre nestas alturas

Há alturas em que ficamos a saber aquilo que devia ter ficado esclarecido num momento prévio.
É ruim, é desagradável.
Pode sempre ser pior: se ficamos a saber por terceiros, ainda que esses terceiros nem tenham personalidade jurídica.
Contrariamente ao que se possa pensar, há acontecimentos, factos, tentativas, comportamentos que podem nunca chegar ao conhecimento da generalidade, ou da especificidade. O que caracteriza esses comportamentos é que não são, mesmo, de forma alguma, de jeito maneira (dizia o brasuca) susceptíveis de serem conhecidos. Se o são, posts destes acontecem.
Se o são, o blogger começa a reflectir sobre a essência do homo e, sobretudo, sobre a natureza das relações que ele establece.
Por fim, o blogger apercebe-se que perdeu tempo demais a pensar no mesmo centro de imputação de normas jurídicas. Perdeu tempo a pensar no que foi, mas pior: no que será.
Altura haverá em que não haverá mais paciência para reflexões deste tipo.
Altura chegará em que se percebe que tudo está em causa. Ainda que nada do que esteja escrito seja abalado.


Numa toada próxima: há meses terei tipificado um certo delito. Ora bem, preenchendo-se a previsão, cai a estatuição, verdad?

Causa/Efeito

Ser banana/Aprender a não ser
Ser flexível/Desprezo
Ser um gajo porreiro/Take me for granted

domingo, novembro 18, 2007

Musica para a Semana



Vem na linha de tudo o resto.
Oiço-a desde muito novo. Não que agora seja um velho, mas era uma autêntica criança quando ma enviaram através do IRC.
Eram alturas engraçadas: dava nomes falsos, falava com múltiplas personalidades, descobria novas culturas e ideologias e passava (muito) tempo.
Vêm algumas recordações à cabeça, mas a riqueza desta musica está na sua letra.
Apreciável.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Decadência

Hoje fui ao cinema e assisti à exibição de um filme Português, cujo título começa com a letra C, acaba com a letra O e, no meio, tem orrupçã.
Antes deu o trailer do Gangster Americano.
O Bilhete custa 4 euros.

Falei de tempo e de dinheiro.
Se me perceberem bem, ainda aludo ao facto de poderem fazer a coisa certa com estes dois factores.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Sensações

Estive toda a vida à espera deste momento.

Subitamente…

Imagino-a, face alva, cabelos esvoaçando, na Costa da Caparica. Os olhos, semicerrados pela força do vento que contra ela voa, não perdem o encanto , continuam apaixonantes.

O encontro, marcado, viria, então, a ter lugar. Por trás, surgiu o corpulento vulto. De uma vez abraçou-a. Encostou a sua cara à dela, bochecha com bochecha. O sorriso na face de ambos era disfarçado mas sentido.

No horizonte, já se punha o sol, já se faziam horas para voltar.

( momento imaginado numa calma sala de estudo )

terça-feira, novembro 13, 2007

Frases de Sempre

"O Processo existe porque basta haver dois homens para haver conflitos".

Regencias Recentes.

segunda-feira, novembro 12, 2007

A Raridade

Inacreditável.
Descendo a escada, como faz de segunda a sexta-feira, sempre à mesma hora, dificilmente me fariam mudar o ângulo de visão quando me deparo com aquela miragem.
Sublime.
O caminhar até mim arrepia: face, olhar, andar...tudo numa perfeita equação em que o resultado são duas almas que se interceptam.
Mas agora é para falar de uma dessas almas.
Sentado que estou, admiro. Está à minha frente o maior exemplar da divindade personificada. É mais que um corpo: é toda uma aura que a cerca, que me chama, que me conquista, a cada olhar e a cada suspiro.
Hoje, o negro misturava-se com o branco. A harmonia não poderia ser maior. Estava perante a mais pia das Madonnas renascentistas. O ar era mais puro.

Que tem isto de raro, afinal?
Nada.

domingo, novembro 11, 2007

Algumas considerações

Naturalmente, as pessoas nascem com certas dotações. Uns nascem com propensões atléticas, outras nascem com espírito crítico, outros nascem inteligentes. Normalmente, estes últimos são fabulosos, em qualquer quadrante da análise: óptimos colegas, óptimas pessoas, óptimos alunos. Até serem confrontados com uma dificuldade séria, vão seguindo os estudos de forma airosa, combinando trabalho moderado, com notas altíssimas. Quem é inteligente é assim. Vê-se quem é mais inteligente pela forma e rapidez com que assimila conceitos e os combina. Não passa disto, é tão simples quanto.
Depois, chega o ensino superior. Quem é inteligente, continua a sê-lo. Quem não é... tem que compensar, tem que trabalhar o dobro.
Seja como for, quem trabalha só tem tanto mérito como o inteligente se este se desleixar.
Não acontece.

Pergunta: e quando o trabalho não chega?

Musica Para a Semana






A bem da verdade, era meu mais profundo desejo proferir estas palavras, as do refrão, em português.
Dificilmente conseguirei, mas queria dizê-las na mesma.
Ao chegar a velho perceberei que terei visto tudo. Mas agora, enquanto sou mais novo, não posso deixar de me surpreender com actos e atitudes, visões e alucinações.
Só posso esperar que passem.


...gostava mesmo de dizer don't look back in anger.

Slip inside the eye of your mind
Don't you know you might find
A better place to play
You said that you'd once never been
All the things that you've seen
Will slowly fade away

So I start the revolution from my bed
Cos you said the brains I have went to my head
Step outside the summertime's in bloom
Stand up beside the fireplace
Take that look from off your face
You ain't ever gonna burn my heart out

So Sally can wait, she knows its too late as we're walking on by
Her soul slides away, but don't look back in anger I hear you say

Take me to the place where you go
Where nobody knows if it's night or day
Please don't put your life in the hands
Of a Rock n Roll band
Who'll throw it all away

So I start the revolution from my bed
Cos you said the brains I have went to my head
Step outside the summertime's in bloom
Stand up beside the fireplace
Take that look from off your face
You ain't ever gonna burn my heart out

So Sally can wait, she knows its too late as we're walking on by
Her soul slides away, but don't look back in anger I hear you say

Don't look back in anger
Don't look back in anger
Don't look back in anger
At least not today

quinta-feira, novembro 08, 2007

Coisas Ininteligíveis

Costumo dormir mal quando não percebo uma coisa.
Por maioria de razão, durmo pior que mal quando não percebo várias coisas.

Dormirei pior que mal, então.

Mas, lá no fundo, como tem sido sempre, a culpa é toda minha.

Porque não aplico, de forma cabal e suficiente, a minha lei fundamental.

Coisas Ininteligíveis

Costumo dormir mal quando não percebo uma coisa.
Por maioria de razão, durmo pior que mal quando não percebo várias coisas.

Dormirei pior que mal, então.

Mas, lá no fundo, como tem sido sempre, a culpa é toda minha.

Porque não aplico, de forma cabal e suficiente, a minha lei fundamental.

quarta-feira, novembro 07, 2007

Vontades Impossíveis

Apetecia-me regular a Santíssima Trindade.

Estatísticas

O dia tem 24 horas.
Dessas:

8 passamos a dormir.
2 passamos em transportes.
1 em refeições.
4 em aulas.

Total= 15

Para o fim do dia faltam 9 horas. Dispomos de 9 horas, porque as outras estão longe de estarem na nossa posse.

Tendo isso presente, há que raciocinar. Raciocine-se.

Hoje apostei no tempo. Refi-lo, como pude.

E fui feliz.
Moldar o tempo à nossa vontade é sublime.
Que nos ajudem a moldá-lo pode ainda ser melhor. Assim, a primeira pessoa passa a ser a do plural e os minutos transformam-se em caminhadas rápidas, porque o tempo voa enquanto nos divertimos.
Passa quando estamos perto daqueles de quem gostamos.

terça-feira, novembro 06, 2007

Espuma dos Dias

No dia em que atinge a maioridade, sai de casa. Não é um sair definitivo. Quer sair com os amigos. Perceber o que acontece ao corpo depois de ingerir álcool a mais, ter experiências que o "farão adulto".
O Jantar da praxe é com a família. Próxima, afastada, 3º grau, 12º grau. Todos se sentam numa mesa longa, castanha, endurecida com os anos que passou a aguentar a loiça dos seus proprietários. Senta-se à ponta, hoje é ele o chefe da casa. O sorriso é de circunstância. Vem o cabrito, acompanhado de uns goles de vinho, servidos a propósito da ocasião. Termina com a sobremesa e bolo de anos, devidamente guarnecido com um gigante e sonoro "Parabéns a Você".


São 3h da manhã. Em Santos, convive com o melhor amigo e namorada do mesmo. O bar é pequeno, mas muito acolhedor. Conseguiu lá chegar por boleia. O carro era dela, a loira que acompanhava o seu compincha. Vale a pena falar dela: não era alta, mediria, se lá chegasse, 1.60m. Os olhos eram claros, a pele também. Trajava de verde, habitualmente. Naquela noite, estava de branco. Sem ser estonteante, qualquer homem que entrasse no bar não podia deixar de reparar nela. Tinha 31 anos.
Os shots estavam em saldos: 1 euro, cada um. Depois de voarem 3 laranjas, mal se aguentava de pé. O bar, antes acolhedor, era agora um buraco negro, em que cada coluna dançava uma espécie de dança do ventre, onde cada copo lançava um sorriso sinistro. Nunca lhe tinha acontecido, mas estava a acontecer.
A testa testa a lei da gravidade, e, antes de saber se tinha álcool no sangue, ou sangue no álcool, cai redonda no balcão. Ouvem-se risos.
São 5h da manhã. Estava a dormir na calçada. Da loira e do amigo não havia notícia. Na carteira, só mesmo o bilhete de identidade. Não tinha como seguir para casa.
Resolveu caminhar até à baixa. Nunca tinha estado em Lisboa em hora semelhante. Tudo bem, era segunda-feira, dia de aulas, sabia que havia cara pálidas às 8 horas, mas quando era suposto estar a dormir o 2º sono, não pensava, sequer, em raça humana.
Parou no Cais do Sodré para ver o rio.


12 anos mais tarde, com o estado civil do B.I alterado, contava isso ao seu amigo de sempre, aquele que o tinha deixado a repousar sobre a pedra calcetada.
História contada e recontada ao longo dos anos.
O pormenor, todavia, que para sempre fora ocultado permanecia um mistério: como tinha chegado a casa?


Depois do bagaço, que se tinha tornado ritual em dias de anos, e do café, naquela eterna tasca em Estremoz, perguntou:
- "Que é feito da loira?"

segunda-feira, novembro 05, 2007

Definitivamente, Absolutas

O Direito Penal tem um fundamento, primeiro que tudo, social.
Passando uma série de questões à frente, sou fã das teorias absolutas, isto falando em fins das penas.
Acredito que posso ter a lei a meu lado.
O Kant e o Hegel estão.

Definitivamente, Absolutas

O Direito Penal tem um fundamento, primeiro que tudo, social.
Passando uma série de questões à frente, sou fã das teorias absolutas, isto falando em fins das penas.
Acredito que posso ter a lei a meu lado.
O Kant e o Hegel estão.

domingo, novembro 04, 2007

Música Para a Semana




Porque vem um mini-teste.
Porque exprime um estado d'alma no início da semana.
Porque o Fim-de-Semana acabou.

sábado, novembro 03, 2007

Fundamentos do Direito Privado - Fala quem Sabe

Hoje, enriquecimento sem causa:

Independentemente de doutrinas da divisão do instituto, ou da concepção unitária que se tenha do mesmo, o que se deve focar neste conjunto concatenado de normas e princípios é o seu fundamento: o equilíbrio.
Pressupõe-se que se analisem os pressupostos antes de aplicar as regras. Considerem-se aplicados.
Levantam-se as perguntas: se eu der a alguém uma nota de X euros, a pessoas enriquece sem causa? Não, há a doação, que é um contrato, logo, há causa. Então e se eu deixar cair uma nota, do mesmo montante, na rua, e a apanharem? Também não se aplica, porque está consagrada, na lei, a subsidariedade do instituto, e isto resolvia-se pelo achamento.
Procure-se a luz: pego no carro do A., ando com ele, até, vá lá, Fátima, cumpro a promessa, volto e, no meio disto tudo, furei o escape, risquei a pintura e dei cabo dos estofos. Isto tudo é possível porque o A. deixou-me a chave em casa e disse-me para guardar o carro, mas não andar com ele, e eu aceitei.
Mas eu só usei o carro para cumprir uma promessa: enriqueci? O outro empobreceu, mas eu não enriqueci.

Exemplo-base: eu mando dinheirinho para uma conta que não é a certa. Ok, é apenas exemplo de uma modalidade do instituto, mas ajuda. O enriquecido devolve.

Devolve porquê?

Porque onde quer que haja desequilíbrio tem de haver intervenção. Para estes desequilíbrios existe a lei.

E para os outros?