Tecido inebriante,
quero sentir-te.
Curvas delirantes,
não me fiquem distantes.
Caminhas nesse corredor e já de mim não sou senhor.
Teus olhos chamam e como resistir?
És o sumo bem, alívio da minha dor,
Razão da minha existência, profusão do meu sentir.
Será do vermelho convidativo,
Do negro que com ele combina
ou, simplesmente, a indumentária que me faz captivo?
Nada disso me ilumina.
São os espelhos d'alma,
profundos como o mundo,
quentes como a chama.