quarta-feira, janeiro 25, 2012
quarta-feira, janeiro 18, 2012
Tocou o telemóvel.
O Pingo Doce tinha comprado a Vodafone, a rede que utilizava para as telecomunicações móveis. Era o momento de cobrar a dívida, pelo que se impunha o primeiro telefonema de cortesia a avisar que era devedor e teria mesmo de pagar. Tudo era dito com a uma voz feminina delicodoce, como, aliás, se impunha.
Nada era devido. Era o que faltava. O que impunham as condições contratuais era, tão-somente, um pagamento mensal de "X". A partir daí, "liberar geral".
Toca a campainha.
Era um anão. Vestia uma camisa vermelha, que estava fora das calças, calças essas que eram de ganga. Ou bege. Os sapatos eram pretos, a atirar para o verniz. O traço distintivo, para além do tamanho, era o cabelo. Enorme, encaracolado, seboso. Não com caracóis perfeitos "tipo-anuncio-da-pantene", mas umas curvas capilares.
- "Sim?"
- "Sou advogado de $%&/, ando à procura de um devedor. É a !"()?=.
-"E o que é que eu tenho a ver com isso?"
- "Você não foi advogado da !"()?= ?"
- "Não. Por acaso, já litiguei, também contra era".
- "Ou isso. Não me sabe dizer onde anda, ou sabe?" (A pergunta era parva. A devedora era pessoa colectiva.)
O Pingo Doce tinha comprado a Vodafone, a rede que utilizava para as telecomunicações móveis. Era o momento de cobrar a dívida, pelo que se impunha o primeiro telefonema de cortesia a avisar que era devedor e teria mesmo de pagar. Tudo era dito com a uma voz feminina delicodoce, como, aliás, se impunha.
Nada era devido. Era o que faltava. O que impunham as condições contratuais era, tão-somente, um pagamento mensal de "X". A partir daí, "liberar geral".
Toca a campainha.
Era um anão. Vestia uma camisa vermelha, que estava fora das calças, calças essas que eram de ganga. Ou bege. Os sapatos eram pretos, a atirar para o verniz. O traço distintivo, para além do tamanho, era o cabelo. Enorme, encaracolado, seboso. Não com caracóis perfeitos "tipo-anuncio-da-pantene", mas umas curvas capilares.
- "Sim?"
- "Sou advogado de $%&/, ando à procura de um devedor. É a !"()?=.
-"E o que é que eu tenho a ver com isso?"
- "Você não foi advogado da !"()?= ?"
- "Não. Por acaso, já litiguei, também contra era".
- "Ou isso. Não me sabe dizer onde anda, ou sabe?" (A pergunta era parva. A devedora era pessoa colectiva.)
terça-feira, janeiro 03, 2012
Ao contrário do que as produções Hollywoodescas nos fazem parecer, o fracasso não é um momento que marca o fim de qualquer coisa.
Por exemplo, o "Suspeito da Rua Arlington". Aquilo acaba mal. Pode falar-se em fracasso. E há o fim. Let's move on.
Na vida real, não. Trata-se de uma diferença colossal.
Na vida real, não naquela onde o Jeff Bridges existe, um erro não determina o fim dos erros. A seguir a um vem outro. Ao outro segue-se outro. O outro melhor que outro. And so on.
Isto, basicamente, para dizer que, na modesta idade que tenho, já fracassei mais que a maioria. É uma coisa muito minha, pronto.
Não sei se será da proximidade da data, se será da perda progressiva de qualidades próprias a que tenho vindo a assistir. Uma das duas. Talvez as duas.
Constatada a primeira facada (não hoje constatada, apenas hoje relatada), a segunda vem já: como resolver? O problema do fracasso (como da humanidade em geral) é que não consegue reverter os ponteiros do relógio. O tempo não volta atrás, oh António Mourão. Pior: nada do que se faça agora deixará de ter o célebre e funesto rótulo: "Estás a compensar a merda que fizeste".
Pois é, é um dilema. Não há é vontade de ligar para a Maya (Eunice, de sua graça). De certeza que ela "sacava" logo de um Dependurado e me dizia qualquer coisa como: "venda a sua casa, que ela está cheia de más vibrações" ou "compre um pequeno hamster".
Quando souber o que fazer depois do fracasso, volto a escrever outro texto sobre a temática. Poupar-me-ei ao esforço se a resposta for um simples: "segue a tua vida".
Por exemplo, o "Suspeito da Rua Arlington". Aquilo acaba mal. Pode falar-se em fracasso. E há o fim. Let's move on.
Na vida real, não. Trata-se de uma diferença colossal.
Na vida real, não naquela onde o Jeff Bridges existe, um erro não determina o fim dos erros. A seguir a um vem outro. Ao outro segue-se outro. O outro melhor que outro. And so on.
Isto, basicamente, para dizer que, na modesta idade que tenho, já fracassei mais que a maioria. É uma coisa muito minha, pronto.
Não sei se será da proximidade da data, se será da perda progressiva de qualidades próprias a que tenho vindo a assistir. Uma das duas. Talvez as duas.
Constatada a primeira facada (não hoje constatada, apenas hoje relatada), a segunda vem já: como resolver? O problema do fracasso (como da humanidade em geral) é que não consegue reverter os ponteiros do relógio. O tempo não volta atrás, oh António Mourão. Pior: nada do que se faça agora deixará de ter o célebre e funesto rótulo: "Estás a compensar a merda que fizeste".
Pois é, é um dilema. Não há é vontade de ligar para a Maya (Eunice, de sua graça). De certeza que ela "sacava" logo de um Dependurado e me dizia qualquer coisa como: "venda a sua casa, que ela está cheia de más vibrações" ou "compre um pequeno hamster".
Quando souber o que fazer depois do fracasso, volto a escrever outro texto sobre a temática. Poupar-me-ei ao esforço se a resposta for um simples: "segue a tua vida".
segunda-feira, janeiro 02, 2012
O Orçamento "Zero"
É um nome pouco técnico de um documento do mais complexo possível.
Não o vou definir. Primeiro, porque acho que todos os Orçamentos devem ser "Zero" e são (Vide LEO). Segundo, porque não me apetece.
O ano 2012 vai ser o meu Orçamento "Zero". Não vou esperar nada. Cada rubrica da minha vida vai ter exactamente aquilo que precisa e nem mais um tusto.
(Isto é) Bom porquê?
Porque a parte "maniaco-depressiva-obsessiva-ursa" tem recursos a mais. Digamos que é o sector empresarial do Estado e eu sou o Estado. O Banco (que é a minha boa vontade) está a emprestar demais e isso está a criar um crowding out effect (não se escreve assim) que faz com que as rubricas restantes não gozem do melhor de mim.
Pronto. Era tudo o que queria dizer, numa alusão clara a conceitos económicos que cheguei a perceber mas nunca dominar.
Bom Ano a Todos.
Não o vou definir. Primeiro, porque acho que todos os Orçamentos devem ser "Zero" e são (Vide LEO). Segundo, porque não me apetece.
O ano 2012 vai ser o meu Orçamento "Zero". Não vou esperar nada. Cada rubrica da minha vida vai ter exactamente aquilo que precisa e nem mais um tusto.
(Isto é) Bom porquê?
Porque a parte "maniaco-depressiva-obsessiva-ursa" tem recursos a mais. Digamos que é o sector empresarial do Estado e eu sou o Estado. O Banco (que é a minha boa vontade) está a emprestar demais e isso está a criar um crowding out effect (não se escreve assim) que faz com que as rubricas restantes não gozem do melhor de mim.
Pronto. Era tudo o que queria dizer, numa alusão clara a conceitos económicos que cheguei a perceber mas nunca dominar.
Bom Ano a Todos.
segunda-feira, dezembro 26, 2011
sexta-feira, dezembro 23, 2011
quarta-feira, dezembro 21, 2011
Os últimos
O ingresso foi em Setembro de 2009. Fervilhavam os ensinamentos jurídico-políticos numa cabeça assombrada por aquilo que tinha pouco reflexo prático. A carreira forense é diametralmente oposta à carreira académica. Dir-se-á mesmo que o único ponto comum é a omnipresença de legislação, elementar em qualquer dos casos. Fora isso, rien.
*
A transmissão do novo saber começou com atraso: diria Outubro ou Novembro. Havia curiosidade. Desde pequeno que tinha que saber por que regras me regia. Acho que foi isso. Uma opção, uma escolha materializada num formulário entregue em Setúbal. Depois foi o que se viu. Só faltaram as lágrimas ao sangue e ao suor. 5 anos da alta cozinha jurídica numa escola de excelência.
*
4 meses depois, marcava-se mesa no "Sabor Mineiro". Uma imensidão de gente. Era curioso o ritual. Afinal, incitava-se ao convívio, ao bom ambiente, até mesmo à farra. "Ou vais ao RS ou não te assino o relatório de estágio". A brincar, claro. Comeu-se, bebeu-se. Riu-se. Continuava fresco e imberbe (não se mudou muito até hoje). Era estupendo ver que o trabalho também tinha uma dimensão socialite. Faz falta. Lá se foi para o RS, uma discoteca da moda. A visita durou uns amáveis 10 minutos.
*
Durante 5 anos, nasce e morre muita gente. Fisica e socialmente. O mesmo é dizer que corre muita água por baixo das pontes, meanwhile. Como na economia, onde tudo se pode representar por gráficos, também os certames desta índole gozavam de uma representação parecida à curva de Laffer, seja lá o que ela for. Do primeiro nem há lembrança se existiu. Admite-se que sim e até se acha que se sabe com quem. Só podia, na altura. Mas, como se demonstra, valeu zero.
*
2 anos passam. Já foi ontem. É a naturalidade que leva à escrita das linhas. Na verdade, aquele foi o último. Não haverá outro, seguramente, não com aquelas pessoas naquelas circunstâncias. Para o ano, isto não se escreve e terá passado mais uma fase. Naturalidade. Nem nostalgia, nem sentimento de saída. Sem drama. Estranho, porque a eles haveria lugar e não houve. Aceitou-se. Só pode querer dizer isto.
*
Os momentos que antecedem o encontro estão ligados à vida académica na fase mais generosa: terminada uma simulação processual, havia que seguir-se a celebração sazonal. Na altura, crê-se que só um dos convivas ganhava ordenado. Os outros só estudavam. Havia que ir ao encontro de todos os bolsos. Cantina do ISCTE, como era conhecida. Foi lá. O melhor. Até se recorda o prato: jardineira. Mais novos, mas tão felizes. Não interessava o "onde". Logisticamente, requeria-se o "quando". O "porquê" era adquirido: o desejo era de união, aproveitar aqueles últimos dias em que a manhã era teórica e a tarde prática. Trocaram-se prendas. Contaram-se piadas. Estava lá tudo. Também estavam lá todos.
*
Foi o último.
*
*
A transmissão do novo saber começou com atraso: diria Outubro ou Novembro. Havia curiosidade. Desde pequeno que tinha que saber por que regras me regia. Acho que foi isso. Uma opção, uma escolha materializada num formulário entregue em Setúbal. Depois foi o que se viu. Só faltaram as lágrimas ao sangue e ao suor. 5 anos da alta cozinha jurídica numa escola de excelência.
*
4 meses depois, marcava-se mesa no "Sabor Mineiro". Uma imensidão de gente. Era curioso o ritual. Afinal, incitava-se ao convívio, ao bom ambiente, até mesmo à farra. "Ou vais ao RS ou não te assino o relatório de estágio". A brincar, claro. Comeu-se, bebeu-se. Riu-se. Continuava fresco e imberbe (não se mudou muito até hoje). Era estupendo ver que o trabalho também tinha uma dimensão socialite. Faz falta. Lá se foi para o RS, uma discoteca da moda. A visita durou uns amáveis 10 minutos.
*
Durante 5 anos, nasce e morre muita gente. Fisica e socialmente. O mesmo é dizer que corre muita água por baixo das pontes, meanwhile. Como na economia, onde tudo se pode representar por gráficos, também os certames desta índole gozavam de uma representação parecida à curva de Laffer, seja lá o que ela for. Do primeiro nem há lembrança se existiu. Admite-se que sim e até se acha que se sabe com quem. Só podia, na altura. Mas, como se demonstra, valeu zero.
*
2 anos passam. Já foi ontem. É a naturalidade que leva à escrita das linhas. Na verdade, aquele foi o último. Não haverá outro, seguramente, não com aquelas pessoas naquelas circunstâncias. Para o ano, isto não se escreve e terá passado mais uma fase. Naturalidade. Nem nostalgia, nem sentimento de saída. Sem drama. Estranho, porque a eles haveria lugar e não houve. Aceitou-se. Só pode querer dizer isto.
*
Os momentos que antecedem o encontro estão ligados à vida académica na fase mais generosa: terminada uma simulação processual, havia que seguir-se a celebração sazonal. Na altura, crê-se que só um dos convivas ganhava ordenado. Os outros só estudavam. Havia que ir ao encontro de todos os bolsos. Cantina do ISCTE, como era conhecida. Foi lá. O melhor. Até se recorda o prato: jardineira. Mais novos, mas tão felizes. Não interessava o "onde". Logisticamente, requeria-se o "quando". O "porquê" era adquirido: o desejo era de união, aproveitar aqueles últimos dias em que a manhã era teórica e a tarde prática. Trocaram-se prendas. Contaram-se piadas. Estava lá tudo. Também estavam lá todos.
*
Foi o último.
*
sexta-feira, dezembro 16, 2011
Uma grande amiga minha anunciou-me, hoje, que vai sair de casa dos pais.
Foi das melhores notícias que poderia ter ouvido.
Desde que a conheço que teve esse desejo. De se emancipar, de ter a sua vida, o seu espaço. O seu "pequeno T2 onde pudessem viver os dois", lá dizia a música.
Em Janeiro lá está ela.
(Penso quando chegará a minha altura. Alegre, acho que já esteve mais longe.)
Há dias do camandro.
Foi das melhores notícias que poderia ter ouvido.
Desde que a conheço que teve esse desejo. De se emancipar, de ter a sua vida, o seu espaço. O seu "pequeno T2 onde pudessem viver os dois", lá dizia a música.
Em Janeiro lá está ela.
(Penso quando chegará a minha altura. Alegre, acho que já esteve mais longe.)
Há dias do camandro.
sexta-feira, dezembro 02, 2011
A propósito do "Método Perigoso", veio-me à cabeça um problema de sempre: limites.
Uma das questões que é levantada, e até debatida, no filme, é a da repressão sexual. As teses, primordialmente, tendem a favorecer a ideia de que não deve existir essa repressão, sob pena de se dar origem a comportamentos mais explosivos.
O problema de defender, ou não, a repressão, seja ela qual for, é saber onde se traçam limites. Porém, já saber onde se traçam limites é uma questão de critério. Achá-lo é o diabo.
(Tinha escrito um texto com algumas páginas, mas decidi apagá-lo. Um tema destes não se trata com leviandade).
Depois daquelas máximas ("o Homem é um fim em si mesmo), tenho só a dizer que, tantos os limites, como o inferno, são os outros.
Perceber até onde aguentam é o critério.
Uma das questões que é levantada, e até debatida, no filme, é a da repressão sexual. As teses, primordialmente, tendem a favorecer a ideia de que não deve existir essa repressão, sob pena de se dar origem a comportamentos mais explosivos.
O problema de defender, ou não, a repressão, seja ela qual for, é saber onde se traçam limites. Porém, já saber onde se traçam limites é uma questão de critério. Achá-lo é o diabo.
(Tinha escrito um texto com algumas páginas, mas decidi apagá-lo. Um tema destes não se trata com leviandade).
Depois daquelas máximas ("o Homem é um fim em si mesmo), tenho só a dizer que, tantos os limites, como o inferno, são os outros.
Perceber até onde aguentam é o critério.
quinta-feira, novembro 17, 2011
Acho que voltámos à luta de classes.
Como em tudo no mundo moderno, houve especialização.
Hoje, já não há aquele conceito de combater a burguesia. Ela própria está estratificada. São os próprios burgueses que se matam entre si. Os trabalhadores do sector público contra os do sector privado. Aqueles que têm um contrato sem termo e aqueles que trabalham a recibos verdes. Por aí fora.
Quando comecei a escrever neste blogue (já não sei há quanto tempo), nunca pensei que chegássemos a este nível.
Chegámos.
Dou por mim a pensar em tudo o que oiço e leio quotidianamente. Quando é notório que há uma clara aposta na política de terra queimada, na "regeneração moral" da sociedade, sendo tudo isso conceitos que abomino e defendo que deveriam ser criminalizados, encontro-me, vezes demais, perto daqueles que vêem a solução a chegar sob a forma de bomba atómica, com mortos e feridos, mas mais mortos que feridos.
Quando, hoje, mais do que nunca, era necessário um consenso, mas não um consenso "a la PR", os elementos da sociedade estão uns contra os outros.
Porque são invejosos.
Porque em casa onde não há pão todos ladram e ninguém tem razão.
Ao fim deste tempo todo, sem escrever, acho que não estive bem ciente do que é o País nos dias que correm. Hoje, sei que ele já não existe para além da formalidade.
Já não há Portugueses, há habitantes do território chamado Portugal. Já não há cidadãos, há funcionários públicos, funcionários privados e, fundindo os dois, há contribuintes, sujeitos passivos.
Uma coisa é boa, no meio disto tudo. Chegou, finalmente, a certidão de óbito do D.Sebastião.
Como em tudo no mundo moderno, houve especialização.
Hoje, já não há aquele conceito de combater a burguesia. Ela própria está estratificada. São os próprios burgueses que se matam entre si. Os trabalhadores do sector público contra os do sector privado. Aqueles que têm um contrato sem termo e aqueles que trabalham a recibos verdes. Por aí fora.
Quando comecei a escrever neste blogue (já não sei há quanto tempo), nunca pensei que chegássemos a este nível.
Chegámos.
Dou por mim a pensar em tudo o que oiço e leio quotidianamente. Quando é notório que há uma clara aposta na política de terra queimada, na "regeneração moral" da sociedade, sendo tudo isso conceitos que abomino e defendo que deveriam ser criminalizados, encontro-me, vezes demais, perto daqueles que vêem a solução a chegar sob a forma de bomba atómica, com mortos e feridos, mas mais mortos que feridos.
Quando, hoje, mais do que nunca, era necessário um consenso, mas não um consenso "a la PR", os elementos da sociedade estão uns contra os outros.
Porque são invejosos.
Porque em casa onde não há pão todos ladram e ninguém tem razão.
Ao fim deste tempo todo, sem escrever, acho que não estive bem ciente do que é o País nos dias que correm. Hoje, sei que ele já não existe para além da formalidade.
Já não há Portugueses, há habitantes do território chamado Portugal. Já não há cidadãos, há funcionários públicos, funcionários privados e, fundindo os dois, há contribuintes, sujeitos passivos.
Uma coisa é boa, no meio disto tudo. Chegou, finalmente, a certidão de óbito do D.Sebastião.
sexta-feira, setembro 23, 2011
Dito em melodia
Um dos meus grandes amigos "postou" isto numa conhecida rede social.
Não conhecia.
Diz aquilo que tantas vezes escrevi. Canta aquilo que tantas vezes pensei.
Nunca mais foi a mesma coisa.
Ainda que subsistam os laços. Ainda que valham todos a minha vida.
Nunca mais foi a mesma coisa.
Ainda hoje não se superou essa inevitabilidade.
Porque é terrível.
Please, don't let the curtain fall.
segunda-feira, setembro 12, 2011
sexta-feira, setembro 09, 2011
segunda-feira, setembro 05, 2011
sexta-feira, agosto 12, 2011
sexta-feira, julho 22, 2011
segunda-feira, junho 06, 2011
quarta-feira, junho 01, 2011
Tenho um preconceito contra patrões. Por princípio, reconheço-lhes valor pela criação, mas presumo sempre que são más pessoas.
Deve ser por viver no Seixal.
O problema, hoje, acentua-se. No meu imaginário, que era ínfimo, mas agora é só pequeno, os patrões estavam associados à Direita exploradora, com todos os malefícios inerentes.
Neste dia 1 de Junho de 2011, quero proceder, formalmente, ao aumento do preconceito. Porque pior que um patrão assumidamente de Direita e explorador, só um bandalho que se diz de Esquerda e comunista que acumula com as funções de empregador. Neste dia, um patrão, para além de um ser Destro-exploratório, será um potencial comuna colectivista-em-e-para-si-mesmo. (para não dizer pior), sendo que uma realidade exclui a outra, sob pena de estarmos a falar no demónio himself.
Deve ser por viver no Seixal.
O problema, hoje, acentua-se. No meu imaginário, que era ínfimo, mas agora é só pequeno, os patrões estavam associados à Direita exploradora, com todos os malefícios inerentes.
Neste dia 1 de Junho de 2011, quero proceder, formalmente, ao aumento do preconceito. Porque pior que um patrão assumidamente de Direita e explorador, só um bandalho que se diz de Esquerda e comunista que acumula com as funções de empregador. Neste dia, um patrão, para além de um ser Destro-exploratório, será um potencial comuna colectivista-em-e-para-si-mesmo. (para não dizer pior), sendo que uma realidade exclui a outra, sob pena de estarmos a falar no demónio himself.
sexta-feira, maio 27, 2011
(Post do cano de esgoto)
Sim.
Pela minha parte, mui honestamiente, odeio sempre tê-la.
E mais: digo-o.
Por várias vezes, tive-a. Porém, nunca confrontei ninguém e lho disse expressamente.
Esta é a primeira lição de mandarim. Para a próxima, vamos aprender a pedir crepes.
Pela minha parte, mui honestamiente, odeio sempre tê-la.
E mais: digo-o.
Por várias vezes, tive-a. Porém, nunca confrontei ninguém e lho disse expressamente.
Esta é a primeira lição de mandarim. Para a próxima, vamos aprender a pedir crepes.
segunda-feira, maio 09, 2011
FB T
Eu: Eu devo ter lido meio dúzia de linhas do Kant. O que disse é inteiramente pessoal. Eu não gostava de ser ajudado para depois me lançarem isso à cara. Como também nunca ajudaria para depois me valer disso. Acho mesquinho e redutor. Neste caso, muito especial, não nos cabe a nós, na posição de potenciais ajudados, estarmos com tretas. Cabe-nos dialogar, mostrar que pagamos, demonstrar por A + B que chegamos ao destino. Importa a elevação muito mais do que a altura
Zé das Couves: Li acima que o Eu se gaba de ter lido Kant 1/2 duzia de vezes. "Eu devo ter lido meio dúzia de linhas do Kant". Segundo as minhas fontes, Kant só entendeiu o que escreveu depois de ler a tradução em Inglês.
Qual foi a versão que leste .... ó Eu?
Zé das Couves: Acho que o Manel Alberto leu mais linhas e mais vezes.
Tenho muitos defeitos.
Muitos.
Mais do que consigo enumerar.
Mas não me gabo. Pura e simplesmente, não me gabo. Porque não tenho razões. Porque, tão cedo, não as irei ter.
O que faz este cavalheiro pensar que eu me gabo? Acaso isso emana do que escrevi?
Verdade seja dita, adoro que me lancem à cara aquilo que sou e fiz. É certinho que não volto a repetir a merda.
Outra coisa, que me deixa positivamente fornecido, é imputarem-me coisas que não disse e dizer que sou aquilo que nunca fui.
Moral disto tudo: é segunda, isto já não estava grande coisa e agora tenho instintos homicidas
Zé das Couves: Li acima que o Eu se gaba de ter lido Kant 1/2 duzia de vezes. "Eu devo ter lido meio dúzia de linhas do Kant". Segundo as minhas fontes, Kant só entendeiu o que escreveu depois de ler a tradução em Inglês.
Qual foi a versão que leste .... ó Eu?
Zé das Couves: Acho que o Manel Alberto leu mais linhas e mais vezes.
Tenho muitos defeitos.
Muitos.
Mais do que consigo enumerar.
Mas não me gabo. Pura e simplesmente, não me gabo. Porque não tenho razões. Porque, tão cedo, não as irei ter.
O que faz este cavalheiro pensar que eu me gabo? Acaso isso emana do que escrevi?
Verdade seja dita, adoro que me lancem à cara aquilo que sou e fiz. É certinho que não volto a repetir a merda.
Outra coisa, que me deixa positivamente fornecido, é imputarem-me coisas que não disse e dizer que sou aquilo que nunca fui.
Moral disto tudo: é segunda, isto já não estava grande coisa e agora tenho instintos homicidas
sexta-feira, maio 06, 2011
Histórias da certeza ou como se chega a 4
Era dia 31.
A gadelha estava enorme. Felizmente o peso era outro. Adiante.
Procurava um barbeiro que mo pudesse desbastar para que ficasse com um ar capaz. Pelo menos, de forma a que me assemelhasse aquilo a que se chama "raça humana".
Enquanto procurava, aproveitei para ir comprar uma camisola de gola alta, just in case.
Tinha programa marcado.
Chegou a noite. Tinham-me avisado. "Leva o carro". Levava coisa nenhuma, que queria ir calminho da silva, beber uns copos e voltar sem ter o problema policial numa vinda destas.
Fui de comboio. Gadelhudo, com um gel que só me fez ficar pior, mal vestido.
Era esperado. Desço a estação do Areeiro e lá está. Aquela visão de vestido escuro, a fazer lembrar lã.
Pedi-lhe para dar uma "voltinha". Abracei-a, beijei-a. Partimos.
Começou uma noite memorável.
O plano era jantar, calma e tranquilamente. Depois, na mesma passada, seguir para o Pavilhão Multiusos onde os Gato Fedorento ficariam com o encargo de me fazer passar de ano sem estudar. O final de noite/princípio de dia seria com uns belos copos.
Planos. Ui, ca bons.
Estava tudo fechado. Os restaurantes que habitualmente abrem uma convidativa esplanada, naquela espécie de avenida ao pé do Mar da Palha, apenas se ocupavam a montar barracas onde serviriam cerveja all night long. Do outro lado do lugar, já se limpavam copos: "Esta noite, só por marcação".
"Espera, há o Vasco da Gama". Fechava, fechou.
Mas e agora? Para sempre ficarão na minha memórias os seres que se dignaram a proporcionar-me um jantar naquela noite. Joshua's Shoarma.
Comemos mesmo ali, sentados praticamente no chão. "Não tens frio?"
O Gato Fedorento foi logo a seguir.
Acabou.
Perto da uma da manhã, quando saímos, o PdN estava ocupado por todo o tipo de gente. Quando se dá uma ocupação destas, predomina aquilo a que na gíria se chama gandim. Nada a dizer.
"Para onde ir?" Estava tudo cheio. Cheio.
Conseguimos enganar um porteiro (não, tu conseguiste, não, ela conseguiu) e lá ficámos com abrigo até volta das 3...mas o metro só abria às 6h.
Durante 3 horas, mais que perfeita, mais que única, descobertas as pernas, aguentou a noite gélida, comigo, sem nunca me dar menos que um sorriso. Aguentou a dizer que estava a ser perfeito. Quando só queria era atirar-me de uma ponte ao saber que não podia dar mais aquela que amava do que uma noite fria e um cabelo "ninho-de-ratos", nunca me deixou mal.
Até hoje é assim.
Até sempre será.
(Bem sei. Lamechas, expõe-me, diz demais. Na verdade, sofro de um mal. Se há pessoas que dizem o que pensam, eu escrevo. Pelo menos, tenho uma vantagem: posso apagar)
A gadelha estava enorme. Felizmente o peso era outro. Adiante.
Procurava um barbeiro que mo pudesse desbastar para que ficasse com um ar capaz. Pelo menos, de forma a que me assemelhasse aquilo a que se chama "raça humana".
Enquanto procurava, aproveitei para ir comprar uma camisola de gola alta, just in case.
Tinha programa marcado.
Chegou a noite. Tinham-me avisado. "Leva o carro". Levava coisa nenhuma, que queria ir calminho da silva, beber uns copos e voltar sem ter o problema policial numa vinda destas.
Fui de comboio. Gadelhudo, com um gel que só me fez ficar pior, mal vestido.
Era esperado. Desço a estação do Areeiro e lá está. Aquela visão de vestido escuro, a fazer lembrar lã.
Pedi-lhe para dar uma "voltinha". Abracei-a, beijei-a. Partimos.
Começou uma noite memorável.
O plano era jantar, calma e tranquilamente. Depois, na mesma passada, seguir para o Pavilhão Multiusos onde os Gato Fedorento ficariam com o encargo de me fazer passar de ano sem estudar. O final de noite/princípio de dia seria com uns belos copos.
Planos. Ui, ca bons.
Estava tudo fechado. Os restaurantes que habitualmente abrem uma convidativa esplanada, naquela espécie de avenida ao pé do Mar da Palha, apenas se ocupavam a montar barracas onde serviriam cerveja all night long. Do outro lado do lugar, já se limpavam copos: "Esta noite, só por marcação".
"Espera, há o Vasco da Gama". Fechava, fechou.
Mas e agora? Para sempre ficarão na minha memórias os seres que se dignaram a proporcionar-me um jantar naquela noite. Joshua's Shoarma.
Comemos mesmo ali, sentados praticamente no chão. "Não tens frio?"
O Gato Fedorento foi logo a seguir.
Acabou.
Perto da uma da manhã, quando saímos, o PdN estava ocupado por todo o tipo de gente. Quando se dá uma ocupação destas, predomina aquilo a que na gíria se chama gandim. Nada a dizer.
"Para onde ir?" Estava tudo cheio. Cheio.
Conseguimos enganar um porteiro (não, tu conseguiste, não, ela conseguiu) e lá ficámos com abrigo até volta das 3...mas o metro só abria às 6h.
Durante 3 horas, mais que perfeita, mais que única, descobertas as pernas, aguentou a noite gélida, comigo, sem nunca me dar menos que um sorriso. Aguentou a dizer que estava a ser perfeito. Quando só queria era atirar-me de uma ponte ao saber que não podia dar mais aquela que amava do que uma noite fria e um cabelo "ninho-de-ratos", nunca me deixou mal.
Até hoje é assim.
Até sempre será.
(Bem sei. Lamechas, expõe-me, diz demais. Na verdade, sofro de um mal. Se há pessoas que dizem o que pensam, eu escrevo. Pelo menos, tenho uma vantagem: posso apagar)
quarta-feira, maio 04, 2011
Pacta sunt servanda ou como há contratos e Contratos
26 anos.
Não há contrato nenhum que possa durar tanto.
Talvez um contrato de trabalho, vá.
Se fosse jurista, começaria por dizer que o Casamento não é contrato nenhum. Era o que faltava!
Mas não sou.
O casamento é um contrato. O mais livre de todos. O mais importante das posturas jurídicas. Marca uma vida. Altera o património. Protege pessoas.
Hoje celebra-se (pelo menos) um aniversário de casamento. É sobre ele que me vou debruçar.
Sem querer ser "Padreca", o casamento como o conhecemos hoje deve-se sobretudo à Igreja. Não que algum dia pretenda celebrar casamento católico, mas facto é que há uma ideia solidificada daquilo que é um casamento. As pessoas sabem que, ao casar, devem respeitar o companheiro e com ele partilham uma vida, com tudo o que isso acarreta. Isso veio com a história e com a dignidade que foi sendo cultivada ao longo dos tempos.
Mas onde quero chegar é ao seguinte. Só há uma coisa que torna este contrato especial e diferente de todos os outros: o amor. (Já sei leitor. Pieguice, lamechique e paneleirice)
Salvo raros casos, casa-se quem ama. Decide assinar o papel quem ama aquele com quem se casa. Decide avançar com esse grande espectro.
Ao contrário de uma compra, de uma prestação de serviços ou de um leasing, casou-se quem caminhou no bairro do amor.
Uolo ou como o que ontem era depressivo hoje liberta
No final da primeira década do novo milénio, chorava naquelas mesas que estavam lá fora.
Chorava porque ele não a queria. Porque já a tinha tido. Agora não queria mais.
Medo, incerteza, imaturidade. Certo é que ela não encarou aquilo bem. Foi depressivo.
Caminhava pelo bairro, já alegre, gritava pelo nome dele. Dizia que o queria.
Colocava músicas destas nos locais próprios. Dizia que o queria.
Mais tarde teve-o. Partiu dele a vontade. Decidiu aproximar-se dela e reatar o que antes houvera existido. Ela continuava a querer. Agora tinha-o.
Até que a década virou.
O problema surgiu quando em vez de o querer só a ele quis mais.
Mais.
Quando quis mais, não havia lugar para aquele que quis antes.
É o problema da vontade.
Depois de ser "a tal", hoje prefere que perguntem "qual?".
(Lembrei-me disto há pouco quando ouvia a música supra colocada)
quinta-feira, abril 21, 2011
Posts Excelentes, bons, satisfatórios, maus, muito maus e este
Pior do que acordar e perceber que andamos a trabalhar para o boneco é, adormecer a saber que perdemos.
Perdi.
Perdi quando resolvi ser simpático e perdi quando não disse "não", como devia.
Agora é aguentar o embate, seguir em frente porque, seguramente, há de haver mais disto.
terça-feira, abril 12, 2011
Avulsos
Todos os meus amigos me merecem respeito.
Mas há um que saliento, hoje.
Para ele, a melhor defesa é o ataque. Antes que alguém o magoe, já ele se vingou, fumou o cigarro e ainda está a mudar de vida, sempre para melhor.
Para ele, tudo é relativo e poucas são as coisas sacrossantas. Mas as que são, são.
O Nunca esconde o que foi, o que é, nem faz questão de enganar sobre o que será.
Um dia disse-me que me invejava.
Quem o inveja sou eu.
Mas há um que saliento, hoje.
Para ele, a melhor defesa é o ataque. Antes que alguém o magoe, já ele se vingou, fumou o cigarro e ainda está a mudar de vida, sempre para melhor.
Para ele, tudo é relativo e poucas são as coisas sacrossantas. Mas as que são, são.
O Nunca esconde o que foi, o que é, nem faz questão de enganar sobre o que será.
Um dia disse-me que me invejava.
Quem o inveja sou eu.
sexta-feira, abril 08, 2011
Dúvidas e uma certeza que roça o absoluto
Até onde se vai privatizar a educação e a saúde?
Quanto:
Aos transportes, o privado tomará conta.
À Justiça, a "fórmula de sucesso" dos Agentes de Execução deverá mimetizada noutras áreas.
À cultura...bem...vale a pena falar?
Já a Administração Interna (Polícia) e Defesa serão, como sempre, essencialmente sustentadas pelo contribuinte. (Sem que com isto critique a opção)
Nem me vou pronunciar sobre as agriculturas, ambientes e afins, que isso será tudo transformado em secretarias de estado na pasta da Economia, querendo com isto dizer que não se vai fazer nada.
O que vai acontecer à Saúde e Escola Pública, básica como superior?
Quanto à certeza, odeio o Período.
Quanto:
Aos transportes, o privado tomará conta.
À Justiça, a "fórmula de sucesso" dos Agentes de Execução deverá mimetizada noutras áreas.
À cultura...bem...vale a pena falar?
Já a Administração Interna (Polícia) e Defesa serão, como sempre, essencialmente sustentadas pelo contribuinte. (Sem que com isto critique a opção)
Nem me vou pronunciar sobre as agriculturas, ambientes e afins, que isso será tudo transformado em secretarias de estado na pasta da Economia, querendo com isto dizer que não se vai fazer nada.
O que vai acontecer à Saúde e Escola Pública, básica como superior?
Quanto à certeza, odeio o Período.
quinta-feira, abril 07, 2011
Ainda na mesma linha de raciocínio
Feitas as contas, seriamos 8. 10, mas só em dias 31 de Fevereiro.
Depois, passamos a 6.
Depois, a 4.
4.
Bastou acabar o calvário pedagógico para se iniciar um de outro tipo.
Cada vez mais tenho de me lembrar que, no que aos sentimentos diz respeito, a qualidade terá mesmo de prevalecer.
Depois, passamos a 6.
Depois, a 4.
4.
Bastou acabar o calvário pedagógico para se iniciar um de outro tipo.
Cada vez mais tenho de me lembrar que, no que aos sentimentos diz respeito, a qualidade terá mesmo de prevalecer.
Algo fora do pedido de ajuda externa
Resolveu-se, a certa altura, criar uma obrigatoriedade. Não forçada, antes voluntária. Still, uma obrigatoriedade.
Isto é preocupante e acho que só entendi isso agora.
Quando essa necessidade é criada, algo está mal.
A fuga à naturalidade é errada.
Em última análise, somos todos fases nas vidas uns dos outros. Era o pior que nos podia acontecer.
(Espero que o FEEF/FMI também seja uma fase da nossa. Que seja mais rápido que uma violação e não deixe as mesma marcas.)
Isto é preocupante e acho que só entendi isso agora.
Quando essa necessidade é criada, algo está mal.
A fuga à naturalidade é errada.
Em última análise, somos todos fases nas vidas uns dos outros. Era o pior que nos podia acontecer.
(Espero que o FEEF/FMI também seja uma fase da nossa. Que seja mais rápido que uma violação e não deixe as mesma marcas.)
quarta-feira, abril 06, 2011
quinta-feira, março 24, 2011
Momento Carlos Castro
Rejubila-se com a queda deste governo.
Ui, o socialismo e o estado social, que coisa feia, que coisa maldita.
Na maior parte das vezes, são pessoas que estudaram na escola pública. Desde a primária, até ao Secundário.
Dizem-me, agora, que essas pessoas também têm uma licenciatura...tirada onde?
São pessoas que tiveram acidentes e não foram, seguramente, para a clínica CUF serem tratadas.
São pessoas que beneficiam de isenções e benefícios fiscais.
Incrivelmente, não pagam, sequer, o real custo dos transportes que utilizam.
Nada. Zero.
Soube-lhes bem. Mas este governo era uma merda. Mas que vem a ser isto? Eu a trabalhar um dia inteiro e aqueles cabrões ainda me fazem pagar impostos? Esse velhaco do Sócrates...
Agora aprendam a viver.
Seguramente, com o que aprenderam na faculdade, hão de ter meios para pagar uma educação que os pais nunca poderiam dar...hão de poder pagar cuidados de saúde. Melhor, hão de suportar a nova lei das rendas.
A todos,
Viva o PSD, viva Portugal
Ui, o socialismo e o estado social, que coisa feia, que coisa maldita.
Na maior parte das vezes, são pessoas que estudaram na escola pública. Desde a primária, até ao Secundário.
Dizem-me, agora, que essas pessoas também têm uma licenciatura...tirada onde?
São pessoas que tiveram acidentes e não foram, seguramente, para a clínica CUF serem tratadas.
São pessoas que beneficiam de isenções e benefícios fiscais.
Incrivelmente, não pagam, sequer, o real custo dos transportes que utilizam.
Nada. Zero.
Soube-lhes bem. Mas este governo era uma merda. Mas que vem a ser isto? Eu a trabalhar um dia inteiro e aqueles cabrões ainda me fazem pagar impostos? Esse velhaco do Sócrates...
Agora aprendam a viver.
Seguramente, com o que aprenderam na faculdade, hão de ter meios para pagar uma educação que os pais nunca poderiam dar...hão de poder pagar cuidados de saúde. Melhor, hão de suportar a nova lei das rendas.
A todos,
Viva o PSD, viva Portugal
quarta-feira, março 23, 2011
Contributos para o aumento da demografia*
Frases Nicola
"Hoje devia ser o dia"
Devia ser o dia em que rompia com tudo. Com tudo. Tudo é tudo. Não é uma grande parte. É tudo.
Hoje devia ser o dia.
Devia ser o dia em que mandava as pessoas certas para os sítios errados e isso faria de mim o mais feliz dos mamíferos.
Hoje devia ser o dia em que mostrava que apesar de ser um gordo com doenças de pele a roçar o burro mereço respeito. De todos. Todos são todos. Não é muita gente. De todos.
Hoje devia ser o dia.
Devia ser o dia em que rejubilava por eleições, acto favorito em democracia. Suma demonstração da vontade popular.
Hoje devia ser o dia.
Devia ser o dia em que voltava a mim, depois de uma vida perdida.
Mas hoje não é o dia.
Devia ser o dia em que rompia com tudo. Com tudo. Tudo é tudo. Não é uma grande parte. É tudo.
Hoje devia ser o dia.
Devia ser o dia em que mandava as pessoas certas para os sítios errados e isso faria de mim o mais feliz dos mamíferos.
Hoje devia ser o dia em que mostrava que apesar de ser um gordo com doenças de pele a roçar o burro mereço respeito. De todos. Todos são todos. Não é muita gente. De todos.
Hoje devia ser o dia.
Devia ser o dia em que rejubilava por eleições, acto favorito em democracia. Suma demonstração da vontade popular.
Hoje devia ser o dia.
Devia ser o dia em que voltava a mim, depois de uma vida perdida.
Mas hoje não é o dia.
segunda-feira, março 21, 2011
Vida Humana
Nunca fui apologista daquelas teses que dizem que toda a vida humana é igual e que uma não vale mais que outra, nem que o sacrifício de uma vida humana não pode servir para salvar todas.
Isto é pacífico.
Mas ter de aceitar isto traz óbvios problemas e questões complexas, como sejam os critérios para aferir pela superioridade de uma face à outra e a sempre subjectividade desses critérios.
Pode ser verdadeiramente penoso pensar e elaborar critérios e pensar no que seria disto tudo se os aplicássemos a nós.
É que há dias em que a vida humana não vale mesmo nada.
Critério 1: Falta. Vale mais a vida humana que mais falta fizer, isto é, quantas mais pessoas sentirem a tua falta, maior o valor.
Critério 2: Influência. Vale mais a vida humana que mais positivamente influência a vida de terceiros, isto é, quantas mais pessoas forem por ti tocadas e a sua vida melhorada for, maior o valor.
Critério 3: Capacidades. Vale mais a vida humana daquele que for mais capaz, isto, quanto melhores as notas, percurso académico, desempenho desportivo e/ou produção artística, maior o valor.
Chego a estes e já estou deprimido.
Isto é pacífico.
Mas ter de aceitar isto traz óbvios problemas e questões complexas, como sejam os critérios para aferir pela superioridade de uma face à outra e a sempre subjectividade desses critérios.
Pode ser verdadeiramente penoso pensar e elaborar critérios e pensar no que seria disto tudo se os aplicássemos a nós.
É que há dias em que a vida humana não vale mesmo nada.
Critério 1: Falta. Vale mais a vida humana que mais falta fizer, isto é, quantas mais pessoas sentirem a tua falta, maior o valor.
Critério 2: Influência. Vale mais a vida humana que mais positivamente influência a vida de terceiros, isto é, quantas mais pessoas forem por ti tocadas e a sua vida melhorada for, maior o valor.
Critério 3: Capacidades. Vale mais a vida humana daquele que for mais capaz, isto, quanto melhores as notas, percurso académico, desempenho desportivo e/ou produção artística, maior o valor.
Chego a estes e já estou deprimido.
sexta-feira, março 18, 2011
Politicamente Correcto
Há quem o odeie.
Percebo, desde há 5 minutos, porquê.
Não ser politicamente correcto é uma desculpa. Para se dizer o que se quer. Sobretudo, uma desculpa para afirmarmos uma qualquer barbaridade que vá ferir alguma susceptibilidade. Que vai magoar alguém. Que vai demonstrar uma faceta mui merdosa da pessoa.
"Odeio pretos" (não odeio nada, é só um exemplo). Não estou a ser racista, simplesmente não estou a ser politicamente correcto porque, lá no fundo, ninguém gosta deles"
Estou com esta conversa porquê?
Porque, não levando o texto para lá do básico, apetece-me dizer aquilo que não sou, mas sinto.
Apetece-me ser provinciano, bimbo, arrogante e tudo o mais que "prestigie" um ser humano integrado em sociedade.
Mas não digo.
Pronto.
Percebo, desde há 5 minutos, porquê.
Não ser politicamente correcto é uma desculpa. Para se dizer o que se quer. Sobretudo, uma desculpa para afirmarmos uma qualquer barbaridade que vá ferir alguma susceptibilidade. Que vai magoar alguém. Que vai demonstrar uma faceta mui merdosa da pessoa.
"Odeio pretos" (não odeio nada, é só um exemplo). Não estou a ser racista, simplesmente não estou a ser politicamente correcto porque, lá no fundo, ninguém gosta deles"
Estou com esta conversa porquê?
Porque, não levando o texto para lá do básico, apetece-me dizer aquilo que não sou, mas sinto.
Apetece-me ser provinciano, bimbo, arrogante e tudo o mais que "prestigie" um ser humano integrado em sociedade.
Mas não digo.
Pronto.
segunda-feira, março 14, 2011
O dia em gráfico
Ciclo
Esta sensação chega ciclicamente. Deve ter relação com o dia da semana.
Está qualquer coisa a perder-se. Como uma sangria que não se estanca.
Está a fugir com cada palavra fora do sítio. Está a pirar-se em cada intervalo de tempo. Daqui a meses, estou crente que não restará pedra sobre pedra.
Estou crente porque já não existem as condições do passado.
O meu grande problema é que não soube fazer essa transição.
Está qualquer coisa a perder-se. Como uma sangria que não se estanca.
Está a fugir com cada palavra fora do sítio. Está a pirar-se em cada intervalo de tempo. Daqui a meses, estou crente que não restará pedra sobre pedra.
Estou crente porque já não existem as condições do passado.
O meu grande problema é que não soube fazer essa transição.
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Hoje estou numa de Beatles
O que é que isto quer dizer?
Nada.
Só que estava a precisar de ouvir boa música.
Nada.
Só que estava a precisar de ouvir boa música.
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Da passagem de ano, já neste milénio, ela levantou-se, como quem se levanta para arrumar a mesa depois de uma refeição.
Deixou o telemóvel para trás, ao pé do seu prato.
Fui ajudar. Comecei, precisamente, pelo prato dela.
Tinham-lhe enviado uma mensagem. Alguém com quem eu tinha sonhado.
Ela leu. Não mudou a expressão da cara.
Deixou o telemóvel para trás, ao pé do seu prato.
Fui ajudar. Comecei, precisamente, pelo prato dela.
Tinham-lhe enviado uma mensagem. Alguém com quem eu tinha sonhado.
Ela leu. Não mudou a expressão da cara.
Há uns anos. Pelo menos 3.
Estava no Continente do Rio Sul. Tinha ido com a minha irmã e pais comprar sabe-se lá o quê.
Perguntei-lhe, à dita cuja R., quando é que lhe devia dizer aquilo.
Respondeu-me. Disse para ter calma. Era o mais importante. Coisas daquelas não se podem dizer do pé para a mão.
Sempre sábia.
Estava no Continente do Rio Sul. Tinha ido com a minha irmã e pais comprar sabe-se lá o quê.
Perguntei-lhe, à dita cuja R., quando é que lhe devia dizer aquilo.
Respondeu-me. Disse para ter calma. Era o mais importante. Coisas daquelas não se podem dizer do pé para a mão.
Sempre sábia.
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
Para mim
As mulheres não são todas iguais.
Na verdade, ninguém é igual a ninguém. Nem um género igual a outro género.
Porque se fosse, acabava de vez a monogamia.
Tanto podia (e, sabe deus, queria) dizer.
Mas não digo.
Na verdade, ninguém é igual a ninguém. Nem um género igual a outro género.
Porque se fosse, acabava de vez a monogamia.
Tanto podia (e, sabe deus, queria) dizer.
Mas não digo.
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Da lógica
Porque é normal, num certo dia, pedir a um que se troque pelo outro.
Simples.
Vou passar a fazer o mesmo.
Simples.
Vou passar a fazer o mesmo.
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
terça-feira, fevereiro 01, 2011
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Paradoxos
O problema da confiança (no fundo, de toda a amizade) é este: a facilidade com que nos tornamos alvos.
Porque somos próximos, podemos ouvir o que não queremos, saber o que não perguntámos e, ainda, sermos presenteados com injustiças.
Nunca sucede o mesmo com um estranho. Conta o meu pai, em jeito de brincadeira, que determinado taberneiro da terra dele era incrível na seguinte situação: um copo partia-se, isto no calor do vinho. Se fosse um conterrâneo, o discurso seria (pardon my french): "Seu cabrão! Ando eu a comprar copos para os partires?". Já se fosse um cliente ocasional: "Deixe lá amigo, essas coisas acontecem"
Porque nada pode vir na sua forma mais perfeita, confiança e amizade terão sempre este encargo. Os amigos e confidentes com quem partilharmos uma opinião, quando dela não gostem, hão de ver em nós o maldito fiador que renunciou ao benefício da excussão prévia: respondemos pela merda toda que há no mundo como se fossemos os culpados.
Porque somos próximos, podemos ouvir o que não queremos, saber o que não perguntámos e, ainda, sermos presenteados com injustiças.
Nunca sucede o mesmo com um estranho. Conta o meu pai, em jeito de brincadeira, que determinado taberneiro da terra dele era incrível na seguinte situação: um copo partia-se, isto no calor do vinho. Se fosse um conterrâneo, o discurso seria (pardon my french): "Seu cabrão! Ando eu a comprar copos para os partires?". Já se fosse um cliente ocasional: "Deixe lá amigo, essas coisas acontecem"
Porque nada pode vir na sua forma mais perfeita, confiança e amizade terão sempre este encargo. Os amigos e confidentes com quem partilharmos uma opinião, quando dela não gostem, hão de ver em nós o maldito fiador que renunciou ao benefício da excussão prévia: respondemos pela merda toda que há no mundo como se fossemos os culpados.
terça-feira, janeiro 04, 2011
25
Não, desta vez a contagem vem a ser outra.
Levantei-me.
Ao contrário dos outros dias em que se trata do mesmo tema, hoje senti-os.
Senti-os muito bem.
Em cada perna, nas costas, na cabeça. Levantei-me mais antigo.
Não vale a pena pôr-me aqui a chorar. Espero viver uma vida longa, sobretudo, que ate agora não tenha atingido somente um terço da minha existência.
Mas hoje senti-os.
Foi, em tudo, diferente.
Já não me levantei para ir à escola.
Também não tive uma hora de almoço passada numa qualquer cantina.
Durante cerca de uma hora e meia, a verdade é que, enquanto me deleitava com o sabor do camarão e da lagosta, via, naquela mesa, grande parte dos meus amigos. Não estavam lá todos. Outros há que passaram o ano comigo. Também existem aqueles que estiveram em serviço familiar. Naquelas três pessoas estão três fundações do meu carácter. Três influências. Até mesmo três preocupações.
Caramba, sempre o três.
Hoje, que não ganho o mesmo que o Ronaldo, não tenho a sapiência do Sobrinho Simões nem o talento de um Nuno Lopes, senti-me um Português feliz.
Pode parecer que não (alias, quem me vir nega logo), mas hoje, graças às almas que me acompanham, que se lembraram e que comigo hão de estar, posso dizer que já estive pior.
Ainda sou um gajo novo.
(Eis o texto mais batido de sempre)
Levantei-me.
Ao contrário dos outros dias em que se trata do mesmo tema, hoje senti-os.
Senti-os muito bem.
Em cada perna, nas costas, na cabeça. Levantei-me mais antigo.
Não vale a pena pôr-me aqui a chorar. Espero viver uma vida longa, sobretudo, que ate agora não tenha atingido somente um terço da minha existência.
Mas hoje senti-os.
Foi, em tudo, diferente.
Já não me levantei para ir à escola.
Também não tive uma hora de almoço passada numa qualquer cantina.
Durante cerca de uma hora e meia, a verdade é que, enquanto me deleitava com o sabor do camarão e da lagosta, via, naquela mesa, grande parte dos meus amigos. Não estavam lá todos. Outros há que passaram o ano comigo. Também existem aqueles que estiveram em serviço familiar. Naquelas três pessoas estão três fundações do meu carácter. Três influências. Até mesmo três preocupações.
Caramba, sempre o três.
Hoje, que não ganho o mesmo que o Ronaldo, não tenho a sapiência do Sobrinho Simões nem o talento de um Nuno Lopes, senti-me um Português feliz.
Pode parecer que não (alias, quem me vir nega logo), mas hoje, graças às almas que me acompanham, que se lembraram e que comigo hão de estar, posso dizer que já estive pior.
Ainda sou um gajo novo.
(Eis o texto mais batido de sempre)
quarta-feira, dezembro 22, 2010
Tolerância de Ponto
sexta-feira, dezembro 17, 2010
Trato Sucessivo
Quando era uma criança, rechonchuda, roliça, divertida, mas sobretudo inconsciente, fartei-me de ir a festas de anos. Bastantes. Também organizei muitas.
Dei por mim a constatar que esses eventos já não existem na minha caminhada pelo mundo. Hoje penso nisso, penso na razão que terá levado a isso.
De alguns nem me lembro, simplesmente, sei que aconteceu um evento, estive, vi, gostei, mas nem me lembro da cara.
Outros foram viver para longe.
Outros incompatibilizaram-se com esta alma.
Ainda há, também, aqueles desapareceram. Sem mais. Sem menos.
O que me põe a pulga atrás da orelha são os casos em que continuei a ser amigo da pessoa, continuei a ser estimado e, no entanto...
Houve ali qualquer coisa que se perdeu. Como um imóvel, registado numa qualquer conservatória do registo predial, sabe-se que o Zé Manel é o proprietário do prédio hoje, mas há 20 anos não era, constava outro do registo. Sem se saber como, nem porquê, agora o dono do "pedaço" é ele.
Caramba. Que tipo de contrato macaco terei eu celebrado para se perder o trato.
Dei por mim a constatar que esses eventos já não existem na minha caminhada pelo mundo. Hoje penso nisso, penso na razão que terá levado a isso.
De alguns nem me lembro, simplesmente, sei que aconteceu um evento, estive, vi, gostei, mas nem me lembro da cara.
Outros foram viver para longe.
Outros incompatibilizaram-se com esta alma.
Ainda há, também, aqueles desapareceram. Sem mais. Sem menos.
O que me põe a pulga atrás da orelha são os casos em que continuei a ser amigo da pessoa, continuei a ser estimado e, no entanto...
Houve ali qualquer coisa que se perdeu. Como um imóvel, registado numa qualquer conservatória do registo predial, sabe-se que o Zé Manel é o proprietário do prédio hoje, mas há 20 anos não era, constava outro do registo. Sem se saber como, nem porquê, agora o dono do "pedaço" é ele.
Caramba. Que tipo de contrato macaco terei eu celebrado para se perder o trato.
quinta-feira, dezembro 16, 2010
Da profundidade
- No final das acções, costumava pedir a condenação em custas e condigna procuradoria.
- Isso acabou, havia no C.C.J, agora é uma outra coisa...
- Quê?
- Código das Custas Judiciais.
- Isso acabou, havia no C.C.J, agora é uma outra coisa...
- Quê?
- Código das Custas Judiciais.
quinta-feira, dezembro 09, 2010
(Como todos) Um texto particular
Um pouco antes das 9 horas. Começava volta dessa hora.
Se não era na mesa no fundo, dali a uns tempos ela não escapava e seria o nosso albergue durante belas tardes de café, algum estudo e muito desenvolvimento.
Durante 5 anos aquelas cadeiras sustentaram sonhos, ouviram desabafos. Aquelas mesas sabem a minha vida melhor que eu.
Mas o que são as coisas materias?
Nada. Foram eles. Foram vocês. Foi graças à inesgotável paciência, à incrivel persistência que fizeram nevar sobre um inferno académico. Por tantas horas de bairro, de piadas, até de cartas, fomos resistindo. Se há quem pense que a faculdade é o chamado "passeio no parque", eu nunca partilhei dessa opinião.
Mais do que Januários, Menezes, Blancos e afins, a faculdade foram vocês.
Agora que se aproxima o segundo natal em que as 9 horas se passam num outro banco, numa outra paróquia, deixem que seja lamechas e diga que vos adoro.
Que me fazem falta.
Caramba, são meus amigos.
O que é que falta dizer? Que é que falta fazer?
Digam-me, que digo, que faço.
Porra, é hora de estarmos felizes.
Se não era na mesa no fundo, dali a uns tempos ela não escapava e seria o nosso albergue durante belas tardes de café, algum estudo e muito desenvolvimento.
Durante 5 anos aquelas cadeiras sustentaram sonhos, ouviram desabafos. Aquelas mesas sabem a minha vida melhor que eu.
Mas o que são as coisas materias?
Nada. Foram eles. Foram vocês. Foi graças à inesgotável paciência, à incrivel persistência que fizeram nevar sobre um inferno académico. Por tantas horas de bairro, de piadas, até de cartas, fomos resistindo. Se há quem pense que a faculdade é o chamado "passeio no parque", eu nunca partilhei dessa opinião.
Mais do que Januários, Menezes, Blancos e afins, a faculdade foram vocês.
Agora que se aproxima o segundo natal em que as 9 horas se passam num outro banco, numa outra paróquia, deixem que seja lamechas e diga que vos adoro.
Que me fazem falta.
Caramba, são meus amigos.
O que é que falta dizer? Que é que falta fazer?
Digam-me, que digo, que faço.
Porra, é hora de estarmos felizes.
terça-feira, dezembro 07, 2010
Jurisprudência
Não conheço os detalhes da decisão, mas parece-me que é manifestamente errada.
O problema de toda a gente que concorre a programas do género é sempre o mesmo. "É o meu sonho". "Sou um ídolo". "Quero fazer disto a minha vida". É o que se ouve.
Reiterando que não conheço os detalhes, na pureza do princípio em que esta decisão se deve inspirar, há que começar a processar o Estado por não permitir que os licenciados pelas faculdades que ministram os chamados cursos de "ciências humanas" tenham emprego.
Qualquer coisa como: "licenciei-me em latim, não consigo dar aulas. Tou deprimido. Vou processar alguém."
Entenda-se: compreendo a dor da miúda, sei o que custa que a vida não corra como queremos e planeamos. Mas tem de ser a Sic responsável por isto?
Ela inscreveu-se, de livre vontade, no concurso (sim, porque aquilo não mais é que um concurso)
Lançou um CD em que é ela a voz e interprete.
Não deu certo.
O que é que a Sic fez?
O problema de toda a gente que concorre a programas do género é sempre o mesmo. "É o meu sonho". "Sou um ídolo". "Quero fazer disto a minha vida". É o que se ouve.
Reiterando que não conheço os detalhes, na pureza do princípio em que esta decisão se deve inspirar, há que começar a processar o Estado por não permitir que os licenciados pelas faculdades que ministram os chamados cursos de "ciências humanas" tenham emprego.
Qualquer coisa como: "licenciei-me em latim, não consigo dar aulas. Tou deprimido. Vou processar alguém."
Entenda-se: compreendo a dor da miúda, sei o que custa que a vida não corra como queremos e planeamos. Mas tem de ser a Sic responsável por isto?
Ela inscreveu-se, de livre vontade, no concurso (sim, porque aquilo não mais é que um concurso)
Lançou um CD em que é ela a voz e interprete.
Não deu certo.
O que é que a Sic fez?
domingo, dezembro 05, 2010
Arrematada
There's a storm outside, and the gap between crack and thunder
Crack and thunder, is closing in, is closing in
The rain floods gutters, and makes a great sound on the concrete
On a flat roof, there's a boy leaning against the wall of rain
Aerial held high, calling "come on thunder, come on thunder"
Sometimes, when I look deep in your eyes, I swear I can see your soul
Sometimes, when I look deep in your eyes, I swear I can see your soul
It's a monsoon, and the rain lifts lids off cars
Spinning buses like toys, stripping them to chrome
Across the bay, the waves are turning into something else
Picking up fishing boats and spewing them on the shore
The boy is hit, lit up against the sky, like a sign, like a neon sign
And he crumples, drops into the gutter, legs twitching
The flood swells his clothes and delivers him on, delivers him on
Sometimes, when I look deep in your eyes, I swear I can see your soul
Sometimes, when I look deep in your eyes, I swear I can see your soul
There's four new colors in the rainbow
An old man's taking polaroids
But all he captures is endless rain, endless rain
He says listen, takes my head and puts my ear to his
And I swear I can hear the sea
Somtimes, when I look in your eyes I can see your soul
(I can reach your soul)
(I can touch your soul)
Sometimes
Crack and thunder, is closing in, is closing in
The rain floods gutters, and makes a great sound on the concrete
On a flat roof, there's a boy leaning against the wall of rain
Aerial held high, calling "come on thunder, come on thunder"
Sometimes, when I look deep in your eyes, I swear I can see your soul
Sometimes, when I look deep in your eyes, I swear I can see your soul
It's a monsoon, and the rain lifts lids off cars
Spinning buses like toys, stripping them to chrome
Across the bay, the waves are turning into something else
Picking up fishing boats and spewing them on the shore
The boy is hit, lit up against the sky, like a sign, like a neon sign
And he crumples, drops into the gutter, legs twitching
The flood swells his clothes and delivers him on, delivers him on
Sometimes, when I look deep in your eyes, I swear I can see your soul
Sometimes, when I look deep in your eyes, I swear I can see your soul
There's four new colors in the rainbow
An old man's taking polaroids
But all he captures is endless rain, endless rain
He says listen, takes my head and puts my ear to his
And I swear I can hear the sea
Somtimes, when I look in your eyes I can see your soul
(I can reach your soul)
(I can touch your soul)
Sometimes
Top Series: 1.º Lugar

Em 1.º Lugar está a série House M.D.
Acho que mais ninguém colocaria esta série neste lugar. Eu coloco, pronto.
Esta série prendeu-me. Religiosamente, sento-me em frente à TV quando ela é transmitida.
Porquê? Pois. Gosto dos termos técnicos, dos raciocínios em cadeia, dos diálogos, dos dramas pessoais das personagens e do elenco. Nada falhou. Nesta 7ª temporada que está a ser emitida pela Fox, em Portugal, está normalizada uma situação que durou vários episódios. O problema da droga, da falta de amor, dos conflitos, do brilhantismo em situações de pressão...tudo voou. Resta saber o que vai acontecer. E isto é um ponto a favor. Muito a favor. Cá para mim, o médico vai quinar. Mas já fui muitas vezes supreendido.
sábado, dezembro 04, 2010
Top Series: 2.º Lugar

Em 2.º Lugar está a série Nip/Tuck.
Estou perfeitamente ciente da subjectividade da escolha. Nunca vi série tão pouco consensual. Na realidade, para ser sincero, devia pô-la empata com aquela que estará, amanhã, em primeiro lugar. É que gosto mesmo dela.
Trata-se, a meu ver, de uma óbvia hiperbole e de uma caricatura. Ninguém assim, nem aquelas situações existem...mas quase. Nada é previsível, ninguém tem uma qualidade que se veja e todos caminham inevitavelmente para o erro e miséria. Ninguém está feliz. Quando está, deixa de estar.
Para os que nunca viram, trata-se do retracto da vida de dois cirurgiões plásticos, um deles casado e pai de família e outro um boémio, seguidor do carpe diem. Este é o ponto de partida. A vida deles, por si daria história. Imagine-se quando entram novas personagens ainda piores que as existentes e residentes.
Actualmente, acompanho a última temporada. Está em grande nível.
Deixa saudades.
sexta-feira, dezembro 03, 2010
Top Séries: 3.º Lugar

Em 3.º Lugar está a série Seinfeld.
Trata-se, de facto, de uma obra prima. Nada falhou. Grande elenco, grandes diálogos, cenas de fazer chorar a rir e um conceito que agradava as massas. Ainda assim, a série não foi consensual...o que só reforça o facto de ser fenomenal.
Teve tudo a seu favor. Em vez de estar para aqui a tecer grandes considerandos, chamo a atenção para o último episódio. Está extraordinário. Se há problema com o qual todas as grandes séries têm de lidar esse problema é o seu final. Pensemos, assim de repente, no Lost (por acaso, até não desgostei, mas o facto é que ficou aquém do esperado), que imediatamente constatamos o busilis da questão. O Seinfeld teve o seu final perfeito. Se virmos, até nem podia ser de outra maneira. Mas só ele se lembrou daquilo. Só ele.
quinta-feira, dezembro 02, 2010
Top Séries: 4.º Lugar

Em 4.º lugar está a série Missão Impossível.
Digamos que, a partir do 4.º lugar, todas as que vêm a seguir podiam estar em 1.º. Esta sobretudo.
Naturalmente, ainda não tinha nascido quando a série se estreou no ecrã da RTP. Vi-a, somente, muitos anos mais tarde. Que me lembre, foi transmitida na RTP2, à tarde.
Nada aqui falhou. Desde o elenco, recheado de "monstros sagrados", às "missões", genialmente pensadas e magistralmente executadas, tudo impressionava à séria.
Para um puto (que efectivamente era quando via a série), realçava todo aquele aparato das máscaras, em que um personagem se transformava noutro e mantinha o público completamente enganado.
Para sempre me hei de recordar daquela frase que abria o episódio em circunstâncias contigentes: "Bom dia Mr. Phelps, a sua missão, caso a aceite é..." (Em inglês tem muito mais pinta.)
quarta-feira, dezembro 01, 2010
Top Series: 5.º Lugar

Em 5.º Lugar está a série "Pretender".
O protagonista, chamado Jarod, era um autêntico objecto de estudo de uma organização putativamente secreta. Era objecto porque tinha uma capacidade intrinsseca de adoptar a profissão que quisesse: médico, advogado, dentista, militar, jornalista e tudo mais. Tinha os conhecimentos, até tinha o know-how.
O que gerava, então, o drama e a tensão?
Primeiro, o rapaz fartou-se de ser estudado, e então partiu...fugiu. Logo, anda tudo atrás dele. Desde um suspeito de ser seu pai, um gajo que mal respira e...uma senhora que cuidado com ela...in many ways.
Segundo, em cada episódio, o Jarod infiltra-se num meio e quer ajudar. Logo nesse meio, ou há um assassinato, um roubo, um dramalhão qualquer.
A acção, é portanto qualquer coisa parecida com isto: Jarod vai para o Minnesota, faz-se de médico, descobre que há um negócio escuro de contrabando de medicamentos, enquanto vai tendo flashes da sua infância ou passado recente sim, também há disto). Entretanto, os membros do Centro (eis o nome da organização) vão no encalço dele e até descobrem onde é que ele caiu. No final da trama, já os maus estão presos e os stalkers chegam quando o rapaz já deu ares de Vila Diogo.
Contado assim até parece uma trampa, mas todas as Sextas-Feiras a TVI forçava a minha atenção.
Entrou Dezembro
Na verdade, gosto deste mês. Digamos que a raça está mais humana.
Vou proceder a uma espécie de arrumação mental e colocar aqui vários Tops 5.
O primeiro vai ser de séries.
Um lugar por dia, do 5.º ao 1.º e campeão.
As escolhas não são mais que uma escolha pessoal, e como tal subjectiva, do autor do blogue.
Vou proceder a uma espécie de arrumação mental e colocar aqui vários Tops 5.
O primeiro vai ser de séries.
Um lugar por dia, do 5.º ao 1.º e campeão.
As escolhas não são mais que uma escolha pessoal, e como tal subjectiva, do autor do blogue.
Entrou Dezembro
Na verdade, gosto deste mês. Digamos que a raça está mais humana.
Vou proceder a uma espécie de arrumação mental e colocar aqui vários Tops 5.
O primeiro vai ser de séries.
Um lugar por dia, do 5.º ao 1.º e campeão.
As escolhas não são mais que uma escolha pessoal, e como tal subjectiva, do autor do blogue.
Vou proceder a uma espécie de arrumação mental e colocar aqui vários Tops 5.
O primeiro vai ser de séries.
Um lugar por dia, do 5.º ao 1.º e campeão.
As escolhas não são mais que uma escolha pessoal, e como tal subjectiva, do autor do blogue.
Chegou o mês último do ano
...e está tudo na mesma.
Era suposto, não era. Tenho para mim que sim.
Não há reformas abruptas, nem movimentos bruscos. Nada. Life goes easy be me.
Para o ano, o 30 de Novembro não existe. Passamos do 29 para o 1.
Oxalá me engane.
(eis um post que lerei amanhã e nunca saberei do que estou a falar. Digamos que...sei hoje e sei agora)
Era suposto, não era. Tenho para mim que sim.
Não há reformas abruptas, nem movimentos bruscos. Nada. Life goes easy be me.
Para o ano, o 30 de Novembro não existe. Passamos do 29 para o 1.
Oxalá me engane.
(eis um post que lerei amanhã e nunca saberei do que estou a falar. Digamos que...sei hoje e sei agora)
sexta-feira, novembro 26, 2010
Porque um blogue serve para estas coisas
Não sou rico.
Não tenho aspirações a ser.
Veja eu que o meu trabalho é alvo de gozo e saio.
Dizendo tudo e fazendo nada.
Não tenho aspirações a ser.
Veja eu que o meu trabalho é alvo de gozo e saio.
Dizendo tudo e fazendo nada.
Como para a Lapónia ainda vai uma considerável distância
Vou dizer aquilo que realmente me fazia feliz no Natal (isto vai parecer mesmo à velho...mas vendo bem, novo é que nunca fui):
- Saúde para todos. A família que não está velha, está doente.
- Juventude para alguns. A família que não está doente, está velha.
- Felicidade para ti que, calada e aguentando, lá deixas sair uns desabafos. Sim, para ti. É mesmo de ti que estou a falar.
- Permitir aos meus pais que vivam a vida com o ordenado deles sem que comigo se preocupem.
- Um emprego remunerado que fosse capaz de executar bem.
São cinco coisas. Todas elas, apesar de poucas, impossíveis.
Ou quase.
- Saúde para todos. A família que não está velha, está doente.
- Juventude para alguns. A família que não está doente, está velha.
- Felicidade para ti que, calada e aguentando, lá deixas sair uns desabafos. Sim, para ti. É mesmo de ti que estou a falar.
- Permitir aos meus pais que vivam a vida com o ordenado deles sem que comigo se preocupem.
- Um emprego remunerado que fosse capaz de executar bem.
São cinco coisas. Todas elas, apesar de poucas, impossíveis.
Ou quase.
Voltando ao texto...
Sempre achei que o pior que pode acontecer a alguém é ser uma "fase" na vida de outrém.
Cada vez mais me sinto uma fase.
Acho que, ao fim e ao cabo, nunca fui visto como mais que isso.
Um intervalo, um lapso. Assim uma espécie de suplente que jogou bem e lá o deixaram fazer um segundo jogo a titular, sendo que bem pode sonhar com o terceiro, que nunca há de lá estar.
É. Anda por aí. Em ultima análise, cansam-se de mim.
O que é muito natural. Eu também me canso de mim.
Cada vez mais me sinto uma fase.
Acho que, ao fim e ao cabo, nunca fui visto como mais que isso.
Um intervalo, um lapso. Assim uma espécie de suplente que jogou bem e lá o deixaram fazer um segundo jogo a titular, sendo que bem pode sonhar com o terceiro, que nunca há de lá estar.
É. Anda por aí. Em ultima análise, cansam-se de mim.
O que é muito natural. Eu também me canso de mim.
quinta-feira, novembro 25, 2010
42
Não quero falhar.
Não posso falhar.
Mais uma vez, não sendo nem a primeira nem última, Parabéns a nós.
Porque também há coisas boas.
Não posso falhar.
Mais uma vez, não sendo nem a primeira nem última, Parabéns a nós.
Porque também há coisas boas.
terça-feira, novembro 23, 2010
Só mesmo do Direito.
Come up to meet you,
Tell you I’m sorry,
You don’t know how lovely you are
I had to find you,
Tell you I need you,
Tell you I set you apart
Tell me your secrets,
And ask me your questions,
Aww let’s go back to the start
Runnin’ in circles,
Comin’ our tails,
Heads on the science apart
Nobody said it was easy
It’s such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Aww take me back to the start
I was just guessin’,
At numbers and figures,
Pullin’ the puzzles apart
Questions of science,
Science and progress,
Do not speak as loud as my heart
Tell me you love me,
Come back to haunt me,
Oh when I rush to the start Runnin’ in circles,
Chasin’ our tails,
Comin’ back as we are
Nobody said it was easy
Aww It’s such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I’m goin’ back to the start
Ahhooooooooooooooooo
Ahhooooooooooooooooo
Ahhooooooooooooooooo
Ahhooooooooooooooooo
Nunca ter aprendido a escrever tem destas coisas: há que recorrer ao outsourcing para expressar seja o que for.
Está batido?
Está gasto?
São so Coldplay e este blogue ainda é o meu.
Não é o Fix you, mas nos dias que correm o efeito é o mesmo.
Tell you I’m sorry,
You don’t know how lovely you are
I had to find you,
Tell you I need you,
Tell you I set you apart
Tell me your secrets,
And ask me your questions,
Aww let’s go back to the start
Runnin’ in circles,
Comin’ our tails,
Heads on the science apart
Nobody said it was easy
It’s such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Aww take me back to the start
I was just guessin’,
At numbers and figures,
Pullin’ the puzzles apart
Questions of science,
Science and progress,
Do not speak as loud as my heart
Tell me you love me,
Come back to haunt me,
Oh when I rush to the start Runnin’ in circles,
Chasin’ our tails,
Comin’ back as we are
Nobody said it was easy
Aww It’s such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I’m goin’ back to the start
Ahhooooooooooooooooo
Ahhooooooooooooooooo
Ahhooooooooooooooooo
Ahhooooooooooooooooo
Nunca ter aprendido a escrever tem destas coisas: há que recorrer ao outsourcing para expressar seja o que for.
Está batido?
Está gasto?
São so Coldplay e este blogue ainda é o meu.
Não é o Fix you, mas nos dias que correm o efeito é o mesmo.
segunda-feira, novembro 22, 2010
Parafraseando um outro alguém
Não posso ser gente,
Não posso aspirar a existir.
Fora isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Não posso aspirar a existir.
Fora isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
quinta-feira, novembro 18, 2010
Aqui há uns anos, estávamos na biblioteca. Não raras vezes, quotidianamente mesmo, era aquele o nosso espaço de estudo e, ao contrário de tudo o que a deontologia e ética aconselham, de boa conversa.
Fui interpelado:
- Epá, mas não queres ser advogado porquê?
- Tu já viste a responsabilidade? Então vai depender de mim se alguém vai preso? E se faço merda? Se azelho? Lá vai o desgraçado bater com os costados à pildra e eu lá terei de me atirar da ponte.
- Então e pensas que se fores juiz é melhor?
- Se for juiz não sou advogado e continuo a pensar o que penso hoje: a culpa é dos advogados.
A incompetência, o danoninho e eu próprio tratamos de desvirtuar todas as crenças, mezinhas e benzeduras e pronto...hoje, mais que alguém, sou um número que termina com duas letrinhas: LE.
Isto foi esquecido. Pelo menos, tirou umas férias. Deve ter andado lá para Cancun ou mesmo Cuba. Eis que voltou bronzeado.
- Estou sim? É o senhor Y?
- Sou sim.
- Olhe, eu sou seu advogado, estou a ligar da parte de Z, que já falou consigo, gostava que cá viesse, para falarmos um bocado.
- Ok! Mas, oh Doutor, preciso que seja franco comigo. Preciso mesmo de saber.
- Claro, diga.
- Doutor...eu vou preso?
Lá se teve a reunião com o Y. Perguntei-lhe se sabia por que crime estava acusado. Depois perguntei-lhe se sabia da moldura penal.
Quando lhe falei num par foi como se toda a vida dele fosse um grande arrependimento que não matava mas moía. E estava a moe-lo bem.
Disse-lhe para ter calma.
Porra. Sei lá eu o que digo.
Fui interpelado:
- Epá, mas não queres ser advogado porquê?
- Tu já viste a responsabilidade? Então vai depender de mim se alguém vai preso? E se faço merda? Se azelho? Lá vai o desgraçado bater com os costados à pildra e eu lá terei de me atirar da ponte.
- Então e pensas que se fores juiz é melhor?
- Se for juiz não sou advogado e continuo a pensar o que penso hoje: a culpa é dos advogados.
A incompetência, o danoninho e eu próprio tratamos de desvirtuar todas as crenças, mezinhas e benzeduras e pronto...hoje, mais que alguém, sou um número que termina com duas letrinhas: LE.
Isto foi esquecido. Pelo menos, tirou umas férias. Deve ter andado lá para Cancun ou mesmo Cuba. Eis que voltou bronzeado.
- Estou sim? É o senhor Y?
- Sou sim.
- Olhe, eu sou seu advogado, estou a ligar da parte de Z, que já falou consigo, gostava que cá viesse, para falarmos um bocado.
- Ok! Mas, oh Doutor, preciso que seja franco comigo. Preciso mesmo de saber.
- Claro, diga.
- Doutor...eu vou preso?
Lá se teve a reunião com o Y. Perguntei-lhe se sabia por que crime estava acusado. Depois perguntei-lhe se sabia da moldura penal.
Quando lhe falei num par foi como se toda a vida dele fosse um grande arrependimento que não matava mas moía. E estava a moe-lo bem.
Disse-lhe para ter calma.
Porra. Sei lá eu o que digo.
quarta-feira, outubro 27, 2010
terça-feira, outubro 26, 2010
Da Escolha e da Escolha Errada
Eu queria ter seguido um caminho. Tentei segui-lo. Foi por pouco que não o apanhei. Mas, e isso é que conta, não fui capaz.
Retrocesso.
Quando ultimava a minha saída de lá, sempre pensei que isto não ia ser assim. Mas é. Verdadeiramente, é mau. Escamotear é errado. Esconder é feio. Está mau, está injusto.
Hoje sou tratado como o pior estagiário que já teve a vergonha de aparecer naquela igreja-escritório.
Escória.
Reles.
Um verme.
Quando para lá mandei o curriculum, para o sacro-santo-centro, pensei que, ao menos, enquanto o pau vai e vem, as costas folgavam ali. Ainda por cima, não saía completamente da Faculdade, estava num mestrado, pelo que mau não podia ser.
Foi e é.
Sou paranoico. Quero lá saber. Este blogue serve para alguma coisa.
- Desde que lá entrei, em cada 3 conversas que tem comigo, 1 é para dizer que as "médias hoje já não são o que eram na altura" (NdR: Cavaleiro Ferreira acabou com 19. Acho que se licenciou antes daquela gordura frita. Galvão Telles, com quanto foi?)
- Não sou remunerado porque sou distraído.
- Permanentemente arranja desculpas para todas as aberrações jurídicas que profere, fazendo sempre crer que a culpa de ele ter disse o que disse foi dele.
Com este desabafo, queria só dizer uma coisa: não me lembrei que o mestrado ia acabar e que o sonho não passava disso mesmo.
Hoje, que até estava no mood para um estágio...só penso no dia em que aquilo lá há de ter um fim.
Retrocesso.
Quando ultimava a minha saída de lá, sempre pensei que isto não ia ser assim. Mas é. Verdadeiramente, é mau. Escamotear é errado. Esconder é feio. Está mau, está injusto.
Hoje sou tratado como o pior estagiário que já teve a vergonha de aparecer naquela igreja-escritório.
Escória.
Reles.
Um verme.
Quando para lá mandei o curriculum, para o sacro-santo-centro, pensei que, ao menos, enquanto o pau vai e vem, as costas folgavam ali. Ainda por cima, não saía completamente da Faculdade, estava num mestrado, pelo que mau não podia ser.
Foi e é.
Sou paranoico. Quero lá saber. Este blogue serve para alguma coisa.
- Desde que lá entrei, em cada 3 conversas que tem comigo, 1 é para dizer que as "médias hoje já não são o que eram na altura" (NdR: Cavaleiro Ferreira acabou com 19. Acho que se licenciou antes daquela gordura frita. Galvão Telles, com quanto foi?)
- Não sou remunerado porque sou distraído.
- Permanentemente arranja desculpas para todas as aberrações jurídicas que profere, fazendo sempre crer que a culpa de ele ter disse o que disse foi dele.
Com este desabafo, queria só dizer uma coisa: não me lembrei que o mestrado ia acabar e que o sonho não passava disso mesmo.
Hoje, que até estava no mood para um estágio...só penso no dia em que aquilo lá há de ter um fim.
segunda-feira, outubro 25, 2010
41
Este sitio pode já quase não servir para muito, mas tem utilidade para um especial "tudo".
Não é este o meu quadragésimo primeiro obrigado.
Seguramente, não é o quadragésimo primeiro "adoro-te".
Nem o quadragésimo primeiro "venero-te".
É, isso sim, um quadragésimo primeiro motivo para te dizer que és a tal.
Porque és.
Não é este o meu quadragésimo primeiro obrigado.
Seguramente, não é o quadragésimo primeiro "adoro-te".
Nem o quadragésimo primeiro "venero-te".
É, isso sim, um quadragésimo primeiro motivo para te dizer que és a tal.
Porque és.
segunda-feira, outubro 18, 2010
O tempo demora a passar. Mas demora mesmo.
Não estou a falar de dias, nem de horas.
Os meses passam devagar. Os anos parecem tinta a secar numa tempestade de inverno.
Os ponteiro não avançam, nada se dá.
Tenho que mudar de profissão. Acho que morrem sonhos de sociedades conjuntas, amigos a trabalharem no bem comum. Nasci para ser caixa, repositor, empregado de balcão, quiçá empregado de mesa (que ninguém ouse pensar que estou a rebaixar estas profissões! Estou só a dizer que, naturalmente, são muito menos técnicas que as minhas actuais funções...e não necessitam de tanta qualificação)
Não tenho jeito para isto, como tantas vezes terei dito ao E. e à E. Na verdade, nos últimos tempos tenho lutado contra a evidência, mas lutado a sério. Não tenho como fugir à verdade. As coisas são o que são. Isto não é a minha praia.
Só queria acabar isto para ter a sensação do dever cumprido. Depois disto...ninguém sabe. Nem eu.
O tempo demora a passar.
Quem me dera que esse dia fosse amanhã.
(Estou farto daquela realidade. Farto daquela miséria fingida. Farto daquela presunção que não conhece limites. Não tenho outro remédio.)
Não estou a falar de dias, nem de horas.
Os meses passam devagar. Os anos parecem tinta a secar numa tempestade de inverno.
Os ponteiro não avançam, nada se dá.
Tenho que mudar de profissão. Acho que morrem sonhos de sociedades conjuntas, amigos a trabalharem no bem comum. Nasci para ser caixa, repositor, empregado de balcão, quiçá empregado de mesa (que ninguém ouse pensar que estou a rebaixar estas profissões! Estou só a dizer que, naturalmente, são muito menos técnicas que as minhas actuais funções...e não necessitam de tanta qualificação)
Não tenho jeito para isto, como tantas vezes terei dito ao E. e à E. Na verdade, nos últimos tempos tenho lutado contra a evidência, mas lutado a sério. Não tenho como fugir à verdade. As coisas são o que são. Isto não é a minha praia.
Só queria acabar isto para ter a sensação do dever cumprido. Depois disto...ninguém sabe. Nem eu.
O tempo demora a passar.
Quem me dera que esse dia fosse amanhã.
(Estou farto daquela realidade. Farto daquela miséria fingida. Farto daquela presunção que não conhece limites. Não tenho outro remédio.)
quinta-feira, outubro 14, 2010
Razões que me fazem crer que, para o ano, não estamos em recessão...quando muito, quando mesmo muito, estagnamos.
Saíam, volta das 14 horas.
O espaço que separava a porta da rua com a porta do carro não chegava a liquidar-se em 100 metros. Era, claramente, menos.
A conversa era a banal. Entre explicações do caso e a graçola de oportunidades, os três que partilhavam as palavras encontra um cavalheiro a limpar algo.
Era o seu camião "de fazer negócio". Todo ele de um branco angelical. Até ontem à noite. De um momento para o outro, o alvo veículo estava todo "grafitado". Os desenhos não tinham ponto de partido e certamente nunca iriam chegar.
"Viram isto muito branquinho", disse o homem que aplicava a esfregona conta a tinta. "Mas até ficou giro!". Surpresa. Ele ria-se. Achou um piadão. Estava a limpar somente o que achava imperfeito. Aparentemente, aquele acto de vandalismo foi um favor que lhe fizeram.
Os impostos vão aumentar. Muitos deles. Os salários vão descer. Para o ano estamos mais pobres. Vamos sair por cima. Porque vamos ver estes ataques como um grafiti num camião branco. Limpamos o que está a mais e vivemos com o novo desenho. Vamos adorá-lo.
Maldita a hora que inventaram a economia.
O espaço que separava a porta da rua com a porta do carro não chegava a liquidar-se em 100 metros. Era, claramente, menos.
A conversa era a banal. Entre explicações do caso e a graçola de oportunidades, os três que partilhavam as palavras encontra um cavalheiro a limpar algo.
Era o seu camião "de fazer negócio". Todo ele de um branco angelical. Até ontem à noite. De um momento para o outro, o alvo veículo estava todo "grafitado". Os desenhos não tinham ponto de partido e certamente nunca iriam chegar.
"Viram isto muito branquinho", disse o homem que aplicava a esfregona conta a tinta. "Mas até ficou giro!". Surpresa. Ele ria-se. Achou um piadão. Estava a limpar somente o que achava imperfeito. Aparentemente, aquele acto de vandalismo foi um favor que lhe fizeram.
Os impostos vão aumentar. Muitos deles. Os salários vão descer. Para o ano estamos mais pobres. Vamos sair por cima. Porque vamos ver estes ataques como um grafiti num camião branco. Limpamos o que está a mais e vivemos com o novo desenho. Vamos adorá-lo.
Maldita a hora que inventaram a economia.
Razões que me fazem crer que, para o ano, não estamos em recessão...quando muito, quando mesmo muito, estagnamos.
Saíam, volta das 14 horas.
O espaço que
O espaço que
sexta-feira, outubro 08, 2010
Diálogos
- Gostava de ter, ou que existisse, um "eu daqui a um ano". Assim um "eu" que aparecesse aqui agora, vindo dali e que me dissesse qual seria a minha situação daqui por um ano.
- Ahn?
- Pá, do tipo, eu entregava os relatórios e o "eu daqui a um ano" aparecia e dizia o que acontecia.
- Ou podia nem aparecer, porque tavas morto.
- Ahn?
- Pá, do tipo, eu entregava os relatórios e o "eu daqui a um ano" aparecia e dizia o que acontecia.
- Ou podia nem aparecer, porque tavas morto.
quinta-feira, outubro 07, 2010
Situação
Desde ontem, por volta das 17 horas que não tenho nada para fazer, no que a desempenho profissional diz respeito.
Já hoje, passei a manhã a trocar e-mails e telefonemas com determinado fornecedor de serviços informáticos numa tentativa (até agora) infrutífera de lograr arranjo.
Eis que, depois da tarde de ontem e a manhã de hoje surge...a tarde. Fantástico.
Para além de estar a escrever tão mal, como nunca me lembro, devo dizer que é uma tarde especialmente penosa. Está a custar a passar, o que virá a seguir será divino e amanhã já é sexta. Logo, objectivamente, isto não está a ser fácil.
Há multiplas razões. Enumerem-se, a título sumário.
- Não sei o que pensar acerca de saída abrupta do Rui Moreira do programa em que ele costuma comentar qualquer coisa. Por um lado, cada um (António-Pedro Vasconcelos) diz o que bem lhe interessa e se está a desrepeitar a lei, numa hipótese remota, será responsabilizado por isso, pelo que não se vê onde se pode ter tido origem tal acção do comentador afecto ao FCP; Por outro, sei bem o que é gostar de um clube, gostar da massa associativa e da classe dirigente. Também sei o que é não gostar, mas não está aqui em causa isso. Dúvidas, dúvidas...dúvidas (Na verdade, isto não torna a minha tarde má, mas como há falta de réplica ao sucedido nos blogues em geral, apeteceu-me, lá diz a minha irmã);
- Falei, ainda há minutos, com uma colega de escritório. Para quem não sabe, há advogados estagiários que levam uma vida profissionalmente oca e desprovida de sentido. A minha só é oca. Voltando ao texto, a colega foi fazer a pergunta (que pergunta???). Fez a pergunta e a respsta foi má. Não há muitos outros adjectivos que possam servir. Má. Má de maldade. Má de perversa. Má. "O teu trabalho não traz mais-valia ao escritório (...) e o horário não é respeitado" (Something like that). Ora, devo dizer que ando para fazer a mesma pergunta há uma data de tempo. Acho que levaria a mesma resposta.
O que é que me provoca nervos e coisas perifericamente semelhantes? Saber que, há meses, fui confrontar o respondedor com a dúvida da qualidade do meu trabalho e foi-me dito que não estava nada mal.
Também sei que venho a horas, quase sempre primeiro que a secretária, algumas vezes primeiro que ele. Tenho mestrado? Não era o único e por isso não houve consequências.
Então? O que pensar disto tudo?
Pareço uma gaja, tipo Carrie sexo-e-a-cidade e este texto, por isso mesmo, acaba já aqui.
Já hoje, passei a manhã a trocar e-mails e telefonemas com determinado fornecedor de serviços informáticos numa tentativa (até agora) infrutífera de lograr arranjo.
Eis que, depois da tarde de ontem e a manhã de hoje surge...a tarde. Fantástico.
Para além de estar a escrever tão mal, como nunca me lembro, devo dizer que é uma tarde especialmente penosa. Está a custar a passar, o que virá a seguir será divino e amanhã já é sexta. Logo, objectivamente, isto não está a ser fácil.
Há multiplas razões. Enumerem-se, a título sumário.
- Não sei o que pensar acerca de saída abrupta do Rui Moreira do programa em que ele costuma comentar qualquer coisa. Por um lado, cada um (António-Pedro Vasconcelos) diz o que bem lhe interessa e se está a desrepeitar a lei, numa hipótese remota, será responsabilizado por isso, pelo que não se vê onde se pode ter tido origem tal acção do comentador afecto ao FCP; Por outro, sei bem o que é gostar de um clube, gostar da massa associativa e da classe dirigente. Também sei o que é não gostar, mas não está aqui em causa isso. Dúvidas, dúvidas...dúvidas (Na verdade, isto não torna a minha tarde má, mas como há falta de réplica ao sucedido nos blogues em geral, apeteceu-me, lá diz a minha irmã);
- Falei, ainda há minutos, com uma colega de escritório. Para quem não sabe, há advogados estagiários que levam uma vida profissionalmente oca e desprovida de sentido. A minha só é oca. Voltando ao texto, a colega foi fazer a pergunta (que pergunta???). Fez a pergunta e a respsta foi má. Não há muitos outros adjectivos que possam servir. Má. Má de maldade. Má de perversa. Má. "O teu trabalho não traz mais-valia ao escritório (...) e o horário não é respeitado" (Something like that). Ora, devo dizer que ando para fazer a mesma pergunta há uma data de tempo. Acho que levaria a mesma resposta.
O que é que me provoca nervos e coisas perifericamente semelhantes? Saber que, há meses, fui confrontar o respondedor com a dúvida da qualidade do meu trabalho e foi-me dito que não estava nada mal.
Também sei que venho a horas, quase sempre primeiro que a secretária, algumas vezes primeiro que ele. Tenho mestrado? Não era o único e por isso não houve consequências.
Então? O que pensar disto tudo?
Pareço uma gaja, tipo Carrie sexo-e-a-cidade e este texto, por isso mesmo, acaba já aqui.
quinta-feira, setembro 30, 2010
Reservado
Foi hoje.
Se há um ano atrás me tivessem apresentado os textos que hoje entreguei não sei que diria. Se calhar sei. Talvez pensar que foram escritos por mim ajudasse. É isso, vou supor que há um ano me entregavam uns textos escritos por alguém que, diziam, estava numa fase de transição.
Eu lia aquilo. Que diria? Que juízo faria?
Tenho em mim todas as respostas. Tenho em mim as certezas que...ter feito aquilo ou não ter feito nada quase dava o mesmo resultado. Então porque é que fiz? Porque outra não era a minha opção.
Eles lá estão. Jazem numa pilha. Foram entregues. A recepção foi de uma simpatia nunca vista, sobretudo por quem era. Foi simpática. Deu-me conselhos. Disse para ir até ao fim. Tamém disse que 14 era mau e abaixo de 14 era pior.
Depois de dizer isto só me lembrava de HRA, FAB, MBK...NAP...enfim, aqueles com quem aprendi alguma coisa. Quando penso na exclusão das responsabilidades do transportador na CB de 24 fico consciente da minha realidade, do meu campeonato. Digamos...2ª B.
Depois de receber, lá me disse "Boas Férias".
Está aí a resposta a tudo.
Se há um ano atrás me tivessem apresentado os textos que hoje entreguei não sei que diria. Se calhar sei. Talvez pensar que foram escritos por mim ajudasse. É isso, vou supor que há um ano me entregavam uns textos escritos por alguém que, diziam, estava numa fase de transição.
Eu lia aquilo. Que diria? Que juízo faria?
Tenho em mim todas as respostas. Tenho em mim as certezas que...ter feito aquilo ou não ter feito nada quase dava o mesmo resultado. Então porque é que fiz? Porque outra não era a minha opção.
Eles lá estão. Jazem numa pilha. Foram entregues. A recepção foi de uma simpatia nunca vista, sobretudo por quem era. Foi simpática. Deu-me conselhos. Disse para ir até ao fim. Tamém disse que 14 era mau e abaixo de 14 era pior.
Depois de dizer isto só me lembrava de HRA, FAB, MBK...NAP...enfim, aqueles com quem aprendi alguma coisa. Quando penso na exclusão das responsabilidades do transportador na CB de 24 fico consciente da minha realidade, do meu campeonato. Digamos...2ª B.
Depois de receber, lá me disse "Boas Férias".
Está aí a resposta a tudo.
sábado, setembro 25, 2010
2540
Dizia, certo caro, que volto à vida a cada dia 25.
Pois eu digo que só vivo...desde o dia 25.
É.
40 obrigados.
40 nunca me deixes.
40 milhões...de anos contigo.
Pois eu digo que só vivo...desde o dia 25.
É.
40 obrigados.
40 nunca me deixes.
40 milhões...de anos contigo.
quinta-feira, setembro 16, 2010
Hoje (Promoção do Dia)
Hoje, estou inabalavelmente com a auto-estima em alta.
Which means:
- Só eu é que tenho razão;
- Só eu é que sei;
- Só eu só eu;
- Ostracismo a quem não pense o mesmo;
- Tortura a quem se opuser;
- Chapada a quem ousar duvidar.
Disse.
Which means:
- Só eu é que tenho razão;
- Só eu é que sei;
- Só eu só eu;
- Ostracismo a quem não pense o mesmo;
- Tortura a quem se opuser;
- Chapada a quem ousar duvidar.
Disse.
terça-feira, setembro 07, 2010
Como a presunção de laboralidade...
...há indicios para péssimas semanas. Eis um.
Reconheço metade da culpa. Sempre achei que o repatriamento dos Romenos era justo nos moldes em que se fazia.
Mas digo metade da culpa porque sempre pensei (e agora confirmo) que tal foi só uma desculpa, um precedente para o que havia de vir.
Juristas do mundo, especializados noutras areas do saber, dizei: o que são meios económicos duradouros?
Se eu estivesse em França, exactamente na mesma situação que estou em Portugal já estava a ser recambiado.
Ai pois estava.
Reconheço metade da culpa. Sempre achei que o repatriamento dos Romenos era justo nos moldes em que se fazia.
Mas digo metade da culpa porque sempre pensei (e agora confirmo) que tal foi só uma desculpa, um precedente para o que havia de vir.
Juristas do mundo, especializados noutras areas do saber, dizei: o que são meios económicos duradouros?
Se eu estivesse em França, exactamente na mesma situação que estou em Portugal já estava a ser recambiado.
Ai pois estava.
quinta-feira, setembro 02, 2010
O mundo está cheio de pessoas infelizes.
Por infelizes entendo as pessoas que não têm aquilo que querem. Estou disposto a conversar sobre a definição, que pode sempre ser melhor.
Não sou infeliz, de acordo com a minha definição. Serei, eventualmente, parcialmente infeliz. Mas todos são, ninguém tem tudo o que quer.
Acabei de evoluir. Infeliz é a pessoa que não tem algo essencial que queria/precisava mesmo na sua vida.
Belo exercício.
O que é algo essencial?
A meu ver, isso é meramente subjectivo. Para muitos (até para mim, se bem que em menor escala, por enquanto) é dinheiro, amor, sucesso.
A quem falte, em quantidades desmesuradas, um destes três é infeliz.
Sou um presunçoso. Que sei eu disso?
Sou estou a dar uma opinião.
No entanto, se falta ao leitor um deste três em quantidade vertiginosa e é feliz, by all means, comunique.
Concluirei (talvez precise mesmo de concluir) que a falta de amor, dinheiro e sucesso não traze a felicidade.
Será possível?
Por infelizes entendo as pessoas que não têm aquilo que querem. Estou disposto a conversar sobre a definição, que pode sempre ser melhor.
Não sou infeliz, de acordo com a minha definição. Serei, eventualmente, parcialmente infeliz. Mas todos são, ninguém tem tudo o que quer.
Acabei de evoluir. Infeliz é a pessoa que não tem algo essencial que queria/precisava mesmo na sua vida.
Belo exercício.
O que é algo essencial?
A meu ver, isso é meramente subjectivo. Para muitos (até para mim, se bem que em menor escala, por enquanto) é dinheiro, amor, sucesso.
A quem falte, em quantidades desmesuradas, um destes três é infeliz.
Sou um presunçoso. Que sei eu disso?
Sou estou a dar uma opinião.
No entanto, se falta ao leitor um deste três em quantidade vertiginosa e é feliz, by all means, comunique.
Concluirei (talvez precise mesmo de concluir) que a falta de amor, dinheiro e sucesso não traze a felicidade.
Será possível?
quarta-feira, setembro 01, 2010
Ciclos
Isto, hoje, sublinhe-se o hoje, não vai nada bem.
Comemora-se um aniversário, começa-se a fazer balanços. É inevitável, incontronável.
Quando os balanços são bons (assim do estilo: "epá, há um ano tinha mais 40 kilos, hoje estou impecável!" Ou "Caneco, e pensar que há um ano ainda vivia de ajudas, o salário não chegava ao final do mês e hoje está tudo tão bem encarrilado...alegria!") nada a apontar.
Pois bem, não são.
São péssimos. Tenebrosos. Dignos de por em causa projectos e ideias, estados e feitos.
O arrependimento não mata. Ainda bem.
Apesar de tudo, insisto no erro.
Por um lado, porque não consegui mudar. E se tentei...
Por outro, porque quero ver até onde isto vai dar.
Apesar de tudo, há alguma juventude no autor do blogue. Resta-lhe passar por coisas ainda bem piores.
Venham elas.
Só não venham hoje, que estou servido.
Comemora-se um aniversário, começa-se a fazer balanços. É inevitável, incontronável.
Quando os balanços são bons (assim do estilo: "epá, há um ano tinha mais 40 kilos, hoje estou impecável!" Ou "Caneco, e pensar que há um ano ainda vivia de ajudas, o salário não chegava ao final do mês e hoje está tudo tão bem encarrilado...alegria!") nada a apontar.
Pois bem, não são.
São péssimos. Tenebrosos. Dignos de por em causa projectos e ideias, estados e feitos.
O arrependimento não mata. Ainda bem.
Apesar de tudo, insisto no erro.
Por um lado, porque não consegui mudar. E se tentei...
Por outro, porque quero ver até onde isto vai dar.
Apesar de tudo, há alguma juventude no autor do blogue. Resta-lhe passar por coisas ainda bem piores.
Venham elas.
Só não venham hoje, que estou servido.
quarta-feira, agosto 25, 2010
Pepsi Challenge
Aqui há uns anos, (diriam os antigos: quando cristo andava pelo mundo) apareceu uma campanha publicitária revolucionária.
Aquilo consistia em colocar à disposição de um individuo duas bebidas, duas colas (A pepsi e a outra...coca-cola). Ele provaria as duas, sendo que os copos de onde ingeriria tanto uma como a outra estariam tapados, sendo-lhe impossível relacionar a bebida com a marca.
Eis o anuncio, para que se perceba melhor:
Ora, como este blogue é um esgoto priviligiado da analogia e comparação fácil, abre-se o texto que se segue a dizer o seguinte: este teste serviria para tudo e mais um par de botas.
Dou uns exemplos.
- Hamburguers.
- Outras bebidas, como Iced Teas.
- Teclados de Computador.
- Redes de Telemóvel.
Podia estar aqui a inventar mais uns quantos exemplos, mas sigo adiante (sereno e confiante, deixo a tristeza para trás - Xutos)
Se tal fosse possível, ou sequer exequível, peguemos numa mulher...digamos...uma da madragoa...quiçá do castelo...pronto, uma da margem sul, que é para não ferir susceptibilidades.
A "dama" 'tá na praia, aparecem-lhe dois fulanos. (Homens). Cada um veste igual, te corte de cabelo igual, perfume igual...resumindo, está tudo igual menos a feições que os progenitores poderam conceber.
Quanto ao físico, as diferenças são só mesmo as notórias. Quanto ao resto, por um lado teremos o sério, generoso, pacífico e amigo. Do outro não. Está o fácil, o possível, aquele que costuma de servir de bitola à expressão "são todos iguais)
Cabe a respeitável senhora escolher. Ela não sabe nada disto.
Quem é que ela vai escolher?
Como ando permanentemente a esquivar-me ao dever ser que devia mesmo ser, ando a pensar em coisas que podia reservar para o final do dia, fora do arbit. Mas não.
Lendo por ali e acolá sempre a velha treta do "são tod@s iguais" (tantos homens como mulheres dizem isto uns dos outros) parece-me tempo de ver até que ponto a coisa se verifica.
Como tenho dito, até hoje, que (ainda bem que) as mulheres não são todas iguais (já viram se tudo fosse igual, de corpo e feito, à Manuela PSD?), e que os cavalheiros muito menos (embora não me importasse de ser gabado como o são os astros hollywoodescos), as próximas horas são passadas a constatar da dita igualdade.
Sim, eu sei. Não é preciso dizer. Vou arranjar que fazer.
Aquilo consistia em colocar à disposição de um individuo duas bebidas, duas colas (A pepsi e a outra...coca-cola). Ele provaria as duas, sendo que os copos de onde ingeriria tanto uma como a outra estariam tapados, sendo-lhe impossível relacionar a bebida com a marca.
Eis o anuncio, para que se perceba melhor:
Ora, como este blogue é um esgoto priviligiado da analogia e comparação fácil, abre-se o texto que se segue a dizer o seguinte: este teste serviria para tudo e mais um par de botas.
Dou uns exemplos.
- Hamburguers.
- Outras bebidas, como Iced Teas.
- Teclados de Computador.
- Redes de Telemóvel.
Podia estar aqui a inventar mais uns quantos exemplos, mas sigo adiante (sereno e confiante, deixo a tristeza para trás - Xutos)
Se tal fosse possível, ou sequer exequível, peguemos numa mulher...digamos...uma da madragoa...quiçá do castelo...pronto, uma da margem sul, que é para não ferir susceptibilidades.
A "dama" 'tá na praia, aparecem-lhe dois fulanos. (Homens). Cada um veste igual, te corte de cabelo igual, perfume igual...resumindo, está tudo igual menos a feições que os progenitores poderam conceber.
Quanto ao físico, as diferenças são só mesmo as notórias. Quanto ao resto, por um lado teremos o sério, generoso, pacífico e amigo. Do outro não. Está o fácil, o possível, aquele que costuma de servir de bitola à expressão "são todos iguais)
Cabe a respeitável senhora escolher. Ela não sabe nada disto.
Quem é que ela vai escolher?
Como ando permanentemente a esquivar-me ao dever ser que devia mesmo ser, ando a pensar em coisas que podia reservar para o final do dia, fora do arbit. Mas não.
Lendo por ali e acolá sempre a velha treta do "são tod@s iguais" (tantos homens como mulheres dizem isto uns dos outros) parece-me tempo de ver até que ponto a coisa se verifica.
Como tenho dito, até hoje, que (ainda bem que) as mulheres não são todas iguais (já viram se tudo fosse igual, de corpo e feito, à Manuela PSD?), e que os cavalheiros muito menos (embora não me importasse de ser gabado como o são os astros hollywoodescos), as próximas horas são passadas a constatar da dita igualdade.
Sim, eu sei. Não é preciso dizer. Vou arranjar que fazer.
sexta-feira, agosto 20, 2010
Das tardes (epá, muito, bué, mesmo a arrebentar, altamente) produtivas
Vi uma data deles.
Este é só mais um espetacular.
quinta-feira, agosto 19, 2010
Indolência, indolência a caminho de visencia...
Títulos parvos à parte, há uma coisa que me fascina no PSD: o remate do discurso. É qualquer coisa como "Viva o PSD, viva Portugal".
"Normal", dirão uns. "Normalissimo", dirão outros. "Um big mac, menu verão com coca-cola", dirão, ainda outros. O que me faz confusão, não é o remate. É o tom, a oportunidade e a repetição da fórmula seja qual for o discurso. Se aquilo é dito no final de um texto cuja mensagem "escape", gera-se uma estranheza impar.
Testemos.
"O Homem teve a necessidade de encontrar energias alternativas a aquelas que são esgotáveis para suprimir as suas necessidades e eliminar os problemas ambientais. Das alternativas possíveis são a Energia Eólica, energia Solar, energia Geotérmica, energia das marés, energia Hidrológica e a energia da Biomassa.
As fontes de energia estão ligadas ao tipo de economia: quanto mais industrializada ela for, maior será o uso de energia"
Viva o PSD, viva Portugal.
ou ainda,
"A expressão “fontes de Direito” admite diversos entendimentos, ou conteúdos. Um substancial respeita à origem e à razão vinculativa das normas; outro formal, abrange os revestimentos pelos quais os preceitos jurídicos se revelam, são enunciados, se apresentam aos seus destinatários. É neste sentido formal que a expressão vai aqui ser empregada.
A Constituição material, abrange necessariamente, os mais diversos sectores. Assim, não será concebível que o direito á vida, o direito a constituir família, a não retroactividade da lei penal, o poder paternal, etc., não tenham relevância, e ao nível das formas fundamentais, impondo-se ao legislador ordinário, se a Constituição escrita, por demasiado sucinta, ou por qualquer outro motivo, não tiver enunciado tais princípios ou direitos. Não há dúvida que a difusão das “declarações de direitos” e das regras fundamentais do chamado “Estado de Direito” vieram reforçar a orientação neo-jusnaturalista e dar volume à ideia de uma Constituição material que se sobrepõe à Constituição formal. Esta sobreposição poderá mesmo suscitar o problema de uma admissível inconstitucionalidade formal, por inobservância de alguma ou mais regras da Constituição material."
Viva o PSD, viva Portugal.
Qual será, então, a conclusão a que quero chegar?
Simples.
Terminavam o discurso assim: "É memo assim". (Memo, não mesmo).
Dá para tudo.
Não soa a fascista.
Soa ligeiramente a bronco. Mas isso ninguém leva a mal.
"Normal", dirão uns. "Normalissimo", dirão outros. "Um big mac, menu verão com coca-cola", dirão, ainda outros. O que me faz confusão, não é o remate. É o tom, a oportunidade e a repetição da fórmula seja qual for o discurso. Se aquilo é dito no final de um texto cuja mensagem "escape", gera-se uma estranheza impar.
Testemos.
"O Homem teve a necessidade de encontrar energias alternativas a aquelas que são esgotáveis para suprimir as suas necessidades e eliminar os problemas ambientais. Das alternativas possíveis são a Energia Eólica, energia Solar, energia Geotérmica, energia das marés, energia Hidrológica e a energia da Biomassa.
As fontes de energia estão ligadas ao tipo de economia: quanto mais industrializada ela for, maior será o uso de energia"
Viva o PSD, viva Portugal.
ou ainda,
"A expressão “fontes de Direito” admite diversos entendimentos, ou conteúdos. Um substancial respeita à origem e à razão vinculativa das normas; outro formal, abrange os revestimentos pelos quais os preceitos jurídicos se revelam, são enunciados, se apresentam aos seus destinatários. É neste sentido formal que a expressão vai aqui ser empregada.
A Constituição material, abrange necessariamente, os mais diversos sectores. Assim, não será concebível que o direito á vida, o direito a constituir família, a não retroactividade da lei penal, o poder paternal, etc., não tenham relevância, e ao nível das formas fundamentais, impondo-se ao legislador ordinário, se a Constituição escrita, por demasiado sucinta, ou por qualquer outro motivo, não tiver enunciado tais princípios ou direitos. Não há dúvida que a difusão das “declarações de direitos” e das regras fundamentais do chamado “Estado de Direito” vieram reforçar a orientação neo-jusnaturalista e dar volume à ideia de uma Constituição material que se sobrepõe à Constituição formal. Esta sobreposição poderá mesmo suscitar o problema de uma admissível inconstitucionalidade formal, por inobservância de alguma ou mais regras da Constituição material."
Viva o PSD, viva Portugal.
Qual será, então, a conclusão a que quero chegar?
Simples.
Terminavam o discurso assim: "É memo assim". (Memo, não mesmo).
Dá para tudo.
Não soa a fascista.
Soa ligeiramente a bronco. Mas isso ninguém leva a mal.
quarta-feira, agosto 04, 2010
segunda-feira, agosto 02, 2010
O dia de hoje dava uma música dos Radiohead
Mais especificamente, o "all I need".
Bem, não é a música toda.
Digamos que a toada, neste momento, está abstrata. Como o início do "all I need".
Diria mesmo que a melodia (lyrics and vocals off) estava tipo luva para a mão cheia de tudo que o dia de hoje está a trazer.
Tá bem, este arrazoado de letras cabia no facebook.
Mas o meu blogue ainda é o meu blogue.
Bem, não é a música toda.
Digamos que a toada, neste momento, está abstrata. Como o início do "all I need".
Diria mesmo que a melodia (lyrics and vocals off) estava tipo luva para a mão cheia de tudo que o dia de hoje está a trazer.
Tá bem, este arrazoado de letras cabia no facebook.
Mas o meu blogue ainda é o meu blogue.
domingo, agosto 01, 2010
E agora, qualquer coisa mais séria
O SCP procedeu, neste verão, a duas importantes acções de gestão. A primeira foi, num negócio em que o clube de Alvalade, de que eu sou adepto, só ganha, vender João Moutinho a um rival directo. Ganhou-se dinheiro, minou-se o adversário.
Menos um.
A segunda foi vender Miguel Veloso (todos os grandes da Europa atrás dele...)...ao Génova. Quando um clube com o nome da cidade que representa não consegue ser o melhor do pedaço (Sampdória...) está tudo dito.
Mais do que o dinheiro, venderam-se dois elementos que nunca souberam o valor que tinha.
Mais do que alivio, só se pode sentir com a partida daquelas aves raras uma limpeza no balneário e, se não no balneário, nos zunzuns que se faziam, cada vez que os meninos queriam sair, já não queriam brincar mais ao Sporting.
Ao contrário de Viana, Quaresma, Simão que sairam a bem (e só falo das saídas de imediato e não na carreira subsequente), estas pérolas serviram para degradar o tradicionalmente elevado nível de capital humano que o Sporting tem.
Um grande bem hajam.
Não voltem mais.
Menos um.
A segunda foi vender Miguel Veloso (todos os grandes da Europa atrás dele...)...ao Génova. Quando um clube com o nome da cidade que representa não consegue ser o melhor do pedaço (Sampdória...) está tudo dito.
Mais do que o dinheiro, venderam-se dois elementos que nunca souberam o valor que tinha.
Mais do que alivio, só se pode sentir com a partida daquelas aves raras uma limpeza no balneário e, se não no balneário, nos zunzuns que se faziam, cada vez que os meninos queriam sair, já não queriam brincar mais ao Sporting.
Ao contrário de Viana, Quaresma, Simão que sairam a bem (e só falo das saídas de imediato e não na carreira subsequente), estas pérolas serviram para degradar o tradicionalmente elevado nível de capital humano que o Sporting tem.
Um grande bem hajam.
Não voltem mais.
Se um dia falassemos, só te perguntaria isto (o resto do texto é só um desabafo)
I., somos assim tão importantes para ti?
Se somos, porque é que nos repudiaste? Se somos, porque é que soubeste afastar-nos? Se somos, para quê essa jihad constante? Se somos, porque é que não o dizes? Se somos, pede-nos desculpa.
Mas admito a hipótese de não sermos.
Se não somos, para quê tanta celeuma à volta do que já não te diz respeito? Se não somos, porque é que opinas sobre algo que não te tem de interessar? Se não somos, porque raio havia a nossa agenda social ser assunto entre ti e o teu namorado? Se não somos, para quê tanta página de literatura virtual com dedicatória expressa?
Entendamos-nos. Não havia nem uma alma que não gostasse de ti. Hoje há várias.
Não havia ninguém com mais vontade das tuas piadas e do teu sarcasmo. Hoje ninguém o pode aturar.
Não havia ninguém que te dissesse não. Hoje não encontras ninguém que te diga sim.
Eu sei porque é que veio tudo isto. Sei bem.
Sei quando falas em horário conveniente para funerais.
Sei quando usas e abusas do termo cemitério.
Sei quando se deu tudo isto.
Responsabilizaste as pessoas erradas, as únicas que nunca te viraram a cara.
Por mim, perdeste-te. Para qualquer coisa. Para qualquer lado, para alguém.
Mas, se assim foi, de facto, porque é que continuamos a ser assim tão importantes para ti?
Se somos, porque é que nos repudiaste? Se somos, porque é que soubeste afastar-nos? Se somos, para quê essa jihad constante? Se somos, porque é que não o dizes? Se somos, pede-nos desculpa.
Mas admito a hipótese de não sermos.
Se não somos, para quê tanta celeuma à volta do que já não te diz respeito? Se não somos, porque é que opinas sobre algo que não te tem de interessar? Se não somos, porque raio havia a nossa agenda social ser assunto entre ti e o teu namorado? Se não somos, para quê tanta página de literatura virtual com dedicatória expressa?
Entendamos-nos. Não havia nem uma alma que não gostasse de ti. Hoje há várias.
Não havia ninguém com mais vontade das tuas piadas e do teu sarcasmo. Hoje ninguém o pode aturar.
Não havia ninguém que te dissesse não. Hoje não encontras ninguém que te diga sim.
Eu sei porque é que veio tudo isto. Sei bem.
Sei quando falas em horário conveniente para funerais.
Sei quando usas e abusas do termo cemitério.
Sei quando se deu tudo isto.
Responsabilizaste as pessoas erradas, as únicas que nunca te viraram a cara.
Por mim, perdeste-te. Para qualquer coisa. Para qualquer lado, para alguém.
Mas, se assim foi, de facto, porque é que continuamos a ser assim tão importantes para ti?
Subscrever:
Mensagens (Atom)








