Na verdade, gosto deste mês. Digamos que a raça está mais humana.
Vou proceder a uma espécie de arrumação mental e colocar aqui vários Tops 5.
O primeiro vai ser de séries.
Um lugar por dia, do 5.º ao 1.º e campeão.
As escolhas não são mais que uma escolha pessoal, e como tal subjectiva, do autor do blogue.
quarta-feira, dezembro 01, 2010
Entrou Dezembro
Na verdade, gosto deste mês. Digamos que a raça está mais humana.
Vou proceder a uma espécie de arrumação mental e colocar aqui vários Tops 5.
O primeiro vai ser de séries.
Um lugar por dia, do 5.º ao 1.º e campeão.
As escolhas não são mais que uma escolha pessoal, e como tal subjectiva, do autor do blogue.
Vou proceder a uma espécie de arrumação mental e colocar aqui vários Tops 5.
O primeiro vai ser de séries.
Um lugar por dia, do 5.º ao 1.º e campeão.
As escolhas não são mais que uma escolha pessoal, e como tal subjectiva, do autor do blogue.
Chegou o mês último do ano
...e está tudo na mesma.
Era suposto, não era. Tenho para mim que sim.
Não há reformas abruptas, nem movimentos bruscos. Nada. Life goes easy be me.
Para o ano, o 30 de Novembro não existe. Passamos do 29 para o 1.
Oxalá me engane.
(eis um post que lerei amanhã e nunca saberei do que estou a falar. Digamos que...sei hoje e sei agora)
Era suposto, não era. Tenho para mim que sim.
Não há reformas abruptas, nem movimentos bruscos. Nada. Life goes easy be me.
Para o ano, o 30 de Novembro não existe. Passamos do 29 para o 1.
Oxalá me engane.
(eis um post que lerei amanhã e nunca saberei do que estou a falar. Digamos que...sei hoje e sei agora)
sexta-feira, novembro 26, 2010
Porque um blogue serve para estas coisas
Não sou rico.
Não tenho aspirações a ser.
Veja eu que o meu trabalho é alvo de gozo e saio.
Dizendo tudo e fazendo nada.
Não tenho aspirações a ser.
Veja eu que o meu trabalho é alvo de gozo e saio.
Dizendo tudo e fazendo nada.
Como para a Lapónia ainda vai uma considerável distância
Vou dizer aquilo que realmente me fazia feliz no Natal (isto vai parecer mesmo à velho...mas vendo bem, novo é que nunca fui):
- Saúde para todos. A família que não está velha, está doente.
- Juventude para alguns. A família que não está doente, está velha.
- Felicidade para ti que, calada e aguentando, lá deixas sair uns desabafos. Sim, para ti. É mesmo de ti que estou a falar.
- Permitir aos meus pais que vivam a vida com o ordenado deles sem que comigo se preocupem.
- Um emprego remunerado que fosse capaz de executar bem.
São cinco coisas. Todas elas, apesar de poucas, impossíveis.
Ou quase.
- Saúde para todos. A família que não está velha, está doente.
- Juventude para alguns. A família que não está doente, está velha.
- Felicidade para ti que, calada e aguentando, lá deixas sair uns desabafos. Sim, para ti. É mesmo de ti que estou a falar.
- Permitir aos meus pais que vivam a vida com o ordenado deles sem que comigo se preocupem.
- Um emprego remunerado que fosse capaz de executar bem.
São cinco coisas. Todas elas, apesar de poucas, impossíveis.
Ou quase.
Voltando ao texto...
Sempre achei que o pior que pode acontecer a alguém é ser uma "fase" na vida de outrém.
Cada vez mais me sinto uma fase.
Acho que, ao fim e ao cabo, nunca fui visto como mais que isso.
Um intervalo, um lapso. Assim uma espécie de suplente que jogou bem e lá o deixaram fazer um segundo jogo a titular, sendo que bem pode sonhar com o terceiro, que nunca há de lá estar.
É. Anda por aí. Em ultima análise, cansam-se de mim.
O que é muito natural. Eu também me canso de mim.
Cada vez mais me sinto uma fase.
Acho que, ao fim e ao cabo, nunca fui visto como mais que isso.
Um intervalo, um lapso. Assim uma espécie de suplente que jogou bem e lá o deixaram fazer um segundo jogo a titular, sendo que bem pode sonhar com o terceiro, que nunca há de lá estar.
É. Anda por aí. Em ultima análise, cansam-se de mim.
O que é muito natural. Eu também me canso de mim.
quinta-feira, novembro 25, 2010
42
Não quero falhar.
Não posso falhar.
Mais uma vez, não sendo nem a primeira nem última, Parabéns a nós.
Porque também há coisas boas.
Não posso falhar.
Mais uma vez, não sendo nem a primeira nem última, Parabéns a nós.
Porque também há coisas boas.
terça-feira, novembro 23, 2010
Só mesmo do Direito.
Come up to meet you,
Tell you I’m sorry,
You don’t know how lovely you are
I had to find you,
Tell you I need you,
Tell you I set you apart
Tell me your secrets,
And ask me your questions,
Aww let’s go back to the start
Runnin’ in circles,
Comin’ our tails,
Heads on the science apart
Nobody said it was easy
It’s such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Aww take me back to the start
I was just guessin’,
At numbers and figures,
Pullin’ the puzzles apart
Questions of science,
Science and progress,
Do not speak as loud as my heart
Tell me you love me,
Come back to haunt me,
Oh when I rush to the start Runnin’ in circles,
Chasin’ our tails,
Comin’ back as we are
Nobody said it was easy
Aww It’s such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I’m goin’ back to the start
Ahhooooooooooooooooo
Ahhooooooooooooooooo
Ahhooooooooooooooooo
Ahhooooooooooooooooo
Nunca ter aprendido a escrever tem destas coisas: há que recorrer ao outsourcing para expressar seja o que for.
Está batido?
Está gasto?
São so Coldplay e este blogue ainda é o meu.
Não é o Fix you, mas nos dias que correm o efeito é o mesmo.
Tell you I’m sorry,
You don’t know how lovely you are
I had to find you,
Tell you I need you,
Tell you I set you apart
Tell me your secrets,
And ask me your questions,
Aww let’s go back to the start
Runnin’ in circles,
Comin’ our tails,
Heads on the science apart
Nobody said it was easy
It’s such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Aww take me back to the start
I was just guessin’,
At numbers and figures,
Pullin’ the puzzles apart
Questions of science,
Science and progress,
Do not speak as loud as my heart
Tell me you love me,
Come back to haunt me,
Oh when I rush to the start Runnin’ in circles,
Chasin’ our tails,
Comin’ back as we are
Nobody said it was easy
Aww It’s such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I’m goin’ back to the start
Ahhooooooooooooooooo
Ahhooooooooooooooooo
Ahhooooooooooooooooo
Ahhooooooooooooooooo
Nunca ter aprendido a escrever tem destas coisas: há que recorrer ao outsourcing para expressar seja o que for.
Está batido?
Está gasto?
São so Coldplay e este blogue ainda é o meu.
Não é o Fix you, mas nos dias que correm o efeito é o mesmo.
segunda-feira, novembro 22, 2010
Parafraseando um outro alguém
Não posso ser gente,
Não posso aspirar a existir.
Fora isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Não posso aspirar a existir.
Fora isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
quinta-feira, novembro 18, 2010
Aqui há uns anos, estávamos na biblioteca. Não raras vezes, quotidianamente mesmo, era aquele o nosso espaço de estudo e, ao contrário de tudo o que a deontologia e ética aconselham, de boa conversa.
Fui interpelado:
- Epá, mas não queres ser advogado porquê?
- Tu já viste a responsabilidade? Então vai depender de mim se alguém vai preso? E se faço merda? Se azelho? Lá vai o desgraçado bater com os costados à pildra e eu lá terei de me atirar da ponte.
- Então e pensas que se fores juiz é melhor?
- Se for juiz não sou advogado e continuo a pensar o que penso hoje: a culpa é dos advogados.
A incompetência, o danoninho e eu próprio tratamos de desvirtuar todas as crenças, mezinhas e benzeduras e pronto...hoje, mais que alguém, sou um número que termina com duas letrinhas: LE.
Isto foi esquecido. Pelo menos, tirou umas férias. Deve ter andado lá para Cancun ou mesmo Cuba. Eis que voltou bronzeado.
- Estou sim? É o senhor Y?
- Sou sim.
- Olhe, eu sou seu advogado, estou a ligar da parte de Z, que já falou consigo, gostava que cá viesse, para falarmos um bocado.
- Ok! Mas, oh Doutor, preciso que seja franco comigo. Preciso mesmo de saber.
- Claro, diga.
- Doutor...eu vou preso?
Lá se teve a reunião com o Y. Perguntei-lhe se sabia por que crime estava acusado. Depois perguntei-lhe se sabia da moldura penal.
Quando lhe falei num par foi como se toda a vida dele fosse um grande arrependimento que não matava mas moía. E estava a moe-lo bem.
Disse-lhe para ter calma.
Porra. Sei lá eu o que digo.
Fui interpelado:
- Epá, mas não queres ser advogado porquê?
- Tu já viste a responsabilidade? Então vai depender de mim se alguém vai preso? E se faço merda? Se azelho? Lá vai o desgraçado bater com os costados à pildra e eu lá terei de me atirar da ponte.
- Então e pensas que se fores juiz é melhor?
- Se for juiz não sou advogado e continuo a pensar o que penso hoje: a culpa é dos advogados.
A incompetência, o danoninho e eu próprio tratamos de desvirtuar todas as crenças, mezinhas e benzeduras e pronto...hoje, mais que alguém, sou um número que termina com duas letrinhas: LE.
Isto foi esquecido. Pelo menos, tirou umas férias. Deve ter andado lá para Cancun ou mesmo Cuba. Eis que voltou bronzeado.
- Estou sim? É o senhor Y?
- Sou sim.
- Olhe, eu sou seu advogado, estou a ligar da parte de Z, que já falou consigo, gostava que cá viesse, para falarmos um bocado.
- Ok! Mas, oh Doutor, preciso que seja franco comigo. Preciso mesmo de saber.
- Claro, diga.
- Doutor...eu vou preso?
Lá se teve a reunião com o Y. Perguntei-lhe se sabia por que crime estava acusado. Depois perguntei-lhe se sabia da moldura penal.
Quando lhe falei num par foi como se toda a vida dele fosse um grande arrependimento que não matava mas moía. E estava a moe-lo bem.
Disse-lhe para ter calma.
Porra. Sei lá eu o que digo.
quarta-feira, outubro 27, 2010
terça-feira, outubro 26, 2010
Da Escolha e da Escolha Errada
Eu queria ter seguido um caminho. Tentei segui-lo. Foi por pouco que não o apanhei. Mas, e isso é que conta, não fui capaz.
Retrocesso.
Quando ultimava a minha saída de lá, sempre pensei que isto não ia ser assim. Mas é. Verdadeiramente, é mau. Escamotear é errado. Esconder é feio. Está mau, está injusto.
Hoje sou tratado como o pior estagiário que já teve a vergonha de aparecer naquela igreja-escritório.
Escória.
Reles.
Um verme.
Quando para lá mandei o curriculum, para o sacro-santo-centro, pensei que, ao menos, enquanto o pau vai e vem, as costas folgavam ali. Ainda por cima, não saía completamente da Faculdade, estava num mestrado, pelo que mau não podia ser.
Foi e é.
Sou paranoico. Quero lá saber. Este blogue serve para alguma coisa.
- Desde que lá entrei, em cada 3 conversas que tem comigo, 1 é para dizer que as "médias hoje já não são o que eram na altura" (NdR: Cavaleiro Ferreira acabou com 19. Acho que se licenciou antes daquela gordura frita. Galvão Telles, com quanto foi?)
- Não sou remunerado porque sou distraído.
- Permanentemente arranja desculpas para todas as aberrações jurídicas que profere, fazendo sempre crer que a culpa de ele ter disse o que disse foi dele.
Com este desabafo, queria só dizer uma coisa: não me lembrei que o mestrado ia acabar e que o sonho não passava disso mesmo.
Hoje, que até estava no mood para um estágio...só penso no dia em que aquilo lá há de ter um fim.
Retrocesso.
Quando ultimava a minha saída de lá, sempre pensei que isto não ia ser assim. Mas é. Verdadeiramente, é mau. Escamotear é errado. Esconder é feio. Está mau, está injusto.
Hoje sou tratado como o pior estagiário que já teve a vergonha de aparecer naquela igreja-escritório.
Escória.
Reles.
Um verme.
Quando para lá mandei o curriculum, para o sacro-santo-centro, pensei que, ao menos, enquanto o pau vai e vem, as costas folgavam ali. Ainda por cima, não saía completamente da Faculdade, estava num mestrado, pelo que mau não podia ser.
Foi e é.
Sou paranoico. Quero lá saber. Este blogue serve para alguma coisa.
- Desde que lá entrei, em cada 3 conversas que tem comigo, 1 é para dizer que as "médias hoje já não são o que eram na altura" (NdR: Cavaleiro Ferreira acabou com 19. Acho que se licenciou antes daquela gordura frita. Galvão Telles, com quanto foi?)
- Não sou remunerado porque sou distraído.
- Permanentemente arranja desculpas para todas as aberrações jurídicas que profere, fazendo sempre crer que a culpa de ele ter disse o que disse foi dele.
Com este desabafo, queria só dizer uma coisa: não me lembrei que o mestrado ia acabar e que o sonho não passava disso mesmo.
Hoje, que até estava no mood para um estágio...só penso no dia em que aquilo lá há de ter um fim.
segunda-feira, outubro 25, 2010
41
Este sitio pode já quase não servir para muito, mas tem utilidade para um especial "tudo".
Não é este o meu quadragésimo primeiro obrigado.
Seguramente, não é o quadragésimo primeiro "adoro-te".
Nem o quadragésimo primeiro "venero-te".
É, isso sim, um quadragésimo primeiro motivo para te dizer que és a tal.
Porque és.
Não é este o meu quadragésimo primeiro obrigado.
Seguramente, não é o quadragésimo primeiro "adoro-te".
Nem o quadragésimo primeiro "venero-te".
É, isso sim, um quadragésimo primeiro motivo para te dizer que és a tal.
Porque és.
segunda-feira, outubro 18, 2010
O tempo demora a passar. Mas demora mesmo.
Não estou a falar de dias, nem de horas.
Os meses passam devagar. Os anos parecem tinta a secar numa tempestade de inverno.
Os ponteiro não avançam, nada se dá.
Tenho que mudar de profissão. Acho que morrem sonhos de sociedades conjuntas, amigos a trabalharem no bem comum. Nasci para ser caixa, repositor, empregado de balcão, quiçá empregado de mesa (que ninguém ouse pensar que estou a rebaixar estas profissões! Estou só a dizer que, naturalmente, são muito menos técnicas que as minhas actuais funções...e não necessitam de tanta qualificação)
Não tenho jeito para isto, como tantas vezes terei dito ao E. e à E. Na verdade, nos últimos tempos tenho lutado contra a evidência, mas lutado a sério. Não tenho como fugir à verdade. As coisas são o que são. Isto não é a minha praia.
Só queria acabar isto para ter a sensação do dever cumprido. Depois disto...ninguém sabe. Nem eu.
O tempo demora a passar.
Quem me dera que esse dia fosse amanhã.
(Estou farto daquela realidade. Farto daquela miséria fingida. Farto daquela presunção que não conhece limites. Não tenho outro remédio.)
Não estou a falar de dias, nem de horas.
Os meses passam devagar. Os anos parecem tinta a secar numa tempestade de inverno.
Os ponteiro não avançam, nada se dá.
Tenho que mudar de profissão. Acho que morrem sonhos de sociedades conjuntas, amigos a trabalharem no bem comum. Nasci para ser caixa, repositor, empregado de balcão, quiçá empregado de mesa (que ninguém ouse pensar que estou a rebaixar estas profissões! Estou só a dizer que, naturalmente, são muito menos técnicas que as minhas actuais funções...e não necessitam de tanta qualificação)
Não tenho jeito para isto, como tantas vezes terei dito ao E. e à E. Na verdade, nos últimos tempos tenho lutado contra a evidência, mas lutado a sério. Não tenho como fugir à verdade. As coisas são o que são. Isto não é a minha praia.
Só queria acabar isto para ter a sensação do dever cumprido. Depois disto...ninguém sabe. Nem eu.
O tempo demora a passar.
Quem me dera que esse dia fosse amanhã.
(Estou farto daquela realidade. Farto daquela miséria fingida. Farto daquela presunção que não conhece limites. Não tenho outro remédio.)
quinta-feira, outubro 14, 2010
Razões que me fazem crer que, para o ano, não estamos em recessão...quando muito, quando mesmo muito, estagnamos.
Saíam, volta das 14 horas.
O espaço que separava a porta da rua com a porta do carro não chegava a liquidar-se em 100 metros. Era, claramente, menos.
A conversa era a banal. Entre explicações do caso e a graçola de oportunidades, os três que partilhavam as palavras encontra um cavalheiro a limpar algo.
Era o seu camião "de fazer negócio". Todo ele de um branco angelical. Até ontem à noite. De um momento para o outro, o alvo veículo estava todo "grafitado". Os desenhos não tinham ponto de partido e certamente nunca iriam chegar.
"Viram isto muito branquinho", disse o homem que aplicava a esfregona conta a tinta. "Mas até ficou giro!". Surpresa. Ele ria-se. Achou um piadão. Estava a limpar somente o que achava imperfeito. Aparentemente, aquele acto de vandalismo foi um favor que lhe fizeram.
Os impostos vão aumentar. Muitos deles. Os salários vão descer. Para o ano estamos mais pobres. Vamos sair por cima. Porque vamos ver estes ataques como um grafiti num camião branco. Limpamos o que está a mais e vivemos com o novo desenho. Vamos adorá-lo.
Maldita a hora que inventaram a economia.
O espaço que separava a porta da rua com a porta do carro não chegava a liquidar-se em 100 metros. Era, claramente, menos.
A conversa era a banal. Entre explicações do caso e a graçola de oportunidades, os três que partilhavam as palavras encontra um cavalheiro a limpar algo.
Era o seu camião "de fazer negócio". Todo ele de um branco angelical. Até ontem à noite. De um momento para o outro, o alvo veículo estava todo "grafitado". Os desenhos não tinham ponto de partido e certamente nunca iriam chegar.
"Viram isto muito branquinho", disse o homem que aplicava a esfregona conta a tinta. "Mas até ficou giro!". Surpresa. Ele ria-se. Achou um piadão. Estava a limpar somente o que achava imperfeito. Aparentemente, aquele acto de vandalismo foi um favor que lhe fizeram.
Os impostos vão aumentar. Muitos deles. Os salários vão descer. Para o ano estamos mais pobres. Vamos sair por cima. Porque vamos ver estes ataques como um grafiti num camião branco. Limpamos o que está a mais e vivemos com o novo desenho. Vamos adorá-lo.
Maldita a hora que inventaram a economia.
Razões que me fazem crer que, para o ano, não estamos em recessão...quando muito, quando mesmo muito, estagnamos.
Saíam, volta das 14 horas.
O espaço que
O espaço que
sexta-feira, outubro 08, 2010
Diálogos
- Gostava de ter, ou que existisse, um "eu daqui a um ano". Assim um "eu" que aparecesse aqui agora, vindo dali e que me dissesse qual seria a minha situação daqui por um ano.
- Ahn?
- Pá, do tipo, eu entregava os relatórios e o "eu daqui a um ano" aparecia e dizia o que acontecia.
- Ou podia nem aparecer, porque tavas morto.
- Ahn?
- Pá, do tipo, eu entregava os relatórios e o "eu daqui a um ano" aparecia e dizia o que acontecia.
- Ou podia nem aparecer, porque tavas morto.
quinta-feira, outubro 07, 2010
Situação
Desde ontem, por volta das 17 horas que não tenho nada para fazer, no que a desempenho profissional diz respeito.
Já hoje, passei a manhã a trocar e-mails e telefonemas com determinado fornecedor de serviços informáticos numa tentativa (até agora) infrutífera de lograr arranjo.
Eis que, depois da tarde de ontem e a manhã de hoje surge...a tarde. Fantástico.
Para além de estar a escrever tão mal, como nunca me lembro, devo dizer que é uma tarde especialmente penosa. Está a custar a passar, o que virá a seguir será divino e amanhã já é sexta. Logo, objectivamente, isto não está a ser fácil.
Há multiplas razões. Enumerem-se, a título sumário.
- Não sei o que pensar acerca de saída abrupta do Rui Moreira do programa em que ele costuma comentar qualquer coisa. Por um lado, cada um (António-Pedro Vasconcelos) diz o que bem lhe interessa e se está a desrepeitar a lei, numa hipótese remota, será responsabilizado por isso, pelo que não se vê onde se pode ter tido origem tal acção do comentador afecto ao FCP; Por outro, sei bem o que é gostar de um clube, gostar da massa associativa e da classe dirigente. Também sei o que é não gostar, mas não está aqui em causa isso. Dúvidas, dúvidas...dúvidas (Na verdade, isto não torna a minha tarde má, mas como há falta de réplica ao sucedido nos blogues em geral, apeteceu-me, lá diz a minha irmã);
- Falei, ainda há minutos, com uma colega de escritório. Para quem não sabe, há advogados estagiários que levam uma vida profissionalmente oca e desprovida de sentido. A minha só é oca. Voltando ao texto, a colega foi fazer a pergunta (que pergunta???). Fez a pergunta e a respsta foi má. Não há muitos outros adjectivos que possam servir. Má. Má de maldade. Má de perversa. Má. "O teu trabalho não traz mais-valia ao escritório (...) e o horário não é respeitado" (Something like that). Ora, devo dizer que ando para fazer a mesma pergunta há uma data de tempo. Acho que levaria a mesma resposta.
O que é que me provoca nervos e coisas perifericamente semelhantes? Saber que, há meses, fui confrontar o respondedor com a dúvida da qualidade do meu trabalho e foi-me dito que não estava nada mal.
Também sei que venho a horas, quase sempre primeiro que a secretária, algumas vezes primeiro que ele. Tenho mestrado? Não era o único e por isso não houve consequências.
Então? O que pensar disto tudo?
Pareço uma gaja, tipo Carrie sexo-e-a-cidade e este texto, por isso mesmo, acaba já aqui.
Já hoje, passei a manhã a trocar e-mails e telefonemas com determinado fornecedor de serviços informáticos numa tentativa (até agora) infrutífera de lograr arranjo.
Eis que, depois da tarde de ontem e a manhã de hoje surge...a tarde. Fantástico.
Para além de estar a escrever tão mal, como nunca me lembro, devo dizer que é uma tarde especialmente penosa. Está a custar a passar, o que virá a seguir será divino e amanhã já é sexta. Logo, objectivamente, isto não está a ser fácil.
Há multiplas razões. Enumerem-se, a título sumário.
- Não sei o que pensar acerca de saída abrupta do Rui Moreira do programa em que ele costuma comentar qualquer coisa. Por um lado, cada um (António-Pedro Vasconcelos) diz o que bem lhe interessa e se está a desrepeitar a lei, numa hipótese remota, será responsabilizado por isso, pelo que não se vê onde se pode ter tido origem tal acção do comentador afecto ao FCP; Por outro, sei bem o que é gostar de um clube, gostar da massa associativa e da classe dirigente. Também sei o que é não gostar, mas não está aqui em causa isso. Dúvidas, dúvidas...dúvidas (Na verdade, isto não torna a minha tarde má, mas como há falta de réplica ao sucedido nos blogues em geral, apeteceu-me, lá diz a minha irmã);
- Falei, ainda há minutos, com uma colega de escritório. Para quem não sabe, há advogados estagiários que levam uma vida profissionalmente oca e desprovida de sentido. A minha só é oca. Voltando ao texto, a colega foi fazer a pergunta (que pergunta???). Fez a pergunta e a respsta foi má. Não há muitos outros adjectivos que possam servir. Má. Má de maldade. Má de perversa. Má. "O teu trabalho não traz mais-valia ao escritório (...) e o horário não é respeitado" (Something like that). Ora, devo dizer que ando para fazer a mesma pergunta há uma data de tempo. Acho que levaria a mesma resposta.
O que é que me provoca nervos e coisas perifericamente semelhantes? Saber que, há meses, fui confrontar o respondedor com a dúvida da qualidade do meu trabalho e foi-me dito que não estava nada mal.
Também sei que venho a horas, quase sempre primeiro que a secretária, algumas vezes primeiro que ele. Tenho mestrado? Não era o único e por isso não houve consequências.
Então? O que pensar disto tudo?
Pareço uma gaja, tipo Carrie sexo-e-a-cidade e este texto, por isso mesmo, acaba já aqui.
quinta-feira, setembro 30, 2010
Reservado
Foi hoje.
Se há um ano atrás me tivessem apresentado os textos que hoje entreguei não sei que diria. Se calhar sei. Talvez pensar que foram escritos por mim ajudasse. É isso, vou supor que há um ano me entregavam uns textos escritos por alguém que, diziam, estava numa fase de transição.
Eu lia aquilo. Que diria? Que juízo faria?
Tenho em mim todas as respostas. Tenho em mim as certezas que...ter feito aquilo ou não ter feito nada quase dava o mesmo resultado. Então porque é que fiz? Porque outra não era a minha opção.
Eles lá estão. Jazem numa pilha. Foram entregues. A recepção foi de uma simpatia nunca vista, sobretudo por quem era. Foi simpática. Deu-me conselhos. Disse para ir até ao fim. Tamém disse que 14 era mau e abaixo de 14 era pior.
Depois de dizer isto só me lembrava de HRA, FAB, MBK...NAP...enfim, aqueles com quem aprendi alguma coisa. Quando penso na exclusão das responsabilidades do transportador na CB de 24 fico consciente da minha realidade, do meu campeonato. Digamos...2ª B.
Depois de receber, lá me disse "Boas Férias".
Está aí a resposta a tudo.
Se há um ano atrás me tivessem apresentado os textos que hoje entreguei não sei que diria. Se calhar sei. Talvez pensar que foram escritos por mim ajudasse. É isso, vou supor que há um ano me entregavam uns textos escritos por alguém que, diziam, estava numa fase de transição.
Eu lia aquilo. Que diria? Que juízo faria?
Tenho em mim todas as respostas. Tenho em mim as certezas que...ter feito aquilo ou não ter feito nada quase dava o mesmo resultado. Então porque é que fiz? Porque outra não era a minha opção.
Eles lá estão. Jazem numa pilha. Foram entregues. A recepção foi de uma simpatia nunca vista, sobretudo por quem era. Foi simpática. Deu-me conselhos. Disse para ir até ao fim. Tamém disse que 14 era mau e abaixo de 14 era pior.
Depois de dizer isto só me lembrava de HRA, FAB, MBK...NAP...enfim, aqueles com quem aprendi alguma coisa. Quando penso na exclusão das responsabilidades do transportador na CB de 24 fico consciente da minha realidade, do meu campeonato. Digamos...2ª B.
Depois de receber, lá me disse "Boas Férias".
Está aí a resposta a tudo.
sábado, setembro 25, 2010
2540
Dizia, certo caro, que volto à vida a cada dia 25.
Pois eu digo que só vivo...desde o dia 25.
É.
40 obrigados.
40 nunca me deixes.
40 milhões...de anos contigo.
Pois eu digo que só vivo...desde o dia 25.
É.
40 obrigados.
40 nunca me deixes.
40 milhões...de anos contigo.
quinta-feira, setembro 16, 2010
Hoje (Promoção do Dia)
Hoje, estou inabalavelmente com a auto-estima em alta.
Which means:
- Só eu é que tenho razão;
- Só eu é que sei;
- Só eu só eu;
- Ostracismo a quem não pense o mesmo;
- Tortura a quem se opuser;
- Chapada a quem ousar duvidar.
Disse.
Which means:
- Só eu é que tenho razão;
- Só eu é que sei;
- Só eu só eu;
- Ostracismo a quem não pense o mesmo;
- Tortura a quem se opuser;
- Chapada a quem ousar duvidar.
Disse.
terça-feira, setembro 07, 2010
Como a presunção de laboralidade...
...há indicios para péssimas semanas. Eis um.
Reconheço metade da culpa. Sempre achei que o repatriamento dos Romenos era justo nos moldes em que se fazia.
Mas digo metade da culpa porque sempre pensei (e agora confirmo) que tal foi só uma desculpa, um precedente para o que havia de vir.
Juristas do mundo, especializados noutras areas do saber, dizei: o que são meios económicos duradouros?
Se eu estivesse em França, exactamente na mesma situação que estou em Portugal já estava a ser recambiado.
Ai pois estava.
Reconheço metade da culpa. Sempre achei que o repatriamento dos Romenos era justo nos moldes em que se fazia.
Mas digo metade da culpa porque sempre pensei (e agora confirmo) que tal foi só uma desculpa, um precedente para o que havia de vir.
Juristas do mundo, especializados noutras areas do saber, dizei: o que são meios económicos duradouros?
Se eu estivesse em França, exactamente na mesma situação que estou em Portugal já estava a ser recambiado.
Ai pois estava.
quinta-feira, setembro 02, 2010
O mundo está cheio de pessoas infelizes.
Por infelizes entendo as pessoas que não têm aquilo que querem. Estou disposto a conversar sobre a definição, que pode sempre ser melhor.
Não sou infeliz, de acordo com a minha definição. Serei, eventualmente, parcialmente infeliz. Mas todos são, ninguém tem tudo o que quer.
Acabei de evoluir. Infeliz é a pessoa que não tem algo essencial que queria/precisava mesmo na sua vida.
Belo exercício.
O que é algo essencial?
A meu ver, isso é meramente subjectivo. Para muitos (até para mim, se bem que em menor escala, por enquanto) é dinheiro, amor, sucesso.
A quem falte, em quantidades desmesuradas, um destes três é infeliz.
Sou um presunçoso. Que sei eu disso?
Sou estou a dar uma opinião.
No entanto, se falta ao leitor um deste três em quantidade vertiginosa e é feliz, by all means, comunique.
Concluirei (talvez precise mesmo de concluir) que a falta de amor, dinheiro e sucesso não traze a felicidade.
Será possível?
Por infelizes entendo as pessoas que não têm aquilo que querem. Estou disposto a conversar sobre a definição, que pode sempre ser melhor.
Não sou infeliz, de acordo com a minha definição. Serei, eventualmente, parcialmente infeliz. Mas todos são, ninguém tem tudo o que quer.
Acabei de evoluir. Infeliz é a pessoa que não tem algo essencial que queria/precisava mesmo na sua vida.
Belo exercício.
O que é algo essencial?
A meu ver, isso é meramente subjectivo. Para muitos (até para mim, se bem que em menor escala, por enquanto) é dinheiro, amor, sucesso.
A quem falte, em quantidades desmesuradas, um destes três é infeliz.
Sou um presunçoso. Que sei eu disso?
Sou estou a dar uma opinião.
No entanto, se falta ao leitor um deste três em quantidade vertiginosa e é feliz, by all means, comunique.
Concluirei (talvez precise mesmo de concluir) que a falta de amor, dinheiro e sucesso não traze a felicidade.
Será possível?
quarta-feira, setembro 01, 2010
Ciclos
Isto, hoje, sublinhe-se o hoje, não vai nada bem.
Comemora-se um aniversário, começa-se a fazer balanços. É inevitável, incontronável.
Quando os balanços são bons (assim do estilo: "epá, há um ano tinha mais 40 kilos, hoje estou impecável!" Ou "Caneco, e pensar que há um ano ainda vivia de ajudas, o salário não chegava ao final do mês e hoje está tudo tão bem encarrilado...alegria!") nada a apontar.
Pois bem, não são.
São péssimos. Tenebrosos. Dignos de por em causa projectos e ideias, estados e feitos.
O arrependimento não mata. Ainda bem.
Apesar de tudo, insisto no erro.
Por um lado, porque não consegui mudar. E se tentei...
Por outro, porque quero ver até onde isto vai dar.
Apesar de tudo, há alguma juventude no autor do blogue. Resta-lhe passar por coisas ainda bem piores.
Venham elas.
Só não venham hoje, que estou servido.
Comemora-se um aniversário, começa-se a fazer balanços. É inevitável, incontronável.
Quando os balanços são bons (assim do estilo: "epá, há um ano tinha mais 40 kilos, hoje estou impecável!" Ou "Caneco, e pensar que há um ano ainda vivia de ajudas, o salário não chegava ao final do mês e hoje está tudo tão bem encarrilado...alegria!") nada a apontar.
Pois bem, não são.
São péssimos. Tenebrosos. Dignos de por em causa projectos e ideias, estados e feitos.
O arrependimento não mata. Ainda bem.
Apesar de tudo, insisto no erro.
Por um lado, porque não consegui mudar. E se tentei...
Por outro, porque quero ver até onde isto vai dar.
Apesar de tudo, há alguma juventude no autor do blogue. Resta-lhe passar por coisas ainda bem piores.
Venham elas.
Só não venham hoje, que estou servido.
quarta-feira, agosto 25, 2010
Pepsi Challenge
Aqui há uns anos, (diriam os antigos: quando cristo andava pelo mundo) apareceu uma campanha publicitária revolucionária.
Aquilo consistia em colocar à disposição de um individuo duas bebidas, duas colas (A pepsi e a outra...coca-cola). Ele provaria as duas, sendo que os copos de onde ingeriria tanto uma como a outra estariam tapados, sendo-lhe impossível relacionar a bebida com a marca.
Eis o anuncio, para que se perceba melhor:
Ora, como este blogue é um esgoto priviligiado da analogia e comparação fácil, abre-se o texto que se segue a dizer o seguinte: este teste serviria para tudo e mais um par de botas.
Dou uns exemplos.
- Hamburguers.
- Outras bebidas, como Iced Teas.
- Teclados de Computador.
- Redes de Telemóvel.
Podia estar aqui a inventar mais uns quantos exemplos, mas sigo adiante (sereno e confiante, deixo a tristeza para trás - Xutos)
Se tal fosse possível, ou sequer exequível, peguemos numa mulher...digamos...uma da madragoa...quiçá do castelo...pronto, uma da margem sul, que é para não ferir susceptibilidades.
A "dama" 'tá na praia, aparecem-lhe dois fulanos. (Homens). Cada um veste igual, te corte de cabelo igual, perfume igual...resumindo, está tudo igual menos a feições que os progenitores poderam conceber.
Quanto ao físico, as diferenças são só mesmo as notórias. Quanto ao resto, por um lado teremos o sério, generoso, pacífico e amigo. Do outro não. Está o fácil, o possível, aquele que costuma de servir de bitola à expressão "são todos iguais)
Cabe a respeitável senhora escolher. Ela não sabe nada disto.
Quem é que ela vai escolher?
Como ando permanentemente a esquivar-me ao dever ser que devia mesmo ser, ando a pensar em coisas que podia reservar para o final do dia, fora do arbit. Mas não.
Lendo por ali e acolá sempre a velha treta do "são tod@s iguais" (tantos homens como mulheres dizem isto uns dos outros) parece-me tempo de ver até que ponto a coisa se verifica.
Como tenho dito, até hoje, que (ainda bem que) as mulheres não são todas iguais (já viram se tudo fosse igual, de corpo e feito, à Manuela PSD?), e que os cavalheiros muito menos (embora não me importasse de ser gabado como o são os astros hollywoodescos), as próximas horas são passadas a constatar da dita igualdade.
Sim, eu sei. Não é preciso dizer. Vou arranjar que fazer.
Aquilo consistia em colocar à disposição de um individuo duas bebidas, duas colas (A pepsi e a outra...coca-cola). Ele provaria as duas, sendo que os copos de onde ingeriria tanto uma como a outra estariam tapados, sendo-lhe impossível relacionar a bebida com a marca.
Eis o anuncio, para que se perceba melhor:
Ora, como este blogue é um esgoto priviligiado da analogia e comparação fácil, abre-se o texto que se segue a dizer o seguinte: este teste serviria para tudo e mais um par de botas.
Dou uns exemplos.
- Hamburguers.
- Outras bebidas, como Iced Teas.
- Teclados de Computador.
- Redes de Telemóvel.
Podia estar aqui a inventar mais uns quantos exemplos, mas sigo adiante (sereno e confiante, deixo a tristeza para trás - Xutos)
Se tal fosse possível, ou sequer exequível, peguemos numa mulher...digamos...uma da madragoa...quiçá do castelo...pronto, uma da margem sul, que é para não ferir susceptibilidades.
A "dama" 'tá na praia, aparecem-lhe dois fulanos. (Homens). Cada um veste igual, te corte de cabelo igual, perfume igual...resumindo, está tudo igual menos a feições que os progenitores poderam conceber.
Quanto ao físico, as diferenças são só mesmo as notórias. Quanto ao resto, por um lado teremos o sério, generoso, pacífico e amigo. Do outro não. Está o fácil, o possível, aquele que costuma de servir de bitola à expressão "são todos iguais)
Cabe a respeitável senhora escolher. Ela não sabe nada disto.
Quem é que ela vai escolher?
Como ando permanentemente a esquivar-me ao dever ser que devia mesmo ser, ando a pensar em coisas que podia reservar para o final do dia, fora do arbit. Mas não.
Lendo por ali e acolá sempre a velha treta do "são tod@s iguais" (tantos homens como mulheres dizem isto uns dos outros) parece-me tempo de ver até que ponto a coisa se verifica.
Como tenho dito, até hoje, que (ainda bem que) as mulheres não são todas iguais (já viram se tudo fosse igual, de corpo e feito, à Manuela PSD?), e que os cavalheiros muito menos (embora não me importasse de ser gabado como o são os astros hollywoodescos), as próximas horas são passadas a constatar da dita igualdade.
Sim, eu sei. Não é preciso dizer. Vou arranjar que fazer.
sexta-feira, agosto 20, 2010
Das tardes (epá, muito, bué, mesmo a arrebentar, altamente) produtivas
Vi uma data deles.
Este é só mais um espetacular.
quinta-feira, agosto 19, 2010
Indolência, indolência a caminho de visencia...
Títulos parvos à parte, há uma coisa que me fascina no PSD: o remate do discurso. É qualquer coisa como "Viva o PSD, viva Portugal".
"Normal", dirão uns. "Normalissimo", dirão outros. "Um big mac, menu verão com coca-cola", dirão, ainda outros. O que me faz confusão, não é o remate. É o tom, a oportunidade e a repetição da fórmula seja qual for o discurso. Se aquilo é dito no final de um texto cuja mensagem "escape", gera-se uma estranheza impar.
Testemos.
"O Homem teve a necessidade de encontrar energias alternativas a aquelas que são esgotáveis para suprimir as suas necessidades e eliminar os problemas ambientais. Das alternativas possíveis são a Energia Eólica, energia Solar, energia Geotérmica, energia das marés, energia Hidrológica e a energia da Biomassa.
As fontes de energia estão ligadas ao tipo de economia: quanto mais industrializada ela for, maior será o uso de energia"
Viva o PSD, viva Portugal.
ou ainda,
"A expressão “fontes de Direito” admite diversos entendimentos, ou conteúdos. Um substancial respeita à origem e à razão vinculativa das normas; outro formal, abrange os revestimentos pelos quais os preceitos jurídicos se revelam, são enunciados, se apresentam aos seus destinatários. É neste sentido formal que a expressão vai aqui ser empregada.
A Constituição material, abrange necessariamente, os mais diversos sectores. Assim, não será concebível que o direito á vida, o direito a constituir família, a não retroactividade da lei penal, o poder paternal, etc., não tenham relevância, e ao nível das formas fundamentais, impondo-se ao legislador ordinário, se a Constituição escrita, por demasiado sucinta, ou por qualquer outro motivo, não tiver enunciado tais princípios ou direitos. Não há dúvida que a difusão das “declarações de direitos” e das regras fundamentais do chamado “Estado de Direito” vieram reforçar a orientação neo-jusnaturalista e dar volume à ideia de uma Constituição material que se sobrepõe à Constituição formal. Esta sobreposição poderá mesmo suscitar o problema de uma admissível inconstitucionalidade formal, por inobservância de alguma ou mais regras da Constituição material."
Viva o PSD, viva Portugal.
Qual será, então, a conclusão a que quero chegar?
Simples.
Terminavam o discurso assim: "É memo assim". (Memo, não mesmo).
Dá para tudo.
Não soa a fascista.
Soa ligeiramente a bronco. Mas isso ninguém leva a mal.
"Normal", dirão uns. "Normalissimo", dirão outros. "Um big mac, menu verão com coca-cola", dirão, ainda outros. O que me faz confusão, não é o remate. É o tom, a oportunidade e a repetição da fórmula seja qual for o discurso. Se aquilo é dito no final de um texto cuja mensagem "escape", gera-se uma estranheza impar.
Testemos.
"O Homem teve a necessidade de encontrar energias alternativas a aquelas que são esgotáveis para suprimir as suas necessidades e eliminar os problemas ambientais. Das alternativas possíveis são a Energia Eólica, energia Solar, energia Geotérmica, energia das marés, energia Hidrológica e a energia da Biomassa.
As fontes de energia estão ligadas ao tipo de economia: quanto mais industrializada ela for, maior será o uso de energia"
Viva o PSD, viva Portugal.
ou ainda,
"A expressão “fontes de Direito” admite diversos entendimentos, ou conteúdos. Um substancial respeita à origem e à razão vinculativa das normas; outro formal, abrange os revestimentos pelos quais os preceitos jurídicos se revelam, são enunciados, se apresentam aos seus destinatários. É neste sentido formal que a expressão vai aqui ser empregada.
A Constituição material, abrange necessariamente, os mais diversos sectores. Assim, não será concebível que o direito á vida, o direito a constituir família, a não retroactividade da lei penal, o poder paternal, etc., não tenham relevância, e ao nível das formas fundamentais, impondo-se ao legislador ordinário, se a Constituição escrita, por demasiado sucinta, ou por qualquer outro motivo, não tiver enunciado tais princípios ou direitos. Não há dúvida que a difusão das “declarações de direitos” e das regras fundamentais do chamado “Estado de Direito” vieram reforçar a orientação neo-jusnaturalista e dar volume à ideia de uma Constituição material que se sobrepõe à Constituição formal. Esta sobreposição poderá mesmo suscitar o problema de uma admissível inconstitucionalidade formal, por inobservância de alguma ou mais regras da Constituição material."
Viva o PSD, viva Portugal.
Qual será, então, a conclusão a que quero chegar?
Simples.
Terminavam o discurso assim: "É memo assim". (Memo, não mesmo).
Dá para tudo.
Não soa a fascista.
Soa ligeiramente a bronco. Mas isso ninguém leva a mal.
quarta-feira, agosto 04, 2010
segunda-feira, agosto 02, 2010
O dia de hoje dava uma música dos Radiohead
Mais especificamente, o "all I need".
Bem, não é a música toda.
Digamos que a toada, neste momento, está abstrata. Como o início do "all I need".
Diria mesmo que a melodia (lyrics and vocals off) estava tipo luva para a mão cheia de tudo que o dia de hoje está a trazer.
Tá bem, este arrazoado de letras cabia no facebook.
Mas o meu blogue ainda é o meu blogue.
Bem, não é a música toda.
Digamos que a toada, neste momento, está abstrata. Como o início do "all I need".
Diria mesmo que a melodia (lyrics and vocals off) estava tipo luva para a mão cheia de tudo que o dia de hoje está a trazer.
Tá bem, este arrazoado de letras cabia no facebook.
Mas o meu blogue ainda é o meu blogue.
domingo, agosto 01, 2010
E agora, qualquer coisa mais séria
O SCP procedeu, neste verão, a duas importantes acções de gestão. A primeira foi, num negócio em que o clube de Alvalade, de que eu sou adepto, só ganha, vender João Moutinho a um rival directo. Ganhou-se dinheiro, minou-se o adversário.
Menos um.
A segunda foi vender Miguel Veloso (todos os grandes da Europa atrás dele...)...ao Génova. Quando um clube com o nome da cidade que representa não consegue ser o melhor do pedaço (Sampdória...) está tudo dito.
Mais do que o dinheiro, venderam-se dois elementos que nunca souberam o valor que tinha.
Mais do que alivio, só se pode sentir com a partida daquelas aves raras uma limpeza no balneário e, se não no balneário, nos zunzuns que se faziam, cada vez que os meninos queriam sair, já não queriam brincar mais ao Sporting.
Ao contrário de Viana, Quaresma, Simão que sairam a bem (e só falo das saídas de imediato e não na carreira subsequente), estas pérolas serviram para degradar o tradicionalmente elevado nível de capital humano que o Sporting tem.
Um grande bem hajam.
Não voltem mais.
Menos um.
A segunda foi vender Miguel Veloso (todos os grandes da Europa atrás dele...)...ao Génova. Quando um clube com o nome da cidade que representa não consegue ser o melhor do pedaço (Sampdória...) está tudo dito.
Mais do que o dinheiro, venderam-se dois elementos que nunca souberam o valor que tinha.
Mais do que alivio, só se pode sentir com a partida daquelas aves raras uma limpeza no balneário e, se não no balneário, nos zunzuns que se faziam, cada vez que os meninos queriam sair, já não queriam brincar mais ao Sporting.
Ao contrário de Viana, Quaresma, Simão que sairam a bem (e só falo das saídas de imediato e não na carreira subsequente), estas pérolas serviram para degradar o tradicionalmente elevado nível de capital humano que o Sporting tem.
Um grande bem hajam.
Não voltem mais.
Se um dia falassemos, só te perguntaria isto (o resto do texto é só um desabafo)
I., somos assim tão importantes para ti?
Se somos, porque é que nos repudiaste? Se somos, porque é que soubeste afastar-nos? Se somos, para quê essa jihad constante? Se somos, porque é que não o dizes? Se somos, pede-nos desculpa.
Mas admito a hipótese de não sermos.
Se não somos, para quê tanta celeuma à volta do que já não te diz respeito? Se não somos, porque é que opinas sobre algo que não te tem de interessar? Se não somos, porque raio havia a nossa agenda social ser assunto entre ti e o teu namorado? Se não somos, para quê tanta página de literatura virtual com dedicatória expressa?
Entendamos-nos. Não havia nem uma alma que não gostasse de ti. Hoje há várias.
Não havia ninguém com mais vontade das tuas piadas e do teu sarcasmo. Hoje ninguém o pode aturar.
Não havia ninguém que te dissesse não. Hoje não encontras ninguém que te diga sim.
Eu sei porque é que veio tudo isto. Sei bem.
Sei quando falas em horário conveniente para funerais.
Sei quando usas e abusas do termo cemitério.
Sei quando se deu tudo isto.
Responsabilizaste as pessoas erradas, as únicas que nunca te viraram a cara.
Por mim, perdeste-te. Para qualquer coisa. Para qualquer lado, para alguém.
Mas, se assim foi, de facto, porque é que continuamos a ser assim tão importantes para ti?
Se somos, porque é que nos repudiaste? Se somos, porque é que soubeste afastar-nos? Se somos, para quê essa jihad constante? Se somos, porque é que não o dizes? Se somos, pede-nos desculpa.
Mas admito a hipótese de não sermos.
Se não somos, para quê tanta celeuma à volta do que já não te diz respeito? Se não somos, porque é que opinas sobre algo que não te tem de interessar? Se não somos, porque raio havia a nossa agenda social ser assunto entre ti e o teu namorado? Se não somos, para quê tanta página de literatura virtual com dedicatória expressa?
Entendamos-nos. Não havia nem uma alma que não gostasse de ti. Hoje há várias.
Não havia ninguém com mais vontade das tuas piadas e do teu sarcasmo. Hoje ninguém o pode aturar.
Não havia ninguém que te dissesse não. Hoje não encontras ninguém que te diga sim.
Eu sei porque é que veio tudo isto. Sei bem.
Sei quando falas em horário conveniente para funerais.
Sei quando usas e abusas do termo cemitério.
Sei quando se deu tudo isto.
Responsabilizaste as pessoas erradas, as únicas que nunca te viraram a cara.
Por mim, perdeste-te. Para qualquer coisa. Para qualquer lado, para alguém.
Mas, se assim foi, de facto, porque é que continuamos a ser assim tão importantes para ti?
terça-feira, julho 27, 2010
Batalha de Bandas
O autor (termo extremamente técnico) está com calor e assinalavelmente entediado.
Vai daí, posta uns videos porque, diga-se e sublinhe-se, não tem o talento e a criatividade de outr@s.
Para hoje, uma batalha de bandas.
Melhor, de uma banda contra uma pessoa singular. Sentido técnico, também.
Para mim, ganha sempre quem estiver mais perto da peninsula ibérica.
Vai daí, posta uns videos porque, diga-se e sublinhe-se, não tem o talento e a criatividade de outr@s.
Para hoje, uma batalha de bandas.
Melhor, de uma banda contra uma pessoa singular. Sentido técnico, também.
Para mim, ganha sempre quem estiver mais perto da peninsula ibérica.
quarta-feira, julho 21, 2010
segunda-feira, julho 19, 2010
terça-feira, julho 13, 2010
sexta-feira, julho 09, 2010
segunda-feira, julho 05, 2010
quarta-feira, junho 30, 2010
Da falha (própria)
7 — São admitidos a exame psicológico de selecção os
candidatos que obtiverem classificação igual ou superior
a 10 valores em todas as provas de conhecimentos que
integram a fase oral.
candidatos que obtiverem classificação igual ou superior
a 10 valores em todas as provas de conhecimentos que
integram a fase oral.
Legislador ordinário
Sublinho: todas.
A bem da verdade, se lá dissesse "alguma das" em vez de "todas" dava exactamente no mesmo.
Disse uma vez o David: "I'll guess i'll try again tomorrow".
terça-feira, maio 25, 2010
Na verdade, o que seria de mim sem ti?
Se fossemos lá por dias, dava qualquer coisa como 1095 dias. Por horas, 26280.
Ainda que sejam contas que não relevem, nem só um bocadinho, a verdade é que quero, preciso, que tripliquem, quadrupliquem, por aí fora.
Estou contigo.
Quando estava a ver a minha sobrevivência académica a ir-se, apareceste.
Quando já via que era impossível seguir para uma vida digna desse epiteto, constaste.
Todas estas palavras são demasiado públicas, bem o sei, mas tenho que encontrar todas as maneiras que tiver ao meu alcance para te elogiar.
Mereces cada verbo.
É grande o teu peso em mim. É determinante a tua influência, o teu efeito.
Como tal, pela bilionésima vez, obrigado.
Por tantos dias,
por óptimas noites,
por todas as horas,
por cada minuto,
por cada beijo,
por cada ajuda,
por cada paciência,
por tudo.
Hoje, como sempre, não te mereço.
Mas, se me escolheste, tentarei fazer de ti a pessoa mais feliz do mundo.
Ainda que sejam contas que não relevem, nem só um bocadinho, a verdade é que quero, preciso, que tripliquem, quadrupliquem, por aí fora.
Estou contigo.
Quando estava a ver a minha sobrevivência académica a ir-se, apareceste.
Quando já via que era impossível seguir para uma vida digna desse epiteto, constaste.
Todas estas palavras são demasiado públicas, bem o sei, mas tenho que encontrar todas as maneiras que tiver ao meu alcance para te elogiar.
Mereces cada verbo.
É grande o teu peso em mim. É determinante a tua influência, o teu efeito.
Como tal, pela bilionésima vez, obrigado.
Por tantos dias,
por óptimas noites,
por todas as horas,
por cada minuto,
por cada beijo,
por cada ajuda,
por cada paciência,
por tudo.
Hoje, como sempre, não te mereço.
Mas, se me escolheste, tentarei fazer de ti a pessoa mais feliz do mundo.
quarta-feira, maio 19, 2010
Memórias
Anda por aí um mail a circular.
Pois anda.
Tem alterações legislativas.
Pois tem.
Uma delas fui eu que fiz, devidamente acompanhado por outra grande jurista.
Pois é.
Da altura em que eu ainda tinha graça.
Pois anda.
Tem alterações legislativas.
Pois tem.
Uma delas fui eu que fiz, devidamente acompanhado por outra grande jurista.
Pois é.
Da altura em que eu ainda tinha graça.
sexta-feira, maio 14, 2010
José Luis Saldanha Sanches 1944-2010
Desapareceu.
Escrevo este post da Bilbioteca da Faculdade de Direito de Lisboa, instituição onde pude tomar contacto com o génio académico.
Só sabendo da sua importância antes e depois da revolução de Abril de 74 através de leituras multiplas, a superioridade intelectual foi vivida e sentida na pele.
Recordo as aulas, os manuais, até uma oral de melhoria, a primeira do meu iter jurídico.
Obnubila-se aquele que era, provavelmente, o mais incompreendido.
A Faculdade já lhe sente a falta desde que saiu.
Com toda a certeza, o mundo está muito mais pobre.
Escrevo este post da Bilbioteca da Faculdade de Direito de Lisboa, instituição onde pude tomar contacto com o génio académico.
Só sabendo da sua importância antes e depois da revolução de Abril de 74 através de leituras multiplas, a superioridade intelectual foi vivida e sentida na pele.
Recordo as aulas, os manuais, até uma oral de melhoria, a primeira do meu iter jurídico.
Obnubila-se aquele que era, provavelmente, o mais incompreendido.
A Faculdade já lhe sente a falta desde que saiu.
Com toda a certeza, o mundo está muito mais pobre.
quarta-feira, maio 12, 2010
Produção jurídica embrionária
Tem existido um sentimento de nostalgia, acho que está bem patente.
Tem-me dado, então, para rever o passado recente, ver o que se passou, o que fiz, sozinho, ou conjuntamente.
Deparei-me com isto.
Lembro-me que foi feita numa mesa da parte cimeira do bar novo da Faculdade de Direito de Lisboa.
Estavam, então, dois junior-juristas sentados, cheios de boas intenções e prontos para o debate.
As semanas de campanha foram do melhor. Naquela instituição de ensino, obviamente, as posições extremavam-se. Dialogar, perceber pontos de vista, rebater argumentos foram exercícios levados a cabo, tanto por mim como pelo colega de blog. Foi mesmo enriquecedor.
Já há algum tempo que não converso com o camarada de painel sobre o tema. Quanto a mim, subscrevo, hoje, a totalidade daquela carta.
Não mudo uma virgula, não altero nem uma letra.
Fico feliz, porque, afinal, nem tudo mudou.
Tem-me dado, então, para rever o passado recente, ver o que se passou, o que fiz, sozinho, ou conjuntamente.
Deparei-me com isto.
Lembro-me que foi feita numa mesa da parte cimeira do bar novo da Faculdade de Direito de Lisboa.
Estavam, então, dois junior-juristas sentados, cheios de boas intenções e prontos para o debate.
As semanas de campanha foram do melhor. Naquela instituição de ensino, obviamente, as posições extremavam-se. Dialogar, perceber pontos de vista, rebater argumentos foram exercícios levados a cabo, tanto por mim como pelo colega de blog. Foi mesmo enriquecedor.
Já há algum tempo que não converso com o camarada de painel sobre o tema. Quanto a mim, subscrevo, hoje, a totalidade daquela carta.
Não mudo uma virgula, não altero nem uma letra.
Fico feliz, porque, afinal, nem tudo mudou.
terça-feira, maio 11, 2010
Digamos que, hoje, tou muita bem disposto
Constantemente.
Ser um desconhecido, o que não é nada mau.
Veremos o que isto dá.
O bom ave maria para vós.
segunda-feira, maio 10, 2010
Um post à Julio Iglésias
Chegou, novamente, aquele momento que é cíclico na minha vida.
O momento em que a continuidade, mais ou menos agradável, conforme a época, acaba, entra uma ruptura colossal, vem a mudança e o passado é mais que certo e fica lá bem arrumado.
Nunca senti tão na pele a importância das minhas palavras.
O momento em que a continuidade, mais ou menos agradável, conforme a época, acaba, entra uma ruptura colossal, vem a mudança e o passado é mais que certo e fica lá bem arrumado.
Nunca senti tão na pele a importância das minhas palavras.
sexta-feira, maio 07, 2010
A propósito do cinema contemporâneo em especial e da Vida em geral
"Dont think you are. Know you are."
De rerum natura
(Lamentável blogger este que repete títulos batidíssimos. Natureza da mediocridade)
Fazendo mal as contas, concluiu-se o ensino superior há cerca de 10 meses.
Portanto, mal citando la palisse, foi há menos de um ano.
Bom, está tudo como estava antes de se ter começado o dito, ou seja, há 6 anos.
O que quero eu dizer com isto?
De muitos momentos de soliedariedade, planos conjuntos, vivências mutuas, resta nada.
Como se ninguém se conhecesse.
Como nunca houvesse lugar a tantas e tantas horas de angustias e alegrias, a vida prosseguiu.
E isso é tão duro.
A vida continuou por um lado, renasceu, por outro, findou num outro ainda, e melhorou, isto para rematar.
Há uma diáspora, um movimento migratório sem devir. É tão estranho.
Findo o espaço comum, nada mais resta. Nada mais restou.
Para sempre está isto condenado.
Não que o encontro casual seja como seria se nada neste quinquénio tivesse acontecido. Pelo contrário. Acontece é que nada mais será, senão mesmo um encontro casual.
Irremediavelmente, estamos vetados à vida adulta.
Normalmente ela traria dinheiro e responsabilidades, alegria e luta, quiçá mesmo bem em mal.
Hoje, há luta, responsabilidades e mal.
Alguém se esqueceu que a moeda tem duas caras.
Fazendo mal as contas, concluiu-se o ensino superior há cerca de 10 meses.
Portanto, mal citando la palisse, foi há menos de um ano.
Bom, está tudo como estava antes de se ter começado o dito, ou seja, há 6 anos.
O que quero eu dizer com isto?
De muitos momentos de soliedariedade, planos conjuntos, vivências mutuas, resta nada.
Como se ninguém se conhecesse.
Como nunca houvesse lugar a tantas e tantas horas de angustias e alegrias, a vida prosseguiu.
E isso é tão duro.
A vida continuou por um lado, renasceu, por outro, findou num outro ainda, e melhorou, isto para rematar.
Há uma diáspora, um movimento migratório sem devir. É tão estranho.
Findo o espaço comum, nada mais resta. Nada mais restou.
Para sempre está isto condenado.
Não que o encontro casual seja como seria se nada neste quinquénio tivesse acontecido. Pelo contrário. Acontece é que nada mais será, senão mesmo um encontro casual.
Irremediavelmente, estamos vetados à vida adulta.
Normalmente ela traria dinheiro e responsabilidades, alegria e luta, quiçá mesmo bem em mal.
Hoje, há luta, responsabilidades e mal.
Alguém se esqueceu que a moeda tem duas caras.
sexta-feira, abril 30, 2010
Hit do Momento
Eis a descoberta de uma grande amiga. (Bons tempos em que escrevias, miúda)
Na verdade, ainda que exagerem na parte dos assaltos, há que transigir em muito.
Desde imagens do quotidiano diário, até memórias de um passado não muito distante, está cá tudo.
Palpita-me que vou ouvir isto vezes e vezes...
segunda-feira, abril 26, 2010
Sono
Estou com sono.
Tudo o que penso, só penso porque tenho sono.
Dá asneira ter sono.
Com efeito, já tinha dado conta disto tudo se não tivesse...sono.
Na minha cabeça, lutas marxistas, derrube do grande capital, expulsão das ordens opressoras.
Contra quem?
Marxistas, grandes capitalistas, ordens opressoras.
Ter sono é isto mesmo: lembrar-me do que sou, mas sobretudo, daquilo que não sou.
Possivelmente, daquilo que nunca serei.
(Bolas, tou mesmo deprimido, minto, ensonado)
Tudo o que penso, só penso porque tenho sono.
Dá asneira ter sono.
Com efeito, já tinha dado conta disto tudo se não tivesse...sono.
Na minha cabeça, lutas marxistas, derrube do grande capital, expulsão das ordens opressoras.
Contra quem?
Marxistas, grandes capitalistas, ordens opressoras.
Ter sono é isto mesmo: lembrar-me do que sou, mas sobretudo, daquilo que não sou.
Possivelmente, daquilo que nunca serei.
(Bolas, tou mesmo deprimido, minto, ensonado)
domingo, abril 25, 2010
O meu (imensamente modesto) contributo para assinalar uma das melhores datas de sempre...
Claro que não era vivo quando tudo aconteceu.
Evidentemente que não vivi numa época anterior e, na prática, não tenho termo de comparação.
Não é menos verdade que nunca comi dejectos e sei que os odeio.
Perceber que hoje somos e estamos melhor é saber que valeu a pena.
quinta-feira, abril 22, 2010
Sempre ele, mas, acima de tudo, sempre Ela!
Um mimo, a fazer lembrar os tempos em que o mesmo perguntava quid juris se o presidente da AAFDL fosse apanhado a ter relações com uma menor.
Sempre na berra, o cavalheiro. Sempre na ordem do dia.
Sempre na berra, o cavalheiro. Sempre na ordem do dia.
domingo, abril 11, 2010
A respeito do sobrenatural
Tenho um livro das respostas.
Pensa-se na pergunta, coloca-se a mão em cima do livro, pensa-se na pergunta por 10 segundos, aproxiamadamente, abre-se, folheia-se até à página que terá a resposta e lê-se.
Hoje fiz duas vezes a mesma pergunta.
1ª Resposta: Vai ficar desiludido.
2ª Resposta: Terá de tomar a iniciativa.
Começo a acreditar. É que ambas fazem sentido e, mais ainda, não se anulam, antes complementam-se!
Pensa-se na pergunta, coloca-se a mão em cima do livro, pensa-se na pergunta por 10 segundos, aproxiamadamente, abre-se, folheia-se até à página que terá a resposta e lê-se.
Hoje fiz duas vezes a mesma pergunta.
1ª Resposta: Vai ficar desiludido.
2ª Resposta: Terá de tomar a iniciativa.
Começo a acreditar. É que ambas fazem sentido e, mais ainda, não se anulam, antes complementam-se!
quinta-feira, abril 08, 2010
As hipóteses ou simples desejos reprimidos pela moral e bons costumes
Supondo (só supondo)...
"- Bem, agora que chegámos ao fim destas sessões, gostaria de ouvir as vossas opiniões sobre as mesmas. Vamos começar por si, que esteve sempre tão bem e tão segura.
- Bom, sr.Professor, eu adorei, aprendi imenso, foi óptimo, foram os meus seminários preferidos, e espero que a tese tenha a ver com isto, porque eu sinto a vocação. Obrigado por todo o apoio, dos senhores professores e dos colegas.
- Ah, obrigado! Foi sempre um prazer ouvi-la. Faz-me lembrar uma história com o (...) em que ele estava a dar uma aula e, quando acabou, veio ter comigo e perguntou se queria ir jogar bridge. Eu, na altura, não jogava bridge, nem sabia bem o que isso era, lá fui...e olhe, foi até hoje. Você faz-me lembrar esse professor, que só me levou por bons caminhos e sempre disse qualquer coisa de útil. Bom, de um lado completamente oposto, ahahahaha, temos aqui o lev davidovich, diga lá de sua justiça!
- Bom, a honestidade intelectual lá me obriga a dizer que foram seminários onde tive efectivamente de puxar pela cabeça, mas cumpre ser sincero: foram ataques permanentes ao ego, à pessoa e às palavras. Nunca na vida terei visto tanto enxovalho. Felizmente, tão depressa era eu o visado pelas críticas pessoais, como certos e determinados professores, designadamente, outros que regem uma cadeira que aparenta ser por si ambicionada. Aí, tudo igual. Agora, felizmente que têm ambos uma carreira universitária, uma melhor que outra, convenha-se, porque as relações humanas, o respeito básico e tudo o que pode caracterizar a decência está em falta, se não mesmo perdido para todo o sempre. Termino o que aqui digo com votos dos maiores sucessos. Não para mim, claro, que depois de tudo dito, a penalização, oportunamente, virá. Digo para o vosso futuro. Não o perspectivo brilhante, nem especialmente feliz."
Supondo (esta já mais possível e até mesmo já agendada),
"- Queria dar-lhe uma palavrinha, posso entrar?
- Sim, sim, entra! Diz!
- Bom, tendo em conta a entrevista e o que me disse nela, só posso concluir que o trabalho não foi suficiente. Na verdade, pensei que haveria uma evolução, da minha parte, naturalmente, no que toca a este mundo que descubro todos os dias.
- Ahn?
- Tenho mesmo de perceber, e percebo, que, aqui, só um estorvo, mais que um contributo. Mais uma despesa e fonte de preocupações, miúdas claro, que pode bem ser dispensada. O que quero dizer é que vou sair daqui, deste edificio, desta companhia.
- Hmmm...
- Há episódios que não consigo contornar, há atitudes suas que não são suportáveis, não sei mesmo até que ponto não terá havido falta de respeito, pelo menos, intelectual. Percebi que, numa primeira fase, a qualidade, volume e exigência do trabalho teriam que ser menores. Não o contesto. Acontece que passo aqui 10 horas do meu dia, ainda que com um pequeno intervalo. Não estando cá todos os dias da semana, isso não lhe pareceu ser impeditivo do que quer que seja. Hoje, com um cartãozinho azul, tenho exactamente o mesmo estatuto de há 8 meses. Não evolui, não regredi, estou na mesma. Daqui retiro que não percebo nada disto, que não sou preciso, que não faço a diferença, nem sequer consigo contar para a estabilidade. É frustrante e, francamente, pensei que fosse diferente trabalhar consigo. Afinal de contas, e isto que fique bem esclarecido, não lhe imputo seja o que for. De resto, já lhe disse que não é certo que me tenha faltado ao respeito. Acontece que, quando me vejo enquanto problema, torna-se fácil resolver, resolver-me.
Aceite a minha saída, guardarei boas memórias, suas e do resto."
"- Bem, agora que chegámos ao fim destas sessões, gostaria de ouvir as vossas opiniões sobre as mesmas. Vamos começar por si, que esteve sempre tão bem e tão segura.
- Bom, sr.Professor, eu adorei, aprendi imenso, foi óptimo, foram os meus seminários preferidos, e espero que a tese tenha a ver com isto, porque eu sinto a vocação. Obrigado por todo o apoio, dos senhores professores e dos colegas.
- Ah, obrigado! Foi sempre um prazer ouvi-la. Faz-me lembrar uma história com o (...) em que ele estava a dar uma aula e, quando acabou, veio ter comigo e perguntou se queria ir jogar bridge. Eu, na altura, não jogava bridge, nem sabia bem o que isso era, lá fui...e olhe, foi até hoje. Você faz-me lembrar esse professor, que só me levou por bons caminhos e sempre disse qualquer coisa de útil. Bom, de um lado completamente oposto, ahahahaha, temos aqui o lev davidovich, diga lá de sua justiça!
- Bom, a honestidade intelectual lá me obriga a dizer que foram seminários onde tive efectivamente de puxar pela cabeça, mas cumpre ser sincero: foram ataques permanentes ao ego, à pessoa e às palavras. Nunca na vida terei visto tanto enxovalho. Felizmente, tão depressa era eu o visado pelas críticas pessoais, como certos e determinados professores, designadamente, outros que regem uma cadeira que aparenta ser por si ambicionada. Aí, tudo igual. Agora, felizmente que têm ambos uma carreira universitária, uma melhor que outra, convenha-se, porque as relações humanas, o respeito básico e tudo o que pode caracterizar a decência está em falta, se não mesmo perdido para todo o sempre. Termino o que aqui digo com votos dos maiores sucessos. Não para mim, claro, que depois de tudo dito, a penalização, oportunamente, virá. Digo para o vosso futuro. Não o perspectivo brilhante, nem especialmente feliz."
Supondo (esta já mais possível e até mesmo já agendada),
"- Queria dar-lhe uma palavrinha, posso entrar?
- Sim, sim, entra! Diz!
- Bom, tendo em conta a entrevista e o que me disse nela, só posso concluir que o trabalho não foi suficiente. Na verdade, pensei que haveria uma evolução, da minha parte, naturalmente, no que toca a este mundo que descubro todos os dias.
- Ahn?
- Tenho mesmo de perceber, e percebo, que, aqui, só um estorvo, mais que um contributo. Mais uma despesa e fonte de preocupações, miúdas claro, que pode bem ser dispensada. O que quero dizer é que vou sair daqui, deste edificio, desta companhia.
- Hmmm...
- Há episódios que não consigo contornar, há atitudes suas que não são suportáveis, não sei mesmo até que ponto não terá havido falta de respeito, pelo menos, intelectual. Percebi que, numa primeira fase, a qualidade, volume e exigência do trabalho teriam que ser menores. Não o contesto. Acontece que passo aqui 10 horas do meu dia, ainda que com um pequeno intervalo. Não estando cá todos os dias da semana, isso não lhe pareceu ser impeditivo do que quer que seja. Hoje, com um cartãozinho azul, tenho exactamente o mesmo estatuto de há 8 meses. Não evolui, não regredi, estou na mesma. Daqui retiro que não percebo nada disto, que não sou preciso, que não faço a diferença, nem sequer consigo contar para a estabilidade. É frustrante e, francamente, pensei que fosse diferente trabalhar consigo. Afinal de contas, e isto que fique bem esclarecido, não lhe imputo seja o que for. De resto, já lhe disse que não é certo que me tenha faltado ao respeito. Acontece que, quando me vejo enquanto problema, torna-se fácil resolver, resolver-me.
Aceite a minha saída, guardarei boas memórias, suas e do resto."
sexta-feira, março 19, 2010
Uns e Outros
Esta semana, a propósito de uma aposta.
A valer um crepe.
Depois de ouvir, continuo sem saber, francamente.
Todavia, ainda me bato por esta:
A valer um crepe.
Depois de ouvir, continuo sem saber, francamente.
Todavia, ainda me bato por esta:
quarta-feira, março 10, 2010
sexta-feira, março 05, 2010
Uns e Outros
Grande escolha, minha cara!
Parece que passou despercebida a intenção do meu último post.
Na verdade, quero inaugurar nova categoria. Noto, de resto, que preferem o meu lado azeiteiro, pois então hei de encher isto de autênticos lagares de unto.
Pois bem, peguem lá um clássico!
Para a semana, qualquer coisa deste género.
Parece que passou despercebida a intenção do meu último post.
Na verdade, quero inaugurar nova categoria. Noto, de resto, que preferem o meu lado azeiteiro, pois então hei de encher isto de autênticos lagares de unto.
Pois bem, peguem lá um clássico!
Para a semana, qualquer coisa deste género.
sábado, fevereiro 20, 2010
Uns e Outros
O eterno confronto entre os velhos e novos tempos tem expressão em tudo.
Até na música.
Veremos até que ponto as velhas roupagens ficam bem quando re-vestidas por novos tecidos.
Big in Japan
ou...
Big in Japan?
Até na música.
Veremos até que ponto as velhas roupagens ficam bem quando re-vestidas por novos tecidos.
Big in Japan
ou...
Big in Japan?
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
Da Conta Corrente
(Não se deve começar texto algum com a expressão "ora bem", não é bonito, não é correcto)
Ora bem, desde que foi eleito, tenho com ele uma conta corrente.
Ora entra benefício, ora sai.
Digamos que não está no alto.
Todavia, há certas alturas, em que sobe...e sobe muito.
Aqui, por exemplo.
Subscrevo. A ferro e fogo.
Ora bem, desde que foi eleito, tenho com ele uma conta corrente.
Ora entra benefício, ora sai.
Digamos que não está no alto.
Todavia, há certas alturas, em que sobe...e sobe muito.
Aqui, por exemplo.
Subscrevo. A ferro e fogo.
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
O Sono
Dá-me para a depressão.
Começo a pensar que há pouco sentido em cada acto, que há pouca importância no que faço.
Não dá para ter sono.
Hoje deito-me às 21h
Começo a pensar que há pouco sentido em cada acto, que há pouca importância no que faço.
Não dá para ter sono.
Hoje deito-me às 21h
segunda-feira, janeiro 25, 2010
Trigésimo Segundo
Entendamo-nos.
Estás lá. (sempre estiveste).
És. (Sempre foste).
É. (Conta com isso).
Peço. (Mas não será no Chiado, mereces melhor)
Seja sempre assim.
Hoje é.
Estás lá. (sempre estiveste).
És. (Sempre foste).
É. (Conta com isso).
Peço. (Mas não será no Chiado, mereces melhor)
Seja sempre assim.
Hoje é.
segunda-feira, janeiro 18, 2010
Continuando a senda postadora dos videos
Porque não há talento para a escrita,
Porque nunca houve,
Porque se gostou disto,
Porque se afina pelo mesmo diapasão,
Porque nunca houve,
Porque se gostou disto,
Porque se afina pelo mesmo diapasão,
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Recorrer ao vernáculo
Com os testes de aferição aí à porta...
Com as apresentações a quererem pôr a cabeça de fora...
Com situações como estas...
Recordo-me, muitas vezes mesmo, de um diálogo que existiu, há uns bons anos, bons mas mesmo bons, ocorrido no programa "Minas e Armadilhas", que era dos primórdios da Sic.
Trata-se de um programa de apanhados.
Sem me lembrar bem qual era a situação,
Sem saber ao certo qual dos intervenientes era o apanhado,
Inesquecível é a tirada:
"Shor guarda! Olhe que a gente está aqui no meio da merd@.."
Com as apresentações a quererem pôr a cabeça de fora...
Com situações como estas...
Recordo-me, muitas vezes mesmo, de um diálogo que existiu, há uns bons anos, bons mas mesmo bons, ocorrido no programa "Minas e Armadilhas", que era dos primórdios da Sic.
Trata-se de um programa de apanhados.
Sem me lembrar bem qual era a situação,
Sem saber ao certo qual dos intervenientes era o apanhado,
Inesquecível é a tirada:
"Shor guarda! Olhe que a gente está aqui no meio da merd@.."
terça-feira, janeiro 12, 2010
quinta-feira, janeiro 07, 2010
A propósito do...
Arrependimento.
Pois bem, cada tema tem a sua música.
Hoje, o arrependimento.
Até admito que a música possa ter outras interpretações. Hoje interpreto-a assim.
Pois bem, cada tema tem a sua música.
Hoje, o arrependimento.
Até admito que a música possa ter outras interpretações. Hoje interpreto-a assim.
quarta-feira, dezembro 23, 2009
quarta-feira, dezembro 16, 2009
quarta-feira, novembro 25, 2009
30
2,5 também servia como título.
Maior do que no início.
Mais forte que nunca.
Melhor, como sempre.
Pela trigésima vez, obrigado Bibesca.
Maior do que no início.
Mais forte que nunca.
Melhor, como sempre.
Pela trigésima vez, obrigado Bibesca.
segunda-feira, outubro 26, 2009
O Regresso
Serve o presente para regressar.
À escrita,
ao desespero,
ao existêncialismo...
Naaaa!
Isto serve somente para referir que estou feliz.
Que sou feliz.
Que me fazes feliz.
Ontem, como sempre,
OBRIGADO.
À escrita,
ao desespero,
ao existêncialismo...
Naaaa!
Isto serve somente para referir que estou feliz.
Que sou feliz.
Que me fazes feliz.
Ontem, como sempre,
OBRIGADO.
terça-feira, setembro 29, 2009
Sr. PR
Afinal,
O Fernando Lima foi demitido porquê? Porque falou verdade ou falou mentira?
Quem é que o quis encostar ao PSD?
Quando é que começa a fazer sentido?
O Fernando Lima foi demitido porquê? Porque falou verdade ou falou mentira?
Quem é que o quis encostar ao PSD?
Quando é que começa a fazer sentido?
sexta-feira, setembro 25, 2009
28 (Num texto só lamechas com destinatário unico)
A vida pós-faculdade trás lições esperadas. Digo esperadas não porque lhes conheça os conteúdos, mas porque sabia que, a deteminada altura ia aprender que a vida não é sempre maravilhosa e livre encargos.
Pois bem.
Era de segunda à sexta. Das 9 às 18 e picos. Ao pequeno-almoço. Ao café, ao almoço, tantas vezes também ao jantar.
Those days are gone.
Hoje a tecnologia é a nossa melhor arma. Graças ao Bell progrediu-se até ao telemóvel. Também há a net.
Na verdade, ainda sinto que a melhor fase da minha vida perdura, agora só com uma forma diferente, quase como se tivesse um fato diferente, quando outrora havia um smoking agora resta uma fato e gravata italianos.
Estás em Albarraque e eu "na coina", é certo. Será?
Não.
Neste momento estás à minha frente, a falar comigo, a rir-te para mim, fumando com aquele teu ar tão sedutor. Diva que és, musa que inspira, estou permanentemente ligado a ti.
Já não são os muros do "antro" (tua expressão) que nos unem. Dele só temos a doce recordação de nos ter aproximado.
Hoje é algo tão maior, imaterial, mas palpável, gigante e incomensurável.
Passou o primeiro mês em que o nosso local de trabalho não é o mesmo.
Continua a nossa vida eterna.
Adoro-te.
Pois bem.
Era de segunda à sexta. Das 9 às 18 e picos. Ao pequeno-almoço. Ao café, ao almoço, tantas vezes também ao jantar.
Those days are gone.
Hoje a tecnologia é a nossa melhor arma. Graças ao Bell progrediu-se até ao telemóvel. Também há a net.
Na verdade, ainda sinto que a melhor fase da minha vida perdura, agora só com uma forma diferente, quase como se tivesse um fato diferente, quando outrora havia um smoking agora resta uma fato e gravata italianos.
Estás em Albarraque e eu "na coina", é certo. Será?
Não.
Neste momento estás à minha frente, a falar comigo, a rir-te para mim, fumando com aquele teu ar tão sedutor. Diva que és, musa que inspira, estou permanentemente ligado a ti.
Já não são os muros do "antro" (tua expressão) que nos unem. Dele só temos a doce recordação de nos ter aproximado.
Hoje é algo tão maior, imaterial, mas palpável, gigante e incomensurável.
Passou o primeiro mês em que o nosso local de trabalho não é o mesmo.
Continua a nossa vida eterna.
Adoro-te.
quarta-feira, setembro 23, 2009
segunda-feira, setembro 21, 2009
...e porque domingo vamos a votos
A campanha está porreiraça.
Acontece que ando, constantemente, a abrir o explorer nos sites do DN, Publico, Expresso e CM à espera do próximo escândalo. Dizem os especialistas que até quarta deve rebentar, agora com trunfos para o PSD.
Tendo certeza que já há poucos indecisos, so aguardo a bomba.
Tranquilo.
Acontece que ando, constantemente, a abrir o explorer nos sites do DN, Publico, Expresso e CM à espera do próximo escândalo. Dizem os especialistas que até quarta deve rebentar, agora com trunfos para o PSD.
Tendo certeza que já há poucos indecisos, so aguardo a bomba.
Tranquilo.
sexta-feira, setembro 18, 2009
Demasiado Grave.
Não se pode dizer, com toda a certeza, que isto é verdade.
Se for, é verdadeiramente muito grave.
Grave demais.
Se for, é verdadeiramente muito grave.
Grave demais.
quarta-feira, setembro 16, 2009
terça-feira, setembro 15, 2009
Reflexologia
Teremos ouvido, aqui e ali, coisas como:
"O Eng.Sócrates diz que eu não sou moderna. Pois eu digo que quem não é moderno é ele".
"Portugal não é uma província de Espanha".
Tudo bem, estamos num país livre, ao contrário do que diz a autora destas (quase) frases, mas de alguém que quer ser a timoneira da governação eu espero alguma elevação e consistência argumentativa. Se diz que não faz o TGV porque pode acentuar a dívida externa, há que conceder com as preocupações, ainda que parcialmente infundadas, da líder Social-Democrata.
Já apelar ao primário, mesquinho e até mesmo salazarento sentimento anti-espanha é rebaixar a inteligência dos eleitores ao grau zero.
Não escondendo que tenho a minha decisão tomada, no que ao voto diz respeito, tenho que defender que são necessárias individualidades várias a defender pontos de vista com ideias sólidas e concretas.
Temos Paulo Portas. Não podia estar mais longe de votar naquele partido. Todavia, se fosse governo, haveria certezas, haverias medidas concretas a serem tomadas. É um político que se habituou a ser honesto com o eleitorado. Foi um ministro do qual as F.A sentiram falta, foi um governante, submarinos à parte, que cumpriu.
Não que haja simpatia da minha parte, acontece é que a minha força política pode não ganhar sempre e, nesse caso, é menos mal ter alguém ao leme que, apesar de contrário às nossas convicções, tem um plano e intenção de o cumprir.
Como eleitor, senti-me ofendido.
"O Eng.Sócrates diz que eu não sou moderna. Pois eu digo que quem não é moderno é ele".
"Portugal não é uma província de Espanha".
Tudo bem, estamos num país livre, ao contrário do que diz a autora destas (quase) frases, mas de alguém que quer ser a timoneira da governação eu espero alguma elevação e consistência argumentativa. Se diz que não faz o TGV porque pode acentuar a dívida externa, há que conceder com as preocupações, ainda que parcialmente infundadas, da líder Social-Democrata.
Já apelar ao primário, mesquinho e até mesmo salazarento sentimento anti-espanha é rebaixar a inteligência dos eleitores ao grau zero.
Não escondendo que tenho a minha decisão tomada, no que ao voto diz respeito, tenho que defender que são necessárias individualidades várias a defender pontos de vista com ideias sólidas e concretas.
Temos Paulo Portas. Não podia estar mais longe de votar naquele partido. Todavia, se fosse governo, haveria certezas, haverias medidas concretas a serem tomadas. É um político que se habituou a ser honesto com o eleitorado. Foi um ministro do qual as F.A sentiram falta, foi um governante, submarinos à parte, que cumpriu.
Não que haja simpatia da minha parte, acontece é que a minha força política pode não ganhar sempre e, nesse caso, é menos mal ter alguém ao leme que, apesar de contrário às nossas convicções, tem um plano e intenção de o cumprir.
Como eleitor, senti-me ofendido.
quinta-feira, setembro 10, 2009
Hoje
Desembolsei.
Pensei.
Descobri.
Tomei uma decisão. Aquela que representa a grande decisão da minha vida até agora. Preferi um caminho que nunca pensei trilhar.
Não sabendo onde vai acabar, sei bem onde começa.
Venha de lá o trabalho, que rogarei por um grande serviço prestado.
Venham de lá as hipóteses, que tudo farei para as aproveitar.
Amanhã recomeça tudo de novo.
Pensei.
Descobri.
Tomei uma decisão. Aquela que representa a grande decisão da minha vida até agora. Preferi um caminho que nunca pensei trilhar.
Não sabendo onde vai acabar, sei bem onde começa.
Venha de lá o trabalho, que rogarei por um grande serviço prestado.
Venham de lá as hipóteses, que tudo farei para as aproveitar.
Amanhã recomeça tudo de novo.
terça-feira, setembro 08, 2009
Dando uma de Maltez Delgado Costa Lobo...
Para hoje, há uma de duas tomadas de posição a tomar.
Ou Sócrates consegue impor a sua força a Louçã, vencendo-o com argumentos políticos de peso e obra feita, ou tenta a aproximação para coligação em maioria absoluta.
Se não faz nem uma nem outra arrisca-se a perder votos (sendo que não tem assim tantos para abdicar) e a condenar, até, a vitória nas legislativas, depois do anuncio do "empate técnico".
A Alcina Lameiras que há em mim diria que vai tentar impor a força e não consegue.
Ou Sócrates consegue impor a sua força a Louçã, vencendo-o com argumentos políticos de peso e obra feita, ou tenta a aproximação para coligação em maioria absoluta.
Se não faz nem uma nem outra arrisca-se a perder votos (sendo que não tem assim tantos para abdicar) e a condenar, até, a vitória nas legislativas, depois do anuncio do "empate técnico".
A Alcina Lameiras que há em mim diria que vai tentar impor a força e não consegue.
A verticalidade
Atente-se nisto.
Sublinho o debate Sócrates/Jerónimo.
Diz Sofia Galvão que o lider comunista teve melhor imagem que o P.M. Melhor argumentação também.
Na mesma toada, Teresa Caeiro dá melhor nota às propostas comunistas.
Funny.
Sublinho o debate Sócrates/Jerónimo.
Diz Sofia Galvão que o lider comunista teve melhor imagem que o P.M. Melhor argumentação também.
Na mesma toada, Teresa Caeiro dá melhor nota às propostas comunistas.
Funny.
sábado, setembro 05, 2009
Tomando a Toada Política...
...confesso que aprecio estes debates pré-eleitorais a duas vozes, moderados por uma terceira.
Todavia, como não pode ser tudo perfeito, há temas que têm de ser explorados. Não basta dissecar o conflito entre professores e governo, não basta discutir obras públicas e segurança nas zonas urbanas e periférias.
Não se ouve uma pergunta sobre política ambiental. Não se sabe quais as linhas do governo para a Defesa, Agricultura, Negócios estrangeiros, Cultura! A que cultura terão os portugueses direito, isto citando um reputado académico? Que solução para a defesa?
Aos que me respondam que vem tudo no programa de cada um, é certo que 90% dos eleitores não leram coisa nenhuma. A TV é um meio priviligiado para debater e dar a conhecer opiniões nestas matérias.
Para quando?
Todavia, como não pode ser tudo perfeito, há temas que têm de ser explorados. Não basta dissecar o conflito entre professores e governo, não basta discutir obras públicas e segurança nas zonas urbanas e periférias.
Não se ouve uma pergunta sobre política ambiental. Não se sabe quais as linhas do governo para a Defesa, Agricultura, Negócios estrangeiros, Cultura! A que cultura terão os portugueses direito, isto citando um reputado académico? Que solução para a defesa?
Aos que me respondam que vem tudo no programa de cada um, é certo que 90% dos eleitores não leram coisa nenhuma. A TV é um meio priviligiado para debater e dar a conhecer opiniões nestas matérias.
Para quando?
quinta-feira, setembro 03, 2009
Já agora, a título esquizofrénico, com uma pequena teoria da conspiração:
- A. liga a B., agente que tem poder para cancelar jornal da TVi, para dar chá de sumiço ao mesmo.
Diz A. : "Pá, cancela lá isso, ainda pensavam que era o Sócas que andou a mostrar a autoridade, era trigo limpo!"
Agora, num tom mais sério:
"Oh X., que tal cancelarmos aquela asneira de sexta-feira. Para peixeirada, há o bolhão."
"Baza".
"Feito".
- A. liga a B., agente que tem poder para cancelar jornal da TVi, para dar chá de sumiço ao mesmo.
Diz A. : "Pá, cancela lá isso, ainda pensavam que era o Sócas que andou a mostrar a autoridade, era trigo limpo!"
Agora, num tom mais sério:
"Oh X., que tal cancelarmos aquela asneira de sexta-feira. Para peixeirada, há o bolhão."
"Baza".
"Feito".
Vou ser mais explícito: mas alguém do governo e afins teria a distinta lata e estupidez de calar, nesta altura, uma voz contestatária?
O Governo que conhecemos só sabe ser arrogante? Para além de arrogante, é estupido?
A ser verdade que alguém do governo fez pressões, vivemos, efectivamente, num país de estupidos.
O Governo que conhecemos só sabe ser arrogante? Para além de arrogante, é estupido?
A ser verdade que alguém do governo fez pressões, vivemos, efectivamente, num país de estupidos.
Teoria dos Jogos
Bla, bla, e tal e a teoria dos jogos.
Não há inocentes neste país.
Se por um lado é estrondoso que o Jornal Nacional tenha sido cancelado, não menos me espantaram as vozes que associaram este facto a pressões externas.
Mas o alcool atacou em força a classe jornalistica e blogger?
Então, toda a gente sabendo que o Jornal da TVi ia apresentar 5 peças sobre o freeport, alguém tem o descaramento de pensar que houve pressões?
Mas afinal, o que é que é mais grave? As peças de um jornalismo indigno do nome ou pressões sobre uma estação?
Todos sabemos.
Por todos incluo os membros do governo e respectivos acessores e entourage.
Não há inocentes neste país.
Se por um lado é estrondoso que o Jornal Nacional tenha sido cancelado, não menos me espantaram as vozes que associaram este facto a pressões externas.
Mas o alcool atacou em força a classe jornalistica e blogger?
Então, toda a gente sabendo que o Jornal da TVi ia apresentar 5 peças sobre o freeport, alguém tem o descaramento de pensar que houve pressões?
Mas afinal, o que é que é mais grave? As peças de um jornalismo indigno do nome ou pressões sobre uma estação?
Todos sabemos.
Por todos incluo os membros do governo e respectivos acessores e entourage.
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