quarta-feira, junho 30, 2010

Da falha (própria)

7 — São admitidos a exame psicológico de selecção os
candidatos que obtiverem classificação igual ou superior
a 10 valores em todas as provas de conhecimentos que
integram a fase oral.



Legislador ordinário
Sublinho: todas.
A bem da verdade, se lá dissesse "alguma das" em vez de "todas" dava exactamente no mesmo.
Disse uma vez o David: "I'll guess i'll try again tomorrow".

terça-feira, maio 25, 2010

Na verdade, o que seria de mim sem ti?

Se fossemos lá por dias, dava qualquer coisa como 1095 dias. Por horas, 26280.
Ainda que sejam contas que não relevem, nem só um bocadinho, a verdade é que quero, preciso, que tripliquem, quadrupliquem, por aí fora.

Estou contigo.

Quando estava a ver a minha sobrevivência académica a ir-se, apareceste.
Quando já via que era impossível seguir para uma vida digna desse epiteto, constaste.

Todas estas palavras são demasiado públicas, bem o sei, mas tenho que encontrar todas as maneiras que tiver ao meu alcance para te elogiar.

Mereces cada verbo.

É grande o teu peso em mim. É determinante a tua influência, o teu efeito.

Como tal, pela bilionésima vez, obrigado.

Por tantos dias,
por óptimas noites,
por todas as horas,
por cada minuto,
por cada beijo,
por cada ajuda,
por cada paciência,
por tudo.

Hoje, como sempre, não te mereço.

Mas, se me escolheste, tentarei fazer de ti a pessoa mais feliz do mundo.

quarta-feira, maio 19, 2010

Memórias

Anda por aí um mail a circular.
Pois anda.

Tem alterações legislativas.
Pois tem.

Uma delas fui eu que fiz, devidamente acompanhado por outra grande jurista.
Pois é.

Da altura em que eu ainda tinha graça.

sexta-feira, maio 14, 2010

José Luis Saldanha Sanches 1944-2010

Desapareceu.

Escrevo este post da Bilbioteca da Faculdade de Direito de Lisboa, instituição onde pude tomar contacto com o génio académico.

Só sabendo da sua importância antes e depois da revolução de Abril de 74 através de leituras multiplas, a superioridade intelectual foi vivida e sentida na pele.
Recordo as aulas, os manuais, até uma oral de melhoria, a primeira do meu iter jurídico.

Obnubila-se aquele que era, provavelmente, o mais incompreendido.

A Faculdade já lhe sente a falta desde que saiu.

Com toda a certeza, o mundo está muito mais pobre.

quarta-feira, maio 12, 2010

Estrada da Beira e beira da estrada





Carlos Santana...

e

Santana Carlos


Produção jurídica embrionária

Tem existido um sentimento de nostalgia, acho que está bem patente.
Tem-me dado, então, para rever o passado recente, ver o que se passou, o que fiz, sozinho, ou conjuntamente.
Deparei-me com isto.

Lembro-me que foi feita numa mesa da parte cimeira do bar novo da Faculdade de Direito de Lisboa.

Estavam, então, dois junior-juristas sentados, cheios de boas intenções e prontos para o debate.

As semanas de campanha foram do melhor. Naquela instituição de ensino, obviamente, as posições extremavam-se. Dialogar, perceber pontos de vista, rebater argumentos foram exercícios levados a cabo, tanto por mim como pelo colega de blog. Foi mesmo enriquecedor.

Já há algum tempo que não converso com o camarada de painel sobre o tema. Quanto a mim, subscrevo, hoje, a totalidade daquela carta.

Não mudo uma virgula, não altero nem uma letra.

Fico feliz, porque, afinal, nem tudo mudou.

terça-feira, maio 11, 2010

Digamos que, hoje, tou muita bem disposto



Constantemente.

Ser um desconhecido, o que não é nada mau.

Veremos o que isto dá.

O bom ave maria para vós.

segunda-feira, maio 10, 2010

A propósito do...

...dia de hoje.



Impar.

Um post à Julio Iglésias

Chegou, novamente, aquele momento que é cíclico na minha vida.
O momento em que a continuidade, mais ou menos agradável, conforme a época, acaba, entra uma ruptura colossal, vem a mudança e o passado é mais que certo e fica lá bem arrumado.

Nunca senti tão na pele a importância das minhas palavras.

sexta-feira, maio 07, 2010

A propósito do cinema contemporâneo em especial e da Vida em geral

"Dont think you are. Know you are."

De rerum natura

(Lamentável blogger este que repete títulos batidíssimos. Natureza da mediocridade)

Fazendo mal as contas, concluiu-se o ensino superior há cerca de 10 meses.
Portanto, mal citando la palisse, foi há menos de um ano.

Bom, está tudo como estava antes de se ter começado o dito, ou seja, há 6 anos.

O que quero eu dizer com isto?

De muitos momentos de soliedariedade, planos conjuntos, vivências mutuas, resta nada.
Como se ninguém se conhecesse.
Como nunca houvesse lugar a tantas e tantas horas de angustias e alegrias, a vida prosseguiu.
E isso é tão duro.

A vida continuou por um lado, renasceu, por outro, findou num outro ainda, e melhorou, isto para rematar.

Há uma diáspora, um movimento migratório sem devir. É tão estranho.
Findo o espaço comum, nada mais resta. Nada mais restou.

Para sempre está isto condenado.

Não que o encontro casual seja como seria se nada neste quinquénio tivesse acontecido. Pelo contrário. Acontece é que nada mais será, senão mesmo um encontro casual.

Irremediavelmente, estamos vetados à vida adulta.

Normalmente ela traria dinheiro e responsabilidades, alegria e luta, quiçá mesmo bem em mal.

Hoje, há luta, responsabilidades e mal.

Alguém se esqueceu que a moeda tem duas caras.

sexta-feira, abril 30, 2010

Hit do Momento



Eis a descoberta de uma grande amiga. (Bons tempos em que escrevias, miúda)
Na verdade, ainda que exagerem na parte dos assaltos, há que transigir em muito.
Desde imagens do quotidiano diário, até memórias de um passado não muito distante, está cá tudo.
Palpita-me que vou ouvir isto vezes e vezes...

segunda-feira, abril 26, 2010

O que só prova que o cavalheiro é muito profissional.

Como se vê pela gravura junta.

Sono

Estou com sono.
Tudo o que penso, só penso porque tenho sono.

Dá asneira ter sono.
Com efeito, já tinha dado conta disto tudo se não tivesse...sono.

Na minha cabeça, lutas marxistas, derrube do grande capital, expulsão das ordens opressoras.

Contra quem?

Marxistas, grandes capitalistas, ordens opressoras.

Ter sono é isto mesmo: lembrar-me do que sou, mas sobretudo, daquilo que não sou.

Possivelmente, daquilo que nunca serei.

(Bolas, tou mesmo deprimido, minto, ensonado)

domingo, abril 25, 2010

O meu (imensamente modesto) contributo para assinalar uma das melhores datas de sempre...



Claro que não era vivo quando tudo aconteceu.
Evidentemente que não vivi numa época anterior e, na prática, não tenho termo de comparação.
Não é menos verdade que nunca comi dejectos e sei que os odeio.
Perceber que hoje somos e estamos melhor é saber que valeu a pena.

quinta-feira, abril 22, 2010

Sempre ele, mas, acima de tudo, sempre Ela!

Um mimo, a fazer lembrar os tempos em que o mesmo perguntava quid juris se o presidente da AAFDL fosse apanhado a ter relações com uma menor.
Sempre na berra, o cavalheiro. Sempre na ordem do dia.

domingo, abril 11, 2010

A respeito do sobrenatural

Tenho um livro das respostas.

Pensa-se na pergunta, coloca-se a mão em cima do livro, pensa-se na pergunta por 10 segundos, aproxiamadamente, abre-se, folheia-se até à página que terá a resposta e lê-se.

Hoje fiz duas vezes a mesma pergunta.

1ª Resposta: Vai ficar desiludido.

2ª Resposta: Terá de tomar a iniciativa.

Começo a acreditar. É que ambas fazem sentido e, mais ainda, não se anulam, antes complementam-se!

quinta-feira, abril 08, 2010

As hipóteses ou simples desejos reprimidos pela moral e bons costumes

Supondo (só supondo)...

"- Bem, agora que chegámos ao fim destas sessões, gostaria de ouvir as vossas opiniões sobre as mesmas. Vamos começar por si, que esteve sempre tão bem e tão segura.
- Bom, sr.Professor, eu adorei, aprendi imenso, foi óptimo, foram os meus seminários preferidos, e espero que a tese tenha a ver com isto, porque eu sinto a vocação. Obrigado por todo o apoio, dos senhores professores e dos colegas.
- Ah, obrigado! Foi sempre um prazer ouvi-la. Faz-me lembrar uma história com o (...) em que ele estava a dar uma aula e, quando acabou, veio ter comigo e perguntou se queria ir jogar bridge. Eu, na altura, não jogava bridge, nem sabia bem o que isso era, lá fui...e olhe, foi até hoje. Você faz-me lembrar esse professor, que só me levou por bons caminhos e sempre disse qualquer coisa de útil. Bom, de um lado completamente oposto, ahahahaha, temos aqui o lev davidovich, diga lá de sua justiça!
- Bom, a honestidade intelectual lá me obriga a dizer que foram seminários onde tive efectivamente de puxar pela cabeça, mas cumpre ser sincero: foram ataques permanentes ao ego, à pessoa e às palavras. Nunca na vida terei visto tanto enxovalho. Felizmente, tão depressa era eu o visado pelas críticas pessoais, como certos e determinados professores, designadamente, outros que regem uma cadeira que aparenta ser por si ambicionada. Aí, tudo igual. Agora, felizmente que têm ambos uma carreira universitária, uma melhor que outra, convenha-se, porque as relações humanas, o respeito básico e tudo o que pode caracterizar a decência está em falta, se não mesmo perdido para todo o sempre. Termino o que aqui digo com votos dos maiores sucessos. Não para mim, claro, que depois de tudo dito, a penalização, oportunamente, virá. Digo para o vosso futuro. Não o perspectivo brilhante, nem especialmente feliz."

Supondo (esta já mais possível e até mesmo já agendada),

"- Queria dar-lhe uma palavrinha, posso entrar?
- Sim, sim, entra! Diz!
- Bom, tendo em conta a entrevista e o que me disse nela, só posso concluir que o trabalho não foi suficiente. Na verdade, pensei que haveria uma evolução, da minha parte, naturalmente, no que toca a este mundo que descubro todos os dias.
- Ahn?
- Tenho mesmo de perceber, e percebo, que, aqui, só um estorvo, mais que um contributo. Mais uma despesa e fonte de preocupações, miúdas claro, que pode bem ser dispensada. O que quero dizer é que vou sair daqui, deste edificio, desta companhia.
- Hmmm...
- Há episódios que não consigo contornar, há atitudes suas que não são suportáveis, não sei mesmo até que ponto não terá havido falta de respeito, pelo menos, intelectual. Percebi que, numa primeira fase, a qualidade, volume e exigência do trabalho teriam que ser menores. Não o contesto. Acontece que passo aqui 10 horas do meu dia, ainda que com um pequeno intervalo. Não estando cá todos os dias da semana, isso não lhe pareceu ser impeditivo do que quer que seja. Hoje, com um cartãozinho azul, tenho exactamente o mesmo estatuto de há 8 meses. Não evolui, não regredi, estou na mesma. Daqui retiro que não percebo nada disto, que não sou preciso, que não faço a diferença, nem sequer consigo contar para a estabilidade. É frustrante e, francamente, pensei que fosse diferente trabalhar consigo. Afinal de contas, e isto que fique bem esclarecido, não lhe imputo seja o que for. De resto, já lhe disse que não é certo que me tenha faltado ao respeito. Acontece que, quando me vejo enquanto problema, torna-se fácil resolver, resolver-me.
Aceite a minha saída, guardarei boas memórias, suas e do resto."

Humor mais negro não há

Um futuro grande (enorme) pianista.

quinta-feira, março 25, 2010

Parecem 34 segundos.

Passa a voar.

Sabemos bem porquê.

Obrigado.