domingo, julho 12, 2009

Sentenças

Acordão 1/2009:

A Secção Única do tribunal do Bitaite anula a resolução 1/2009 com os seguintes fundamentos:

- Quem a aprova,profere e publica não tem legitimidade;
- Para tal, era necessário ter ido sempre a todo o lado consoante o assobio;
- Não tendo ido, azar, fica a ver.

Mais se adita:

- Metam-se as boas intenções no estaleiro.

sábado, julho 11, 2009

Resolução 1/2009

Há que marcar bairro frequentemente.
Vão todos, vão poucos.
É mister que assim seja.

quinta-feira, junho 25, 2009

Retratos 25

São imagens de um dia que pode ser considerado como dos melhores de sempre.
A viagem foi a Alfama, passando por tantos outros sitios, uns repetidos outros por explorar e descobrir.






Aqui, é clara a ressaca do momento alto da cidade de Lisboa: a noite de St.António. Ainda por limpar, é certo, o charme não escapa.



A cada beco, a cada esquina, um silêncio ia morrendo a cada palavra de algum habitante. A cidade está envelhecida, mas a falta da juventude de outrora não impede o convívio e uma boa conversa.



O explendor é o maior. Ainda que a falta de perícia do fotógrafo seja evidente, deixem que diga que impressiona visitar cada rua e viela. Há todo um património sociológico em cada palavra amiga, em cada expressão e café. Tudo em Lisboa respira.



Tudo isto não faz sentido a não ser...a não ser que seja partilhado. A não ser que haja alguém tão próximo que permita degustar e provar aquilo que provamos.
Na verdade, passam 25 meses desde o dia 25 essencial na existência. Mais do que nascer, o autor completou-se.
A mágia do sentimento misturou-se com a força de uma capital.


Obrigado.

quarta-feira, junho 17, 2009

Tou um lírico de trazer por casa.
Por hoje, chega.

A Economia

A esta hora, há um conjunto de programas no ar a versarem sobre economia.
Aparentemente, o pessoal sabedo que fala.
Penso mesmo que o que está a ser dito em Português teria uma ar muito mais acertivo e correcto em Inglês ou mesmo Polaco.

Na verdade, aposto que há pessoal com fome.
Não daquela que se tem entre o almoço e o jantar.

Aos poucos, a religião faz sentido: há algo de reconfortante em saber que estes trastes terão um lugarzinho no inferno.

Infelizmente, para o autor do blog isso faz tanto sentido como uma viola num enterro.
Diz que vem um Chileno para o Sporting.

De facto, do Chile podemos contar com boas postas de pescada para filetes.
E jogadores?
Durante os últimos minutos tenho estado a escrever.
Há que não levar a forma demasiado a sério.
Também não se dê importância ao conteúdo.
Na verdade, só deste post para a frente é que a coisa se resolve.
Madaleno cumpriu a obrigação a que estava adstricta.
Fiel ao dever, como sempre, exonerou-se de qualquer responsabilidade e entregou os exames que lhe competia corrigir.
Já não deve nada a ninguém.
Provavelmente fará umas orais. Se alguém tiver azar, ainda lhe tocará corrigir uns exames em Julho. Todavia, o que se quer salientar é que já não lhe cabe dizer qual é classificação final de um aluno aquela cadeira.
Sócrates vai repetir a maioria absoluta.
Havia ali um sorriso.

Depois da pergunta fatal como o destino (Dúvidas?), eis que os olhos brilhavam e o sorriso tomava o rosto anteriormente sério.
A certa altura do caminho tortuoso que leva alguns anos a trilhar, pede-se que falemos da boa fé. Não da tutela da confiança. Não da materialidade subjacente. Isso é saber de mais.
Quer-se de menos.
Ali quando faltarem 10 minutos para que a ordem de entrega seja proferida, é suposto que falemos dos agentes da administração pública. É suposto dizer que há qualquer coisa que os vicula, um artigozinho qualquer.
Por outro lado, se dissermos o que é o interesse superior da criança, não estaremos a contribuir para a aprovação de uma cadeira de direito da familia.

Porque não interessa aplicar um regime.
Muito menos importa que até se saiba a matéria que é suposto saber.

Importa ter nascido como a Professora Eunice.
Importa ser a Maya e perceber que a Roda da Fortuna, o Dependurado e a Morte significam qualquer coisa a roçar o científico.

segunda-feira, junho 08, 2009

Eis uma bem reboscada:

Nunca serei um Gordon Brown.

quinta-feira, junho 04, 2009

Ora, voltando ao texto...

Sirvo-me disto para dizer o mesmo de sempre.

A Lei Fundamental costumava ser minha amiga.

Moral da história: Os Romanos é que tinham razão.

segunda-feira, maio 25, 2009

2



A ti.

Obrigado.

Elevada à categoria de Deusa. Guardada no meu coração como fé pessoal.

domingo, maio 24, 2009

Agora me lembro...

...que o fundamentalista professa a boa nova amanhã.
Que não me falte o 24º.

(A última) Música Para a Semana



Dá-lhe, Hermínia!

Mesmo repetindo a ideia (que é como quem diz alguma cadeira) para o ano que virá, verdade verdadinha é que falta uma semaninha de aulas.
Uma. Ao fim de tantas.
Aconteça o que acontecer, já se sabe, é a sina.

Tu podes mentir
Ás leis do teu coração,
Mas, aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, quer queiras, quer não
Tens de cumprir a tua sinaaaaaaaaaaaaaaaaaa

(Até mete leis e tudo)

domingo, maio 17, 2009

Saudades



Tudo bem, podia ser algo mais sério, mais profundo, eventualmente uma letra de um autor maior.
Todavia, a esta distância, como não perguntar...isn't she lovely? Course she is.

Por um lado, doi a distância, por outro, amanhã já está comigo, aqui bem perto. Celebre-se

The one.

Saudades tuas...

sábado, maio 16, 2009

Da incapacidade

Havendo um poder judicial paralelo, que julgasse a moral, por exemplo, a sentença teria sido proferida, já há bons tempos.
Não sou capaz.
Falho.
Todos os dias, assim tipo todos os segundos.

Não sirvo.
Não compreendo.
Simplesmente, falho.

Para que sirvo eu afinal?

quarta-feira, maio 13, 2009

A lei fundamental e eu

Cabrão.
Falhado.
Ele.
Eu.

Outrossim.
Outro não.

quarta-feira, maio 06, 2009

Tempos

Chega, por esta altura, o sentimento de saudade que tende a aumentar, que me leva a pensar que todo o tempo com ela não é suficiente.
Também aparecem alguns pretensos ódios de estimação.
Tudo isto existe.
Tudo isto é triste.
Tudo isto é stress.

domingo, maio 03, 2009

Uma noite...

...em que volto a ter certezas.

Como um click, a tal.

quinta-feira, abril 30, 2009

Fui mais um.
O próximo não será o último.

sábado, abril 25, 2009

A felicidade também pode ser um Dia



Sempre.

Datas

Podia falar em 35.
É importante, foi uma mudança na história, uma mudança valorosa para gerações vindouras.

Para já, falo de 23.
A unidade de tempo é menor.
Todavia, o coração bate com uma intensidade muito maior. São dias e horas que se tratam de ser verdadeiras revoluçõezinhas.

A minha vida mudou.
Agora, não serei um Marcello Caetano que a deixe ser revolucionada de novo.

Obrigado

quinta-feira, abril 16, 2009

Está mais vazia.
A casa.
A gente que nela habita.

quarta-feira, março 25, 2009

22

Há uns tempos, escrevia: "22 dias brutais".
Hoje, são 22 meses.
Tenho a certeza que, quando se atingirem os 22 anos, o tempo terá passado tão depressa como até aqui.
Porque só uma vida assim se vive à velocidade da luz.

Pela vigésima segunda vez,

Obrigado.

segunda-feira, março 09, 2009

O Irrefuctável

Haverá alguma coisa como ele?
No modesto entendimento do autor do post, não.
De facto, a existência pauta-se por objectivos, de menor ou maior monta. Passa pela aplicação de verbos como "querer", "poder", "pagar", esforçar". Da sua perfeita conjugação, o nivel de vida final será aquele que se merece, aquele pelo qual se lutou.

Sou um grande aldrabão.
Fosse isto e a religião acabava.

Realidade: uma espécie de teoria das esferas. Colidindo umas com as outras, chegamos á conclusão que tudo se pode resumir à influência que se tem numa pessoa e na influência delas que deixamos que elas tenham em nós.
Num ponto muito específico, sei que a influência em mim exercida é parecida à do lado negro da força sobre o Luke.
Por outro lado, por mais que tente, sou fungível e a influência que tenho é tudo proporcional ao adjectivo empregue.

Tenho que viver com isto.

domingo, março 01, 2009

Semana

É importante viver correctamente os próximos 7 dias.
O conceito "viver correctamente" tem uma fluidez tudo ou nada semelhante com "depedência económica". Num esforço de interpretação e explicação, posso afiançar que se traduz, de forma sucinta, na tomada de escolhas certas, esperar passivamente o que vem e, sobretudo, dar tudo até ao bofe final.
Há trabalho.
Dá trabalho.
É o princípio do último esforço.

Fora isso, tudo o resto.
Fora isso, tudo o que faz sentido

Qualquer coisa de que me lembrei:




NdR: Este texto não serve propósitos sedutores de atrair leitores.
É indecifrável.
Eventualmente, um ou outr@ lá chegarão.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Somas

É verdade.
Passam 21 meses desde o beijo de despedida.
Para ser franco, o que custou a passar foi todo aquele tempo desde a hora de deitar e o reencontro.

Mas não posso dizer que um único dia, desde então, tenha custado a passar. Desde que a tenho ali, tão perto, tudo voa.
Voa.
Voa.
Voa...

Sangro, todavia, nas horas. Pereço a cada intervalo.
Fazes falta quando não estás.

Desde o primeiro dia.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

A Importância do Entrocamento

Não estou a falar da terra, da localidade. Se por acaso escreveu "Entroncamento" no google, aeiou, sapo, clix, ou outro browser de pesquisa, faça retroceder. Todavia, se não tem assim tanto tempo a perder, pode ler, que hoje é rápido.
Porque raio é que alguém pesquisa sobre o Entrocamento? Ele há cada um...
Não, não o estou a julgar, calma. É uma terra tão bonita. Eis o meu contributo para a sua pesquisa: é centro de fenómenos. Grandes Abóboras, couves, vegetais em geral.
Adiante.


Às vinte horas e trinta e nove minutos do dia vinte e três de Fevereiro do ano de dois mil e nove, o autor percebe que ter família próxima, num grau de parentesco que não se pode definir aqui, sob pena de se perder o encanto da escrita e a crítica camuflada ao estilo cobarde do qual sou tributário, é algo pouco distante da condenação à forca figurada. O que é uma forca figurada? Fica para outro dia. É uma coisa tipo morte literária.
Se fosse (lembro que "fosse" é forma verbal do verbo "ir" e, como tal, é verbo interessante para se colocarem algumas perguntas) ficava irremediavelmente longe daquilo que me dá vida. Precisaria de a transportar comigo para que o Mozart fizesse sentido.
Não fui.

Acho que esta frase diz tudo.
Para esclarecimentos, há messenger e caixa de mail.

Bem-hajam.

sábado, fevereiro 21, 2009

Sempre a manter o nível

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

É o que dá ficar em casa de manhã...

Todos discutem a eutanásia.

Sobre ela, só podem existir dois pontos de vista: o jurídico e o ético.

Do ponto de vista jurídico, duvido que alguma vez exista eutanasia em Portugal, pelo menos com esta Constituição.

Do ponto de vista ético, haja paciência, mas que ninguém comece a tecer considerações começando com a iluminada frase: " sou contra a eutanásia". Até hoje, não conheci ninguém que fosse a favor. Que eu saiba, quem a solicita está mal. Muito mal. Quem diz isto deve querer convencer alguém que quem estiver em estado vegetativo pode encomendar os serviços da funerária local. A eutanásia não é homicídio.

Coisa diferente, é dizer que se preza a vida acima de tudo. Esse é um dos argumentos que colhe. Não há nada de errado em achar que a vida não pode só ser lida como uma vida de plena saúde e de plena capacidade. Se a vida é santa para alguns, se é algo que está fora do alcance da disponibilidade pessoal, pois bem, é algo que vale o que vale, é posição que tem defensores.

Pessoalmente, não acredito que haja valores absolutos. Todos serão restringidos, devem mesmo sê-lo, muito pela razão de se salvaguardar, em casos em que tal aconteça, a prevalência de outros valores, quiçá superiores.

Neste caso, que é especial, prefiro pensar que a autonomia e vontade humana valem acima de tudo. Com a tomada de decisão de terminar a vida, não se está a afectar a vida de ninguém, não se esta a devassar a privacidade seja de quem for, muito menos se está a privar alguém de algo que lhe é essencial.

Se é verdade que podemos fazer quase tudo o que não vá bulir com a esfera de terceiros, este é um caso, de escola diria, em que a decisão não afectará mais ninguém, senão o próprio.

Problema diferente se colocará quando a decisão não parta do "afectado". Temos o caso italiano, de Eluana. Aí, nada podia ser mais difícil. Até que ponto, estando a senhora na posse de todas as suas capacidades, decidiria pelo fim da sua vida? Quem levanta este caso, pode sempre falar de outros.

Trata-se de um problema de critério. Quando é pode existir uma decisão tomada por alguém que não aquele que pode perder a vida? Qual o critério?

Não tenho, por agora, argumentos nem conhecimentos para avançar com um. Uma boa hipótese passaria por decisões prévias, preventivas, valendo para o futuro, i.e, num momento da vida, haver uma declaração com força vinculativa, algo semelhante a um testamento, de alguém que decidia pela fim da sua vida, em circunstâncias especiais.

Termino como comecei: este assunto "morre" quando passamos os olhos pela lei fundamental. É que se na questão da IVG poder-se-ia levantar a dúvida acerca do começo da vida humana, claramente, neste caso, há vida humana e, como tal, ela "é inviolável".

terça-feira, fevereiro 10, 2009

These Days

É o título de uma música dos Bon Jovi.
Não gosto especialmente.

Já começo a ficar farto do frio.
De sair do banho de manhã e gelar.
De me vestir com a pressa de quem precisa do calor para sobreviver à intemperie.
De acordar com um céu que ainda não recebeu a manhã luminosa em sua casa.

Fico farto de ficar sem ela, de um dia para o outro.
Se nao estivesse farto disto, palpita-me que também não estaria farto do resto.

domingo, fevereiro 08, 2009

"Do you read a lot, Jamal?"
Risos
"I can read"

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Lista de Links actualizada!

sábado, janeiro 31, 2009

Vá lá ver...

Realmente, é abaixo de 4.5€, mas também não estamos a falar de uma garrafa de litro, pá!

Eis a prova plena

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Momentos de Extra Boa Disposição



Pensem o que quiserem.

É coragem.

Tudo bem, coragem engarrafada.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Resigno-me

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Tudo bem.

Já me conformei. Nunca fui o melhor a coisa nenhuma.
Mas hoje há menos uma a chatear.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

"...Na saúde e na doença..."

Obrigado.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Se não nos Virmos Mais...



Natal em Paz e Ano Novo em Guerra! (mas uma guerra bonita...tipo a dos sexos)

Há um ano...

Dizia-lhe, acho que assustado, que aquele era o penúltimo natal ali dentro.
Respondeu-me que sim.
Chumbassemos, ou passassemos, aquele seria sempre o penúltimo natal ali.
O tempo voou até ao dia de hoje.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Relembrar x5

É sempre na altura dos testes que percebo o meu grau de burrice.
Gastando horas a ler.
Tempo que poderia ter utilizado com a tal.
Aguentando, porque a matéria nem sempre é o que se quer e se gosta.

As notas não valem nada.

Muito trabalho, pouco resultado.

Na verdade, há aqueles que conseguem o inverso.

E eis que fica definida a inteligência.

Não caibo lá.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Efeito Dominó

Pim-Pam-Pum-Ploc

De todas as responsabilidades (financeira, civil, penal, contra-ordenacional), a minha preferida é...a minha. Não por ser a minha, mas por ser atípica.

terça-feira, dezembro 02, 2008

Diálogos Familiares

- És uma insensível.
- Não sou nada.
- Claro que és! Aposto que se visses uma criancinha a arder não a ajudavas.
- Não, era solidária.
- E fazias o que?
- Ardia com ela.

Descendente, 1º grau, linha recta, sexo feminino e mais não digo.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Obrigado.
Sim, é para ti.

quarta-feira, novembro 26, 2008

Antipodas

Poder da música. Memória. Prazer. Alegria. A tal.
Poder da música. Desgosto. Identidade de gosto. Desgoto como que redobrado. Memória chamando pelo seu querido alemão danado, o Alzheimer. Danação. Repulsa. Cicrano.

Ver isto enquanto procedimento administrativo que desemboca num acto que é, nem mais nem menos, uma imposição unilateral a apelar ao meu esquecimento imediato que determinada banda, sequer, assentou os pés da terra.

Trabalhar para igreja enquanto a famelga morre toda.

segunda-feira, novembro 24, 2008

1,5 que podem ser 18

Nesta data, relembro, essencialmente, dois momentos distintos: um mês, passado recente, 17 meses, todo o resto.
O mês passado foi relatado. Se algo de bom se pode dizer dele é que se aprendeu. É na hora mais crítica que espreita o melhor carácter. Espreitou, olhou, venceu. Venceu-me. Sabe bem.
O resto é uma iniciação à vida longe dos horreres da caverna do Platão. Das sombras se fazem formas, da mentira se faz verdade.
Estou vivo.
Corres-me nas veias.

domingo, novembro 23, 2008

Ser Alguém

Só se tem estatuto quando se dá algo essencial na nossa vida.
Comigo deu-se.
Para além do que significa, note-se, que não é em Portugal, é além fronteiras.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Precisamente

Nem mais, nem menos

domingo, novembro 16, 2008

BSO Memoráveis

quinta-feira, novembro 13, 2008

Devaneios e Palhaçada

Primeiro, a palhaçada:

- Sr.Doutor, qual a estrutura do teste?
- Acusatória, mitigado pelo inquisitório.

- Quem és tu?
- O Homem da Vara Criminal

Devaneios

- None.

Conclusão: Metade palhaço e a outra metade também.

terça-feira, novembro 11, 2008

Estagflação

Vale bem que fique lá no alto, que de lá não desça.
No entanto, também não sobe.

Num dia de interrogações, há duas coisas que merecem ser partilhadas: uma pergunta e uma tradução.

"I'm not the man they think I am at home
I'm the Rocketman"

- Que home é esta?

Quando era jovem, parecia que a vida era tão maravilhosa,
Um milagre, oh era tão bonita, mágica.
E todos os pardais nas àrvores estariam a cantar,
Cheios de alegria, cheios de vontade de brincar, a olharem para mim.
Mas quando me mandaram dali para fora para me ensinarem a ser sensível
Lógico, responsável, prático.
Depois mostraram-me um mundo em que podia ser tão dependente
Clínico, Intelectual, Cínico.

Alturas há em que todos os mundos dormem,
As questões vão fundo
Para um homem tão modesto.
Será que, por favor, me podes dizer o que nos foi ensinado
Sei que parece absurdo
Por favor, diz-me quem sou.

Agora, cuidado com o que dizes, ou chamar-te-ão radical,
Liberal, Fanático, Criminoso.
Não dás o nome? Gostavamos de ter ver
Aceitável, respeitável, apresentável, um vegetal

Alturas há em que todos os mundos dormem,
As questões vão fundo
Para um homem tão modesto.
Será que, por favor, me podes dizer o que nos foi ensinado
Sei que parece absurdo
Por favor, diz-me que sou.

segunda-feira, novembro 10, 2008

Imbróglio

Ziguezago, ziguezagueado,
Ora aqui, nem sei bem quando.
Imiscuir-me nos buracos da chuva
aparenta ser sobremaneira audaz.
Querer saber ao que cheiram,
quanto medem
como são,
tal não é para mim, isso não.

Vivendo vivo tranquilo.
O dia nasce e sei que respiro.
Se o coração bate então me cinjo
ao sangue a fluir, fluindo.

Fatal, fatalismo, semântica do ridículo,
Volto ao olhar para o palácio
Burro que sou
Inteligente não me finjo.

Cada dia, diária experiência
Vivência escrita, mal contada
Ainda que partido cerebralmente
Presente na análise de cada subconsciente.

Este Ano...



Nem esta nos toca...

sábado, novembro 08, 2008

Atalhando caminho, isto é crescer

No Bairro do Amor, há quem pergunte a sorrir.
Será que ainda cá estamos, no fim do Verão

De pequeno que a oiço.
Hoje, ao recordá-la, percebo o que diz.

(Não, não foi só hoje que a percebi. Só digo que, hoje, se viveu o impacto)

quarta-feira, novembro 05, 2008

Modificação Objectiva da Instância

Na peugada de umas leituras internauticas da autoria de destacados adidos jurídicos da actual experiência governativa, eis que refiro algo que mudaria, assim pudesse.


Because maybe
You're gonna be the one who saves me
And after all
You're my wonderwall

Melhor estaria:

Certainly
You're gonna be the one who saves me
Because after all
You're my wonderwall

Non sense...

segunda-feira, novembro 03, 2008

O Atraso deste País, Vejam Bem

Reivindicações de Abril:

Atendidas...

...Agora




quinta-feira, outubro 30, 2008

The early years

Naquele começo de vida (não o nascimento, o outro em que percebemos que há pessoas no mundo para além do pai e da mãe) há dúvidas que só o tempo sana.
O registo popular da música, a que certos eruditos apelidam de "música comercial", traz pistas e algumas ajudas.

You can't hurry love
No, you just have to wait
She said love don't come easy
It's a game of give and take
You can't hurry love
No, you just have to wait
She said trust, give it time
No matter how long it takes

Depois de chegar, ei-lo que fica.

quarta-feira, outubro 29, 2008

In spite of

Ainda que este blogue se tenha deixado do comentário político, a minha pele está semelhante à de um galo.
O C.S.E (Conselhor Superior de Educação) emitiu um parecer afirmando que até aos 12 anos de idade os alunos não deveriam chumbar.
De duas, uma:
Está tudo doido;
Está tudo sedado.
Não encontro outras explicações.
Haverá? Alguém que mo explique. Fala-se em exemplo Nórdicos ( que a par dos Irlandeses são uma espécie de alma mater), fala-se na criança.
De uma vez por todas, para quando uma escola pública de qualidade?

terça-feira, outubro 28, 2008

Perpetum Mobile

O Prof.Chibanga perguntou, a certa altura, se a Amadora contava.
Em certos momentos da vida, somos um bocado de prof. Chibanga, tentamos comparar o Al Capone com um qualquer pilha galinhas e o esforço sai frustrado porque não há como ligar um ao outro.
Todos perguntaram se a Amadora contava em certa altura.

sexta-feira, outubro 24, 2008

17, XVIII

É o assunto mais crónico, por ser o mais querido, por ser o mais importante.
Posto pela 17ª vez o anuncio do estado zen que teve início, precisamente, há 17 meses.




Quem me lê, esse vasto auditório, sabe que muito se disse, muito se considerou, que muito rejubilei. Pois bem, podia repetir tudo o que disse, considerei, podia repetir o jubilo que foi ouvir um simples "não vejo porque não", podia explodir em mim, acabar noite a ver aquele filme chave em tudo o que foi momento desta existência e a falar com dois bons amigos que levo da instituição de ensino superior público que é o Fim da Linha.




Remeto para todos os posts anteriores, por razões simples de comodidade. Todavia, há algo novo a dizer e essa matéria é tratada agora.





Passado um Outubro sui generis, nenhum dos subsequentes pode ser mais "Everestiano". De uma escalada que se efectuou, de muito gelo que se foi entranhando nos ossos, nas veias, por vezes até no bater do coração, chegou-se ao topo, de noite, fez-se uma fogueira e ali se conversou, se conviveu e se espera pela manhã para se voltar á base, contar como foi e fazer a vida de sempre, uma grande vida.




Sabendo que não existem mãos invisiveis, forças transparentes, uma relação presta-se a desafios, desafios que só podem ser resolvidos com a vontade de quem está nela.
Para terminar, direi que as respostas foram certeiras.
Agradeço-lhe, porque lhe devo uma estabilidade que raramente tive. Por um amor tão único que jamais terá igual.



*

quinta-feira, outubro 23, 2008

Reminiscências

Não tem nada a ver.
Falhou, faliu.
Se queremos algo, se a queremos, há que por ela lutar.
É por estas e outras que o Direito Civil dá cartas.
Milhares de anos.

Certo Alentejano...

...cantava que ela tinha sido a música que nele tinha ficado a certa altura da vida.
A "minha ela" é um album completo, uma orquestra sinfónica e um grupo Gospel do Harlem profundo.
A musicalidade que trouxe, os poemas oriundos das entranhas mentais e os acordes...
Nesta altura toco-lhe uma espécie de sonata...ainda assim, estou certo que, daqui a tempos, voltará o rondó turco.
De ambos.

sábado, outubro 18, 2008

Saiu em Diário da República que ele se aposentou

É dificil ser-se compreendido.
Na vida em sociedade, todas as pessoas têm objectivos que querem alcançar, que querem realizar. Há até quem diga que esse é o sentido da vida.
Se o Homem fosse naturalmente bom, verdadeiramente bom, mesmo mesmo bom, não haveria entraves: os objectivos jamais colidiriam com terceiros, pelo que estavam permitidos, ou então, se colidissem, e ainda agarrando na permissa anterior, esses terceiros permitiriam, por tão bons que eram.
Ora, nada disto é verdade. O Homem é caracterizado pelos defeitos que tem. Se tem objectivos vai ter sempre de lutar por eles. Muitas vezes não conseguirá.
O Prof.Saldanha Sanches aposentou-se da docência da Faculdade de Direito de Lisboa.
Na minha óptica, faz parte de um grupo restrito de mentes daquela instituição.
Durante o seu percurso académico lutou. Enquanto professor lutou. Na derradeira prova que lhe traria o merecido valor reprovou.
Não porque fosse menos competente. Não porque estivesse mal preparado.
Nunca foi compreendido.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Post do Estaleiro

À meia duzia que me lê,
Aos impacientes que me esperam,

Serve o presente para informar que cesso, ainda que provisoriamente, funções.
Acontece que troquei de servidor de internet e, como tal, não me consigo ligar, por razões que só deus saberá...

Até lá, votos de grandes conquistas e melhores leituras.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Confessa-se...

...que também a 15 de Outubro se viveu o momento mais bonito de uma relativa existência.

A 15 de Outubro voltei

Sentir-me aflito uma vez mais.
Não caber em mim mais uma vez.
Respirar um ar puro. Rebentar a cada segundo. Transcender-me a cada instante.
Voltei a tudo. Voltei à plenitude. Voltei a estar completo.

Se jamais mudar, poderei daqui por milhões de anos dizer que morri feliz.
Por agora, só posso constatar: Nasci. Voltei ao old self.

Voltei a rir-me no comboio.

A vida começa a cada 15 de Outubro.

Obrigado.

domingo, outubro 12, 2008

Nunca li nada do cavalheiro

Há horas, até mesmo dias, em que a meditação leva a certos caminhos.
Esses caminhos vão dar a conclusões.
Cito quem conclui, ou concluiu, tão melhor que eu:

"Só se ama o que não se possui completamente"
Proust
Eu acrescentava: só somos amados sendo possuidos completamente.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Avulsos Instantaneos IV

"What did you say
I know I saw you saying it
My ears won't stop ringing
Long enough to hear
Those sweet words
What did you say"

Avulsos Instantaneos III

"Que a solidão é dura
E o amor é uma fervura
Que a saudade não segura"

Avulsos Instantaneos II

"When you were here before
Couldn't look you in the eye
You're just like an angel
Skin makes me cry"

Avulsos Instantaneos

"No Bairro do Amor
Cada um tem que tratar
das suas nódoas negras sentimentais"

quarta-feira, outubro 08, 2008

Erros Cancioneteiros

Nem sei se a palavra existe.
Para mim,esta era digna de um Felizberto Desgraçado, eventualmente de um Serafim Saudade.
Foi para genérico de novela, anda lá perto.
Divirtam-se.

...rogo te ut uenias.

Fernanda Palma diz que é um direito penal em crise que se estuda neste começo atribulado de século.
Tudo bem.
O meu princípio de século é tão atípico como um contrato de Franchising: todos sabem o que é, no que consiste, qual o nome das partes, essas coisas todas. Então porque é que se diz que é atípico? Não tem lei que o regule. Como muleta, há sempre o belo do decreto do contrato de agência.
Há, portanto, em mim, dois problemas: não tenho regulamentação expressa, tão pouco tenho muleta para me resguardar nas lacunas mais sombrias, ou outro problema que surja.
Depois há tudo o resto.
Dizer-se que este é o melhor tempo da minha vida;
Sentir todo um universo lúdico em edificios tão próximos e não lhes poder chegar;
Querer atingir algo que nunca tive ideia de querer ser;
Pasmar-me com um bebé que se ri para mim do seu carrinho.
É sentir-me velho e novo. É estar à beira do primeiro fim de relevo e não estar lá yet. É olhar à volta e ver em mim tudo aquilo contra o que lutei anos a fio. Sou o que não quero. Sou quem não quero.
Quid Juris?
Na verdade, não tenho muleta e regras viste-as.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Périplos

O curso pela blogosfera pode entender-se de multiplas maneiras.
Eu vejo-o como um monopolio de frustrações. Não dos bloggers. Minhas.

domingo, outubro 05, 2008

Novidades

A página de links foi (ainda que simplesmente "ao de leve) modificada.
Saliente-se a entrada para a tabela de Lambda's Gate, blog revelação, já galardoado com o Trofeu Terry Pratchett 89/90. A visitar.

sexta-feira, setembro 26, 2008

Consequências

O ano começa com uma frase basilar: "O contencioso administrativo teve uma infância dificil".
Nestes primeiros dias, muito se tem falado em catárse, o processo de cura, precognizado pelo "Sr.Freud".
Há que aproveitar a embalagem.
Este blogger tem um grande complexo de inferioridade. Seja lá o que isso for.
Como eu o entendo, tenho-o, padeço dele.
Como todas as maleitas, gostava que desaparecesse.

Em 16 meses começa a fugir.
Em 16 meses começo a divergir de ser assim.
Só em 16 meses...e quando for em 16 anos? 16 décadas?
É por ela.

segunda-feira, setembro 22, 2008

Economia

Pensemos num bem essencial. Leite (Não, não é um post sobre leite contaminado, é outra coisa, outra história)
Um litro de leite tem um preço. Podemos pagá-lo com o nosso rendimento.
Agora, suponha-se que o preço do leite sobe, todavia, o rendimento não. O preço do leite pode subir por muitos factores, que, em ultima analise, se podem reconduzir vagamente ao aumento da procura. O resultado é menor consumo de leite. Estou a ser demasiado simplista, mas, em traços gerais, é isso. O Leite tem uma boa taxa de substituição.
Pela lógica, e pensando de forma inversa, se o preço do leite desce, podemos comprar mais, ou ser-nos-à permitido comprar mais.
É fácil.

A pergunta que deixo é a seguinte: há forma, na economia, de explicar que baixem os preços, haver o mesmo rendimento e mesmo assim não ser acessível/possível adquirir o bem de que se trata?

É que eu acho que há.

Será a má vontade, ou a inveja, uma lei económica?

sábado, setembro 20, 2008

Clássicos da Mendicidade

Na mendicidade metropolitana, há clássicos.
Haja destaque:

"A sua esmola! Tenha a bondade de me auxiliar, por favor"

"Tenhaaaaaaa a bondaaaaadeeeee de m'auxiliaaaareeeee"

"Ora podem crer que eu vou agradecer ao senhor ou senhora que tiver a bondade ou possibilidade 'auxiliar"

"O Ceguinho pede uma esmolaaaaaaa"

quarta-feira, setembro 17, 2008

A velha máquina

Das muitas coisas que não percebo, eis duas:

- Qual a razão da marcação do começo das aulas, na FDL, mais especificamente para o 5º ano, para esta semana?

- Porque é que eu não me habituo ao fim das férias e início das aulas e ao fim das aulas e início das férias?

Na verdade, a delicadeza do ano em questão bate mais fundo. O ambiente não ajuda. A velha máquina também não.

domingo, setembro 14, 2008

Vai Começar Tudo de Novo

"Quando estava nas finanças, havia uns sujeitos que residiam na "Rua das Dunas". (Clara menção à construção ilegal no litoral de Portugal Continental)
"Queira apresentar-se na qualidade de falecido" (Citando uma carta, verdadeira, recebida por um cidadão, sendo o remetente a DGCI)

"Apesar de reger por vários anos a cadeira de Direito Constitucional, considero-me da família dos admnistrativistas"

terça-feira, setembro 09, 2008

Reflexões

No fundo, no fundo, o Direito vive dos mesmos fulanos que constam do programa da Teresa Guilherme: pulhas, trastes, infieis, cobardes, enfim, quem não tem a ideia do que significa compromisso.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Regresso

Bem tinha dito que seria em Setembro.

As férias não terminaram (deo gratias).
A vida continua tranquila.

Porém, há que continuar a alimentar este muro das lamentações virtual. O princípio do ano activo tem uma citação.

"Os dias prósperos não vêm por acaso. São granjeados, como as searas, com muita fadiga e com muitos intervalos de desalento"

Esta citação-retrato de tudo tem um autor que sabia da literatura. Aposto nela como fiel espelho do meu futuro.

Quem adivinhar o autor ganha a primeira serie inteira do Nip/Tuck.

segunda-feira, agosto 25, 2008

Interrupção da Interrupção

Só se justifica pelo dia de hoje.
Só se dá pela palavra.

15.
Obrigado.

Pela singularidade,
por me tirares do sério,
por ti.

quarta-feira, julho 30, 2008

domingo, julho 27, 2008

Música para a Semana



Qualquer coisa alegre.

sexta-feira, julho 25, 2008

14

Dizer que foram 14 dias já foi dito,
Referir que 14 anos seria pouco é cliché,
Tentar 140 anos é ser surreal.

Eu vivo o momento. Vivo-o intensa e apaixonadamente.
Não se vive intensa e apaixonadamente sem alguém.
Eu tenho.

A data nunca é esquecida por aqui.
Porque cada 25 é uma especie de Natal. Não nasce um Deus menino, mas veio ao mundo algo maior, algo palpável, provavelmente, a prova que a divindade existe mesmo.

Há que estar feliz assim.

quarta-feira, julho 23, 2008

Dilemas

Há de ser sempre a minha esfinge.
Sem saber que dizer,
Sem saber o que fazer...

é o meu enigma.

Resolvê-la é encontrar-me

Dilemas

Há de ser sempre a minha esfinge.

Sem saber que dizer,

Sem saber o que fazer...


é o meu enigma.


Resolvê-la é encontrar-me

domingo, julho 20, 2008

Têndencias

Já estou acima da média.
Estou a falar de massa corporal.

Música para a Semana



Desta feita, não há que chocar ninguém.
Depois das queixas acerca da música da semana passada, eis que se começa a trilhar um caminho algo diverso. A mistela proposta é da responsabilidade da velha música do mundo, sendo que também o género não é o mesmo das pretéritas semanas.
Fica a sugestão.

segunda-feira, julho 14, 2008

Música para a Semana



Continua-se na senda da música azeiteira por excelência.
Para hoje, algo que se adivinha extremamente incomodativo. Os Brasileiros também apostam no trocadilho evidente. Se há alguma lição que possa tirar daqui, é essa mesmo.
Boa música e boa semana.

sexta-feira, julho 11, 2008

A verdade em forma de uma música assaz popular

Hey, what's the big deal
I'm an animal.(The answer landed on my rooftop. Whoa.)
I'm an animal.(The future and the truth, on my rooftop. Whoa.)
I'm an animal.(It's calling me to work it out.)

segunda-feira, julho 07, 2008

Descobertas Domingueiras

Já houve um Russo que escreveu a minha biografia.
É uma obra magistral.

Descobertas Domingueiras

Já houve um Russo que escreveu a minha biografia.
É uma obra magistral.

domingo, julho 06, 2008

Episódios - Podia ter acontecido

A sala era composta pelas tradicionais quatro paredes, tingidas de um branco bilhete de identidade, tão bem misturado com o cimento cinza da construção.
Naquela secretária, dois homens. O olhar entre eles era inquistório. Ainda que só um detivesse o queijo, assim como a faca na mão, o outro não se fazia rogado e, com o pão duro que levara de casa, queria dali fazer uma sandes.
Problema era deixarem-no.
Á medida que decorria o interrogatório marcado há semanas, trocavam-se mimos. Se era certo que entre dois engravatados não se deveria meter o bico, a divina providência, se existisse de facto, deveria mostrar o poder bélico que a Instituição há tantos anos adivinha e propaga alegremente.
A coisa já durava havia 18 minutos. Subitamente, como se se quisesse acabar com aquilo, o cavalheiro mais velho pergunta:
- "Mas sabe a posição?"
A resposta veio:
- "Porque terei eu de saber uma posição?"
Foi então que tudo se tornou claro:
- "Quem é o senhor?" - Perguntava aquele fulano cheio de tiques e voz de mau.
- "Jesus Cristo".

Música para a Semana



Esta semana, regista-se uma queda e, simultaneamente, uma subida.
Uma queda, no sentido de não se poder admitir a grandeza do filho de "reculuso" nos versos de Leonel Nunes.
Uma subida regista-se, na medida em que a voz do interprete é mais suportável.

"Um pepino entre os tomates, estava um caso bicudo"

sexta-feira, julho 04, 2008

Inês Ferreira Leite

Nunca se deve começar um texto com "Bom..."

Bom, na verdade, o coração ou bate mais depressa ou o cérebro produz comandos inimagináveis que, concretizados no plano prático, dão sentenças dignas de um recurso hiper-susceptível de proceder e ser alvo de provimento.
Subitamente, perceber o que é que se entende por "instituição" nunca pareceu ali tão à mão de semear: resposta aos problemas de cada um, esse denominador comum de toda a humanidade. À dupla morte e impostos deviamos falar em problemas. Pensando bem, não serão eles os únicos problemas? Não. Deveria ser um triptico.
"Today, we escape, we escape..."
Relevava, hoje, ser o que fui desde há 405 dias atrás.
Não ser significa que desiludi. Não contam os momentos de dedicação. São estes que monstram tão bem o carácter das pessoas.
O meu é mau demais.

Numa folha constavam palavras e números. Horas e pessoas.
Uma interrogava.
A outra negava com a cabeça.
Batalhava-se.

No fim, valia tudo por uma terceira que é a equação fundamental desta matemática inteira.
"Mas olho para ti porquê?"

Diz muito.

É estar na curva descendente.