É verdade.
Passam 21 meses desde o beijo de despedida.
Para ser franco, o que custou a passar foi todo aquele tempo desde a hora de deitar e o reencontro.
Mas não posso dizer que um único dia, desde então, tenha custado a passar. Desde que a tenho ali, tão perto, tudo voa.
Voa.
Voa.
Voa...
Sangro, todavia, nas horas. Pereço a cada intervalo.
Fazes falta quando não estás.
Desde o primeiro dia.
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
A Importância do Entrocamento
Não estou a falar da terra, da localidade. Se por acaso escreveu "Entroncamento" no google, aeiou, sapo, clix, ou outro browser de pesquisa, faça retroceder. Todavia, se não tem assim tanto tempo a perder, pode ler, que hoje é rápido.
Porque raio é que alguém pesquisa sobre o Entrocamento? Ele há cada um...
Não, não o estou a julgar, calma. É uma terra tão bonita. Eis o meu contributo para a sua pesquisa: é centro de fenómenos. Grandes Abóboras, couves, vegetais em geral.
Adiante.
Às vinte horas e trinta e nove minutos do dia vinte e três de Fevereiro do ano de dois mil e nove, o autor percebe que ter família próxima, num grau de parentesco que não se pode definir aqui, sob pena de se perder o encanto da escrita e a crítica camuflada ao estilo cobarde do qual sou tributário, é algo pouco distante da condenação à forca figurada. O que é uma forca figurada? Fica para outro dia. É uma coisa tipo morte literária.
Se fosse (lembro que "fosse" é forma verbal do verbo "ir" e, como tal, é verbo interessante para se colocarem algumas perguntas) ficava irremediavelmente longe daquilo que me dá vida. Precisaria de a transportar comigo para que o Mozart fizesse sentido.
Não fui.
Acho que esta frase diz tudo.
Para esclarecimentos, há messenger e caixa de mail.
Bem-hajam.
Porque raio é que alguém pesquisa sobre o Entrocamento? Ele há cada um...
Não, não o estou a julgar, calma. É uma terra tão bonita. Eis o meu contributo para a sua pesquisa: é centro de fenómenos. Grandes Abóboras, couves, vegetais em geral.
Adiante.
Às vinte horas e trinta e nove minutos do dia vinte e três de Fevereiro do ano de dois mil e nove, o autor percebe que ter família próxima, num grau de parentesco que não se pode definir aqui, sob pena de se perder o encanto da escrita e a crítica camuflada ao estilo cobarde do qual sou tributário, é algo pouco distante da condenação à forca figurada. O que é uma forca figurada? Fica para outro dia. É uma coisa tipo morte literária.
Se fosse (lembro que "fosse" é forma verbal do verbo "ir" e, como tal, é verbo interessante para se colocarem algumas perguntas) ficava irremediavelmente longe daquilo que me dá vida. Precisaria de a transportar comigo para que o Mozart fizesse sentido.
Não fui.
Acho que esta frase diz tudo.
Para esclarecimentos, há messenger e caixa de mail.
Bem-hajam.
sábado, fevereiro 21, 2009
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
É o que dá ficar em casa de manhã...
Todos discutem a eutanásia.
Sobre ela, só podem existir dois pontos de vista: o jurídico e o ético.
Do ponto de vista jurídico, duvido que alguma vez exista eutanasia em Portugal, pelo menos com esta Constituição.
Do ponto de vista ético, haja paciência, mas que ninguém comece a tecer considerações começando com a iluminada frase: " sou contra a eutanásia". Até hoje, não conheci ninguém que fosse a favor. Que eu saiba, quem a solicita está mal. Muito mal. Quem diz isto deve querer convencer alguém que quem estiver em estado vegetativo pode encomendar os serviços da funerária local. A eutanásia não é homicídio.
Coisa diferente, é dizer que se preza a vida acima de tudo. Esse é um dos argumentos que colhe. Não há nada de errado em achar que a vida não pode só ser lida como uma vida de plena saúde e de plena capacidade. Se a vida é santa para alguns, se é algo que está fora do alcance da disponibilidade pessoal, pois bem, é algo que vale o que vale, é posição que tem defensores.
Pessoalmente, não acredito que haja valores absolutos. Todos serão restringidos, devem mesmo sê-lo, muito pela razão de se salvaguardar, em casos em que tal aconteça, a prevalência de outros valores, quiçá superiores.
Neste caso, que é especial, prefiro pensar que a autonomia e vontade humana valem acima de tudo. Com a tomada de decisão de terminar a vida, não se está a afectar a vida de ninguém, não se esta a devassar a privacidade seja de quem for, muito menos se está a privar alguém de algo que lhe é essencial.
Se é verdade que podemos fazer quase tudo o que não vá bulir com a esfera de terceiros, este é um caso, de escola diria, em que a decisão não afectará mais ninguém, senão o próprio.
Problema diferente se colocará quando a decisão não parta do "afectado". Temos o caso italiano, de Eluana. Aí, nada podia ser mais difícil. Até que ponto, estando a senhora na posse de todas as suas capacidades, decidiria pelo fim da sua vida? Quem levanta este caso, pode sempre falar de outros.
Trata-se de um problema de critério. Quando é pode existir uma decisão tomada por alguém que não aquele que pode perder a vida? Qual o critério?
Não tenho, por agora, argumentos nem conhecimentos para avançar com um. Uma boa hipótese passaria por decisões prévias, preventivas, valendo para o futuro, i.e, num momento da vida, haver uma declaração com força vinculativa, algo semelhante a um testamento, de alguém que decidia pela fim da sua vida, em circunstâncias especiais.
Termino como comecei: este assunto "morre" quando passamos os olhos pela lei fundamental. É que se na questão da IVG poder-se-ia levantar a dúvida acerca do começo da vida humana, claramente, neste caso, há vida humana e, como tal, ela "é inviolável".
Sobre ela, só podem existir dois pontos de vista: o jurídico e o ético.
Do ponto de vista jurídico, duvido que alguma vez exista eutanasia em Portugal, pelo menos com esta Constituição.
Do ponto de vista ético, haja paciência, mas que ninguém comece a tecer considerações começando com a iluminada frase: " sou contra a eutanásia". Até hoje, não conheci ninguém que fosse a favor. Que eu saiba, quem a solicita está mal. Muito mal. Quem diz isto deve querer convencer alguém que quem estiver em estado vegetativo pode encomendar os serviços da funerária local. A eutanásia não é homicídio.
Coisa diferente, é dizer que se preza a vida acima de tudo. Esse é um dos argumentos que colhe. Não há nada de errado em achar que a vida não pode só ser lida como uma vida de plena saúde e de plena capacidade. Se a vida é santa para alguns, se é algo que está fora do alcance da disponibilidade pessoal, pois bem, é algo que vale o que vale, é posição que tem defensores.
Pessoalmente, não acredito que haja valores absolutos. Todos serão restringidos, devem mesmo sê-lo, muito pela razão de se salvaguardar, em casos em que tal aconteça, a prevalência de outros valores, quiçá superiores.
Neste caso, que é especial, prefiro pensar que a autonomia e vontade humana valem acima de tudo. Com a tomada de decisão de terminar a vida, não se está a afectar a vida de ninguém, não se esta a devassar a privacidade seja de quem for, muito menos se está a privar alguém de algo que lhe é essencial.
Se é verdade que podemos fazer quase tudo o que não vá bulir com a esfera de terceiros, este é um caso, de escola diria, em que a decisão não afectará mais ninguém, senão o próprio.
Problema diferente se colocará quando a decisão não parta do "afectado". Temos o caso italiano, de Eluana. Aí, nada podia ser mais difícil. Até que ponto, estando a senhora na posse de todas as suas capacidades, decidiria pelo fim da sua vida? Quem levanta este caso, pode sempre falar de outros.
Trata-se de um problema de critério. Quando é pode existir uma decisão tomada por alguém que não aquele que pode perder a vida? Qual o critério?
Não tenho, por agora, argumentos nem conhecimentos para avançar com um. Uma boa hipótese passaria por decisões prévias, preventivas, valendo para o futuro, i.e, num momento da vida, haver uma declaração com força vinculativa, algo semelhante a um testamento, de alguém que decidia pela fim da sua vida, em circunstâncias especiais.
Termino como comecei: este assunto "morre" quando passamos os olhos pela lei fundamental. É que se na questão da IVG poder-se-ia levantar a dúvida acerca do começo da vida humana, claramente, neste caso, há vida humana e, como tal, ela "é inviolável".
terça-feira, fevereiro 10, 2009
These Days
É o título de uma música dos Bon Jovi.
Não gosto especialmente.
Já começo a ficar farto do frio.
De sair do banho de manhã e gelar.
De me vestir com a pressa de quem precisa do calor para sobreviver à intemperie.
De acordar com um céu que ainda não recebeu a manhã luminosa em sua casa.
Fico farto de ficar sem ela, de um dia para o outro.
Se nao estivesse farto disto, palpita-me que também não estaria farto do resto.
Não gosto especialmente.
Já começo a ficar farto do frio.
De sair do banho de manhã e gelar.
De me vestir com a pressa de quem precisa do calor para sobreviver à intemperie.
De acordar com um céu que ainda não recebeu a manhã luminosa em sua casa.
Fico farto de ficar sem ela, de um dia para o outro.
Se nao estivesse farto disto, palpita-me que também não estaria farto do resto.
domingo, fevereiro 08, 2009
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
sábado, janeiro 31, 2009
Vá lá ver...
Realmente, é abaixo de 4.5€, mas também não estamos a falar de uma garrafa de litro, pá!
Eis a prova plena
Eis a prova plena
sexta-feira, janeiro 30, 2009
quarta-feira, janeiro 28, 2009
segunda-feira, janeiro 19, 2009
sexta-feira, janeiro 02, 2009
quarta-feira, dezembro 17, 2008
Há um ano...
Dizia-lhe, acho que assustado, que aquele era o penúltimo natal ali dentro.
Respondeu-me que sim.
Chumbassemos, ou passassemos, aquele seria sempre o penúltimo natal ali.
O tempo voou até ao dia de hoje.
Respondeu-me que sim.
Chumbassemos, ou passassemos, aquele seria sempre o penúltimo natal ali.
O tempo voou até ao dia de hoje.
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Relembrar x5
É sempre na altura dos testes que percebo o meu grau de burrice.
Gastando horas a ler.
Tempo que poderia ter utilizado com a tal.
Aguentando, porque a matéria nem sempre é o que se quer e se gosta.
As notas não valem nada.
Muito trabalho, pouco resultado.
Na verdade, há aqueles que conseguem o inverso.
E eis que fica definida a inteligência.
Não caibo lá.
Gastando horas a ler.
Tempo que poderia ter utilizado com a tal.
Aguentando, porque a matéria nem sempre é o que se quer e se gosta.
As notas não valem nada.
Muito trabalho, pouco resultado.
Na verdade, há aqueles que conseguem o inverso.
E eis que fica definida a inteligência.
Não caibo lá.
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Efeito Dominó
Pim-Pam-Pum-Ploc
De todas as responsabilidades (financeira, civil, penal, contra-ordenacional), a minha preferida é...a minha. Não por ser a minha, mas por ser atípica.
De todas as responsabilidades (financeira, civil, penal, contra-ordenacional), a minha preferida é...a minha. Não por ser a minha, mas por ser atípica.
terça-feira, dezembro 02, 2008
Diálogos Familiares
- És uma insensível.
- Não sou nada.
- Claro que és! Aposto que se visses uma criancinha a arder não a ajudavas.
- Não, era solidária.
- E fazias o que?
- Ardia com ela.
Descendente, 1º grau, linha recta, sexo feminino e mais não digo.
- Não sou nada.
- Claro que és! Aposto que se visses uma criancinha a arder não a ajudavas.
- Não, era solidária.
- E fazias o que?
- Ardia com ela.
Descendente, 1º grau, linha recta, sexo feminino e mais não digo.
segunda-feira, dezembro 01, 2008
quarta-feira, novembro 26, 2008
Antipodas
Poder da música. Memória. Prazer. Alegria. A tal.
Poder da música. Desgosto. Identidade de gosto. Desgoto como que redobrado. Memória chamando pelo seu querido alemão danado, o Alzheimer. Danação. Repulsa. Cicrano.
Ver isto enquanto procedimento administrativo que desemboca num acto que é, nem mais nem menos, uma imposição unilateral a apelar ao meu esquecimento imediato que determinada banda, sequer, assentou os pés da terra.
Trabalhar para igreja enquanto a famelga morre toda.
Poder da música. Desgosto. Identidade de gosto. Desgoto como que redobrado. Memória chamando pelo seu querido alemão danado, o Alzheimer. Danação. Repulsa. Cicrano.
Ver isto enquanto procedimento administrativo que desemboca num acto que é, nem mais nem menos, uma imposição unilateral a apelar ao meu esquecimento imediato que determinada banda, sequer, assentou os pés da terra.
Trabalhar para igreja enquanto a famelga morre toda.
segunda-feira, novembro 24, 2008
1,5 que podem ser 18
Nesta data, relembro, essencialmente, dois momentos distintos: um mês, passado recente, 17 meses, todo o resto.
O mês passado foi relatado. Se algo de bom se pode dizer dele é que se aprendeu. É na hora mais crítica que espreita o melhor carácter. Espreitou, olhou, venceu. Venceu-me. Sabe bem.
O resto é uma iniciação à vida longe dos horreres da caverna do Platão. Das sombras se fazem formas, da mentira se faz verdade.
Estou vivo.
Corres-me nas veias.
O mês passado foi relatado. Se algo de bom se pode dizer dele é que se aprendeu. É na hora mais crítica que espreita o melhor carácter. Espreitou, olhou, venceu. Venceu-me. Sabe bem.
O resto é uma iniciação à vida longe dos horreres da caverna do Platão. Das sombras se fazem formas, da mentira se faz verdade.
Estou vivo.
Corres-me nas veias.
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