segunda-feira, junho 23, 2008
Scrooge
Há espíritos de muita espécie e feitio.
O Scrooge viu-os. O do Natal Presente, Passado e Futuro.
Lamentavelmente, só olho para os do passado recente. Há muito que não exorciso os de uma determinada area.
Serão horas?
quinta-feira, junho 19, 2008
Diálogos
A Professora Fernanda Palma costuma dialogar com o Professor Figueiredo Dias acerca da culpa, entre outras temáticas nobres do Direito Penal. Ela o diz.
Fosse eu Fernanda Palma e, para além de mulher, jamais iria a uma oral de passagem. Saberia de Welzel, Stratenwerth e esses alemães todos. Alemanha, essa pátria do Futebol.
Retomando o que aqui me trás, este link trás um provocação. Cumpre, entre outras coisas defensáveis, defender o mais popular artista da música popular brasileira: Roberto Carlos. Mais do que defender Roberto Carlos, há que defender aqueles que o rodeiam, os seus amigos de sempre.
Convosco: Amigo.
domingo, junho 15, 2008
Como Sempre
quarta-feira, junho 11, 2008
Monólogos - Esgoto Aqui
O verdadeiro amigo é aquele que resiste à prova do tempo.
Não quero com isto dizer que é amigo aquele que se mantem nessa condição por tempos e tempos...
Pelo contrário, é meu amigo aquele que eu conseguir tolerar por mais tempo nesse status.
Isto tem, ao fim e ao cabo, um consequência trágica: se o amor pode durar uma vida, a amizade não.
Em última analise, descobre-se uma pedra de toque em cada individuo que afasta um rótulo que lhe permitia ser distinguido.
Como Zé no meio de Zés que sou, padeço do mesmo mal: também fracassei, também cliquei mal em certa altura.
Naturalmente, aprende-se com base em experiência própria, mas também alheia.
Na recta final de uma fase da minha vida (espero bem que seja final), nestas noites, só me aparecem caras e nomes. Nomes daqueles que outrora foram o que não são. Caras que tinham uma expressão que já não é a mesma. Estamos também a falar de voz, do tom que era um e agora é outro. Também do olhar que brilhava mais e agora menos.
Não foi propositadamente que se foram perdendo contactos. A questão é de necessidade. É uma necessidade que assim seja. Mais uma fatalidade até, como a morte.
Afinal de contas, pouco é o eterno, muito é o efémero.
Não quero com isto dizer que é amigo aquele que se mantem nessa condição por tempos e tempos...
Pelo contrário, é meu amigo aquele que eu conseguir tolerar por mais tempo nesse status.
Isto tem, ao fim e ao cabo, um consequência trágica: se o amor pode durar uma vida, a amizade não.
Em última analise, descobre-se uma pedra de toque em cada individuo que afasta um rótulo que lhe permitia ser distinguido.
Como Zé no meio de Zés que sou, padeço do mesmo mal: também fracassei, também cliquei mal em certa altura.
Naturalmente, aprende-se com base em experiência própria, mas também alheia.
Na recta final de uma fase da minha vida (espero bem que seja final), nestas noites, só me aparecem caras e nomes. Nomes daqueles que outrora foram o que não são. Caras que tinham uma expressão que já não é a mesma. Estamos também a falar de voz, do tom que era um e agora é outro. Também do olhar que brilhava mais e agora menos.
Não foi propositadamente que se foram perdendo contactos. A questão é de necessidade. É uma necessidade que assim seja. Mais uma fatalidade até, como a morte.
Afinal de contas, pouco é o eterno, muito é o efémero.
terça-feira, junho 10, 2008
terça-feira, junho 03, 2008
segunda-feira, maio 26, 2008
Valores
Perdeu-se o respeito que por mim havia.
Provavelmente, para além da família (grupo esse que também não é unânime), perdi respeito, credibilidade, até algumas outras coisas que me faziam notar.
Resta-me a única alma que, para além de tudo e todos, me encaminha em corredores mal pintados.
Na verdade, nunca me perdeu nada.
Provavelmente, para além da família (grupo esse que também não é unânime), perdi respeito, credibilidade, até algumas outras coisas que me faziam notar.
Resta-me a única alma que, para além de tudo e todos, me encaminha em corredores mal pintados.
Na verdade, nunca me perdeu nada.
sábado, maio 24, 2008
Vive
Há, sem dúvida, muito a dizer depois deste periodo que passou.
A primeira ideia que vem à cabeça é que tudo se varreu, tudo ardeu como um fósforo. Rápido, intenso, forte, inesquecível. Tanto assim é que não é preciso fazer grande esforço para recordar, por vezes, palavras, actos, momentos, experiências.
Naturalmente, a palavra especial tem de ser toda para ela. Que me move, que me cura, lambe as feridas e as sara, para que nunca voltem. Ela, que fala a mesma língua, que escreve as mesmas palavras, que é a única a entender um dialecto mais profundo do que a palavra pode alcançar.
Porque, ao fim e ao cabo, tudo se vai resumir a ela.
Compreendo que me acabei por fundir na sua essencia quase palpável. Sei que me misturei naqueles actos eternamente inexplicáveis em que o resultado consistia numa abertura de boca nunca vista. Percebo, finalmente, que há ela e há todas as outras.
Começou com uma pergunta, desenvolveu-se com apoio mutuo e agora continua com todo o amor do mundo, toda a vontade de continuar que não se pode albergar no universo.
Como não funciona sozinho, só me resta esperar que dela resulte o mesmo desejo. Resta jamais olvidar que algo se esgotou.
Crendo que não, encontro nela a fonte da vida eterna
É que, segundo certas obras de ficção, até o Santo Graal era uma mulher.
Ela é o meu.
A primeira ideia que vem à cabeça é que tudo se varreu, tudo ardeu como um fósforo. Rápido, intenso, forte, inesquecível. Tanto assim é que não é preciso fazer grande esforço para recordar, por vezes, palavras, actos, momentos, experiências.
Naturalmente, a palavra especial tem de ser toda para ela. Que me move, que me cura, lambe as feridas e as sara, para que nunca voltem. Ela, que fala a mesma língua, que escreve as mesmas palavras, que é a única a entender um dialecto mais profundo do que a palavra pode alcançar.
Porque, ao fim e ao cabo, tudo se vai resumir a ela.
Compreendo que me acabei por fundir na sua essencia quase palpável. Sei que me misturei naqueles actos eternamente inexplicáveis em que o resultado consistia numa abertura de boca nunca vista. Percebo, finalmente, que há ela e há todas as outras.
Começou com uma pergunta, desenvolveu-se com apoio mutuo e agora continua com todo o amor do mundo, toda a vontade de continuar que não se pode albergar no universo.
Como não funciona sozinho, só me resta esperar que dela resulte o mesmo desejo. Resta jamais olvidar que algo se esgotou.
Crendo que não, encontro nela a fonte da vida eterna
É que, segundo certas obras de ficção, até o Santo Graal era uma mulher.
Ela é o meu.
sexta-feira, maio 23, 2008
Casulo
Por vezes, só precisamos que nos dêem a mão.
Subitamente, ouvir más notícias passa a não ser tão mau, porque sabemos que, acompanhados que estamos (bem acompanhados diga-se), nada nos pode englobar numa previsão de norma sinistra.
A libertação do casulo dá-se.
Subitamente, ouvir más notícias passa a não ser tão mau, porque sabemos que, acompanhados que estamos (bem acompanhados diga-se), nada nos pode englobar numa previsão de norma sinistra.
A libertação do casulo dá-se.
terça-feira, maio 20, 2008
Importância do Tipo
Nullum Crimen Sine Lege.
Que nunca mais haja condenação por aparência;
Que nunca mais se citem convenções sociais;
Que nunca nasça reprovação motivada pelos valores de cada um;
Que jamais vivam aqueles que impõem vontade própria a terceiros, sem que haja legitimidade.
Hoje percebi a importância vital do Direito Penal.
A realeza, a imperialidade, a necessidade do mesmo nasce por isto: só há legitimidade para decidir que condutas se punem por um, e só um, ente: o Estado.
Portanto:
Se não estiver escrito;
Se não for justificado;
Se não parecer válido...
Não aceitem.
Não se repetirá.
Não.
Que nunca mais haja condenação por aparência;
Que nunca mais se citem convenções sociais;
Que nunca nasça reprovação motivada pelos valores de cada um;
Que jamais vivam aqueles que impõem vontade própria a terceiros, sem que haja legitimidade.
Hoje percebi a importância vital do Direito Penal.
A realeza, a imperialidade, a necessidade do mesmo nasce por isto: só há legitimidade para decidir que condutas se punem por um, e só um, ente: o Estado.
Portanto:
Se não estiver escrito;
Se não for justificado;
Se não parecer válido...
Não aceitem.
Não se repetirá.
Não.
sábado, maio 03, 2008
De Rerum Natura
Por mais conclusões que tire, não consigo aprender nada com elas - Definição de estupidez.
quarta-feira, abril 30, 2008
Diz-se
Um "stand-up comedian" dizia qualquer coisa do género: "O meu filho, a única prova viva de que estive na terra".
Misturar isso com um curso de direito probatório deveria ser o cume do interesse, palavra que as constituições não definem.
Seja como for, a marca na terra, ainda que leve, pouco profunda, é sempre dada por aquilo que soubemos dar ao próximo, rectior, à proxima.
Se bem que um filho ajuda.
Misturar isso com um curso de direito probatório deveria ser o cume do interesse, palavra que as constituições não definem.
Seja como for, a marca na terra, ainda que leve, pouco profunda, é sempre dada por aquilo que soubemos dar ao próximo, rectior, à proxima.
Se bem que um filho ajuda.
Equivalências, Frequências e tantas outras "ências"
Apesar de simples, há conversas virtuais que têm todo o significado do mundo.
Falar de família, culinária, de qualquer coisa, é sinónimo de cumplicidade e amizade.
Vale por muitos minutos de conversa de chacha com qualquer outra pessoa.
Claramente, não se trata de outra pessoa.
Trata-se da pessoa.
O revigorante, a amizade, o bálsamo.
Obrigado
Falar de família, culinária, de qualquer coisa, é sinónimo de cumplicidade e amizade.
Vale por muitos minutos de conversa de chacha com qualquer outra pessoa.
Claramente, não se trata de outra pessoa.
Trata-se da pessoa.
O revigorante, a amizade, o bálsamo.
Obrigado
Notas Breves
Só é possível notar o fim do amor quando se assiste ao monumento fenomenal que é o desprezo. Falo daquele desprezo em que nada do que o antigo parceiro, ou actual, faça trás qualquer relevo à vida. Nada. Podia matar-se, podia andar com 30, não havia um segundo a perder com um "nada".
Perceber que os factos "relevam" e dispertam sentimentos é prova de qualquer coisa.
Mas, agora que penso nisso, podem ser prova de outras coisas, não tão boas.
Afinal, percebo o mesmo de tudo como no início destas linhas.
Perceber que os factos "relevam" e dispertam sentimentos é prova de qualquer coisa.
Mas, agora que penso nisso, podem ser prova de outras coisas, não tão boas.
Afinal, percebo o mesmo de tudo como no início destas linhas.
sexta-feira, abril 25, 2008
25 de Abril
A data é histórica.
Naquela noite em que o mundo tinha que ser mudado, de facto, mudou. Naquelas horas em que o clima era quente, apareceu uma brisa de mudança. Venceu o Bem.
Rodeado de forças contrárias, prevaleceu aquilo que tinha de ser.
Foi.
Naquela noite, beijei-a, toquei-lhe, fiz-lhe apenas uma pergunta, pergunta cuja resposta chegava (e chegará) para toda uma vida de economia comum, de projectos com pernas, de resultados dignos de encherem o olhos e colocarem um sorriso na cara, na nossa cara.
Há 11 meses, revolucionava-se a vida de um ser condenado a perpétua ditadura da solidão. Aquele golpe naquele estado digno de inexistência efectuou-se. Tomou-se de assalto um coração empedernido, uma alma egoista, purgaram-se os chibos da boa vontade: emergiu a vontade, enquanto elemento central de comando da vida.
Caiu o regime que se assemelhava ao seguro.
Nasceu um Estado em que vale a pena seguir.
Obrigado.
Naquela noite em que o mundo tinha que ser mudado, de facto, mudou. Naquelas horas em que o clima era quente, apareceu uma brisa de mudança. Venceu o Bem.
Rodeado de forças contrárias, prevaleceu aquilo que tinha de ser.
Foi.
Naquela noite, beijei-a, toquei-lhe, fiz-lhe apenas uma pergunta, pergunta cuja resposta chegava (e chegará) para toda uma vida de economia comum, de projectos com pernas, de resultados dignos de encherem o olhos e colocarem um sorriso na cara, na nossa cara.
Há 11 meses, revolucionava-se a vida de um ser condenado a perpétua ditadura da solidão. Aquele golpe naquele estado digno de inexistência efectuou-se. Tomou-se de assalto um coração empedernido, uma alma egoista, purgaram-se os chibos da boa vontade: emergiu a vontade, enquanto elemento central de comando da vida.
Caiu o regime que se assemelhava ao seguro.
Nasceu um Estado em que vale a pena seguir.
Obrigado.
domingo, abril 20, 2008
Retorno às Origens
Começou assim. Há provas, mais propriamente fotográficas, de que estive lá.
Valeu muito.
Não se compara ouvir música de uma gravação e ouvi-la ao vivo. Grandes músicos, grandes profissionais, em que só faltou a voz do passado para que o Ramalhete fosse superior.
Ficou-se pelo perfeito.
Numa Tour Europeia que acabou ontem, manteve-se o calor de quem acompanhava ali ao pé. Hoje continuam sonhos que se concretizaram, em parte, na noite de ontem.
Valeu muito.
quinta-feira, abril 17, 2008
Excepção Dilatória
Falta um pressuposto processual: competência.
Está em falta.
Dá nulidade.
Sanável?
Só se não for absoluta...
Está em falta.
Dá nulidade.
Sanável?
Só se não for absoluta...
terça-feira, abril 15, 2008
A Intermitência da Frequência
Está o tocar o "Bad". Estranhamente, só percebo versos soltos da música.
Tem uma palavra que me é especialmente querida: "If".
Conjugando música e literatura virtual, há pouco li uma definição de história bastante completa. Completa como nunca terei visto: "uma merda a seguir à outra".
Aos 22 anos, entendo qual é o grande problema da humanidade: não pode voltar atrás. Se pudesse, nada estaria mal. Só morria quem teria de morrer, vítima de homicídio, bem entendido; os erros médicos eram ocultados; as experiências científicas seriam uma maravilha, sem erro, haveria a tentativa, não haveria a consumação do fracasso; No fundo, nada estaria mal. Errar não tinha qualquer significado. Para quê ter? Na prática, ele não existia. Falhou-se, volta-se ao início, como se daquele primeiro dia se tratasse.
Errar trás consequências. Errar implica danos. Danos próprios, danos colaterais, patrimoniais, morais, emergentes, morte.
Como tudo, errar pode ter a vertente positiva: ainda que implique dano, ensina. Ensina que não se volta a ir por ali, ensina que há mais uma coisa que devemos evitar, contrariando princípios que impliquem a aceitação de tudo o que não nos feriu, ou terceiros.
Se é verdade que "não temos mais começos", ao menos que se tirem lições importantes do erro. Dele dependemos para crescer.
Dependemos dele para tudo, sobretudo para esquecer o "se".
Tem uma palavra que me é especialmente querida: "If".
Conjugando música e literatura virtual, há pouco li uma definição de história bastante completa. Completa como nunca terei visto: "uma merda a seguir à outra".
Aos 22 anos, entendo qual é o grande problema da humanidade: não pode voltar atrás. Se pudesse, nada estaria mal. Só morria quem teria de morrer, vítima de homicídio, bem entendido; os erros médicos eram ocultados; as experiências científicas seriam uma maravilha, sem erro, haveria a tentativa, não haveria a consumação do fracasso; No fundo, nada estaria mal. Errar não tinha qualquer significado. Para quê ter? Na prática, ele não existia. Falhou-se, volta-se ao início, como se daquele primeiro dia se tratasse.
Errar trás consequências. Errar implica danos. Danos próprios, danos colaterais, patrimoniais, morais, emergentes, morte.
Como tudo, errar pode ter a vertente positiva: ainda que implique dano, ensina. Ensina que não se volta a ir por ali, ensina que há mais uma coisa que devemos evitar, contrariando princípios que impliquem a aceitação de tudo o que não nos feriu, ou terceiros.
Se é verdade que "não temos mais começos", ao menos que se tirem lições importantes do erro. Dele dependemos para crescer.
Dependemos dele para tudo, sobretudo para esquecer o "se".
domingo, abril 06, 2008
Suspensão
Este espaço encontra-se suspenso até que o autor volte aos célebres tempos de fossa.
Prevê-se que suceda, novamente, no periodo de 30 de Abril até 15 de Maio.
Até lá, visitem coisas melhores, que por cá está em modo de piloto automático.
Um grande Bem-Hajam e até já
Prevê-se que suceda, novamente, no periodo de 30 de Abril até 15 de Maio.
Até lá, visitem coisas melhores, que por cá está em modo de piloto automático.
Um grande Bem-Hajam e até já
segunda-feira, março 31, 2008
domingo, março 16, 2008
Música para a Semana
Sem ideias, sem vontade, só resta a imagem de certo vermelho inesquecível.
O resto é mesmo o título da musica.
Música para a Semana
Sem ideias, sem vontade, só resta a imagem de certo vermelho inesquecível.
O resto é mesmo o título da musica.
domingo, março 09, 2008
Música para a Semana
Esta consta, sobretudo, porque lhe desejo (desde que a ouvi, ou seja, anos e anos atrás) responder: Eu.
Tenho motivos para isso.
Motivos com nome.
Planos para o motivo.
Projectos.
sexta-feira, março 07, 2008
A Perda de Qualidades
O meu anterior blog teve mais visitas hoje que este.
É o chamado Princípio do Vinho do Porto invertido.
É o chamado Princípio do Vinho do Porto invertido.
A Perda de Qualidades
O meu anterior blog teve mais visitas hoje que este.
É o chamado Princípio do Vinho do Porto invertido.
quarta-feira, março 05, 2008
O Dia Especial
Hoje não é só um dia.
Passam 22 anos desde que o mundo pôde assistir à única prova que permite acreditar na divindade. Nasceu a alma gémea de um zé que demabulava no mundo, já há 2 meses, que iria precisar mais tarde, mais do que tudo, daquela força que só ela podia conferir.
Adjectivos não bastam para a qualificar. Palavras são vãs, levam, no vento, um sentido mutável e susceptível de incontextualização.
Cinjo-me, portanto, à humilde forma de celebrar o dia:
PARABÉNS.
Passam 22 anos desde que o mundo pôde assistir à única prova que permite acreditar na divindade. Nasceu a alma gémea de um zé que demabulava no mundo, já há 2 meses, que iria precisar mais tarde, mais do que tudo, daquela força que só ela podia conferir.
Adjectivos não bastam para a qualificar. Palavras são vãs, levam, no vento, um sentido mutável e susceptível de incontextualização.
Cinjo-me, portanto, à humilde forma de celebrar o dia:
PARABÉNS.
domingo, março 02, 2008
Música para a Semana
É capaz de ser das melhores de sempre. Das melhores que terei postado.
Vêm cá. Não vou lá.
Coisas da vida.
Música para a Semana
É capaz de ser das melhores de sempre. Das melhores que terei postado.
Vêm cá. Não vou lá.
Coisas da vida.
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
terça-feira, fevereiro 26, 2008
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Países Vizinhos da Espanha
Acabo de ouvir a intervenção do "Professor do Ano", no Prós e Contras.
Sem tomar partido, sem contribuir para qualquer um dos lados, sem se mostrar capaz de dar uma solução, satisfez toda uma plateia que rejubiliava ao ouvir uma espécie de "Avôzinho" a dizer palavras como "esperança" e "trabalho".
O que é que quis dizer? Havia mensagem?
Por um lado, tem que se dar perspectivas aos docentes, por outro somos todos responsáveis. Em que é que ficamos?
A típica palhaçada foi rematada pela apresentadora, que decerto terá o o reino dos céus.
Sem tomar partido, sem contribuir para qualquer um dos lados, sem se mostrar capaz de dar uma solução, satisfez toda uma plateia que rejubiliava ao ouvir uma espécie de "Avôzinho" a dizer palavras como "esperança" e "trabalho".
O que é que quis dizer? Havia mensagem?
Por um lado, tem que se dar perspectivas aos docentes, por outro somos todos responsáveis. Em que é que ficamos?
A típica palhaçada foi rematada pela apresentadora, que decerto terá o o reino dos céus.
domingo, fevereiro 24, 2008
9
Finda, nesta hora, o tempo suficiente para gerar uma vida humana e trazê-la ao mundo, para que o nascimento se dê e a caminhada pela experiência tenha lugar.
Quantas vezes, em tom de brincadeira, me disse que o "puto ia nascer". Um puto que, mesmo antes de adquirir personalidade jurídica, já ficava no cacifo, já tinha nome de ciclista.
Não se gerou (e agora afastam-se as brincadeiras) vida nenhuma mas mudou-se uma vida que já existia. Mudou-se para melhor. Aprendeu-se, melhorou-se, acima de tudo, aperfeiçoou-se um processo de socialização (terminologia economica à parte) e de integração num meio que só conferia rotina e hábito.
Veio, numa festa, surgir a felicidade constituida pelas mais sedutoras formas humanas, invadir-me daquilo que esperei sempre, daquilo que nunca tive, para nunca mais me deixar voltar a um calvário fornecido pelo 38 que passava ali, onde tudo começou.
Hoje, sei que a festa ainda não acabou, que a música toca, o néctar chega-nos pelas mãos de quem sorri por ver que algo mágico nasce, que a multidão rodeia e observa, atentamente, para ver no que vai dar, para saber qual o desfecho.
Mais ainda: não acabou, porque o primeiro olhar dela, que me afectou tão apaixonadamente, que me tocou tão nuclearmente está lá...
Não acabou. Continuará.
Quantas vezes, em tom de brincadeira, me disse que o "puto ia nascer". Um puto que, mesmo antes de adquirir personalidade jurídica, já ficava no cacifo, já tinha nome de ciclista.
Não se gerou (e agora afastam-se as brincadeiras) vida nenhuma mas mudou-se uma vida que já existia. Mudou-se para melhor. Aprendeu-se, melhorou-se, acima de tudo, aperfeiçoou-se um processo de socialização (terminologia economica à parte) e de integração num meio que só conferia rotina e hábito.
Veio, numa festa, surgir a felicidade constituida pelas mais sedutoras formas humanas, invadir-me daquilo que esperei sempre, daquilo que nunca tive, para nunca mais me deixar voltar a um calvário fornecido pelo 38 que passava ali, onde tudo começou.
Hoje, sei que a festa ainda não acabou, que a música toca, o néctar chega-nos pelas mãos de quem sorri por ver que algo mágico nasce, que a multidão rodeia e observa, atentamente, para ver no que vai dar, para saber qual o desfecho.
Mais ainda: não acabou, porque o primeiro olhar dela, que me afectou tão apaixonadamente, que me tocou tão nuclearmente está lá...
Não acabou. Continuará.
Música para a Semana
Sem explicação.
Ainda não tinha postado nada do cavalheiro.
Pela minha parte, prefiro que não morra ninguém do gang, até porque todos se apaixonaram. (Clara referência ao primeiro verso)
Boa semana
domingo, fevereiro 17, 2008
Música para a Semana
Ando nesta onda, nada a fazer.
Preciso da batida, preciso do clip.
Porque amanhã a Família bate à porta. Apetece-me fingir que não estou em casa.
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
Percursos
Crescer, esse desafio contingente, tem multiplas etapas. Em cada ano, aprender com determinada experiência é crescer. Ou seja, essas fases são inominadas e, portanto, expontâneas, são o que são.
Para se ser adulto, tem que se seguir certo Iter, Iter esse que é próprio de cada um. Tudo redundará numa vida de "crescido".
Como em tudo na vida, nada se faz sozinho. Ficará algo sempre inacabado, sempre por fazer, se não houver a partilha de momentos, de sensações, sobretudo, de memórias do que aconteceu.
Logicamente, a partilha só existe com duas pessoas.
Ter amigos é indispensável. Ninguém sobrevive sem eles. Dão sal e açucar à vida.
Mas não é menos importante ter a pessoa certa ao nosso lado, aquela que completa e fecha o circulo da aprendizagem que tem lugar durante tanto tempo.
Tê-la é o culminar desse crescimento.
Para se ser adulto, tem que se seguir certo Iter, Iter esse que é próprio de cada um. Tudo redundará numa vida de "crescido".
Como em tudo na vida, nada se faz sozinho. Ficará algo sempre inacabado, sempre por fazer, se não houver a partilha de momentos, de sensações, sobretudo, de memórias do que aconteceu.
Logicamente, a partilha só existe com duas pessoas.
Ter amigos é indispensável. Ninguém sobrevive sem eles. Dão sal e açucar à vida.
Mas não é menos importante ter a pessoa certa ao nosso lado, aquela que completa e fecha o circulo da aprendizagem que tem lugar durante tanto tempo.
Tê-la é o culminar desse crescimento.
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Verdades Sobre S.Valentim
Com a pessoa certa, todos os dias são dias dos Namorados.
Comigo têm sido.
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Desalentos momentâneos
3 ideias-base:
- Poucas coisas são tão más como envelhecer;
- Pior que isso é viver com a velhice intra-muros;
- Há que aspirar a melhor.
- Poucas coisas são tão más como envelhecer;
- Pior que isso é viver com a velhice intra-muros;
- Há que aspirar a melhor.
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Música para a Semana
Quando chega o inevitável, há que mexer o dito cujo.
Vem aí todo o trabalho do mundo, trabalho que só verá fim, definitivo, em Agosto. Ora, se estamos em Fevereiro, meio do dito, falta Março, Abril, Maio, Junho e Julho. Páscoa é uma semana para respirar fundo, sendo que o resto é para expirar.
Let's.
domingo, fevereiro 10, 2008
Interrogações
Como perceber?
Passar dias.
Passar tardes.
Sempre no mesmo cumprimento de onda.
Sempre na mesma frequência.
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
domingo, fevereiro 03, 2008
Perspectivas
Acabando de "passar" fotos de câmara fotográfica alheia para o meu computador, sou invadido por duas sensações fortíssimas.
A primeira sensação é nostalgia. Terei passado o melhor fim de semana da minha vida naquela que, para mim, é a capital da europa. Uma cidade recheada de conteúdo, sentimento e história, história própria que, desde então, se entrelaçou com a minha. Ainda que de alguns dias se tratasse, a intensidade jamais poderia ser maior. Cada segundo foi aproveitado como se não houvesse outro e cada olhar recordado como se a eternidade fosse uma pausa para café.
Completa-se uma semana desde a noite em que não se dormiu e a passagem directa, acordado(s), para o aeroporto se fez sem espinhas, pagando menos pelo taxi, do que aquilo que era esperado e quase chorando por chegar uma hora que se queria para mais tarde.
A segunda sensação é de satisfacção. Lamechas ou não, há que dizer que fui para lá com aquela que mais desejava e desejo, hoje mais, hoje tanto. Fui espantado com a articulação e disponibilidade que me mostrou. Uma autêntica felina, que misturava a calma da confiança e a acção da crença, sempre percebendo que a solução viria.
Não é possível ocultar O Facto: a viagem foi ela. Vi monumentos, falei a lingua local com os nativos, coisas que me enchem sempre o ego, mas foi nela que vi o que mais importava.
Será demasiado pessoal para expôr aquilo de que falo.
Ela sabe-o.
Pode ser que um dia deixe de me querer. Pode ser que a vida dê as cambalhotas sempre cinzentas e os desencontros se produzam. Se há certezas, esta é A Certeza: ao mais puro espírito existêncialista, afirmo que perdurará na minha memória enquanto for dono dela. Fará parte do meu imaginário. Ocupará a minha mente quotidianamente, quiçá, ainda mais que hoje.
É no olhar dela que me perco.
É nela que me acho.
Passou uma semana.
A primeira sensação é nostalgia. Terei passado o melhor fim de semana da minha vida naquela que, para mim, é a capital da europa. Uma cidade recheada de conteúdo, sentimento e história, história própria que, desde então, se entrelaçou com a minha. Ainda que de alguns dias se tratasse, a intensidade jamais poderia ser maior. Cada segundo foi aproveitado como se não houvesse outro e cada olhar recordado como se a eternidade fosse uma pausa para café.
Completa-se uma semana desde a noite em que não se dormiu e a passagem directa, acordado(s), para o aeroporto se fez sem espinhas, pagando menos pelo taxi, do que aquilo que era esperado e quase chorando por chegar uma hora que se queria para mais tarde.
A segunda sensação é de satisfacção. Lamechas ou não, há que dizer que fui para lá com aquela que mais desejava e desejo, hoje mais, hoje tanto. Fui espantado com a articulação e disponibilidade que me mostrou. Uma autêntica felina, que misturava a calma da confiança e a acção da crença, sempre percebendo que a solução viria.
Não é possível ocultar O Facto: a viagem foi ela. Vi monumentos, falei a lingua local com os nativos, coisas que me enchem sempre o ego, mas foi nela que vi o que mais importava.
Será demasiado pessoal para expôr aquilo de que falo.
Ela sabe-o.
Pode ser que um dia deixe de me querer. Pode ser que a vida dê as cambalhotas sempre cinzentas e os desencontros se produzam. Se há certezas, esta é A Certeza: ao mais puro espírito existêncialista, afirmo que perdurará na minha memória enquanto for dono dela. Fará parte do meu imaginário. Ocupará a minha mente quotidianamente, quiçá, ainda mais que hoje.
É no olhar dela que me perco.
É nela que me acho.
Passou uma semana.
sábado, fevereiro 02, 2008
Sensações
Vejo, no meu MSN, o nick de um amigo meu. É o título de um livro de Lobo Antunes, "Eu ei de amar uma pedra.
Quando penso nisso, não posso deixar de sentir alguma dor, ainda que psicologica.
É que, quando passar das palavras aos actos, vai doer...
Quando penso nisso, não posso deixar de sentir alguma dor, ainda que psicologica.
É que, quando passar das palavras aos actos, vai doer...
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Ligações
Multiplas são as ligações que ligam os seres-humanos.
Uns são tios de outros. Pais de outros, amigos, irmãos...
Mas, sem qualquer sombra de dúvida, o pior que alguém pode ser a outrém... é fase.
Tantas vezes somos fases de alguém, essencialmente, fases na vida de alguém.
Uns são tios de outros. Pais de outros, amigos, irmãos...
Mas, sem qualquer sombra de dúvida, o pior que alguém pode ser a outrém... é fase.
Tantas vezes somos fases de alguém, essencialmente, fases na vida de alguém.
Lições
Para o que quer que se faça ou que se viva, conta-se sempre o que se tem, por trás.
Meaning:
Para qualquer experiência, qualquer vivência, haverá um sentimento maior, motor, na rectaguarda, que servirá de elemento enquadrador ad-hoc, para aquela situação concreta.
Basta pensar-se em sentimentos/situações e depois torna-se mais fácil entender o que se escreve.
Numa óptica dialéctica, explicamos sentimentos, chegamos mesmo a defini-los, se os relacionarmos, perfeitamente, com os acontecimentos.
Uma noite mais fria ou outra mal dormida não são nada se soubermos o que está atrás.
Ensinaram-me isso hoje.
Ainda que mo tenham dito tantas vezes, e mo digam, frequentemente, ouvir nunca é o mesmo que perceber.
Meaning:
Para qualquer experiência, qualquer vivência, haverá um sentimento maior, motor, na rectaguarda, que servirá de elemento enquadrador ad-hoc, para aquela situação concreta.
Basta pensar-se em sentimentos/situações e depois torna-se mais fácil entender o que se escreve.
Numa óptica dialéctica, explicamos sentimentos, chegamos mesmo a defini-los, se os relacionarmos, perfeitamente, com os acontecimentos.
Uma noite mais fria ou outra mal dormida não são nada se soubermos o que está atrás.
Ensinaram-me isso hoje.
Ainda que mo tenham dito tantas vezes, e mo digam, frequentemente, ouvir nunca é o mesmo que perceber.
Conclusões Importantes
O que era não é.
O que foi é bom que volte a ser.
Essencialmente, o que se sabia, pura e simplesmente, não existia.
Quanto mais se avança, facto é que menos se sabe a respeito de pontos cirurgicos.
Tudo muda. De um dia para outro, favas com chouriço e vinho tinto sabem por toda uma vida de prazer. O Woody Allen passa a ser um génio. O Saramago e Lobo Antunes passam a ter razão no que escrevem, quando, há algum tempo, nem se sabia se estávamos a ler textos ou letras avulsas desprovidas de conexão.
Acordo todos os dias (depois de pensar nela) esmagado pelo que estou disposto a levar a cabo naquelas 24 horas. O programa é sempre diverso daquele que existiria num passado recente.
O Sporting não tem lugar na minha vida, a menos que seja para dar uma chatice.
90% do dia é ela que o tem cativo. Ainda bem.
Mas o incrível nem é isso.
Quando me julgava o teólogo, o mestre, uma espécie de Marx do tema, acordo esmagado: não percebo nada dos trilhos em que me encontro.
Sem mapa, com o meu sentido de orientação mundialmente famoso por nunca ter sido concebido juntamente com o resto, não sei que fazer, pensar.
Este blog não tem mais gente por ter irremediáveis parecenças com um diário tornado público.
No fundo, é o que ele é.
Espero que a idade me traga aquilo que já devia ter vivido.
Não libertinagem.
Nem sequer a borga.
Simplesmente, perceber. Ter respostas. Saber. Fazer.
Passa uma hora e dois minutos do dia 30 de Janeiro de 2008 e chego a um culminar, a um apogeu de pensamento: não percebo nada de nada. Não sei fazer nada. Não sei responder a pergunta nenhuma.
O que foi é bom que volte a ser.
Essencialmente, o que se sabia, pura e simplesmente, não existia.
Quanto mais se avança, facto é que menos se sabe a respeito de pontos cirurgicos.
Tudo muda. De um dia para outro, favas com chouriço e vinho tinto sabem por toda uma vida de prazer. O Woody Allen passa a ser um génio. O Saramago e Lobo Antunes passam a ter razão no que escrevem, quando, há algum tempo, nem se sabia se estávamos a ler textos ou letras avulsas desprovidas de conexão.
Acordo todos os dias (depois de pensar nela) esmagado pelo que estou disposto a levar a cabo naquelas 24 horas. O programa é sempre diverso daquele que existiria num passado recente.
O Sporting não tem lugar na minha vida, a menos que seja para dar uma chatice.
90% do dia é ela que o tem cativo. Ainda bem.
Mas o incrível nem é isso.
Quando me julgava o teólogo, o mestre, uma espécie de Marx do tema, acordo esmagado: não percebo nada dos trilhos em que me encontro.
Sem mapa, com o meu sentido de orientação mundialmente famoso por nunca ter sido concebido juntamente com o resto, não sei que fazer, pensar.
Este blog não tem mais gente por ter irremediáveis parecenças com um diário tornado público.
No fundo, é o que ele é.
Espero que a idade me traga aquilo que já devia ter vivido.
Não libertinagem.
Nem sequer a borga.
Simplesmente, perceber. Ter respostas. Saber. Fazer.
Passa uma hora e dois minutos do dia 30 de Janeiro de 2008 e chego a um culminar, a um apogeu de pensamento: não percebo nada de nada. Não sei fazer nada. Não sei responder a pergunta nenhuma.
terça-feira, janeiro 29, 2008
segunda-feira, janeiro 28, 2008
domingo, janeiro 27, 2008
Horas
Há 66 horas levantava-me, desperto como nunca.
Há 23 horas olhava para ela com o pensar que, se o mundo acabasse ali, eu morreria feliz.
Referências?
O melhor Fim de Semana de sempre.
Por tudo.
Especialmente, por ela.
Há 23 horas olhava para ela com o pensar que, se o mundo acabasse ali, eu morreria feliz.
Referências?
O melhor Fim de Semana de sempre.
Por tudo.
Especialmente, por ela.
sexta-feira, janeiro 25, 2008
quinta-feira, janeiro 24, 2008
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Observações de rerum natura
Estou na melhor fase da minha vida.
Devo-o às pessoas que a compõem. Sobretudo à tal.
Corre-me bem.
Devo-o às pessoas que a compõem. Sobretudo à tal.
Corre-me bem.
domingo, janeiro 20, 2008
Música para a Semana
A quem ache que caio numa espécie de marasmo anglo-pimba, desengane-se.
Esta música surge no contexto certo. Domine-se a inversão e ter-se-à um desejo e a geografia para se o executar.
Canções da minha meninice, enquanto possibilidade mais que forte.
Há cada ironia.
quarta-feira, janeiro 16, 2008
A soma dos anos
Já somo alguns milhares de dias à minha idade.
Isso tem aspectos bons mas também, sobretudo, aspectos maus.
Nunca ninguém disse, em público, sequer em privado, salvas umas raríssimas excepções, uma virtude académica que tivesse.
Ultimamente, até nas orais são capazes de me citar defeitos.
De resto, isto é só mais um ramo da excepção à regral geral que sou: naquela faculdade, começam-se a tirar notas boas depois do 3º ano.
Comigo é o inverso.
Isso tem aspectos bons mas também, sobretudo, aspectos maus.
Nunca ninguém disse, em público, sequer em privado, salvas umas raríssimas excepções, uma virtude académica que tivesse.
Ultimamente, até nas orais são capazes de me citar defeitos.
De resto, isto é só mais um ramo da excepção à regral geral que sou: naquela faculdade, começam-se a tirar notas boas depois do 3º ano.
Comigo é o inverso.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Música para a Semana
Não é para prestar atenção à música toda. Alias, só interessa o nome.
Começou a chover. Parece que vai continuar.
Diz que terça também chove. Só que é uma chuva de picaretas. Capacetes. Trolhas. Edificios. Discricionariedade.
Isso tudo, portanto.
domingo, janeiro 13, 2008
Efeitos
Um individuo está de férias.
Encontra-se de bem com a humanidade.
Escrever é um escape, é certo, mas torna-se vilipendiável se utilizado sem propósito.
Nessa linha de raciocínio, está este autor, que percebe que não pode escrever sobre nada, se tudo de bom lhe acontece. A estranha dicotomia entre bem e mal tem aplicação analógica por estas bandas: se é o mal o motor, por excelência das linhas que tiveram a infelicidade de consultar, posso dizer que o meu estado é de bondade extrema.
Devo-o a alguém.
Trato de solver a "dívida" sempre que posso.
Encontra-se de bem com a humanidade.
Escrever é um escape, é certo, mas torna-se vilipendiável se utilizado sem propósito.
Nessa linha de raciocínio, está este autor, que percebe que não pode escrever sobre nada, se tudo de bom lhe acontece. A estranha dicotomia entre bem e mal tem aplicação analógica por estas bandas: se é o mal o motor, por excelência das linhas que tiveram a infelicidade de consultar, posso dizer que o meu estado é de bondade extrema.
Devo-o a alguém.
Trato de solver a "dívida" sempre que posso.
segunda-feira, janeiro 07, 2008
domingo, janeiro 06, 2008
Música para a Semana
Regressa a única rubrica deste blogue. Depois da interrupção originada pelas festas religiosas e pagãs, há que voltar à carga.
A música reservada para a semana que bate à porte é das minhas preferidas. O Video não é dos mais nítidos, mas o som está ameno o suficiente para ser disfrutado.
A guitarrada, a letra, a interpretação...não há bandas como estas. Fez-se grande musica. Hoje ficamo-nos pelas música boas.
Música para a Semana
Regressa a única rubrica deste blogue. Depois da interrupção originada pelas festas religiosas e pagãs, há que voltar à carga.
A música reservada para a semana que bate à porte é das minhas preferidas. O Video não é dos mais nítidos, mas o som está ameno o suficiente para ser disfrutado.
A guitarrada, a letra, a interpretação...não há bandas como estas. Fez-se grande musica. Hoje ficamo-nos pelas música boas.
sexta-feira, janeiro 04, 2008
22
Muito há a dizer.
O frustrante é que o pouco vence.
Não valerá de muito fazer balanços, deixo-os para o recato mental aconchegante que, até hoje, tem servido.
Tenho uma excelente família.
Venero uma mulher.
Dificilmente se tem melhor.
Um terço da vida já lá vai.
O frustrante é que o pouco vence.
Não valerá de muito fazer balanços, deixo-os para o recato mental aconchegante que, até hoje, tem servido.
Tenho uma excelente família.
Venero uma mulher.
Dificilmente se tem melhor.
Um terço da vida já lá vai.
terça-feira, janeiro 01, 2008
Ora, cá volto
Não foi às 16 horas, foi um pouquito mais tarde, mas com a afluência que este blog anda a ter duvido que haja processos cíveis contra o blogger.
Seja como for, eis-me.
O post não terá aquele conteúdo e extensão habituais, por dois motivos: primeiro, não há tamanhos habituais aqui; segundo, ter dois motivos é melhor que ter só um.
Hoje é o primeiro dia do ano. É um dia de que não gosto especialmente. Prefiro sempre o último dia do ano.
Não houve excepções desta vez.
É interessante constatar que o Reveillon só é um sucesso garantido se tivermos 500 euros e o Estoril for ali perto, ou a Madeira até não parecer muito mal, ou, ainda, a Serra da Estrela ter neve.
O ponto que merece análise é o seguinte: uma coisa é haver sucesso no Reveillon, que só se atinge com os requisitos supra citados, outra coisa, ligada, mas diferente, é a passagem de ano ser memorável, marcante e, sobretudo tocante.
Se é certo que em qualquer lugar de eleição teria programa, horas definidas, artistas de renome, não é menos certo que o que pude experienciar, ontem à noite, bate tudo aos pontos.
É que, apesar de passar por diversas contrariedades, a lição que se tira não podia ser portadora de pureza maior: é a companhia que faz os momentos, que lhes confere a especialidade e carisma que para sempre ficarão guardados no album mental.
Faltava alguém assim, alguém que conferisse a chancela de profundidade a um momento tão singelo como o pernoitar numa estação de metro.
Já não falta.
Com isto acho que acabo de escrever um mensagem de ano novo.
O desejo próprio é que este alguém se mantenha.
O desejo para o resto do mundo é que encontrem alguém assim.
É ser feliz.
Seja como for, eis-me.
O post não terá aquele conteúdo e extensão habituais, por dois motivos: primeiro, não há tamanhos habituais aqui; segundo, ter dois motivos é melhor que ter só um.
Hoje é o primeiro dia do ano. É um dia de que não gosto especialmente. Prefiro sempre o último dia do ano.
Não houve excepções desta vez.
É interessante constatar que o Reveillon só é um sucesso garantido se tivermos 500 euros e o Estoril for ali perto, ou a Madeira até não parecer muito mal, ou, ainda, a Serra da Estrela ter neve.
O ponto que merece análise é o seguinte: uma coisa é haver sucesso no Reveillon, que só se atinge com os requisitos supra citados, outra coisa, ligada, mas diferente, é a passagem de ano ser memorável, marcante e, sobretudo tocante.
Se é certo que em qualquer lugar de eleição teria programa, horas definidas, artistas de renome, não é menos certo que o que pude experienciar, ontem à noite, bate tudo aos pontos.
É que, apesar de passar por diversas contrariedades, a lição que se tira não podia ser portadora de pureza maior: é a companhia que faz os momentos, que lhes confere a especialidade e carisma que para sempre ficarão guardados no album mental.
Faltava alguém assim, alguém que conferisse a chancela de profundidade a um momento tão singelo como o pernoitar numa estação de metro.
Já não falta.
Com isto acho que acabo de escrever um mensagem de ano novo.
O desejo próprio é que este alguém se mantenha.
O desejo para o resto do mundo é que encontrem alguém assim.
É ser feliz.
sexta-feira, dezembro 21, 2007
Euntes
Hoje é um dia de muitos fins.
Terminou o semestre académico.
Terminou o estudo arduo para frequências.
Terminou a escrita neste blog até início do novo ano.
Assim, cumpre tecer algumas considerações.
Primeiro que tudo, numa palavra, se pode descrever o que tem sido o ano: cansativo. Muito trabalho e poucos frutos.
Sei o que é direito penal. Percebi sobre o que versa o direito comercial. Obrigações foram sujeitas a termo.
Mas a palavra essencial tem que ir para ela. Sempre ao meu redor, envolvendo o meu mundo no seu universo, expurgando qualquer réstia de infelicidade ou mágoa. Devo-lhe muito. Dever-lhe-ei, provavelmente, qualquer lastro de sucesso ali provado.
Dito isto, até dia 1, volta das 16 horas, altura em que me estarei a levantar, não volto a postar por cá, nem em outro lado.
Votos de um Feliz Natal e Fulgurante Ano Novo.
Terminou o semestre académico.
Terminou o estudo arduo para frequências.
Terminou a escrita neste blog até início do novo ano.
Assim, cumpre tecer algumas considerações.
Primeiro que tudo, numa palavra, se pode descrever o que tem sido o ano: cansativo. Muito trabalho e poucos frutos.
Sei o que é direito penal. Percebi sobre o que versa o direito comercial. Obrigações foram sujeitas a termo.
Mas a palavra essencial tem que ir para ela. Sempre ao meu redor, envolvendo o meu mundo no seu universo, expurgando qualquer réstia de infelicidade ou mágoa. Devo-lhe muito. Dever-lhe-ei, provavelmente, qualquer lastro de sucesso ali provado.
Dito isto, até dia 1, volta das 16 horas, altura em que me estarei a levantar, não volto a postar por cá, nem em outro lado.
Votos de um Feliz Natal e Fulgurante Ano Novo.
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Vermelho
Tecido inebriante,
quero sentir-te.
Curvas delirantes,
não me fiquem distantes.
Caminhas nesse corredor e já de mim não sou senhor.
Teus olhos chamam e como resistir?
És o sumo bem, alívio da minha dor,
Razão da minha existência, profusão do meu sentir.
Será do vermelho convidativo,
Do negro que com ele combina
ou, simplesmente, a indumentária que me faz captivo?
Nada disso me ilumina.
São os espelhos d'alma,
profundos como o mundo,
quentes como a chama.
quero sentir-te.
Curvas delirantes,
não me fiquem distantes.
Caminhas nesse corredor e já de mim não sou senhor.
Teus olhos chamam e como resistir?
És o sumo bem, alívio da minha dor,
Razão da minha existência, profusão do meu sentir.
Será do vermelho convidativo,
Do negro que com ele combina
ou, simplesmente, a indumentária que me faz captivo?
Nada disso me ilumina.
São os espelhos d'alma,
profundos como o mundo,
quentes como a chama.
domingo, dezembro 16, 2007
Música para a Semana
O Cenário: Última semana do Semestre
O Futuro: Sexta-Feira chovem valores
A Certeza: Não dará grande soma
A Consolação: Esta Música.
Há nela, sobretudo, um verso que me toca: "No wants you when you lose"
Toca-me, primeiro, porque não é totalmente absoluto e, segundo, quando contrariado, o sentimento de gratidão converte-se na extrema alegria de perceber que há seres que merecem este mundo e o outro.
sábado, dezembro 15, 2007
sexta-feira, dezembro 14, 2007
Coisas da Primária
Uma vez fui expulso da sala de aula por não respeitar as regras desta coisa. Agora vingo-me.
Ninguém.
Ao nascer do dia, ninguém.
Ocaso taciturno sou eu, ninguém.
Trevas habitantes voam com pavor,
Enquanto olho para ti e me torno alguém
Meu amor,
Está em ti meu início,
Repousa em ti meu fim de suplício.
Em mim se encontra o infante amordaçado
Chorando pelo rápido fim...
Ontem
Ninguém.
Ao nascer do dia, ninguém.
Ocaso taciturno sou eu, ninguém.
Trevas habitantes voam com pavor,
Enquanto olho para ti e me torno alguém
Meu amor,
Está em ti meu início,
Repousa em ti meu fim de suplício.
Em mim se encontra o infante amordaçado
Chorando pelo rápido fim...
Ontem
Resumir
Há chavões que primam por primarem.
Vou tentar ser o mais específico possível, porque, desta vez, quero mesmo dizer qualquer coisa.
Sendo novo, cada experiência por que passo e cada conhecimento que travo são-me chocantes: a reacção é um tudo nada semelhante à de ver um E.T ou ter uma experiência extra-sensorial.
A experiência de hoje chama-se bondade.
Há um princípio ao qual a humanidade não pode fugir: as pessoas são ruins, nefastas, más. Disto não haja qualquer duvida. O melhor que há a fazer é aceitar e tentar não sair por baixo. Eu aconselho.
Quando se trata de ver que há alguém superior, the clash couldn't be bigger.
Quis ser bondosa comigo.
Quis fazer o seu papel.
Quis ser quem eu precisava que fosse.
E foi.
Vou tentar ser o mais específico possível, porque, desta vez, quero mesmo dizer qualquer coisa.
Sendo novo, cada experiência por que passo e cada conhecimento que travo são-me chocantes: a reacção é um tudo nada semelhante à de ver um E.T ou ter uma experiência extra-sensorial.
A experiência de hoje chama-se bondade.
Há um princípio ao qual a humanidade não pode fugir: as pessoas são ruins, nefastas, más. Disto não haja qualquer duvida. O melhor que há a fazer é aceitar e tentar não sair por baixo. Eu aconselho.
Quando se trata de ver que há alguém superior, the clash couldn't be bigger.
Quis ser bondosa comigo.
Quis fazer o seu papel.
Quis ser quem eu precisava que fosse.
E foi.
quarta-feira, dezembro 12, 2007
Princípio da Contra-Corrente
Começar mal, continuar bem e, subitamente, voltar ao mau é coisa de gente inexperiente.
Bem dizia que era jovem, um puto.
Bem dizia que era jovem, um puto.
domingo, dezembro 09, 2007
Música para a Semana
Acompanhem o meu raciocínio:
- Faltam duas semanas para o final das aulas e as frequências batem à porta como o cobrador do fraque: Haja Jesus!
- Faltam 14 dias para o Natal: Haja Jesus!
Assim uma espécie de Jesus privado.
sexta-feira, dezembro 07, 2007
Arrepios
Passa uma criança que devia, à vontade, ter uns "míseros" 13 anos e diz assim:
- "Dá-lhe, antes, o "Sétimo Selo".
Mas quem é que, aos 13 anos, sabe o que é o "Sétimo Selo???"
Até que me surgiu a luz.
Nem tudo na vida é surpreendente. Vezes há em que a desilusão vence. Eis ao que me referia e imaginei que estivesse no melhor intelecto do prodígio wanabe:
E, agora, a substância na diferença. Aquilo que me faria escrever um post de elogio em vez de um epitáfio:

É uma pena.
- "Dá-lhe, antes, o "Sétimo Selo".
Mas quem é que, aos 13 anos, sabe o que é o "Sétimo Selo???"
Até que me surgiu a luz.
Nem tudo na vida é surpreendente. Vezes há em que a desilusão vence. Eis ao que me referia e imaginei que estivesse no melhor intelecto do prodígio wanabe:
E, agora, a substância na diferença. Aquilo que me faria escrever um post de elogio em vez de um epitáfio:É uma pena.
Ordenamento
-"Quando se manda cremar alguém, fica-se sem os corpos"
-"Então sobra o animus"
Acreditem, isto tem mesmo muita graça.
-"Então sobra o animus"
Acreditem, isto tem mesmo muita graça.
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Verdades de Sempre
Saio da estação, todos os dias, exceptuando os santos fins-de-semana, entre as 18.57h e as 19.07h.
Subo aquela rampa de terra batida que se ergue do lado esquerdo de quem para ela de frente olha.
Bate uma luz sobre as minhas costas: é a minha sombra que me esconde o caminho e dificilmente me deixa trilhá-lo.
Subo aquela rampa de terra batida que se ergue do lado esquerdo de quem para ela de frente olha.
Bate uma luz sobre as minhas costas: é a minha sombra que me esconde o caminho e dificilmente me deixa trilhá-lo.
domingo, dezembro 02, 2007
Música para a Semana
Digo-o sem medo das consequências: provavelmente, a melhor cover que tenho o prazer de ter ouvido.
Não sou admirador incondicional do rapaz, mas que têm surgido grandes músicas, sucesso, concertos cheios e qualidade, isso têm.
Há duas coisas que têm de ser comentadas: a letra e o conceito de cover.
Por partes.
Quanto à letra, agora que a ouvi decentemente (nunca tinha percebido o que é que o Elton queria dizer quando se punha a cantá-la), acho-a extremamente analógica, ou susceptível de analogia, com certos aspectos da existência deste blogger. Mas acho que esse é o critério geral para se apreciar uma melodia.
No tocante ao conceito de cover, é muito curioso: dá-se nova roupa, cama e quarto a algo que é de outra pessoa. A outra pessoa até pode gostar disso. Pode até acontecer que essa coisa fique melhor com a outra alma. A única coisa que não se discute é que aquilo já teve outro dono.
E se o mesmo se passasse com a vida de cada um?
Pense-se nisto: eu, agora, começava a viver a vida de um amigo meu e ele a minha. Só durante uns tempos. Ele era eu e eu era ele. Mudaria tudo radicalmente?
Com a musica do Fonseca mudou para melhor.
A música tem pouco de pratica existêncial.
sexta-feira, novembro 30, 2007
Polissemias
Em buscas recentes, percebi algo: não sei o que é um problema.
Sei que há problemas matemáticos, problemas financeiros e, depois, há todos os outros e esses não sei quais são.
Pior: vejo-os em todo o lado. Vejo coisas que não sei o que são. Penso nelas e nem as conheço.
Isto sim, é bizarro.
Sei que há problemas matemáticos, problemas financeiros e, depois, há todos os outros e esses não sei quais são.
Pior: vejo-os em todo o lado. Vejo coisas que não sei o que são. Penso nelas e nem as conheço.
Isto sim, é bizarro.
quinta-feira, novembro 29, 2007
Urbi et Orbi
Anselmo vai à mercearia comprar 6 litros de leite. Paga, ao merceeiro, 6 euros por todos os pacotes.
Saindo da mercearia, dirige-se, a pé, para casa, quando o merceeiro lhe pergunta, do seu estaminé, se não quer comprar, também, ovos, farinha, açúcar e chocolate para fazer um bolo. Vendia-lhe tudo" barato". Anselmo aceita.
Quando chega a casa, Anselmo quer resolver o contrato.
- Qual contrato?
Saindo da mercearia, dirige-se, a pé, para casa, quando o merceeiro lhe pergunta, do seu estaminé, se não quer comprar, também, ovos, farinha, açúcar e chocolate para fazer um bolo. Vendia-lhe tudo" barato". Anselmo aceita.
Quando chega a casa, Anselmo quer resolver o contrato.
- Qual contrato?
terça-feira, novembro 27, 2007
Milagres
Estão 4 Seres-Humanos sentados a mesa. O espaço envolvente proíbe o fumo.
Todas as almas sentadas são respeitadores juristas, cumpridores da lei, regulamentos, normas corporativas e despachos normativos.
Tomam café.
Há uma empregada, diligente, uma autêntica empregada média, que arruma as mesas. Cabia-lhe, entre tantas funções, impedir o fumo naquela área.
A mesa onde os insignes conversavam estava coberta pela chávenas do já consumido café, praxe de um almoço completo. Cabia, então, à empregada, arrumar as peças.
Caminhando para a mesa, fumo sube, ad coelum, e a senhora nota. A proveniência era a parte de baixo do sacro tampo.
Servil à sua tarefa, pergunta à mais distinta donzela, uma imponente mulher, dotada de uma aparência carismática, se esta não estaria a fumar.
Espantada, pergunta: "Eu?". Com isto, levanta a mão direita, e entre o dedo indicador e média tinha, aceso, um Camel, causa de todo o fumo.
"Meu Deus!" exclamou a incandescente diva.
Tinhamos presenciado um Milagre.
Foi o Milagre da FDL
(Texto ortografica e gramaticalmente corrigido)
Todas as almas sentadas são respeitadores juristas, cumpridores da lei, regulamentos, normas corporativas e despachos normativos.
Tomam café.
Há uma empregada, diligente, uma autêntica empregada média, que arruma as mesas. Cabia-lhe, entre tantas funções, impedir o fumo naquela área.
A mesa onde os insignes conversavam estava coberta pela chávenas do já consumido café, praxe de um almoço completo. Cabia, então, à empregada, arrumar as peças.
Caminhando para a mesa, fumo sube, ad coelum, e a senhora nota. A proveniência era a parte de baixo do sacro tampo.
Servil à sua tarefa, pergunta à mais distinta donzela, uma imponente mulher, dotada de uma aparência carismática, se esta não estaria a fumar.
Espantada, pergunta: "Eu?". Com isto, levanta a mão direita, e entre o dedo indicador e média tinha, aceso, um Camel, causa de todo o fumo.
"Meu Deus!" exclamou a incandescente diva.
Tinhamos presenciado um Milagre.
Foi o Milagre da FDL
(Texto ortografica e gramaticalmente corrigido)
segunda-feira, novembro 26, 2007
Círculos
É frequente lembrar-me do efeito que a água estagnada produz assim que lhe toco com um dedo: aqueles círculos que se alastram, crescem e desaparecem.
É assim com tudo, mas tudo mesmo.
Tiradas filosóficas à parte, lembro-me dos círculos por um episódio ocorrido numa carruagem do metro, que parava, volta das 8.45h, na Cidade Universitária. Um diálogo:
- "Há bocado a senhora passou e bateu-me no pé e nem pediu desculpa. Eu não sou parede."
Dito isto, seguiu, não sem antes soltar um "anormal".
A destinatária ficou com ar de espanto e um sorriso sarcástico.
Á saída, uns estudantes, que partilhavam a carruagem, começam a comentar:
- "Dizia a Profª. Paula Costa e Silva que o processo existe porque, desde que existam dois Homens, pode haver conflito"
- "O que eu mais gostei foi da justificação"
- "Ehehehe"
Nasce a contenta, gera-se a discussão, acaba tudo ali.
Como os círculos na água.
É assim com tudo, mas tudo mesmo.
Tiradas filosóficas à parte, lembro-me dos círculos por um episódio ocorrido numa carruagem do metro, que parava, volta das 8.45h, na Cidade Universitária. Um diálogo:
- "Há bocado a senhora passou e bateu-me no pé e nem pediu desculpa. Eu não sou parede."
Dito isto, seguiu, não sem antes soltar um "anormal".
A destinatária ficou com ar de espanto e um sorriso sarcástico.
Á saída, uns estudantes, que partilhavam a carruagem, começam a comentar:
- "Dizia a Profª. Paula Costa e Silva que o processo existe porque, desde que existam dois Homens, pode haver conflito"
- "O que eu mais gostei foi da justificação"
- "Ehehehe"
Nasce a contenta, gera-se a discussão, acaba tudo ali.
Como os círculos na água.
domingo, novembro 25, 2007
Música para a Semana
Pedia-se, desde algumas semanas, um nome de verdadeira qualidade para esta rubrica semanal.
Ei-lo: Norah Jones.
Mais que uma música, é uma mensagem.
Porque, ao fim e ao cabo, todos os dias da semana vindoura, sem excepção, terão, ao final da sua tarde, esta expressão.
Ideias
Ao começar este blog, tinha duas ideias que eram como que dados adquiridos, na minha cabeça:
- Sou um velho mental;
- Tinha atingido o auge da minha existência, ou, numa linguagem mais óbvia, já tinha conhecido os limites superiores da uma existência feliz.
A isso declaro fim.
Não sou velho mental nenhum: falta-me viver tudo. Sei-o porque há situações para as quais só conseguirei dar resultado positivo e respectivo seguimento se as viver, intensa, árdua e totalmente.
Quanto à felicidade...
Se tratados há quanto à dita, o que sinto não é positivável: nunca será sequer palpável.
Hoje, o sentimento a que me refiro não é apreensível por acções solitárias, atitudes errantes ou episódios de one-man-show. Se em sociedade vivemos é por ela que recebemos o que falta faz. Desse grupo, terá de vir alguém, específico, que transmita uma mensagem tal que, por exemplo, se escrevam textos destes em blogs.
A felicidade concede-se.
Concederam-ma.
- Sou um velho mental;
- Tinha atingido o auge da minha existência, ou, numa linguagem mais óbvia, já tinha conhecido os limites superiores da uma existência feliz.
A isso declaro fim.
Não sou velho mental nenhum: falta-me viver tudo. Sei-o porque há situações para as quais só conseguirei dar resultado positivo e respectivo seguimento se as viver, intensa, árdua e totalmente.
Quanto à felicidade...
Se tratados há quanto à dita, o que sinto não é positivável: nunca será sequer palpável.
Hoje, o sentimento a que me refiro não é apreensível por acções solitárias, atitudes errantes ou episódios de one-man-show. Se em sociedade vivemos é por ela que recebemos o que falta faz. Desse grupo, terá de vir alguém, específico, que transmita uma mensagem tal que, por exemplo, se escrevam textos destes em blogs.
A felicidade concede-se.
Concederam-ma.
sábado, novembro 24, 2007
Coisas com (ou sem) piada
- Boa noite, queria participar um rapto, por favor.
- Com certeza! Quem é que foi raptado?
- As sabinas.
- Com certeza! Quem é que foi raptado?
- As sabinas.
quinta-feira, novembro 22, 2007
Tudo
"Ocorre uma síntese, em sentido próprio: os princípios acolhidos para o núcleo do sistema não se obtêm de modo arbitrário, antes derivando da história e da cultura; os elementos existentes na periferia não têm mera origem empírica, antes se ordenando e completando em função dos princípios gerais presentes no centro. Todo o sistema se movimenta em vias de sentido duplo centro-periferia, numa junção entre cultura e racionalidade ou sistema interno e sistema externo que possibilitará, depois, sucessivos saltos qualitativos no campo jurídico-científico."
CORDEIRO, MENEZES TRATADO DE DIREITO CIVIL PORTUGUÊS I PARTE GERAL TOMO I, 3ª EDIÇÃO 2005
"Assentes as premissas de que a sociabilidade é uma característica natural do homem, de que a natureza é eminentemente normativa, que a lei natural constitui a participação humana, através da razão, na lei eterna, e é, portanto, imutável, embora susceptível de desenvolvimentos, o Anjo das Escolas conclui que o poder civil transcende o tempo e o espaço, a diversidade de crenças e raças"
ALBUQUERQUE, RUY E ALBUQUERQUE, MARTIM HISTÓRIA DO DIREITO PORTUGUÊS
1º VOLUME, 11ª EDIÇÃO
CORDEIRO, MENEZES TRATADO DE DIREITO CIVIL PORTUGUÊS I PARTE GERAL TOMO I, 3ª EDIÇÃO 2005
"Assentes as premissas de que a sociabilidade é uma característica natural do homem, de que a natureza é eminentemente normativa, que a lei natural constitui a participação humana, através da razão, na lei eterna, e é, portanto, imutável, embora susceptível de desenvolvimentos, o Anjo das Escolas conclui que o poder civil transcende o tempo e o espaço, a diversidade de crenças e raças"
ALBUQUERQUE, RUY E ALBUQUERQUE, MARTIM HISTÓRIA DO DIREITO PORTUGUÊS
1º VOLUME, 11ª EDIÇÃO
terça-feira, novembro 20, 2007
Fim da Sequência
Acabou a série de posts a postar pelo motivo previamente referido.
Grato pela compreensão.
Grato pela compreensão.
Fim da Sequência
Acabou a série de posts a postar pelo motivo previamente referido.
Grato pela compreensão.
Grato pela compreensão.
Consciências
Quando tinha 14 anos sempre me vi como um velho com cara de puto.
Hoje, descubro que sou um gajo novo. Um Puto
(Adendado/Emendado)
Hoje, descubro que sou um gajo novo. Um Puto
(Adendado/Emendado)
Decreto: Hino
She may be the face I can't forget
The trace of pleasure or regret
May be my treasure or the price I have to pay
She may be the song the summer sings
May be the chill the autumn brings
May be a hundred different things
Within the measure of a day
She may be the beauty or the beast
May be the famine or the feast
May turn each day into a heaven or a hell
She may be the mirror of my dreams
The smile reflected in a stream
She may not be what she may seem inside her shell
She who always seems so happy in a crowd
Whose eyes can be so crowded and so proud
No one's allowed to see them when they cry
She may be the love that cannot hope to last
May come to me from shadows of the past
But I'll remember till the day I die
She may be the reason I survive
The why and wherefore I'm alive
The one I'll care for through the rough in many years
Me, I'll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is she
She
She
The trace of pleasure or regret
May be my treasure or the price I have to pay
She may be the song the summer sings
May be the chill the autumn brings
May be a hundred different things
Within the measure of a day
She may be the beauty or the beast
May be the famine or the feast
May turn each day into a heaven or a hell
She may be the mirror of my dreams
The smile reflected in a stream
She may not be what she may seem inside her shell
She who always seems so happy in a crowd
Whose eyes can be so crowded and so proud
No one's allowed to see them when they cry
She may be the love that cannot hope to last
May come to me from shadows of the past
But I'll remember till the day I die
She may be the reason I survive
The why and wherefore I'm alive
The one I'll care for through the rough in many years
Me, I'll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is she
She
She
Subscrever:
Mensagens (Atom)


