sábado, maio 24, 2008

Vive

Há, sem dúvida, muito a dizer depois deste periodo que passou.

A primeira ideia que vem à cabeça é que tudo se varreu, tudo ardeu como um fósforo. Rápido, intenso, forte, inesquecível. Tanto assim é que não é preciso fazer grande esforço para recordar, por vezes, palavras, actos, momentos, experiências.

Naturalmente, a palavra especial tem de ser toda para ela. Que me move, que me cura, lambe as feridas e as sara, para que nunca voltem. Ela, que fala a mesma língua, que escreve as mesmas palavras, que é a única a entender um dialecto mais profundo do que a palavra pode alcançar.
Porque, ao fim e ao cabo, tudo se vai resumir a ela.

Compreendo que me acabei por fundir na sua essencia quase palpável. Sei que me misturei naqueles actos eternamente inexplicáveis em que o resultado consistia numa abertura de boca nunca vista. Percebo, finalmente, que há ela e há todas as outras.

Começou com uma pergunta, desenvolveu-se com apoio mutuo e agora continua com todo o amor do mundo, toda a vontade de continuar que não se pode albergar no universo.

Como não funciona sozinho, só me resta esperar que dela resulte o mesmo desejo. Resta jamais olvidar que algo se esgotou.
Crendo que não, encontro nela a fonte da vida eterna

É que, segundo certas obras de ficção, até o Santo Graal era uma mulher.

Ela é o meu.

sexta-feira, maio 23, 2008

Casulo

Por vezes, só precisamos que nos dêem a mão.
Subitamente, ouvir más notícias passa a não ser tão mau, porque sabemos que, acompanhados que estamos (bem acompanhados diga-se), nada nos pode englobar numa previsão de norma sinistra.
A libertação do casulo dá-se.

terça-feira, maio 20, 2008

Importância do Tipo

Nullum Crimen Sine Lege.

Que nunca mais haja condenação por aparência;
Que nunca mais se citem convenções sociais;
Que nunca nasça reprovação motivada pelos valores de cada um;
Que jamais vivam aqueles que impõem vontade própria a terceiros, sem que haja legitimidade.

Hoje percebi a importância vital do Direito Penal.
A realeza, a imperialidade, a necessidade do mesmo nasce por isto: só há legitimidade para decidir que condutas se punem por um, e só um, ente: o Estado.

Portanto:

Se não estiver escrito;
Se não for justificado;
Se não parecer válido...

Não aceitem.

Não se repetirá.
Não.

sábado, maio 03, 2008

De Rerum Natura

Por mais conclusões que tire, não consigo aprender nada com elas - Definição de estupidez.

quarta-feira, abril 30, 2008

Diz-se

Um "stand-up comedian" dizia qualquer coisa do género: "O meu filho, a única prova viva de que estive na terra".

Misturar isso com um curso de direito probatório deveria ser o cume do interesse, palavra que as constituições não definem.

Seja como for, a marca na terra, ainda que leve, pouco profunda, é sempre dada por aquilo que soubemos dar ao próximo, rectior, à proxima.
Se bem que um filho ajuda.

Equivalências, Frequências e tantas outras "ências"

Apesar de simples, há conversas virtuais que têm todo o significado do mundo.
Falar de família, culinária, de qualquer coisa, é sinónimo de cumplicidade e amizade.
Vale por muitos minutos de conversa de chacha com qualquer outra pessoa.
Claramente, não se trata de outra pessoa.
Trata-se da pessoa.

O revigorante, a amizade, o bálsamo.

Obrigado

Notas Breves

Só é possível notar o fim do amor quando se assiste ao monumento fenomenal que é o desprezo. Falo daquele desprezo em que nada do que o antigo parceiro, ou actual, faça trás qualquer relevo à vida. Nada. Podia matar-se, podia andar com 30, não havia um segundo a perder com um "nada".
Perceber que os factos "relevam" e dispertam sentimentos é prova de qualquer coisa.

Mas, agora que penso nisso, podem ser prova de outras coisas, não tão boas.

Afinal, percebo o mesmo de tudo como no início destas linhas.

Notas Breves

Só é possível notar o fim do amor quando se assiste ao monumento feno

sexta-feira, abril 25, 2008

25 de Abril

A data é histórica.
Naquela noite em que o mundo tinha que ser mudado, de facto, mudou. Naquelas horas em que o clima era quente, apareceu uma brisa de mudança. Venceu o Bem.
Rodeado de forças contrárias, prevaleceu aquilo que tinha de ser.
Foi.
Naquela noite, beijei-a, toquei-lhe, fiz-lhe apenas uma pergunta, pergunta cuja resposta chegava (e chegará) para toda uma vida de economia comum, de projectos com pernas, de resultados dignos de encherem o olhos e colocarem um sorriso na cara, na nossa cara.
Há 11 meses, revolucionava-se a vida de um ser condenado a perpétua ditadura da solidão. Aquele golpe naquele estado digno de inexistência efectuou-se. Tomou-se de assalto um coração empedernido, uma alma egoista, purgaram-se os chibos da boa vontade: emergiu a vontade, enquanto elemento central de comando da vida.
Caiu o regime que se assemelhava ao seguro.
Nasceu um Estado em que vale a pena seguir.

Obrigado.

domingo, abril 20, 2008

Retorno às Origens



Começou assim. Há provas, mais propriamente fotográficas, de que estive lá.

Valeu muito.

Não se compara ouvir música de uma gravação e ouvi-la ao vivo. Grandes músicos, grandes profissionais, em que só faltou a voz do passado para que o Ramalhete fosse superior.
Ficou-se pelo perfeito.

Numa Tour Europeia que acabou ontem, manteve-se o calor de quem acompanhava ali ao pé. Hoje continuam sonhos que se concretizaram, em parte, na noite de ontem.

Valeu muito.

quinta-feira, abril 17, 2008

Excepção Dilatória

Falta um pressuposto processual: competência.
Está em falta.
Dá nulidade.

Sanável?

Só se não for absoluta...

terça-feira, abril 15, 2008

A Intermitência da Frequência

Está o tocar o "Bad". Estranhamente, só percebo versos soltos da música.

Tem uma palavra que me é especialmente querida: "If".
Conjugando música e literatura virtual, há pouco li uma definição de história bastante completa. Completa como nunca terei visto: "uma merda a seguir à outra".

Aos 22 anos, entendo qual é o grande problema da humanidade: não pode voltar atrás. Se pudesse, nada estaria mal. Só morria quem teria de morrer, vítima de homicídio, bem entendido; os erros médicos eram ocultados; as experiências científicas seriam uma maravilha, sem erro, haveria a tentativa, não haveria a consumação do fracasso; No fundo, nada estaria mal. Errar não tinha qualquer significado. Para quê ter? Na prática, ele não existia. Falhou-se, volta-se ao início, como se daquele primeiro dia se tratasse.

Errar trás consequências. Errar implica danos. Danos próprios, danos colaterais, patrimoniais, morais, emergentes, morte.
Como tudo, errar pode ter a vertente positiva: ainda que implique dano, ensina. Ensina que não se volta a ir por ali, ensina que há mais uma coisa que devemos evitar, contrariando princípios que impliquem a aceitação de tudo o que não nos feriu, ou terceiros.

Se é verdade que "não temos mais começos", ao menos que se tirem lições importantes do erro. Dele dependemos para crescer.

Dependemos dele para tudo, sobretudo para esquecer o "se".

domingo, abril 06, 2008

Suspensão

Este espaço encontra-se suspenso até que o autor volte aos célebres tempos de fossa.
Prevê-se que suceda, novamente, no periodo de 30 de Abril até 15 de Maio.
Até lá, visitem coisas melhores, que por cá está em modo de piloto automático.

Um grande Bem-Hajam e até já

segunda-feira, março 31, 2008

Música para a Semana



Som do momento.
Sempre gostei muito de acordeão, com mix então...
Enjoy

domingo, março 16, 2008

Música para a Semana



Sem ideias, sem vontade, só resta a imagem de certo vermelho inesquecível.
O resto é mesmo o título da musica.

Música para a Semana



Sem ideias, sem vontade, só resta a imagem de certo vermelho inesquecível.
O resto é mesmo o título da musica.

domingo, março 09, 2008

Música para a Semana



Esta consta, sobretudo, porque lhe desejo (desde que a ouvi, ou seja, anos e anos atrás) responder: Eu.
Tenho motivos para isso.
Motivos com nome.
Planos para o motivo.
Projectos.

sexta-feira, março 07, 2008

A Perda de Qualidades

O meu anterior blog teve mais visitas hoje que este.

É o chamado Princípio do Vinho do Porto invertido.

A Perda de Qualidades

O meu anterior blog teve mais visitas hoje que este.


É o chamado Princípio do Vinho do Porto invertido.

Conclusões Importantes

Muito mais que uma mulher,

Um conceito.

quarta-feira, março 05, 2008

O Dia Especial

Hoje não é só um dia.
Passam 22 anos desde que o mundo pôde assistir à única prova que permite acreditar na divindade. Nasceu a alma gémea de um zé que demabulava no mundo, já há 2 meses, que iria precisar mais tarde, mais do que tudo, daquela força que só ela podia conferir.
Adjectivos não bastam para a qualificar. Palavras são vãs, levam, no vento, um sentido mutável e susceptível de incontextualização.
Cinjo-me, portanto, à humilde forma de celebrar o dia:

PARABÉNS.

domingo, março 02, 2008

Música para a Semana



É capaz de ser das melhores de sempre. Das melhores que terei postado.
Vêm cá. Não vou lá.
Coisas da vida.

Música para a Semana



É capaz de ser das melhores de sempre. Das melhores que terei postado.
Vêm cá. Não vou lá.
Coisas da vida.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Escrito

Porque me faz falta;
Porque não é o mesmo sem ela;
Porque é tudo.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Frescas

"Estou a dar Sociedades Comerciais"
"Arranja-me aí uma"

Se o Jorge Palma;
Se o Armando Gama;
O que é que a Rosa Lobato Faria?

Frescas

"Estou a dar Sociedades Comerciais"

"Arranja-me aí uma"


Se o Jorge Palma;

Se o Armando Gama;

O que é que a Rosa Lobato Faria?

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Países Vizinhos da Espanha

Acabo de ouvir a intervenção do "Professor do Ano", no Prós e Contras.
Sem tomar partido, sem contribuir para qualquer um dos lados, sem se mostrar capaz de dar uma solução, satisfez toda uma plateia que rejubiliava ao ouvir uma espécie de "Avôzinho" a dizer palavras como "esperança" e "trabalho".
O que é que quis dizer? Havia mensagem?
Por um lado, tem que se dar perspectivas aos docentes, por outro somos todos responsáveis. Em que é que ficamos?

A típica palhaçada foi rematada pela apresentadora, que decerto terá o o reino dos céus.

domingo, fevereiro 24, 2008

9

Finda, nesta hora, o tempo suficiente para gerar uma vida humana e trazê-la ao mundo, para que o nascimento se dê e a caminhada pela experiência tenha lugar.
Quantas vezes, em tom de brincadeira, me disse que o "puto ia nascer". Um puto que, mesmo antes de adquirir personalidade jurídica, já ficava no cacifo, já tinha nome de ciclista.
Não se gerou (e agora afastam-se as brincadeiras) vida nenhuma mas mudou-se uma vida que já existia. Mudou-se para melhor. Aprendeu-se, melhorou-se, acima de tudo, aperfeiçoou-se um processo de socialização (terminologia economica à parte) e de integração num meio que só conferia rotina e hábito.
Veio, numa festa, surgir a felicidade constituida pelas mais sedutoras formas humanas, invadir-me daquilo que esperei sempre, daquilo que nunca tive, para nunca mais me deixar voltar a um calvário fornecido pelo 38 que passava ali, onde tudo começou.
Hoje, sei que a festa ainda não acabou, que a música toca, o néctar chega-nos pelas mãos de quem sorri por ver que algo mágico nasce, que a multidão rodeia e observa, atentamente, para ver no que vai dar, para saber qual o desfecho.
Mais ainda: não acabou, porque o primeiro olhar dela, que me afectou tão apaixonadamente, que me tocou tão nuclearmente está lá...
Não acabou. Continuará.

Música para a Semana



Sem explicação.
Ainda não tinha postado nada do cavalheiro.
Pela minha parte, prefiro que não morra ninguém do gang, até porque todos se apaixonaram. (Clara referência ao primeiro verso)

Boa semana

domingo, fevereiro 17, 2008

Música para a Semana




Ando nesta onda, nada a fazer.
Preciso da batida, preciso do clip.
Porque amanhã a Família bate à porta. Apetece-me fingir que não estou em casa.

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Percursos

Crescer, esse desafio contingente, tem multiplas etapas. Em cada ano, aprender com determinada experiência é crescer. Ou seja, essas fases são inominadas e, portanto, expontâneas, são o que são.
Para se ser adulto, tem que se seguir certo Iter, Iter esse que é próprio de cada um. Tudo redundará numa vida de "crescido".
Como em tudo na vida, nada se faz sozinho. Ficará algo sempre inacabado, sempre por fazer, se não houver a partilha de momentos, de sensações, sobretudo, de memórias do que aconteceu.
Logicamente, a partilha só existe com duas pessoas.
Ter amigos é indispensável. Ninguém sobrevive sem eles. Dão sal e açucar à vida.
Mas não é menos importante ter a pessoa certa ao nosso lado, aquela que completa e fecha o circulo da aprendizagem que tem lugar durante tanto tempo.
Tê-la é o culminar desse crescimento.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Verdades Sobre S.Valentim

Com a pessoa certa, todos os dias são Dia dos Namorados.

Verdades Sobre S.Valentim

Com a pessoa certa, todos os dias são dias dos Namorados.


Comigo têm sido.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Desalentos momentâneos

3 ideias-base:

- Poucas coisas são tão más como envelhecer;

- Pior que isso é viver com a velhice intra-muros;

- Há que aspirar a melhor.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Música para a Semana



Quando chega o inevitável, há que mexer o dito cujo.
Vem aí todo o trabalho do mundo, trabalho que só verá fim, definitivo, em Agosto. Ora, se estamos em Fevereiro, meio do dito, falta Março, Abril, Maio, Junho e Julho. Páscoa é uma semana para respirar fundo, sendo que o resto é para expirar.
Let's.

domingo, fevereiro 10, 2008

Interrogações

Como perceber?

Passar dias.

Passar tardes.

Sempre no mesmo cumprimento de onda.

Sempre na mesma frequência.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Primeiro na década de 70, depois numa cover

"(...)I miss the earth so much, I miss my wife(...)"

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Verdades Fundamentais

O Homem pode ser mau a diversas coisas, em diversas areas.
Menos numa.

Música para a Semana



Faz parte do Requiem.
É que vão começar as aulas...

domingo, fevereiro 03, 2008

Perspectivas

Acabando de "passar" fotos de câmara fotográfica alheia para o meu computador, sou invadido por duas sensações fortíssimas.
A primeira sensação é nostalgia. Terei passado o melhor fim de semana da minha vida naquela que, para mim, é a capital da europa. Uma cidade recheada de conteúdo, sentimento e história, história própria que, desde então, se entrelaçou com a minha. Ainda que de alguns dias se tratasse, a intensidade jamais poderia ser maior. Cada segundo foi aproveitado como se não houvesse outro e cada olhar recordado como se a eternidade fosse uma pausa para café.
Completa-se uma semana desde a noite em que não se dormiu e a passagem directa, acordado(s), para o aeroporto se fez sem espinhas, pagando menos pelo taxi, do que aquilo que era esperado e quase chorando por chegar uma hora que se queria para mais tarde.
A segunda sensação é de satisfacção. Lamechas ou não, há que dizer que fui para lá com aquela que mais desejava e desejo, hoje mais, hoje tanto. Fui espantado com a articulação e disponibilidade que me mostrou. Uma autêntica felina, que misturava a calma da confiança e a acção da crença, sempre percebendo que a solução viria.
Não é possível ocultar O Facto: a viagem foi ela. Vi monumentos, falei a lingua local com os nativos, coisas que me enchem sempre o ego, mas foi nela que vi o que mais importava.
Será demasiado pessoal para expôr aquilo de que falo.
Ela sabe-o.
Pode ser que um dia deixe de me querer. Pode ser que a vida dê as cambalhotas sempre cinzentas e os desencontros se produzam. Se há certezas, esta é A Certeza: ao mais puro espírito existêncialista, afirmo que perdurará na minha memória enquanto for dono dela. Fará parte do meu imaginário. Ocupará a minha mente quotidianamente, quiçá, ainda mais que hoje.
É no olhar dela que me perco.
É nela que me acho.

Passou uma semana.

sábado, fevereiro 02, 2008

Sensações

Vejo, no meu MSN, o nick de um amigo meu. É o título de um livro de Lobo Antunes, "Eu ei de amar uma pedra.
Quando penso nisso, não posso deixar de sentir alguma dor, ainda que psicologica.
É que, quando passar das palavras aos actos, vai doer...

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Ligações

Multiplas são as ligações que ligam os seres-humanos.
Uns são tios de outros. Pais de outros, amigos, irmãos...
Mas, sem qualquer sombra de dúvida, o pior que alguém pode ser a outrém... é fase.
Tantas vezes somos fases de alguém, essencialmente, fases na vida de alguém.

Lições

Para o que quer que se faça ou que se viva, conta-se sempre o que se tem, por trás.
Meaning:
Para qualquer experiência, qualquer vivência, haverá um sentimento maior, motor, na rectaguarda, que servirá de elemento enquadrador ad-hoc, para aquela situação concreta.
Basta pensar-se em sentimentos/situações e depois torna-se mais fácil entender o que se escreve.

Numa óptica dialéctica, explicamos sentimentos, chegamos mesmo a defini-los, se os relacionarmos, perfeitamente, com os acontecimentos.

Uma noite mais fria ou outra mal dormida não são nada se soubermos o que está atrás.

Ensinaram-me isso hoje.
Ainda que mo tenham dito tantas vezes, e mo digam, frequentemente, ouvir nunca é o mesmo que perceber.

Conclusões Importantes

O que era não é.
O que foi é bom que volte a ser.
Essencialmente, o que se sabia, pura e simplesmente, não existia.

Quanto mais se avança, facto é que menos se sabe a respeito de pontos cirurgicos.
Tudo muda. De um dia para outro, favas com chouriço e vinho tinto sabem por toda uma vida de prazer. O Woody Allen passa a ser um génio. O Saramago e Lobo Antunes passam a ter razão no que escrevem, quando, há algum tempo, nem se sabia se estávamos a ler textos ou letras avulsas desprovidas de conexão.

Acordo todos os dias (depois de pensar nela) esmagado pelo que estou disposto a levar a cabo naquelas 24 horas. O programa é sempre diverso daquele que existiria num passado recente.
O Sporting não tem lugar na minha vida, a menos que seja para dar uma chatice.
90% do dia é ela que o tem cativo. Ainda bem.

Mas o incrível nem é isso.

Quando me julgava o teólogo, o mestre, uma espécie de Marx do tema, acordo esmagado: não percebo nada dos trilhos em que me encontro.
Sem mapa, com o meu sentido de orientação mundialmente famoso por nunca ter sido concebido juntamente com o resto, não sei que fazer, pensar.

Este blog não tem mais gente por ter irremediáveis parecenças com um diário tornado público.
No fundo, é o que ele é.

Espero que a idade me traga aquilo que já devia ter vivido.
Não libertinagem.
Nem sequer a borga.
Simplesmente, perceber. Ter respostas. Saber. Fazer.

Passa uma hora e dois minutos do dia 30 de Janeiro de 2008 e chego a um culminar, a um apogeu de pensamento: não percebo nada de nada. Não sei fazer nada. Não sei responder a pergunta nenhuma.

Incompetências

terça-feira, janeiro 29, 2008

Faltas

Era bom, mas está suspenso.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Ás vezes, inspirado

Este.

domingo, janeiro 27, 2008

Horas

Há 66 horas levantava-me, desperto como nunca.
Há 23 horas olhava para ela com o pensar que, se o mundo acabasse ali, eu morreria feliz.

Referências?

O melhor Fim de Semana de sempre.

Por tudo.
Especialmente, por ela.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

8

Até hoje, nunca melhor.
Estamos no auge.

Celebremos em Alemão.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Quase, quase...


Já faltou tudo.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Observações de rerum natura

Estou na melhor fase da minha vida.
Devo-o às pessoas que a compõem. Sobretudo à tal.

Corre-me bem.

domingo, janeiro 20, 2008

Música para a Semana




A quem ache que caio numa espécie de marasmo anglo-pimba, desengane-se.
Esta música surge no contexto certo. Domine-se a inversão e ter-se-à um desejo e a geografia para se o executar.
Canções da minha meninice, enquanto possibilidade mais que forte.
Há cada ironia.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

A soma dos anos

Já somo alguns milhares de dias à minha idade.
Isso tem aspectos bons mas também, sobretudo, aspectos maus.
Nunca ninguém disse, em público, sequer em privado, salvas umas raríssimas excepções, uma virtude académica que tivesse.
Ultimamente, até nas orais são capazes de me citar defeitos.
De resto, isto é só mais um ramo da excepção à regral geral que sou: naquela faculdade, começam-se a tirar notas boas depois do 3º ano.
Comigo é o inverso.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Música para a Semana



Não é para prestar atenção à música toda. Alias, só interessa o nome.
Começou a chover. Parece que vai continuar.
Diz que terça também chove. Só que é uma chuva de picaretas. Capacetes. Trolhas. Edificios. Discricionariedade.
Isso tudo, portanto.

domingo, janeiro 13, 2008

Efeitos

Um individuo está de férias.
Encontra-se de bem com a humanidade.
Escrever é um escape, é certo, mas torna-se vilipendiável se utilizado sem propósito.
Nessa linha de raciocínio, está este autor, que percebe que não pode escrever sobre nada, se tudo de bom lhe acontece. A estranha dicotomia entre bem e mal tem aplicação analógica por estas bandas: se é o mal o motor, por excelência das linhas que tiveram a infelicidade de consultar, posso dizer que o meu estado é de bondade extrema.

Devo-o a alguém.
Trato de solver a "dívida" sempre que posso.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Seguir os Exemplos Certos






Eu respondo, sempre, na mesma moeda.

Ehehe.

domingo, janeiro 06, 2008

Sinais da Decadência I

ESCRITA

Intensa. Com "s".

Eu sei...mas escrevi mal. Declínio.

Música para a Semana



Regressa a única rubrica deste blogue. Depois da interrupção originada pelas festas religiosas e pagãs, há que voltar à carga.
A música reservada para a semana que bate à porte é das minhas preferidas. O Video não é dos mais nítidos, mas o som está ameno o suficiente para ser disfrutado.
A guitarrada, a letra, a interpretação...não há bandas como estas. Fez-se grande musica. Hoje ficamo-nos pelas música boas.

Música para a Semana




Regressa a única rubrica deste blogue. Depois da interrupção originada pelas festas religiosas e pagãs, há que voltar à carga.

A música reservada para a semana que bate à porte é das minhas preferidas. O Video não é dos mais nítidos, mas o som está ameno o suficiente para ser disfrutado.

A guitarrada, a letra, a interpretação...não há bandas como estas. Fez-se grande musica. Hoje ficamo-nos pelas música boas.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

22

Muito há a dizer.
O frustrante é que o pouco vence.

Não valerá de muito fazer balanços, deixo-os para o recato mental aconchegante que, até hoje, tem servido.

Tenho uma excelente família.
Venero uma mulher.

Dificilmente se tem melhor.

Um terço da vida já lá vai.

terça-feira, janeiro 01, 2008

Ora, cá volto

Não foi às 16 horas, foi um pouquito mais tarde, mas com a afluência que este blog anda a ter duvido que haja processos cíveis contra o blogger.
Seja como for, eis-me.

O post não terá aquele conteúdo e extensão habituais, por dois motivos: primeiro, não há tamanhos habituais aqui; segundo, ter dois motivos é melhor que ter só um.

Hoje é o primeiro dia do ano. É um dia de que não gosto especialmente. Prefiro sempre o último dia do ano.
Não houve excepções desta vez.

É interessante constatar que o Reveillon só é um sucesso garantido se tivermos 500 euros e o Estoril for ali perto, ou a Madeira até não parecer muito mal, ou, ainda, a Serra da Estrela ter neve.
O ponto que merece análise é o seguinte: uma coisa é haver sucesso no Reveillon, que só se atinge com os requisitos supra citados, outra coisa, ligada, mas diferente, é a passagem de ano ser memorável, marcante e, sobretudo tocante.
Se é certo que em qualquer lugar de eleição teria programa, horas definidas, artistas de renome, não é menos certo que o que pude experienciar, ontem à noite, bate tudo aos pontos.
É que, apesar de passar por diversas contrariedades, a lição que se tira não podia ser portadora de pureza maior: é a companhia que faz os momentos, que lhes confere a especialidade e carisma que para sempre ficarão guardados no album mental.

Faltava alguém assim, alguém que conferisse a chancela de profundidade a um momento tão singelo como o pernoitar numa estação de metro.
Já não falta.

Com isto acho que acabo de escrever um mensagem de ano novo.
O desejo próprio é que este alguém se mantenha.
O desejo para o resto do mundo é que encontrem alguém assim.

É ser feliz.

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Euntes

Hoje é um dia de muitos fins.
Terminou o semestre académico.
Terminou o estudo arduo para frequências.
Terminou a escrita neste blog até início do novo ano.

Assim, cumpre tecer algumas considerações.
Primeiro que tudo, numa palavra, se pode descrever o que tem sido o ano: cansativo. Muito trabalho e poucos frutos.
Sei o que é direito penal. Percebi sobre o que versa o direito comercial. Obrigações foram sujeitas a termo.
Mas a palavra essencial tem que ir para ela. Sempre ao meu redor, envolvendo o meu mundo no seu universo, expurgando qualquer réstia de infelicidade ou mágoa. Devo-lhe muito. Dever-lhe-ei, provavelmente, qualquer lastro de sucesso ali provado.

Dito isto, até dia 1, volta das 16 horas, altura em que me estarei a levantar, não volto a postar por cá, nem em outro lado.

Votos de um Feliz Natal e Fulgurante Ano Novo.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Verdades de Sempre

É muito mais aquilo que não se sabe do que aquilo que se sabe.

Vermelho

Tecido inebriante,
quero sentir-te.
Curvas delirantes,
não me fiquem distantes.

Caminhas nesse corredor e já de mim não sou senhor.
Teus olhos chamam e como resistir?
És o sumo bem, alívio da minha dor,
Razão da minha existência, profusão do meu sentir.

Será do vermelho convidativo,
Do negro que com ele combina
ou, simplesmente, a indumentária que me faz captivo?

Nada disso me ilumina.

São os espelhos d'alma,
profundos como o mundo,
quentes como a chama.

domingo, dezembro 16, 2007

Música para a Semana



O Cenário: Última semana do Semestre
O Futuro: Sexta-Feira chovem valores
A Certeza: Não dará grande soma
A Consolação: Esta Música.

Há nela, sobretudo, um verso que me toca: "No wants you when you lose"
Toca-me, primeiro, porque não é totalmente absoluto e, segundo, quando contrariado, o sentimento de gratidão converte-se na extrema alegria de perceber que há seres que merecem este mundo e o outro.

sábado, dezembro 15, 2007

Dias em Anos

Precisei e ainda preciso;


Passou um dia?
Ainda não. Está a passar um ano.

Dela.
Só dela.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Coisas da Primária

Uma vez fui expulso da sala de aula por não respeitar as regras desta coisa. Agora vingo-me.

Ninguém.
Ao nascer do dia, ninguém.
Ocaso taciturno sou eu, ninguém.

Trevas habitantes voam com pavor,
Enquanto olho para ti e me torno alguém

Meu amor,
Está em ti meu início,
Repousa em ti meu fim de suplício.
Em mim se encontra o infante amordaçado
Chorando pelo rápido fim...
Ontem

Resumir

Há chavões que primam por primarem.
Vou tentar ser o mais específico possível, porque, desta vez, quero mesmo dizer qualquer coisa.

Sendo novo, cada experiência por que passo e cada conhecimento que travo são-me chocantes: a reacção é um tudo nada semelhante à de ver um E.T ou ter uma experiência extra-sensorial.
A experiência de hoje chama-se bondade.
Há um princípio ao qual a humanidade não pode fugir: as pessoas são ruins, nefastas, más. Disto não haja qualquer duvida. O melhor que há a fazer é aceitar e tentar não sair por baixo. Eu aconselho.
Quando se trata de ver que há alguém superior, the clash couldn't be bigger.

Quis ser bondosa comigo.
Quis fazer o seu papel.
Quis ser quem eu precisava que fosse.

E foi.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Quando o Herman ainda era Herman



(Via 31 da Armada)

Princípio da Contra-Corrente

Começar mal, continuar bem e, subitamente, voltar ao mau é coisa de gente inexperiente.
Bem dizia que era jovem, um puto.

Princípios

Vou representar, graficamente, o meu aproveitamento:


Descobri que não consigo.

domingo, dezembro 09, 2007

Música para a Semana



Acompanhem o meu raciocínio:

- Faltam duas semanas para o final das aulas e as frequências batem à porta como o cobrador do fraque: Haja Jesus!

- Faltam 14 dias para o Natal: Haja Jesus!

Assim uma espécie de Jesus privado.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Arrepios

Passa uma criança que devia, à vontade, ter uns "míseros" 13 anos e diz assim:
- "Dá-lhe, antes, o "Sétimo Selo".

Mas quem é que, aos 13 anos, sabe o que é o "Sétimo Selo???"

Até que me surgiu a luz.

Nem tudo na vida é surpreendente. Vezes há em que a desilusão vence. Eis ao que me referia e imaginei que estivesse no melhor intelecto do prodígio wanabe:

E, agora, a substância na diferença. Aquilo que me faria escrever um post de elogio em vez de um epitáfio:


É uma pena.

Ordenamento

-"Quando se manda cremar alguém, fica-se sem os corpos"
-"Então sobra o animus"

Acreditem, isto tem mesmo muita graça.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Verdades de Sempre

Saio da estação, todos os dias, exceptuando os santos fins-de-semana, entre as 18.57h e as 19.07h.
Subo aquela rampa de terra batida que se ergue do lado esquerdo de quem para ela de frente olha.
Bate uma luz sobre as minhas costas: é a minha sombra que me esconde o caminho e dificilmente me deixa trilhá-lo.

domingo, dezembro 02, 2007

Música para a Semana



Digo-o sem medo das consequências: provavelmente, a melhor cover que tenho o prazer de ter ouvido.
Não sou admirador incondicional do rapaz, mas que têm surgido grandes músicas, sucesso, concertos cheios e qualidade, isso têm.

Há duas coisas que têm de ser comentadas: a letra e o conceito de cover.
Por partes.
Quanto à letra, agora que a ouvi decentemente (nunca tinha percebido o que é que o Elton queria dizer quando se punha a cantá-la), acho-a extremamente analógica, ou susceptível de analogia, com certos aspectos da existência deste blogger. Mas acho que esse é o critério geral para se apreciar uma melodia.
No tocante ao conceito de cover, é muito curioso: dá-se nova roupa, cama e quarto a algo que é de outra pessoa. A outra pessoa até pode gostar disso. Pode até acontecer que essa coisa fique melhor com a outra alma. A única coisa que não se discute é que aquilo já teve outro dono.
E se o mesmo se passasse com a vida de cada um?
Pense-se nisto: eu, agora, começava a viver a vida de um amigo meu e ele a minha. Só durante uns tempos. Ele era eu e eu era ele. Mudaria tudo radicalmente?
Com a musica do Fonseca mudou para melhor.
A música tem pouco de pratica existêncial.

sexta-feira, novembro 30, 2007

Caminhando para o Chill



Sem nunca esquecer o mais importante.

Polissemias

Em buscas recentes, percebi algo: não sei o que é um problema.
Sei que há problemas matemáticos, problemas financeiros e, depois, há todos os outros e esses não sei quais são.
Pior: vejo-os em todo o lado. Vejo coisas que não sei o que são. Penso nelas e nem as conheço.
Isto sim, é bizarro.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Urbi et Orbi

Anselmo vai à mercearia comprar 6 litros de leite. Paga, ao merceeiro, 6 euros por todos os pacotes.
Saindo da mercearia, dirige-se, a pé, para casa, quando o merceeiro lhe pergunta, do seu estaminé, se não quer comprar, também, ovos, farinha, açúcar e chocolate para fazer um bolo. Vendia-lhe tudo" barato". Anselmo aceita.
Quando chega a casa, Anselmo quer resolver o contrato.

- Qual contrato?

terça-feira, novembro 27, 2007

Milagres

Estão 4 Seres-Humanos sentados a mesa. O espaço envolvente proíbe o fumo.
Todas as almas sentadas são respeitadores juristas, cumpridores da lei, regulamentos, normas corporativas e despachos normativos.
Tomam café.
Há uma empregada, diligente, uma autêntica empregada média, que arruma as mesas. Cabia-lhe, entre tantas funções, impedir o fumo naquela área.
A mesa onde os insignes conversavam estava coberta pela chávenas do já consumido café, praxe de um almoço completo. Cabia, então, à empregada, arrumar as peças.
Caminhando para a mesa, fumo sube, ad coelum, e a senhora nota. A proveniência era a parte de baixo do sacro tampo.
Servil à sua tarefa, pergunta à mais distinta donzela, uma imponente mulher, dotada de uma aparência carismática, se esta não estaria a fumar.
Espantada, pergunta: "Eu?". Com isto, levanta a mão direita, e entre o dedo indicador e média tinha, aceso, um Camel, causa de todo o fumo.
"Meu Deus!" exclamou a incandescente diva.
Tinhamos presenciado um Milagre.

Foi o Milagre da FDL

(Texto ortografica e gramaticalmente corrigido)

segunda-feira, novembro 26, 2007

Círculos

É frequente lembrar-me do efeito que a água estagnada produz assim que lhe toco com um dedo: aqueles círculos que se alastram, crescem e desaparecem.
É assim com tudo, mas tudo mesmo.

Tiradas filosóficas à parte, lembro-me dos círculos por um episódio ocorrido numa carruagem do metro, que parava, volta das 8.45h, na Cidade Universitária. Um diálogo:

- "Há bocado a senhora passou e bateu-me no pé e nem pediu desculpa. Eu não sou parede."
Dito isto, seguiu, não sem antes soltar um "anormal".

A destinatária ficou com ar de espanto e um sorriso sarcástico.

Á saída, uns estudantes, que partilhavam a carruagem, começam a comentar:

- "Dizia a Profª. Paula Costa e Silva que o processo existe porque, desde que existam dois Homens, pode haver conflito"
- "O que eu mais gostei foi da justificação"
- "Ehehehe"

Nasce a contenta, gera-se a discussão, acaba tudo ali.

Como os círculos na água.

domingo, novembro 25, 2007

Música para a Semana



Pedia-se, desde algumas semanas, um nome de verdadeira qualidade para esta rubrica semanal.
Ei-lo: Norah Jones.
Mais que uma música, é uma mensagem.
Porque, ao fim e ao cabo, todos os dias da semana vindoura, sem excepção, terão, ao final da sua tarde, esta expressão.

Ideias

Ao começar este blog, tinha duas ideias que eram como que dados adquiridos, na minha cabeça:

- Sou um velho mental;

- Tinha atingido o auge da minha existência, ou, numa linguagem mais óbvia, já tinha conhecido os limites superiores da uma existência feliz.

A isso declaro fim.

Não sou velho mental nenhum: falta-me viver tudo. Sei-o porque há situações para as quais só conseguirei dar resultado positivo e respectivo seguimento se as viver, intensa, árdua e totalmente.

Quanto à felicidade...
Se tratados há quanto à dita, o que sinto não é positivável: nunca será sequer palpável.
Hoje, o sentimento a que me refiro não é apreensível por acções solitárias, atitudes errantes ou episódios de one-man-show. Se em sociedade vivemos é por ela que recebemos o que falta faz. Desse grupo, terá de vir alguém, específico, que transmita uma mensagem tal que, por exemplo, se escrevam textos destes em blogs.
A felicidade concede-se.

Concederam-ma.

sábado, novembro 24, 2007

Coisas com (ou sem) piada

- Boa noite, queria participar um rapto, por favor.
- Com certeza! Quem é que foi raptado?
- As sabinas.

quinta-feira, novembro 22, 2007

Tudo

"Ocorre uma síntese, em sentido próprio: os princípios acolhidos para o núcleo do sistema não se obtêm de modo arbitrário, antes derivando da história e da cultura; os elementos existentes na periferia não têm mera origem empírica, antes se ordenando e completando em função dos princípios gerais presentes no centro. Todo o sistema se movimenta em vias de sentido duplo centro-periferia, numa junção entre cultura e racionalidade ou sistema interno e sistema externo que possibilitará, depois, sucessivos saltos qualitativos no campo jurídico-científico."

CORDEIRO, MENEZES TRATADO DE DIREITO CIVIL PORTUGUÊS I PARTE GERAL TOMO I, 3ª EDIÇÃO 2005

"Assentes as premissas de que a sociabilidade é uma característica natural do homem, de que a natureza é eminentemente normativa, que a lei natural constitui a participação humana, através da razão, na lei eterna, e é, portanto, imutável, embora susceptível de desenvolvimentos, o Anjo das Escolas conclui que o poder civil transcende o tempo e o espaço, a diversidade de crenças e raças"

ALBUQUERQUE, RUY E ALBUQUERQUE, MARTIM HISTÓRIA DO DIREITO PORTUGUÊS
1º VOLUME, 11ª EDIÇÃO

terça-feira, novembro 20, 2007

Fim da Sequência

Acabou a série de posts a postar pelo motivo previamente referido.

Grato pela compreensão.

Fim da Sequência

Acabou a série de posts a postar pelo motivo previamente referido.

Grato pela compreensão.

Consciências

Quando tinha 14 anos sempre me vi como um velho com cara de puto.
Hoje, descubro que sou um gajo novo. Um Puto

(Adendado/Emendado)

Decreto: Hino

She may be the face I can't forget
The trace of pleasure or regret
May be my treasure or the price I have to pay
She may be the song the summer sings
May be the chill the autumn brings
May be a hundred different things
Within the measure of a day

She may be the beauty or the beast
May be the famine or the feast
May turn each day into a heaven or a hell
She may be the mirror of my dreams
The smile reflected in a stream
She may not be what she may seem inside her shell

She who always seems so happy in a crowd
Whose eyes can be so crowded and so proud
No one's allowed to see them when they cry
She may be the love that cannot hope to last
May come to me from shadows of the past
But I'll remember till the day I die

She may be the reason I survive
The why and wherefore I'm alive
The one I'll care for through the rough in many years
Me, I'll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is she
She
She

Diálogos

- Queres uma tarte?
- Não.
- Tu não te queres matar, não é?

Dou uma pista: é uma piada.

Sonoplatia



Ele há músicas ridículas.
Quis pôr a versão dos Santa Esmeralda, que é mais mexida.
Fica esta.

Sequência

Vão seguir-se uma série de posts, uns com videos, outros com ditos.
Não tenho nada melhor para fazer.

Calmamente...

Penso numa lareira a crepitar, vejo uma cadeira de baloiço, uma sala rústica, eventualmente de madeira, e toda uma mobília usada pelo tempo.
Há, na divisão, dois sofás e um está ocupado.
Vê TV como se toda a eternidade se tivesse apossado dele. Fuma cachimbo, provavelmente por, na juventude, nunca ter feito semelhante proeza.
Com ele, ela.
Não largou o mesmo olhar que a caracterizava quando mais nova. Não perde o riso e sorriso que faziam perder a cabeça do distraído transeunte.
Está formosa como teria sido sempre seu apanágio.
No seu diálogo, a reforma de todo um sistema legislativo civil. Alegremente, trocam-se piadas a esse respeito.

(mais um momento sala de estudo)

segunda-feira, novembro 19, 2007

Momentos

Da cabeça idiota, saiem pensamentos idiotas.

Mas, do ecrã colorido, sai uma resposta à altura.

É seu deixar-me assim.

Extasiado.

Post que Aparece sempre nestas alturas

Há alturas em que ficamos a saber aquilo que devia ter ficado esclarecido num momento prévio.
É ruim, é desagradável.
Pode sempre ser pior: se ficamos a saber por terceiros, ainda que esses terceiros nem tenham personalidade jurídica.
Contrariamente ao que se possa pensar, há acontecimentos, factos, tentativas, comportamentos que podem nunca chegar ao conhecimento da generalidade, ou da especificidade. O que caracteriza esses comportamentos é que não são, mesmo, de forma alguma, de jeito maneira (dizia o brasuca) susceptíveis de serem conhecidos. Se o são, posts destes acontecem.
Se o são, o blogger começa a reflectir sobre a essência do homo e, sobretudo, sobre a natureza das relações que ele establece.
Por fim, o blogger apercebe-se que perdeu tempo demais a pensar no mesmo centro de imputação de normas jurídicas. Perdeu tempo a pensar no que foi, mas pior: no que será.
Altura haverá em que não haverá mais paciência para reflexões deste tipo.
Altura chegará em que se percebe que tudo está em causa. Ainda que nada do que esteja escrito seja abalado.


Numa toada próxima: há meses terei tipificado um certo delito. Ora bem, preenchendo-se a previsão, cai a estatuição, verdad?

Causa/Efeito

Ser banana/Aprender a não ser
Ser flexível/Desprezo
Ser um gajo porreiro/Take me for granted

domingo, novembro 18, 2007

Musica para a Semana



Vem na linha de tudo o resto.
Oiço-a desde muito novo. Não que agora seja um velho, mas era uma autêntica criança quando ma enviaram através do IRC.
Eram alturas engraçadas: dava nomes falsos, falava com múltiplas personalidades, descobria novas culturas e ideologias e passava (muito) tempo.
Vêm algumas recordações à cabeça, mas a riqueza desta musica está na sua letra.
Apreciável.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Decadência

Hoje fui ao cinema e assisti à exibição de um filme Português, cujo título começa com a letra C, acaba com a letra O e, no meio, tem orrupçã.
Antes deu o trailer do Gangster Americano.
O Bilhete custa 4 euros.

Falei de tempo e de dinheiro.
Se me perceberem bem, ainda aludo ao facto de poderem fazer a coisa certa com estes dois factores.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Sensações

Estive toda a vida à espera deste momento.

Subitamente…

Imagino-a, face alva, cabelos esvoaçando, na Costa da Caparica. Os olhos, semicerrados pela força do vento que contra ela voa, não perdem o encanto , continuam apaixonantes.

O encontro, marcado, viria, então, a ter lugar. Por trás, surgiu o corpulento vulto. De uma vez abraçou-a. Encostou a sua cara à dela, bochecha com bochecha. O sorriso na face de ambos era disfarçado mas sentido.

No horizonte, já se punha o sol, já se faziam horas para voltar.

( momento imaginado numa calma sala de estudo )